É hoje
Quando a bola rolar
hoje à noite na Arena, não estará em voga apenas mais uma partida pela
Libertadores 2014 que definirá um dos classificados às quartas-de-final. Nada
disso. Estará em jogo, também, a chance de os atuais atletas gremistas
reescreveram a história do Grêmio, ancorados na obsessão chamada Tri da
América. A torcida, carente de um grande título desde 2001, certamente lotará a
Arena e promete, na questão ambiental, E TÃO SOMENTE PELO GRITO DA TORCIDA,
apresentar o ‘inferno’ ao time do Papa — com o perdão da heresia. Amanhã é
feriado e, portanto, não há melhor programa aos gremistas a não ser a
moderníssima praça esportiva situada na zona norte de Porto Alegre.
Receita
O Grêmio jogará 13
anos em 90 minutos. É imbuído deste sentimento — além da organização tática e
do esmero técnico, claro — que os jogadores precisam ingressar no gramado.
Sí...
Se puede!
Embora precise vencer
por dois gols de diferença, acredito na classificação gaúcha/brasileira por um
simples motivo: tecnicamente, o Grêmio é infinitamente melhor que o San Lorenzo
— principalmente pelos retornos de Wendell e Luan ao time que, lesionado, não
jogaram na Argentina. Entretanto, será fundamental que os tricolores inibam as
investidas, principalmente de Correa e Villalba, principalmente no
contra-ataque, que deverá ser a maior estratégia ofensiva do técnico Edgardo
Bauza. Além disso, obviamente, todo o cuidado é pouco com a ‘famigerada’ bola
parada que há tempos decide a maior parte dos jogos mundo afora — vide a
goleada do Real Madrid sobre o Bayer.
Realidade
e desejo
Com a eliminação do
Velez e na semana passada do Léon, do México, apenas os clubes brasileiros
possuem envergadura técnica, ‘bola no corpo’ — na atualidade, dentro de campo,
e não somente na tradição — para vencer a maior das Américas. Na minha visão,
obviamente. Espero que Grêmio ou Cruzeiro ou Atlético-MG salve a honra-técnica
da pior Libertadores dos últimos tempos.
Estratégia
Conforme aventado
pela imprensa, o tricolor deverá entrar em campo no 4-2-3-1, com apenas dois
volantes (Edinho e Riveros). Desta feita, Luan, Zé Roberto e Dudu devem compor
a linha de três meias atrás do centroavante Barcos — com chances de Rodriguinho
ocupar a vaga de Zé. Pela necessidade do resultado e, principalmente, diante do
modelo tático saturado com os três volantes, taticamente e na teoria, acerta
Enderson Moreira. Entretanto, sugiro mais uma alteração, desta vez de ordem
nominal. Veja abaixo...
Apoio
de qualidade
O volante Ramiro deve ser o lateral-direito no lugar
de Pará. Com o camisa 17 no setor, o tricolor ganhará uma saída qualificada
pela direita e disporá de uma interessante dobradinha ofensiva com Luan—
semelhante a que ocorre pelo outro lado com Wendell e Dudu. Com Ramiro, o Grêmio
não perderia em poder de marcação, uma vez que atleta natural de Gramado-RS, é
volante. Além disso, com ele, o time de Enderson Moreira terá mais um
expediente contra a retranca que possivelmente os argentino farão: o chute de
médio-longa distância. Boa sorte aos tricolores.
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Foto:
Ducker.com.br, Band Esportes e Grêmio Oficial



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