quarta-feira, 30 de abril de 2014

Grêmio x San Lorenzo: Treze anos em 90 minutos

É hoje


Quando a bola rolar hoje à noite na Arena, não estará em voga apenas mais uma partida pela Libertadores 2014 que definirá um dos classificados às quartas-de-final. Nada disso. Estará em jogo, também, a chance de os atuais atletas gremistas reescreveram a história do Grêmio, ancorados na obsessão chamada Tri da América. A torcida, carente de um grande título desde 2001, certamente lotará a Arena e promete, na questão ambiental, E TÃO SOMENTE PELO GRITO DA TORCIDA, apresentar o ‘inferno’ ao time do Papa — com o perdão da heresia. Amanhã é feriado e, portanto, não há melhor programa aos gremistas a não ser a moderníssima praça esportiva situada na zona norte de Porto Alegre.

Receita

O Grêmio jogará 13 anos em 90 minutos. É imbuído deste sentimento — além da organização tática e do esmero técnico, claro — que os jogadores precisam ingressar no gramado.

Sí... Se puede!

Embora precise vencer por dois gols de diferença, acredito na classificação gaúcha/brasileira por um simples motivo: tecnicamente, o Grêmio é infinitamente melhor que o San Lorenzo — principalmente pelos retornos de Wendell e Luan ao time que, lesionado, não jogaram na Argentina. Entretanto, será fundamental que os tricolores inibam as investidas, principalmente de Correa e Villalba, principalmente no contra-ataque, que deverá ser a maior estratégia ofensiva do técnico Edgardo Bauza. Além disso, obviamente, todo o cuidado é pouco com a ‘famigerada’ bola parada que há tempos decide a maior parte dos jogos mundo afora — vide a goleada do Real Madrid sobre o Bayer.

Realidade e desejo

Com a eliminação do Velez e na semana passada do Léon, do México, apenas os clubes brasileiros possuem envergadura técnica, ‘bola no corpo’ — na atualidade, dentro de campo, e não somente na tradição — para vencer a maior das Américas. Na minha visão, obviamente. Espero que Grêmio ou Cruzeiro ou Atlético-MG salve a honra-técnica da pior Libertadores dos últimos tempos. 

Estratégia


Conforme aventado pela imprensa, o tricolor deverá entrar em campo no 4-2-3-1, com apenas dois volantes (Edinho e Riveros). Desta feita, Luan, Zé Roberto e Dudu devem compor a linha de três meias atrás do centroavante Barcos — com chances de Rodriguinho ocupar a vaga de Zé. Pela necessidade do resultado e, principalmente, diante do modelo tático saturado com os três volantes, taticamente e na teoria, acerta Enderson Moreira. Entretanto, sugiro mais uma alteração, desta vez de ordem nominal. Veja abaixo...

Apoio de qualidade


O volante Ramiro deve ser o lateral-direito no lugar de Pará. Com o camisa 17 no setor, o tricolor ganhará uma saída qualificada pela direita e disporá de uma interessante dobradinha ofensiva com Luan— semelhante a que ocorre pelo outro lado com Wendell e Dudu. Com Ramiro, o Grêmio não perderia em poder de marcação, uma vez que atleta natural de Gramado-RS, é volante. Além disso, com ele, o time de Enderson Moreira terá mais um expediente contra a retranca que possivelmente os argentino farão: o chute de médio-longa distância. Boa sorte aos tricolores.
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Foto: Ducker.com.br, Band Esportes e Grêmio Oficial

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