segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Barcelona x Santos
Decepção mundial
Perder é contingência do jogo, mas podemos contestar a forma com que ela ocorre. Muricy Ramalho, que há tempos defendo para a seleção brasileira, foi uma decepção do tamanho do mundo. Que o Barcelona é um "cano" todos já sabem, mas convenhamos: era preciso no mínimo capacidade de indignação, marcação forte, especulação no contra-ataque. Que nada, vimos um time omisso, aceitando passivamente a superioridade do rival e com os craques Ganso e Neymar brincando de esconde-esconde. Parabéns Barcelona, mas o Peixe foi girino.
Revolução
É incrível, mas o melhor time do planeta ganhou por 4 x 0 sem nenhum atacante de ofício. Com a lesão de David Villa – que está longe de ser um centroavante clássico - Joseph Guardiola escalou o meia Thiago Alcântara, filho do tetracampeão Mazinho. Desta forma, o comandante Catalão segurou o lateral-esquerdo Abidal, formando um trio defensivo com Puyol e Piqué e liberou o restante da equipe ao ataque, a exceção do volante Sergio Busquets. O que se viu foi uma aula de equilíbrio e efetividade. Xavi, Iniesta, Fabregas, Daniel Alves pela direita, Alcântara pela esquerda e Messi. Uma atuação de gala, com o selo Barcelona, indiscutivelmente.
Estratégia
Por mais que o adversário seja o Barcelona, é preciso convicção, repetição de equipe, coerência. Infelizmente, Muricy se acovardou, é compreensível, é verdade, mas não podemos eximir o melhor técnico do país – na minha humilde opinião – de suas responsabilidades. Vejamos: qual o setor em que o jogo é decidido? Qual o setor em que o Barcelona é mais forte? Resposta: na meia cancha! Foi justamente esse o equívoco do treinador. Ao invés de povoar o setor, ele retirou um atleta do meio-campo e promoveu o ingresso de um defensor, o lateral-esquerdo Léo...
Variações
Por mais que as variações táticas, às vezes, dispusessem o peixe no 4-4-2, em duas linhas de quatro, com Bruno Rodrigo na lateral-direita e Danilo no meio, o Santos foi mal escalado. Além da superioridade “amazônica” do Barça, Muricy conseguiu dificultar a proposta que já era quase impossível – vencer os catalães. Deixar Elano – por mais que esteja em um mau momento – e Ibson no banco para escalar um defensor a mais foi um atestado de covardia, compreensivo, repito, mas covardia. Pensou mal o comandante da Vila, uma pena. Mas, tudo é aprendizado.
Elenco
É claro que ninguém vence sozinho, muito menos, perde. Muricy não é o único responsável. A direção santista, a quem o Brasil todo rende cumprimentos pela metamorfose de gestão que entre outros, mantém Neymar e Ganso, mesmo com o assédio europeu, também pecou. É inadmissível que um time dispute um mundial com uma defesa frágil e veterana composta por Edu Dracena e Durval. Com todo o respeito aos profissionais, mas eles estão mais para ex-jogadores do que qualquer outra coisa. Desta forma, Muricy tentou algo novo, escalou três zagueiros para compensar a deficiência do sistema defensivo. O treinador errou, mas teve motivos para tanto. Não havia zagueiros confiáveis no elenco.
Moeda
Segundo o próprio Muricy Ramalho, jornalista que assiste ao jogo do sofá jamais será derrotado. Concordo com ele, mas existe o outro lado da moeda. O tetracampeão brasileiro – 3 com São Paulo e 1 com o Fluminense – é astronomicamente bem pago para dirigir e bem. Sendo assim, um treinador não pode ficar inerte, sentado na casamata, quase sonolento, enquanto seu time é vergonhosamente envolvido em uma final de Copa do Mundo. O Peixe foi humilde demais, morreu sem lutar. A começar por seu treinador.
Craques
Quando vencem, são craques, quando perdem são “pipoqueiros”. Não gosto dessa simplificação comum na opinião pública nacional, sobretudo, com os jovens, como Paulo Henrique Ganso e Neymar. O ano foi fantástico para o segundo, mas o Ganso ficou defendo. É verdade que as inúmeras lesões dificultaram a jornada do camisa 10, mas ainda tenho muito esperança na dupla. Se continuar a jornada, sem desvios, cuidando da parte física e atlética, aposto, vislumbro que Neymar será o melhor do mundo em até cinco anos. Sobre Ganso, o futuro também promete. Trata-se de um jogador raro, perna esquerda fantástica, um meia à moda antiga, mas precisa superar a série de lesões. O futebol brasileiro, sobretudo a seleção, precisa de Ganso e Neymar. Torçamos para que tudo dê certo!
Omissão
Mesmo sem condenar a promissora dupla, isoladamente, não podemos deixar passar a omissão de Ganso e Neymar. É verdade que quando a coletividade não rende, a individualidade dificilmente impera – vide Messi na seleção argentina – mas as maiores esperanças santistas também possuem sua parcela de culpa na goleada em Yokohama. Esperava-se que Neymar e Ganso buscassem o jogo, não se rendessem facilmente tão facilmente a marcação. O camisa 11 ficou os 97 minutos aberto na ponta-esquerda, submetido ao capitão Puyol, enquanto Ganso foi meramente um assessor dos volantes...
Preço
Tenho certeza que os torcedores do time de Pelé não esperavam uma atuação luxuosa de Henrique, Durval, Dracena ou Léo. Mas, de Ganso e Neymar, sim! Confiasse nos melhores e, cobra-se dos mesmos na mesma proporção. É preço pela qualidade!
Capítulo
Seria preciso um capítulo à parte para tratar de Lionel Messi. Sem exageros, trata-se de um extraterrestre, é “palhaçada” o que joga o argentino natural de Rosário. Velocidade, drible, passe, lançamento, conclusão, domínio único – correndo com a bola grudada no pé esquerdo. Não tenho dúvidas que o camisa 10 já está entre os 10 maiores atletas da história do futebol mundial, guardadas as peculiaridades de cada época, logicamente. Com estilo próprio, é da mesma estirpe de Pelé e Maradona, ou perto disso, para não chocar os conservadores. Ronaldo, Romário, Messi, Zidane e Ronaldinho. Esse é o Top Five desse jovem colunista, nascido em 1985. Feliz Natal a todos e tenhamos um extraordinário 2012!
Foto: Veja.com
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
América, merecimento e Roma Antiga

Libertadores
Demorou, mas veio. Após alternar ao longo de todo o certame, finalmente os colorados puderem celebrar a conquista da vaga à Copa Libertadores. Beneficiados pela derrota do Coritiba para o Atlético-PR, atrelado ao triunfo sobre o Grêmio no clássico local, o lado vermelho do Estado garantiu seu lugar na maior competição da América – ao lado de Corinthians, Vasco, Fluminense Santos e Flamengo. Com 60 pontos, o Internacional terminou o Brasileirão na quinta colocação e agora disputará a chamada Pré-Libertadores contra uma equipe colombiana, a ser definida. Os jogos estão marcados entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Parabéns e boa sorte aos colorados!
Gre-Nal
De um lado um Grêmio descompromissado, marcando forte e deixando o tempo passar. De outro, um Internacional jogando à vida, pressionando, mas sem chances de gol. Em que pese o maior volume de jogo do Inter, o Gre-Nal se mostrou equilibrado. Ameaçando através da bola parada com Marquinhos no primeiro tempo e Douglas no segundo, o Grêmio pecou em apenas um quesito, dentro daquilo que se propôs a fazer: deixar livre D’Alessandro. Resultado: o camisa 10 “comeu a bola”, participou da jogada que originou o pênalti em Oscar e cobrou com maestria. Final: festa vermelha e frustração azul. Agora, tudo é 2012!
Detalhe
Certos jogadores precisam receber atenção especial. Lembro que contra o Fluminense, Dorival Júnior deixou livre o meia Deco, que “pintou e bordou” e foi o principal nome da vitória carioca contra os colorados. No último domingo, o “cochilo” da vez ficou por conta de Celso Roth. Apesar de um início com marcação forte de Fernando sobre D’Alessandro (ambos na foto), o camisa 10 se movimentou, fugiu da jovem revelação gremista e se configurou no grande nome do Gre-Nal. Para coroar a atuação, o argentino ainda marcou seu sexto gol na história dos clássicos. Sem dúvidas, D’Ale foi o grande nome colorado na reta final do brasileirão!
Afirmação
Falando nele, o volante Fernando jogou e jogou muito. Com altíssimo acerto de passes, qualidade no desarme - sem marcar faltas - e relativa velocidade, o camisa 17 se destacou em meio ao “mar de mediocridade” que tomou conta do Grêmio ao longo da temporada. Reserva nos tempos de Renato Portaluppi, figura fundamental na conquista do Campeonato Mundial SUB-20 e “homem de confiança” de Celso Roth, inclusive fazendo com que o multicampeão Gilberto Silva fosse deslocado para a defesa. Fernando aproveitou muito bem as oportunidades, venceu as desconfianças e é peça fundamental da meia-cancha gremista, já projetando a próxima temporada.
Ano novo
Projetando o ano que se avizinha, a dupla Gre-Nal possui desafios distintos. Pelo lado gremista, que terminou o brasileirão na mediana 12ª colocação, com 48 pontos, a missão é construir um grande time capaz de conquistar grandes títulos – o que não ocorre desde 2001, no título da Copa do Brasil. Por outro lado, o Internacional, que conquistou o gauchão e Recopa Sul-americana, a grande obsessão é o tricampeonato da Libertadores. Em comum, ambos precisam enxugar o grupo, despensar os chamados “come-dorme” e reforçar o grupo principal, sobretudo, os titulares. Mãos à obra, “cartolagem”.
Reforço
Surgido no Atlético-PR, com passagens por seleções de base e há quatro anos no São Paulo, o atacante Dagoberto é a primeira contratação do Inter para a próxima temporada. Resta saber se o outrora camisa 25 se apresenta no Beira-Rio somente quando acabar seu contrato, em abril, ou se a direção colorada conseguirá antecipar sua chegada para janeiro. A direção são paulina exige compensação financeira para liberá-lo no início do ano. Trata-se de um antigo sonho da direção colorada e artigo raro no futebol nacional, notadamente por sua velocidade. Dagoberto tem tudo para dar certo no Inter e em breve, torna-se ídolo da nação vermelho e branco. É mais que uma aposta, é uma tendência.
Promessa
Se conseguir manter os principais jogadores da temporada, o Internacional terá um dos melhores sistema ofensivos do país. Vejamos: qual clube dispõe dos talentos de D’Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião? No papel, o ano se mostra promissor para os colorados. Veremos se o presidente Giovanni Luigi conseguirá resistir ao assédios dos clubes europeus, sobretudo, no que diz respeito a Damião. Veremos!
Roma antiga
Pelo lado gremista, o ano promete boas notícias. Além das obras da Arena, a torcida está sedenta para ver a estreia do excelente atacante Kléber. Paralelo, surge a possibilidade de a direção anunciar o camisa 10 da Portuguesa, campeão da série B, Marco Antônio. Se olharmos para 2011, veremos que um dos poucos destaques da temporada foi o lateral-esquerdo Júlio César. Arena, Gladiador, Marco Antônio e Júlio César. A torcida espera que o ano seja digno da pomposa, pujante e representativa Roma antiga. No entanto, torce, espera a clama, para que ninguém faça o papel de Nero e queira “incendiar as pretensões gremistas” na próxima temporada.
Troca
Celso Roth disse adeus. Sem deixar saudades, o polêmico treinador cumpre contrato até o dia 31, mas já está longe do Olímpico. Para seu lugar foi chamado Caio Júnior. Com passagens por Palmeiras, Flamengo, futebol do Quatar e destaque no Botafogo, o jovem treinador é a aposta da direção para “dias melhores na Azenha”.
Preconceito
Em sua apresentação, o comandante de 46 anos se disse motivado pela oportunidade de treinar o clube que o revelou como atleta na década de 80. Conquistando três campeonatos estaduais e sendo artilheiro do Gauchão 85, Caio Júnior pretende promover uma revolução tática no Grêmio. Segundo ele, o tricolor precisa ter velocidade. Só o tempo dirá se o novo chefe do vestiário terá condições de colocar em prática o seu objetivo. Para isso, a direção necessita contratar e bem. Pelos conceitos de futebol, serenidade nas entrevistas e identificação com o clube, Caio Júnior é uma boa aposta – embora alguns já comecem a dizer que o treinador “não tem a cara do Grêmio”. Abaixo o preconceito e boa sorte, Caio Júnior!
Merecimento
O Corinthians é o legítimo e indiscutível campeão. Uma equipe que conquista 21 vitórias em 38 jogos, que possui em seu elenco quase dois titulares por posição e desfruta de individualidades como Alex, Jorge Henrique, Liédson, Paulinho, Ralf, Danilo e Emerson Sheik - sem falarmos em Adriano Imperador – é merecedor do caneco. Além disso, reconhecimento ao treinador Tite, que grava seu nome junto a outros treinadores gaúchos campeões brasileiros, como Enio Andrade e Felipão. Parabéns a nação Corintiana!
Férias
Com o término do brasileirão, daremos uma pausa no blog, mas prometemos voltar tão logo tenha início o campeonato gaúcho. Agradeço a todos pela companhia ao longo do ano e conto com vocês em 2012. Tenhamos todos um extraordinário Natal e um 2012 de muita saúde e sonhos realizados. Fraterno abraço e saudações futebolísticas!
Foto: Grupo Bandeirantes de Comunicação
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Rotina frustrante e semana Gre-Nal

Incompetência
Mais uma vez o Internacional desperdiçou uma chance e tanto de encaminhar sua classificação à Copa Libertadores. Mesmo atuando melhor, criando inúmeras chances, tendo maior volume de jogo e posse de bola, os colorados pecaram pelo desperdício e perderam por 1 x 0 em falha clamorosa do zagueiro Rodrigo Moledo. Final: Flamengo 1 x 0, gol de Ronaldinho Gaúcho (foto), após dois meses de jejum. Com o resultado, o time de Dorival precisa vencer o Gre-Nal e ainda torcer por resultados paralelos. Não tem jeito, é o que restou!
Imperdoável
É sabido que os erros são inerentes a vida humana e, consequentemente, se refletem nas atividades profissionais. Mas, convenhamos, a patacoada protagonizada por Rodrigo Moledo pode ter sido definitiva para a eliminação do Inter visando a Libertadores. Certos equívocos, erros, deslizes são imperdoáveis e não podem ocorrer, sobretudo, em momentos decisivos. Todos estão sujeitos, mas não podemos ignorar as consequências: tropeçar na bola na “Hora H” é inadmissível, ainda mais se tratando de futebol profissional.
Punição
Fruto da jogada “animalesca” contra o lateral-esquerdo do Bahia, o capitão Bolívar foi suspenso por quatro jogos. Além disso, o camisa 2 ficará fora dos gramados o tempo que o adversário lesionado permanecer impossibilitado, cerca de seis meses, não podendo superar esse período – A direção está buscando efeito suspensivo. Sinceramente, não acho exagerada a punição, pelo contrário, acho justa. A única coisa que contesto é o critério, espero que os casos semelhantes tenham o mesmo desfecho. Fora isso, não entendo por que o árbitro Paulo César de Oliveira, que não marcou pênalti e apenas deu cartão amarelo para Bolívar foi absolvido. Um brinde à incoerência!
Combinações
Liderados pelo meia Oscar, o Inter sufocou, teve diversos escanteios, perdeu gol clarísimo com D’Alessandro, criou várias chances com Damião, mas esbarrou em tarde fora de série do arqueiro Felipe. Além disso, teve pênalti clarísimo sobre o camisa 9 simplesmente sonegado pela arbitragem. Futebol é apaixonante por isso, nunca foi e jamais será um ato de justiça. Agora a missão é correr atrás do prejuízo. Para isso, além do triunfo no maior clássico gaúcho, o Inter precisa torcer pela derrota do Flamengo sobre o Vasco ou então, por um empate ou derrota do Coritiba para o Atlético-PR.
Possibilidades
Mesmo que não dependa apenas de si, a situação ainda não é das piores. No duelo carioca, o Vasco da Gama precisa vencer o Flamengo de qualquer jeito para ainda sonhar com o título, desde que o Corinthians tropece à frente do Palmeiras. No Paraná, o Atlético-PR joga sua sobrevivência na série A, em casa, contra o rival Coritiba. São combinações possíveis e até mesmo prováveis. Mas, tratando-se de futebol...
Aplausos
Embora reconheça que o campeonato de pontos corridos é a formato mais justo para apontar o campeão, compactuo com àqueles que sentem saudade do popular mata-mata. Mesmo assim, reconheço os méritos da CBF nessa edição do certame, ao deixar os clássicos para a última rodada. Com a medida, reduz-se ao mínimo as chances de “corpo mole” para beneficiar ou prejudicar equipes alheias...
Inoportuno
Mesmo assim, uma polêmica envolvendo o futebol nordestino deverá movimentar a semana. Em seu site oficial, o Bahia parabenizou os retornos de Náutico e Sport à série A, em 2012 e, ainda, destacou que deseja que o Ceará consiga permanecer na elite para fortalecer o futebol da região. O único problema é que os cearenses são adversários do Bahia. Durma-se com um barulho deles!
Compatibilidade
Fora das grandes disputas, o Grêmio fez mais uma apresentação apática, sem brio, sonolento e burocrática à frente de seu torcedor. Desta vez, o vacilo ficou por conta do empate em 2 x 2 contra o Atlético-GO – gols de William Magrão e Marquinhos. Exceções à tarde caótica foram a boa jornada do meia Marquinhos - até ser substituído, inexplicavelmente pelo volante Adílson - além da confirmação da vaga à Sul-Americana. É pouco, mas compatível com a campanha gremista!
Jogo do ano
Conquistar uma vaga na maior competição da América ou “jogar água no chope” do rival. Esses são os sentimentos que mobilizam as torcidas para o Gre-Nal do próximo domingo, às 17h, no Beira-Rio. Tanto na Padre Cacique, quando na Azenha, está sendo prometido “gorda” recompensa, conhecida como “bixo extra” para que a “boleiragem” chegue ao objetivo. Sem dúvidas, o clássico poderia e merecia cenário melhor. Talvez no ano que vem, a última rodada do brasileirão reserve espaço para que o Gre-Nal esteja decidindo o título do certame. Sonhar não custa nada!
Foto: Clube de Regatas do Flamengo
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
1/3 cumprido, vexame e esperança

Briga
Finalmente, o Internacional conseguiu ingressar no G-5. Melhor que isso para os colorados foi a atuação. De maneira convincente, com direito a duas bolas na trave e a reabilitação de Leandro Damião, o time de Dorival Júnior fez 2 a 1, cresceu na hora decisiva, entrou de vez na briga por uma vaga na Copa Libertadores e subiu para a 4ª colocação com 57 pontos. No próximo domingo, o desafio da vez será contra o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Vanderlei Luxembrugo. A partida começa às 17h, na cidade de Macaé. Boa sorte aos alvirrubros!
Pintura
Entre os pontos de destaque da vitória esteve a construção para o primeiro gol. Iniciada logo após belo chute de D’Alessandro no travessão, o gol vermelho foi uma obra de habilidade coletiva, sem exageros. Construído na faixa esquerda do campo, Oscar avançou em velocidade, tabelou de primeira com o lateral Kléber e chutou cruzado. A bola rebateu no arqueiro Jefferson, da seleção e se ofereceu para o artilheiro Leandro Damião. Após 69 dias, o camisa 9 volta a balançar as redes e se configura na grande esperança colorada para o objetivo chamado “Libertadores”.
Cálculos
Para chegar a maior competição da América, o colorado precisa vencer as duas partidas que restam: Mengão e Grêmio. No entanto, alguns resultados paralelos, somados a vitória contra o Flamengo, lógico, podem garantir a vaga já no próximo final de semana, sem a necessidade da vitória no Gre-Nal do próximo dia 4. Para isso acontecer, é preciso que o Figueirense não vença o líder Corinthians e o Botafogo ou o São Paulo, não vençam seus jogos. No entanto, se não quiser depender da calculadora e, muito menos, contar com a sorte, o colorado precisa somar seis pontos. A tarefa é difícil, mas nada absurda!
Preocupação
Visando o Gre-Nal na última rodada e a possível decisão buscando a vaga, o Internacional tem uma preocupação. Contra o Flamengo no próximo domingo, sete titulares entram em campo pendurados com dois cartões amarelos. São eles, Muriel, Nei, Bolívar, Guiñazu, Tinga, Oscar e D’Alessandro. Além disso, o meia Andrezinho, considerado o 12° titular e o lateral/meia Fabrício também estão na mesma condição.
Boca fechada
Domingo será outra “final”. Se não vencer o Flamengo, talvez o Gre-Nal tenha em disputa somente “laranjas”. Por isso, é preciso força máxima contra os cariocas. O que pode ser evitado é o chamado cartão bobo, fruto, sobretudo de reclamações e chiliques contra a arbitragem. Ouviu D’Alessandro?
Vexame
Com todo respeito aos tricolores, mas tomar três do Ceará, em casa, em qualquer circunstância é um vexame com “V” maiúsculo. Com apenas 7 mil pessoas no Olímpico, o time gremista foi o quadro da dor, teve como momento de inspiração apenas a tabela de Douglas e André Lima, que originou o gol do camisa 10 e nada mais. Para fechar com chave de “ouro” a tarde calamitosa, o argentino Miralles ainda desperdiçou um pênalti nos acréscimos.
Distância
Com a derrota por 3 x 1, o time de Roth permanece na 11° colocação com 47 pontos, estando dez do rival, Inter e 20 do líder, Corinthians. Uma campanha deplorável e para ser esquecida. Que venha 2012!
Promessa
Falando no próximo ano, a promessa do presidente Paulo Odone é a formação de um grande time para a conquista de títulos expressivos, o que não ocorre há uma década. Candidato a protagonista em 2012, o atacante Kléber finalmente realizou exames médicos e será apresentado na Arena, na tarde dessa quarta-feira. O tricolor venceu a concorrência contra Vasco, Corinthians e Flamengo para ter o Gladiador. A torcida só espera que o outrora camisa 30 justifique o alto investimento realizado pela direção e, principalmente, atenda as expectativas criadas em torno de sua chegada.
Presente
É impossível ficar silente diante a atitude da direção gremista. Tudo bem valorizar a construção de seu novo estádio, que promete ser o mais moderno da América, mas, apresentar Kléber em meio ao barro e o cimento da construção é uma demasia. Os tricolores esperam que a direção pare de invocar a “imortalidade”, que deixe o passado nos arquivos do clube e pare de se fixar na futura Arena. Os gremistas precisam viver o presente. Para isso, é preciso formar um grupo de qualidade capaz de dar volta olímpica. Do jeito que está não passe de discurso infundados e mágicos. Boa sorte aos tricolores!
Tradição
No último final de semana, o futebol brasileiro teve a felicidade de assistir a reabilitação de quatro grandes centroavantes e que certamente são candidatos a retornarem a seleção brasileira. Luís Fabiano do São Paulo, Fred, do Fluminense, Damião, do Inter e Adriano, do Corinthians, foram fundamentais para as vitórias de seus times. Com a rodada passada, meu coração brasileiro começou a sossegar. Assistir Jonas com a camisa 9 da seleção está com os dias contatos. Felizmente, a tradição da camisa 9 agradece!
Foto: Grupo Bandeirantes de Comunicação
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Fênix vermelha e triste realidade

Ressurreição
Após a derrota para o Cruzeiro no último final de semana (2 x 0), o Internacional praticamente foi alijado da disputa a uma das vagas na Copa Libertadores. No entanto, nem o mais otimista dos colorados poderia esperar que na rodada seguinte, quase todos os resultados paralelos pudessem contribuir. Foi o que aconteceu. O time de Dorival Júnior fez o dever de casa, venceu o Bahia por 1 x 0 (gol de Gilberto), no Beira-Rio e contou com os tropeços de Botafogo e São Paulo. Com o resultado, os vermelhos retomam a sua “velha” 7ª posição, desta vez, com 54 pontos.
Ofensividade?
Após longo período utilizando apenas um atacante, finalmente o ataque do Internacional voltou a ser composto por dois atletas. No melhor estilo “complementação”, um fica mais centralizado, Leandro Damião e o outro tendo a missão de sair um pouco da área, por vezes caindo pelos lados e se aproximando do centroavante. Assim foi Gilberto, contratado junto ao Santa Cruz, que estava lesionado, voltou a ficar à disposição e foi destaque da partida, inclusive marcando o gol da vitória. Conforme as atuais tendências mundiais, não é exagero dizer que Dorival foi ofensivista ao escalar um ataque com dois avantes (foto). É triste, mas é real!
Homens de preto
Sempre que possível, procuro evitar comentários sobre o desempenho da arbitragem, porém, é impossível deixar passar a desastrosa jornada do paulista Paulo César de Oliveira no Beira-Rio. Sem assinalar três penalidades claríssimas – duas para o Inter e uma para o Bahia – o homem do apito ainda pecou no aspecto disciplinar e tudo indica, deve receber um puxão de “orelhas” da comissão responsáveis pelos “homens de preto” da CBF. A atuação de PC ilustra muito bem, infelizmente, o momento caótico pelo qual atravessa a arbitragem nacional.
Algema
Um dos tantos equívocos de Paulo César foi o fato de não ter marcado pênalti em entrada criminosa do capitão Bolívar no lateral-esquerdo Dodô. Após belo lençol em Nei, o lateral nordestinho invadiu a área e quase teve a perna quebrada pelo zagueiro colorado. Além de não marcar pênalti e, sim, indicar, jogada perigosa e, portanto, cobrança em dois toques, o árbitro aplicou apenas cartão amarelo ao camisa 2 colorado. Pelo lance, Bolívar deveria no mínimo ter sido expulso, mas se saísse algemado não seria nenhum exagero. Foi uma jogada estúpida e que não condiz com o futebol profissional.
Realidade
Nove gols, alternância no placar e indefinição do vencedor até o término da partida. Assim foi o duelo de tricolores no Engenhão, Rio de Janeiro. Apesar da derrota por 5 a 4 para o Fluminense – sendo quatro gols do centroavante Fred – o Grêmio atuou bem, reabilitou algumas individualidades, mas teve mais uma prova da triste realidade atual: Infelizmente o Grêmio não tem mais nada a fazer no certame, a não ser cumprir tabela e atrapalhar quem ainda busca alguma coisa no campeonato. Com a derrota, após empatar com o Palmeiras no Olímpico na rodada passada, o Grêmio estacionou na 11ª posição com 47 pontos. Pela pujança, história e, sobretudo, tamanho da torcida, os tricolores merecem muito mais... Ah, se merecem!!!! Que venha 2012!
Acréscimo
É inegável a qualidade do meia Lúcio. De grande velocidade, bom passe e excelente cruzamento, o camisa 11 foi a grande notícia na derrota do time de Roth. Após 18 rodadas lesionado, o lateral-esquerdo de origem participou ativamente das jogadas ofensivas, com direito a assistência primorosa para o gol de cabeça do centroavante Brandão. Com 32 anos, o atleta que já passou por Palmeiras e pelo futebol europeu, mostrou-se muito mais efetivo do que o quase sempre instável Escudero. Mesmo que tenha “renascido” no final do campeonato, Lúcio é um acréscimo importante, por sua experiência, qualidade e cultura tática.
Corneta
Ao contrário do que muitos defendem, não acho o centroavante Brandão desprezível. É lógico que o camisa 9 não pode receber o cartaz e a responsabilidade de ser a principal peça do ataque gremista, mas, sem dúvidas, possui condições para, ao menos, figurar no grupo. Por seu porte físico, oportunismo e capacidade de cabeceio, Brandão pode ser muito útil, principalmente nas chamadas partidas “enrascadas” que requerem presença de área.
Novela
O polêmico, mas bom de bola, Kléber Gladiador, o que tudo indica, está acertado com o tricolor. Se de fato vier, será uma contratação e tanto, só tenho dúvidas em relação ao seu comportamento. Pela bravura que emprega nas partidas, o outrora camisa 30 do Palmeiras tem tudo para se tornar ídolo da nação tricolor. Só resta assinar contrato, balançar as redes adversárias e colocar a cabeça no lugar. Mas, vamos esperar, essas são cenas apenas para 2012.
Rodada
No próximo sábado, o Grêmio vai ao Nordeste enfrentar o Ceará, às 19h. Por sua vez, o Internacional vai ao Engenhão enfrentar o Botafogo que perdeu para o América-MG e demitiu o treinador Caio Júnior. O pleito tem início às 17h, no domingo. Boa sorte à dupla!
Foto: Sport Club Internacional
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Fracasso duplo e "perde-ganha" geral

“Menos pior”
Considerado o campeonato mais difícil do mundo, o brasileirão ainda está aberto. Embora faltem apenas cinco rodadas para o desfecho, a série de tropeços dos favoritos e vitórias das “zebras”, marcam o certame 2011. Para terem idéia, a última rodada foi pródiga em surpresas, como a derrota do líder Corinthians para o lanterna América-MG, os tropeços do Botafogo para Figueirense, em casa e, do São Paulo, para o Bahia, que luta contra o rebaixamento. Com todo o respeito ao maior campeonato nacional, não tenho dúvidas em apontar o candidato ao título. Diante da mediocridade geral do futebol brasileiro, sem nenhuma equipe jogando um futebol de “encher os olhos”, não tem jeito: o campeão será “menos pior” nas últimas rodadas. Oremos!
Triste reprise
Novamente, o Grêmio foi incapaz de se beneficiar de um homem a mais, jogando em Sete Lagoas. O fracasso da vez foi diante do Atlético-MG do técnico Cuca, por 2 a 0, repetindo a atuação sonolenta e burocrata contra o América-MG, há duas semanas. Embora tenha crescido de produção na segunda etapa, justamente a partir da expulsão de Neto Berola, o tricolor não teve capacidade de traduzir o maior volume em gols e volta para Porto Alegre com as velhas desculpas de sempre. Mais do que nunca, é hora de planejar 2012!
Nó tático 1
Quando um treinador leva vantagem sobre outro na disposição de suas equipes, costuma-se dizer que foi um “nó tático”. Foi justamente o que ocorreu com Cuca sobre Celso Roth no primeiro tempo. Inteligentemente, o técnico “mineiro” colocou os velozes e habilidosos Neto Berola e Bernard pelos flancos e, desta forma, impediu os apoios dos laterais Mário Fernandes e Júlio César, sem dúvidas, um dos principais trunfos do tricolor...
Craque
Em que pese a derrota, individualmente, é preciso destacar a atuação de Gilberto Silva. Atuando improvisado, o camisa 3 consegue fazer com naturalidade o que a maioria dos atletas da função não tem capacidade sequer no vídeo game. De bom passe, controle da bola aérea e jogando no chamado “atalho”, o pentacampeão é fora de série. Embora não seja um rótulo comum a zagueiros e volantes, Gilberto Silva é craque, sem exageros.
Barril e atenção
Surgido no início da década no Inter, o meia Daniel Carvalho jogou na Rússia, chegou a seleção, voltou ao colorado, acima do peso, e agora parece ter retomado a carreira no Atlético-MG. Disparado o nome do jogo contra o Grêmio, o então chamado “Barril de Carvalho” – apelido dado pelos gremistas em seu retorno ao Beira-Rio – armou, driblou, arrancou e cobrou bela falta no travessão de Vitor. Além dele, destaque ainda para o volante Felipe Souto. Com grande habilidade na perna esquerda, o jovem tem apenas 20 anos e poderia receber atenção do técnico Mano Menezes para as Olimpíadas do próximo ano. Abre o olho, Mano!
Novela
Beira-Rio lotado e o Internacional a uma vitória de ingressar na zona da Libertadores. O filme foi digno de “Vale a Pena ver de novo” e, infelizmente, o desfecho foi o mesmo. Assim como ocorrera à frente de Coritiba e Corinthians, o Internacional fracassou, desta vez perdeu para o Fluminense, adversário direto, por 2 a 1 (gol de Oscar) e está cada vez mais distante da Libertadores 2012. Com todo o respeito à torcida alvirrubra, uma equipe que desperdiça tantas oportunidade de chegar a um objetivo, sinceramente, não merece. O futebol não foi e jamais será um ato de merecimento. É nisso que se “agarram” os colorados.
Personagem
Campeão da Libertadores e do Mundo pelo Inter, em 2006, o técnico Abel Braga foi personagem da noite no Beira-Rio. Não apenas pelo carinho da torcida e pelo reconhecimento de seus ex-atletas no colorado, mas, sobretudo, pelo “nó tático” que aplicou em Dorival Júnior. Com perspicácia, o comandante do “Fluzão” neutralizou o meia D’Alessandro e bloqueou o principal criador dos vermelhos, tanto que o camisa 10 acabou substituído por Zé Roberto.
Liberdade
Em contrapartida, Dorival Júnior deixou Deco à vontade. O outrora meia do Barcelona e da seleção portuguesa passou todo o tempo que esteve em campo, armando, lançando e “pifando” os atacantes com total liberdade. Inclusive, o camisa 20 foi autor das assistências para os gols de Rafael Moura e Rafael Sóbis (foto). Dorival cochilou, deveria “colar” Bolatti ou Guiñazu no meia. Agora é tarde, que sirva de exemplo. A propósito, o comandante já deveria saber que jogador de talento precisa ser marcado, não acham?
Campeão
Ídolos do passado, Iarley, Alex e Rafael Sóbis estão tirando o título do Internacional. Os três foram responsáveis diretos pela perda de sete pontos – seis pelos gols de Iarley e Sóbis e mais um no empate contra o Corinthians no gol de falta de Alex. Não fossem os ex-colorados, o Inter estaria dividindo a liderança com Corinthians e Vasco, com 58 pontos. Em futebol não existe “se”, mas vale o registro da curiosidade.
Futuro e classificação
Com o resultado, o Grêmio caiu para a 11ª posição com 46 pontos. No domingo recebe o Palmeiras, de Felipão, no Olímpico, às 17 horas. Por outro lado, o colorado vai as Minas Gerais enfrentar o Cruzeiro, às 19 horas. Com o fracasso, os vermelhos voltaram para a sétima posição, com 51. Contra os mineiros, terão os desfalques de Juan, Kléber e Damião, suspensos, além de Guiñazu, que defenderá seleção argentina. Pesar do desânimo global, boa sorte à dupla!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Vingança na bola e esperança renovada

Domingo azul
Os gremistas lotaram o Olímpico, driblaram a polícia e o estatuto do torcedor e conseguiram “homenagear” Ronaldinho através de faixas e cartazes. “Mercenário”, “Pilantra” e “Traíra” foram apenas três dos tantos rótulos que o outrora duas vezes o melhor do mundo recebeu no estádio Olímpico. Com boa atuação na primeira etapa, quando o Flamengo terminou vencendo por 2 a 1, o camisa 10 rubro-negro sucumbiu na segunda etapa, junto com toda a equipe carioca. Resultado: Virada histórica por 4 x 2 (gols de André Lima [2], Douglas e Miralles), três pontos na tabela e a torcida com a alma lavada em relação a Ronaldinho. Indiscutivelmente, o domingo foi especial para o lado azul do Estado.
Extinção
Por vezes sonolento e até omisso. Outras, protagonista de grandes atuações e liderança técnica indiscutível. Assim é o meia Douglas, sem dúvidas, o melhor atleta gremista na atualidade. Sejam nos passes, lançamentos, cobranças de falta ou conclusões, o camisa 10 foi destaque na virada contra o time de Luxemburgo, inclusive, tendo marcado um belo gol. Não é à toa que o meia-esquerda desperta a atenção de Palmeiras e Corinthians para a próxima temporada. Por seu jeito de jogar e, sobretudo, pela habilidade incomum na perna esquerda, Douglas é artigo raro no futebol nacional. A camisa 10 está em boas mãos!
Redenção
Figura exponencial na virada, ao marcar dois gols, o centroavante André Lima é outro em lua de mel com a nação tricolor. Centroavante à moda antiga, trombador, bom no cabeceio e qualidade técnica, por vezes, duvidosa, o camisa 99 fez o que se espera de um homem de área. Não apenas deixou sua marca, mobilizou a defesa adversário, mas foi autor do lance mais bonito da partida, ao dar uma janelinha (ou caneta, como queiram), no meia/volante Renato Abreu, antes de marcar o gol de empate. Se Douglas foi nota dez, André Lima, foi no mínimo, 11.
Habeas Corpus
Finalmente Celso Roth deu uma trégua na birra com Ezequiel Miralles e mandou o argentino a campo. Mesmo ocupando a suplência, o camisa 18 aproveitou a chance, movimentou-se bem e marcou um belo gol no fechamento do placar. Apanhando a bola no lado direito da defesa carioca, o atacante desferiu belo chute, em curva, de perna esquerda – que não é preferencial - e venceu o goleiro Felipe. Para o bem dos gremistas, Miralles conseguiu o “Habeas Corpus” e fez valer sua “liberdade”.
Curtas do tricolor
Com o resultado, o Grêmio subiu para 46 pontos e está na 9ª posição. No próximo sábado, às 19h, vai a Sete Lagoas enfrentar o Atlético-MG. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o volante Fernando deverá ser substituído pelo capitão Fábio Rochemback, que lesionado, não enfrentou o Flamengo. Boa sorte aos tricolores!
Esperança
Mesmo com sustos, o Internacional venceu o Atlético-GO e ainda está no páreo na disputa por uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. Através de uma atuação marcada pela regularidade e pouco brilhantismo, o time de Dorival Júnior triunfou pelo placar mínimo – gol do lateral-esquerdo Kléber e agora, depende apenas de suas próprias forças para alcançar a vaga na maior competição da América. Com o resultado, os colorados subiram para a sexta colocação com 51 pontos, apenas um do G-5 e distante, sete do líder, Corinthians.
Força ofensiva
Após 39 dias fora dos gramados, o maior goleador da temporada, no país, Leandro Damião, retornou ao comando de ataque do Inter. Nitidamente fora de ritmo, o camisa 9 mostrou-se bem fisicamente, saiu apenas nos acréscimos e se constitui no grande diferencial dos gaúchos entre todos os postulantes à Libertadores. Com as voltas de Damião, Gilberto e Zé Roberto – que ficou fora dos relacionados por indisciplina – o colorado reforça o seu já destacado setor ofensivo, o segundo melhor do certame, com 51 gols.
Alternativa
Contratado junto ao futebol espanhol, o volante/lateral-direito Sandro Silva teve atuação destacada. Substituindo o titularíssimo Nei, o atleta mostrou-se seguro na defesa e apoiou com qualidade, além de mostrar precisão nos passes, inclusive fazendo dobradinho com o meia Andrezinho no setor direito. Em um período de escassez de atletas na lateral-direita e, principalmente, diante da necessidade de jogadores versáteis, Sandro Silva mostrou que pode ser muito útil no elenco colorado.
Decisão
Não pode mais adiar. O Internacional recebe o Fluminense, no Beira-Rio, às 19h, domingo e tem a chance de, finalmente, ingressar no grupo dos classificáveis à Libertadores. O time dos ex-ídolos colorados, Abel Braga, Edinho e Rafael Sóbis atualmente é o quarto colocado com 53 pontos. No melhor estilo confronto direto, o prélio poderá ser decisivo para as pretensões tanto de gaúchos, quanto de cariocas. Será um duelo e tanto, com cara de “final”. Boa sorte aos colorados!
Curtas do colorado
Suspensos contra o Atlético-GO, Nei, Rodrigo Moledo e D’Alessandro retornam contra o Fluminense. Porém, o capitão Bolívar, de boa atuação domingo, pode permanecer na equipe. O meia Oscar, depois de consecutivas atuações apagadas, teve jornada destacada, inclusive sendo autor do passe para o gol da vitória, marcada pelo lateral Kléber.
Horário sensato
Em virtude dos aumentos da temperatura e do horário de verão, a CBF, acertadamente, anunciou os novos horários para os jogos da tarde. As partidas de sábado, que começavam às 18h, passam para às 19h. Nos domingos, os confrontos das 16h, migram para as 17h e os da 18h30 passam para às 19h.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Frustração, clichê e empates

Férias
“Chance de ouro jogada por água abaixo”. Com o perdão do clichê, o Grêmio desperdiçou uma excelente oportunidade para somar três pontos fora de casa, contra o lanterna da competição, o América-MG. Além da conhecida fragilidade técnica do adversário, os mineiros ficaram um jogador a menos, ainda no primeiro tempo. Diante dos fatos, o 2 x 2 (gols de André Lima) deixa o tricolor estagnado na zona da Copa Sul-Americana e com tempo suficiente para planejar a temporada 2012 – embora ainda faltem seis rodadas a serem disputadas.
Bola parada
Não é de hoje que me insurjo contra a boa e velha “jogadinha aérea”. Apesar de reconhecer que se trata de um importante expediente e, que, pela paridade dos times, acaba definindo mundo jogos mundo afora, não entendo como as defesa seguem levando gols dessa forma. Ao contrário de outras investidas, como o drible, a velocidade e a troca de passes, a “bola na área” é muito mais fácil de ser marcada, principalmente aquela vinda do escanteio ou da falta lateral. No entanto, o tricolor novamente pecou pela falha de posicionamento da defesa e levou o empate nessas circunstância no final da partida. Com o resultado, o Grêmio ocupa a nona colocação com 43 pontos.
Permanência
Apesar do empate frustrante, as atuações dos meias Douglas e Marquinhos compuseram os destaques do tricolor em Sete Lagoas. Enquanto o primeiro foi autor de belas assistências e conclusões, Marquinhos deu belo passe para o primeiro de André Lima. Vislumbrando a temporada 2012, seria fundamental a permanência dos dois articuladores. Mude-se o que precisa (defesa e ataque) e mantenha as potencialidades (meia e laterais). Para o sistema ofensivo, os boatos apontam para Kléber (ex-Palmeiras), Diego Tardelli (ex-Atlético-MG) e Jonas. Todos grandes nomes. Aguardemos!
Reencontro
Domingo é o dia! Depois da polêmica transferência para o Flamengo e da segunda “traição” com a torcida – a primeira foi quando assinou um pré-contrato com o PSG da França, no início da década – Ronaldinho finalmente voltará ao estádio Olímpico. A torcida prepara faixas para, obviamente, “homenagear” o craque e seu irmão, procurador e também ex-atleta do clube, Assis. A volta do jogador eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, é um acontecimento e tanto, mas, é fundamental que os jogadores deixem o clima de animosidade para a torcida. Dentro de campo, o adversário a ser batido é maior que Ronaldinho. Trata-se do Flamengo, com sua força coletiva e destaques individuais, como Renato Abreu, Thiago Neves e o próprio camisa 10. Olho neles!
Água fria
Mesmo com a alta temperatura, cerca de 40 mil colorados lotaram o Beira-Rio, empurram a equipe durante 87 minutos de jogo e viram a chance do título, mesmo que remota, ser definitivamente sepultada em cobrança de falta do ex-ídolo Alex. Embora o forte calor, certamente os vermelhos dispensariam o “balde de água fria” ofertado pelo Corinthians do técnico Tite. Com o resultado, o Internacional perpetua-se na sétima posição com 48 pontos.
Igualdade
No duelo do melhor ataque do certame, o Internacional, com 50 gols marcados, contra a defesa, o Corinthians, com apenas 30 sofridos, prevaleceu a igualdade. Embora tenha começado melhor a partida, logo os paulistas se tornaram espectadores das chances desperdiçadas pelo Inter. Oscar, Jô e Andrezinho desperdiçaram grandes oportunidades de abrir o marcador e encaminhar a vitória. Na segunda etapa, finalmente, Nei, de cabeça, abriu o placar em belo cruzamento do outro lateral Kléber. No entanto, no melhor estilo “pecou pelo desperdício”, os colorados levaram o castigo. Final: “empate com gosto de derrota” e estagnação na tabela.
Barreira
Desde a marcação do gol de empate de Alex, a formação da barreira feita pelo goleiro Muriel, tem norteando os debates pós-jogo. É inegável que o jovem se equivocou ao solicitar apenas dois na barragem humana. Apesar da distância, Muriel foi imprudente e subestimou a inegável qualidade de Alex na bola parada. Ao contrário de suas cobranças habituais, o camisa 12 chutou com a parte externa do pé esquerdo, justamente ao lado da barreira. Além disso, acredito, ainda, que houve erro técnico do arqueiro colorado. Levar gol no próprio canto é imperdoável. No domingo, o adversário é o Atlético-GO, no Serra Dourada.
Avaliações
É surpreendente a queda das atuações de Oscar. Figura burocrática, com passes óbvios e pouca movimentação, o camisa 16 está necessitando de um banco de reservas, e concomitante aperfeiçoamento físico. Além dele, atuações apagadas de João Paulo e destaque individual para Andrezinho. Além de um belo primeiro tempo, o camisa 17 atuou recuado como volante, após a expulsão de Alessandro - e deu conta do recado com sobras. Méritos, ainda, para o técnico Dorival Júnior que, diante, da superioridade numérica, foi audacioso ao mandar a campo João Paulo e sacar o volante Mario Bolatti.
Vexame
A seleção brasileira Sub-20 foi eliminada ainda na primeira fase dos jogos Pan-Americanos, no México. Com apenas três atletas campeões mundiais da categoria, entre eles, o colorado e capitão, zagueiro Romário, o time de Nei Franco conseguiu a “proeza” de empatar com Cuba e perder para a Costa Rica por 3 a 1. O fraco desempenho tem ligação direta com as não convocações dos cham
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A Polêmica Copa do Mundo em Porto Alegre

Exceção
Os leitores sabem que dificilmente, para não dizer, sempre, evito discutir as questões extracampo. Embora reconheça ser um equívoco, por ter ciência que “rolo” entre dirigentes, decisões exclusivamente de ordem política, contratos com patrocinadores e acordos com empreitas fazem parte da realidade de grandes clubes. No entanto, acabo priorizando a disputa em si, as partidas, os gols, as rivalidades, os públicos, os jogadores, que de fato, são os grandes responsáveis pela paixão que ronda o esporte bretão. Infelizmente, preciso abrir uma exceção e, finalmente, falar sobre a polêmica candidatura da Copa do Mundo em Porto Alegre.
Omissão
Não é de hoje que até as paredes sabem que o estádio Beira-Rio, apontando pela Fifa como praça dos jogos em Porto Alegre, está com suas obras paradas há meses. Primeiro foi a briga política entre duas vertentes do Internacional: Uma delas defendia a reforma com recursos próprios, tendo com “porta-bandeira” o ex-presidente Vitório Píffero. A outra, por sua vez, apregoava a “parceria” com uma empreiteira, proposta que acabou vencendo no Conselho Deliberativo. No entanto, o grupo do atual mandatário Giovanni Luigi, ainda não assinou o malfadado contrato com a empreiteira Andrade Gutierrez. A demora, omissão, negligência, falta de planejamento - como queiram - dos cartolas vermelhos, já resultou na perda da Copa das Confederações, em 2013. O que será que eles estão esperando, ainda? A perda da Copa do Mundo? Profissionalização não faz mal a ninguém!
Incoerência
Não podemos eximir o Internacional de suas responsabilidades, mas outros fatores são um atentado a saúde mental da nação brasileira. Por exemplo: Porto Alegre perdeu o direito de sediar a Copa das Confederações pela ausência de comprovação jurídica, ou seja, ausência de contrato. Tudo bem acho prudente e irreparável as posturas por parte da Fifa e da CBF. Porém, meu ceticismo insiste em contestar: Por que o estádio do Corinthians, que possui apenas um pré-contrato com e empresa Odebrecht, será palco do jogo de abertura da Copa das Confederações?
Pergunta
Será que a decisão tem a ver com a amizade entre o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira? Será que existe algum tipo de acordo, que nós, meros brasileiros, não temos ciência? Será que tem algum benefício envolvendo altas quantias em dinheiro? Acho que agora vocês entendem o porquê eu evito, ao máximo, falar dos assuntos extracampo. Definitivamente, isso não é futebol.
Arena
Alijado da disputa, até então, o Grêmio através de sua Arena, em construção, surge como alternativa. Ao menos foi o que disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em entrevista ao site globoesporte.com. Por outro lado, por diversas oportunidades, a CBF, a Fifa e o Comitê Nacional da Copa, que tem à frente o Rei Pelé foram taxativos: o único estádio capaz de sediar o certame em 2014 é o estádio Beira-Rio. Em futebol, como na vida, tudo é dinâmico. Aguardemos o andar da carruagem...
Gre-Nal
Embora com ressalvas, acho fantástica a rivalidade Gre-Nal. No entanto meu “pé atrás” com o maior clássico gaúcho se justifica por atitudes como a que estamos presenciando no noticiário esportivo e em redes sociais, protagonizadas por torcedores de ambas as torcidas. Infelizmente, estão transformando a Copa do Mundo, em Porto Alegre, em uma disputa Gre-Nal. Pobreza de espírito é dose...
Revolução
Só para avisar quem ainda não sabe: o legado que o evento poderá deixar à capital supera qualquer tipo de rivalidade estúpida, mesquinha ou de pobreza de espírito. Com a Copa, em Porto Alegre, ganham todos os setores e os maiores beneficiados serão os gaúchos. A Revolução Farroupilha ficou no passado. O sentimento separatista, porém, ainda não. Agora não existem mais Imperialistas x Farrapos. A briga é outra e, ainda mais intensa: Gremistas x Colorados. Mesmo que isso reflita no atraso do Estado. Fica meu repúdio!
Foto: http://esportes.r7.com
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Virada histórica e artilharia pesada

Fama
Fazendo jus a fama de se complicar contra adversários de menor qualidade técnica, em casa, o Internacional ficou atrás no marcador por duas oportunidades, deixou a torcida de cabelo em pé, mas conseguiu a virada que mantém os gaúchos na briga por uma vaga na Libertadores 2012. Os 4 x 2 – gols de D’Alessandro (dois), Kléber e Nei –, mantiveram os vermelhos na sétima posição, com 47 pontos, estando há três do G-5. No próximo domingo, recebe o líder Corinthians, em partida que promete sair fumaça. O clássico começa às 16h, no Gigante da Beira-Rio. Boa sorte aos colorados!
Camisa 10
Destaque disparado da vitória, o meia D’Alessandro (foto) só não fez chover no Beira-Rio. Com dois gols e passe para outro, o camisa 10 novamente foi o craque da partida, protagonista da virada, e responsável por reverter as vaias em aplausos. Na semana passada, em entrevista coletiva, o camisa 10 diz se sentir em casa em Porto Alegre e que pretende cumprir seu contrato até o final, em 2015. Com 30 anos, o gringo atravessa a melhor fase da carreira, é a grande reserva técnica do colorado e jogo a jogo garante um espaço na galeria dos grandes jogadores da história do Internacional. Um camisa 10 na concepção máxima da palavra.
Desperdício
Jogo contra o Avaí, único atacante relacionado para partida e Beira-Rio recebendo um bom público. O cenário era mais do que propício para o centroavante Jô, mas sua atuação beirou o ridículo e expôs a falta de reposição para o sistema ofensivo. Com as lesões de Damião, Gilberto e Zé Roberto, novamente Dorival Júnior teve que terminar a partida sem nenhum avante sequer. Sistema tático à parte, o improviso surtiu efeito, trouxe maior mobilidade para a equipe e foi fundamental para os três pontos. Felizmente, João Paulo, Ilsinho, Oscar e, sobretudo, D’Alessandro supriram a ausência do camisa 9. É estranho e, muito, mas deu certo.
Artilharia
Mesmo com dificuldades para escalar um centroavante, o colorado tornou-se o melhor ataque da competição com 50 gols marcados, em 30 jogos. Por trás dos números, existe a excelente fase de Leandro Damião, antes de lesionar-se, além das atuações de destaque dos meias Oscar e D’Alessandro. Mesmo com a escassez de avantes, Dorival vai honrando seu currículo de sempre montar equipes voltadas ao gol. O que deveria e/ou poderia ser uma lógica, infelizmente, é artigo raro. Felizmente, para os colorados, a exceção mora em Porto Alegre!
Tabu
No mundo do futebol, é comum dizermos que os tabus são feitos para serem quebrados. Foi exatamente o que fez o Grêmio contra o Santos no litoral paulistano, no domingo. Beneficiado pela ausência de Neymar, suspenso, o tricolor fez uma partida irreparável do ponto de vista da aplicação e entrega dos atletas. O 1 x 0 – gol de Escudero – foi a primeira vitória gremista dentro da Vila Belmiro, na história do Brasileirão. O triunfo levou os gremistas para a 9° colocação, com 41 pontos. O próximo pleito é diante do lanterna América- MG, no sábado, às 18h, em Sete Lagoas. Boa sorte aos tricolores!
Coletivo
É difícil destacar um protagonista na vitória tricolor. No melhor estilo, “o melhor em campo foi o conjunto”, o time de Celso Roth sofreu poucos riscos, marcou abnegação e só não ampliou o escore porque o centroavante André Lima desperdiçou cabeçada cara a cara com o jovem e ótimo goleiro Rafael. Só para citar algumas individualidades, Gilberto Silva, na zaga e Douglas, na armação, tiveram papel preponderante. Uma atuação com a cara do Grêmio, inegavelmente!
Procura
No entanto, é visível a dificuldade que o tricolor possui no sistema ofensivo, mesmo quando vence. Para terem ideia, o gol da vitória surgiu de uma lambança da defesa alvi-negra que acabou acarretando no pênalti sobre André Lima. Na cobrança, Douglas não converteu, mas espertamente, o argentino Escudero apanhou o rebote e garantiu os três pontos. Embora a vitória histórica, fica a preocupação pela ineficiência do ataque. No final do jogo, Roth ainda mandou a campo Diego Clementino, na função de Escudero, aberto pela esquerda. Como de costume, nada mudou. Procuram-se atacantes!
Mistério
Ídolo no Colo-Colo do Chile, em temporada anteriores, Ezequiel Miralles está entre os tantos mistérios do futebol. Somente quem vive o dia-a-dia do vestiário azul pode saber o que de fato ocorre com o atacante argentino. Ficha 1 da direção para substituir o artilheiro Jonas na tarefa de balançar as redes, até agora o camisa 18 não conseguiu justificar o alto investimento, segue como “inimigo” de Roth e contra os paulistas não ficou sequer no banco de reservas. Nessa semana, uma reunião entre o procurador do castelhano e a direção gremista, pode resultar na rescisão contratual de Miralles. Será que Miralles joga menos que Clementino e André Lima? Mistério é apelido!
Intruso
Líder do certame com 54 pontos, o Corinthians do técnico Tite e do meia Alex, conhecidos do futebol gaúcho, é o único clube fora do Estado do Rio de Janeiro a ocupar as cinco primeiras posições. O fato ilustra o excelente momento do futebol fluminense que, anteriormente, tido como desorganizado, já faz alguns anos vem retomando sua tradição de vitórias. Em 2009, o título foi do Flamengo, no ano seguinte, deu Fluminense. E, em 2012? Façam suas apostas!
Foto: esportes.uol.com.br
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Empate insosso e fracasso em casa

Tripé e derrota
O que seria um belo filme de feriado no Dia das Crianças tornou-se um pesadelo. A torcida atendeu o chamado do clube, levou os filhos para o estádio, mas a apresentação foi caótica. O escore de 3 a 1, contrário, foi apenas mais um capítulo da desastrosa apresentação. O que mais chamou a atenção, negativamente, foi a sonolência e a incapacidade de indignação do Grêmio, quando historicamente, o tricolor sempre se notabilizou pela bravura e empenho extremo. Derrota, desânimo e frustração: Um tripé que acompanha o Grêmio há tempos e precisa ter fim. A torcida merece mais, muito mais, sem dúvidas!
Fracasso
Não é de hoje que o Figueirense apronta para cima do Grêmio em solo gaúcho. Sem vencer os catarinenses, no Olímpico, desde 2003, o time de Celso Roth, honrou a estatística, irritou a torcida e, agora, possui apenas a vaga à Sul-Americana como estímulo para o restante do brasileirão. As atuações apagadas de Escudero e André Lima personificam a tarde calamitosa. Com a derrota, o tricolor caiu para a 11ª posição, estacionou nos 39 pontos e domingo enfrenta o Santos, no litoral paulista. Boa sorte aos tricolores!
Trocas
Dentro da limitação do grupo, Celso Roth fez o possível ao longo da partida. Diante da escassez de meias e, tendo que administrar a omissão da meia-cancha, que não conseguia armar, muito menos, marcar, o treinador alterou a formação tática. O ingresso de Miralles, na vaga de Escudero e, posteriormente, a troca de Diego Clementino por Marquinhos, deixaram o tricolor com três atacantes. Porém, diante da nominata de avantes, a tentativa de reação ficou somente no desejo. Com todo respeito aos atacantes que estão no Olímpico, mas, já passou da hora da direção disponibilizar atletas que correspondam à grandeza do clube. Gremistas, paciência!
Experiência
Além dos avantes, é notória a baixa qualidade dos zagueiros gremistas. Convenhamos, Rafael Marques e Edcarlos, é uma dupla que está longe de tranquilizar a torcida e garantir estabilidade aos sistema defensivo. Pois bem, na partida anterior, à frente do Coritiba, Roth havia encontrado um defensor de inegável capacidade. Mesmo improvisado, o volante Gilberto Silva marcou sua atuação pela tranquilidade, firmeza e boa saída de jogo. No entanto, contra os catarinenses, Roth ignorou o Pentacampeão e novamente, conduziu o camisa 3 aos banco de reservas. Resultado: precisou gastar uma substituição contra o Figueirense para reparar o equívoco. Os gremistas esperam que Roth faça o que aponta o óbvio no momento: Gilberto Silva na zaga, sem falta e, urgentemente!
Empate
Analisando dentro da frieza dos números, o pontinho ganho contra o São Paulo, em Barueri (0 x 0), não deixa de ser um bom resultado para o Internacional. No entanto, se observarmos as circunstâncias em que a partida se desenrolou, os colorados podem, sim, lamentar a perda de dois pontos. Com ampla vantagem de posse de bola, sobretudo, na segunda etapa, o time de Dorival Júnior pecou apenas pela falta de ambição ofensiva. Chega a ser óbvio, mas é verdade. Time que não conclui, no máximo empata...
Responsabilidade
Sem Damião, que volta somente daqui a 25 dias e, Jô, suspenso, a tarefa de fazer gols ficou por conta do jovem Dellatorre. Não foi a primeira vez que o guri recebeu oportunidade, mas com todo respeito, atualmente, pode, no máximo, servir o time Sub-23. Passando mais tempo no chão – em decorrência do choque normal com os zagueiros – não disse a que veio, deixou o time sem referência e parece ter encerrado sua participação entre os titulares, ao menos nesta temporada. Ao contrário do que ele próprio afirma, Dellatorre não tem condições de ser 9. É no máximo e com muita boa vontade, segundo atacante. Tem boa velocidade, razoável técnica e paramos por aqui. O amanhã poderá ser pródigo para ele, mas, por enquanto, o jovem está longe das exigências do colorado.
Revolução
Na década de 50, as equipes atuavam com cinco atacantes; uma década e meia depois, a formação tática tinhas três; nos anos 90, a tendência foi a chamada dupla de ataque e, neste início de década, a “moda” defende apenas um no comando de ataque. Respeitando as excentricidades de cada período e, sobretudo, as evoluções do futebol, fiquei assombrado quando vi Dorival Júnior revolucionar o esporte bretão. Por incrível que pareça, o treinador teve a capacidade e, “necessidade”, de jogar cerca de 30 minutos sem nenhum atacante. Daqui uns anos, centroavante será apenas peça de colecionador. Tomara que eu esteja errado, para o bem do futebol!
Tentativa
É lógico que Dorival tomou a atitude somente pela ausência de atacantes em condições de atuar. Com as lesões de Damião, Gilberto e, novamente, Zé Roberto, além da suspensão de Jô, sobraram apenas Dellatorre e Siloé como alternativas. Diante da fraca atuação de Dellatorre, o comandante não quis arriscar-se a promover a estreia de Siloé. Por mais estranha que tenha sido deixar o time sem atacante, Dorival não tinha alternativa. O jeito foi escalar mais um meia, neste caso, Fabrício. A “revolução” foi estranha, mas compreensível.
Seleção
Com menos “cabeças-de-bagre” do que de costume, o time de Mano Menezes conseguiu bonita virada contra o México, na América do Norte. Mesmo com um jogador a menos – Daniel Alves foi expulso – a seleção mostrou grande desempenho, com destaques para o goleiro Jefferson, que pegou pênalti, além do atacante Hulk, de grande movimentação e os autores dos gols, Ronaldinho Gaúcho e o lateral-esquerdo Marcelo. Mas, por favor, só não me venham dizer que o México é uma grande seleção! O próximo desafio deverá ser contra o Gabão. “Baita clássico”!
Foto: conexaogrenal.com.br
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Autoridade, deslize e a triste seleção

Solidez
Mesmo sem Leandro Damião, lesionado e, Oscar, na seleção, o Internacional não tomou conhecimento do então líder Vasco da Gama, fez valer o fator local, jogou com autoridade, goleou e, ainda, transformou o arqueiro rival, Fernando Prass, em um dos destaques da partida. Os 3 x 0 (gols de D’Alessandro, Índio [Foto] e Tinga), advindos da atuação sólida da equipe é um indício de que os colorados podem sim, sonhar com uma vaga na Libertadores. O desafio é não oscilar tanto como nas últimas rodadas. Será que é possível? Veremos!
Craque
Entre as boas notícias da tarde, entre elas, a atuação segura da defesa e a alta rotatividade da meia-cancha, destaque especial para o meia D’Alessandro. Desde a sua chegada ao Brasil, poucas vezes vi o argentino tão inspirado quanto ontem. Com dribles, retenção, lançamentos, passes, conclusões e até gol, o camisa 10 honrou o número que veste, justificou a fama de craque e foi o protagonista da vitória. Como bom castelhano, D’Ale, como é chamado pelos companheiros, é aquele típico jogador que cresce em grandes partidas. Sem Damião, a importância de D’Alessandro triplica para os colorados. Contra o Vasco, o canhoto deu conta do recado e com sobras.
Grupo
Os ingressos de Tinga e João Paulo, que participaram do terceiro gol, ilustram muito bem um dos maiores trunfos do Inter: o seu qualificado grupo de jogadores. Além deles, havia no banco, o outrora capitão Bolívar, além do meia-atacante Zé Roberto, que ficou à disposição depois de longo período no Departamento Médico. É lógico que para tudo existe um ônus e, no caso do Inter, ele recai na alta folha de pagamento do clube, que beira os R$ 6 milhões/mês. No entanto, o fato pode ser visto como custo/benefício, desde que jogadores com altos salários justifiquem sua estada no Beira-Rio, o que nem sempre ocorre.
Finalmente
Antes tarde do que nunca! É assim que podemos nos referir ao ingresso do jovem João Paulo, no segundo tempo. Destaque gaúcho na Copa Audi, realizada na Alemanha, o atleta havia sido arquivado sob alegações que realizava maus treinamentos. Felizmente, para os colorados, Dorival deu nova chance ao meia, que foi um dos destaques por sua intensa movimentação e velocidade. João Paulo é artigo raro. Falando nisso, está na hora da direção renovar o contrato do guri. Afinal, notícias apontam que a multa rescisória é quase insignificante, tratando-se de um jogador de imenso futuro quanto ele. Abre olho, direção!
Deslize
Embalado pela sequência de três vitórias, a última contra o Santos, na semana passada, o tricolor foi a Curitiba enfrentar o melhor ataque da temporada. Logo que a bola rolou, as preocupações da semana se justificaram e o time do capitão Tcheco (ele mesmo, ex-Grêmio) mostrou maior volume de jogo que acabou refletindo o escore da disputa. Final, Coritiba 2 x 0.
Mazelas
A derrota trouxe à tona algumas mazelas do time de Celso Roth, entre eles, a ineficiência do ataque, vergonhosamente, o segundo pior do certame. Para piorar a situação, o centroavante Brandão, lesionou-se e o treinador mandou a campo o volante Adílson, reacomodando Diego Clementino no comando de ataque. Depois disso, na segunda etapa, promoveu a estreia do jovem Yuri Mamute, 16 anos, que sozinho no ataque só conseguiu soar a camisa 7 que herdou do ex-goleador Jonas. Assim, o que já era difícil, tornou-se impossível!
Solução
Para dirimir a falta de gols, a “velha aposta da vez” poderá ser o centroavante André Lima. Em que pese as críticas sobre o carioca, o camisa 99 ainda é o melhor atleta da função no Olímpico, na minha modestíssima opinião. No entanto, como a maioria dos centroavantes da galáxia, é fundamental que a bola chegue em condições para o arremate. Do contrário, Lima vai continuar computando atuações discretas e longe de balançar as redes. Portanto, o sucesso do centroavante passa necessariamente por Douglas, Marquinhos e Escudero.
Referência
Destaque nas últimas partidas, o meia Marquinhos não conseguiu substituir Douglas na tarefa de ser a referência técnica da equipe. Ocupando uma função mais centralizada que a habitual, o camisa 19 esteve perdido, pouco produziu e só marcou sua atuação pela agressão no lateral Jonas – que pecou pela falta de esportividade ao dar um lençol (ou chapéu, ou balãozinho) no gremista após a partida já estar parada. Ainda bem, para os gremistas, que na próxima partida, volta Douglas. Além de sua capacidade técnica, o camisa 10 possibilita que Marquinhos retorne a sua função cotidiana, o misto entre meia e volante e, jamais, como centro técnico da equipe.
Tabela e situação
Com a vitória, os colorados ocupam 7ª posição com 43 pontos e estão a seis da zona da Libertadores. Na próxima quarta-feira, feriado nacional, vão a Barueri enfrentar o São Paulo, às 16h. Por sua vez, o tricolor é o décimo colocado com 39 pontos. No mesmo dia e horário, recebe o Figueirense no Olímpico. Boa sorte à dupla!
Seleção
Para quem já viu um ataque formado por Ronaldo e Romário, já viu nas laterais, Cafu e Roberto Carlos, é constrangedor ver o atual selecionado nacional. Com um futebol para lá de burocrático, com meias que não se movimentam, volantes que não acertam um passe de dois metros, o time de Mano Menezes está longe de honrar a tradição da “amarelinha”. Após a “acachapante” vitória de 1 x 0 sobre a Costa Rica, o “desafio” da vez é contra os Mexicanos, na próxima terça-feira, em mais um “extraordinário” amistoso-caça-nível ajeitado pela CBF. Não pensem que sou saudosista e saibam que dou graças a Deus por não ter visto Garrincha, Pelé e nem Zico. Do contrário, aí mesmo, que não me daria o “luxo” de assistir Ralf, Adriano e Luiz Gustavo. É dose pra Mamute – não o do Grêmio, mas aquele ameaçado de extinção, mesmo!
Foto: Mauro Schaefer - Correio do Povo
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Fracasso nas alturas e esperança renovada

Rotina
Novamente, o Internacional teve mais posse de bola, trocou passes de um lado a outro, tomou as ações da partida, mas foi incapaz de balançar as redes. Trata-se de um problema crônica dos colorados, agravados e, muito, com a lesão de Leandro Damião que ficará de fora por mais dois meses. Para piorar a situação, o Atlético-PR, que sem dúvidas, é uma das equipes mais limitadas do certame, acertou duas cabeçadas e arrefeceu o ímpeto dos vermelhos rumo à zona de classificação da Libertadores. Final: Furacão 2 x 0.
Fracasso aéreo
Não é de hoje que o time de Dorival Júnior mostra-se vulnerável na bola aérea. Para terem ideia da fragilidade, o Inter conseguiu a proeza de tomar dois gols do lanterna América-MG, em pleno Beira-Rio, justamente nessa circunstância. No último domingo, o algoz da vez foi o limitadíssimo centroavante Nieto. É visível que o grande problema está no posicionamento da defesa com a bola rolando. Em contrapartida, a bola aérea defensiva oriunda da bola parada, parece ser um problema superado. Agora, o desafio de Dorival, é ajustar o posicionamento da linha defensiva.
Mercado
Falando em Nieto, o argentino, camisa 9 dos paranaenses, só não transformou à tarde negativa dos colorados em pesadelo, pois literalmente “apanha da bola”. Em pelo menos dois lances, ele esteve cara a cara com Muriel e perdeu o tempo de chutar. Tanto os medalhões Bolívar e Índio, quanto as apostas Moledo e Juan, mostram-se aquém das necessidade do Inter. Sobre a última dupla, parece-me que um deles, ao lado de um atleta de maior experiência, poderá surtir efeito, mas não os dois juntos, ao menos nesse momento. Esta mais do que na hora da direção pensar a reformulação do grupo para 2012. A começar pelo sistema defensivo, urgentemente!
Prudência
Mesmo tendo a juventude como aliada, Oscar parece um veterano em campo. Longe das atuações que fizeram dele destaque da Seleção Campeã Mundial Sub-20, é visível o desgaste físico do garoto. Já passou da hora da comissão técnica, embasada pelo departamento físico, dar uma folga, uma pausa para o camisa 16. Do contrário, poderá ocorrer o mesmo problema que vitimou Leandro Damião. Oscar vem de uma grande sequência de jogos, tanto na seleção de base, como no Inter e, agora, na seleção de Mano Menezes.
Boas notícias
Notícias preliminares da semana apontam para o possível retorno do atacante Zé Roberto, há meses, lesionado. O retorno do avante poderá ocorrer contra o líder Vasco da Gama, na próxima rodada, domingo, no Beira-Rio. As outras novidades são os retornos de Andrezinho e Kléber, que retornam de suspensão pelo terceiro cartão amarelo.
Renovação
Os gremistas que já temeram pelo rebaixamento, hoje, sonham com uma vaga na Copa Libertadores. A mudança de perspectiva tem como inegável protagonista o técnico Celso Roth. Desde seu retorno a Azenha, o criticado treinador perdeu apenas uma partida (para o Botafogo, no Olímpico, semana passada) e já passa a ser a ficha 1 da direção para temporada 2012. O êxito da vez ficou por conta da vitória sobre o Cruzeiro por 2 x 0 - gols de Rafael Marques e Damián Escudero (foto). Além disso, o futuro dos gremistas poderá ser ainda mais alegre, caso o tricolor vença a partida que tem em atraso, contra o Santos na próxima quarta-feira. Veremos!
Diferencial
Marquinhos. Sem dúvidas, o camisa 19 é o grande diferencial do time de Roth, em comparação aos antecessores Renato Portaluppi e Julinho Camargo. O meia desempenha uma função dupla na meia-cancha gremista. Às vezes como um meia avançado, outras, como volante, o atleta vindo do Avaí desempenha todos os atributos necessários para um atleta da função: passa com qualidade, lança, concluiu e ainda ajuda na recomposição defensiva. Embora sem o mesmo holofote de Douglas, Marquinhos, na minha modesta opinião, é o grande nome gremista na retomada do segundo turno.
Mistério
Dentro de campo, um dos melhores laterais do país. Fora dele, uma incógnita absurda. Assim tem sido a carreira de Mário Fernandes. Apesar de incipiente, a trajetória do atleta tem sido marcada por inúmeras polêmicas, desde a sua fuga do Olímpico, em 2009, passando pela volta por cima, marcada pela conquista da titularidade no Grêmio, a convocação para a seleção, até a triste recusa para defender o país no clássico contra a Argentina na semana passada. Sem entrar no mérito da questão, concluo o tópico com uma frase que ilustra muito bem o episódio: “Às vezes, Deus dá asas para quem não sabe voar”.
Peixe
Em partida atrasada, o tricolor recebe o Santos de Muricy Ramalho, no Olímpico, na próxima quarta-feira, às 20h30. Sem Neymar, que defenderá a seleção nos amistosos contra Costa Rica e México, o Peixe deverá ter como substituto o ex-colorado Wason Renteria – que se notabilizou por comemorar os gols com um cachimbo. No lado gremista, a única dúvida está no comando de ataque: se André Lima continuar fora, novamente jogará Brandão. Boa sorte aos azuis!
Formatura
É com grande alegria que comunico aos leitores e amigos a minha colação de grau em Comunicação Social/ Jornalismo. A celebração ocorreu no último dia 10 de setembro, no Campus da Ulbra, em Canoas. Depois disso, gozei de alguns dias de férias, por isso, a coluna não foi abastecida no período. Mas, agora, estou novamente a pleno e mais motivado do que nunca. Obrigado a todos pelas mensagens de carinho. Forte abraço e até a próxima.
Foto: Clic RBS
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Gre-Nal e Justiça
Justiça
Futebol nunca foi e jamais será um ato de justiça. Porém, para quem é um admirador do esporte bretão e assistiu ao Gre-Nal de n° 388 na história, teve a leve impressão que desta vez, venceu quem fez por merecer. Mesmo sem apresentar um grande futebol, o time de Celso Roth mostrou-se mais organizado taticamente e, principalmente, mas “ligado” na partida. Somente raça, garra e vontade não são capazes para garantir as vitória, mas ajudam uma barbaridade. Tratando-se de Roth, nenhuma surpresa. Final, Grêmio 2 a 1 – gols de Marquinhos e Douglas (de pênalti). Parabéns aos gremistas!
Humildade
Em clara demonstração de respeito ao adversário e, sobretudo, reconhecendo a superioridade técnica do Internacional, Roth pensou muito bem o jogo. Mesmo atuando em casa, o comandante gremista povoou o meio-campo, teve supremacia no setor vital da partida durante os 95 minutos e só não venceu por mais gols devido aos erros da arbitragem. Roth foi humilde, reconheceu as fragilidades de sua equipe e conseguiu superar o adversário na organização e na disposição. Longe de qualquer heresia, me permito utilizar um reconhecida frase religiosa para enaltecer os méritos de Roth: “Deus exalta os humildes”.
Evolução
Com o clássico, o Grêmio parece ter encontrado a formação ideal. Trata-se do 4-2-3-1, com Marquinhos, Douglas e Escudero na zona de articulação, tendo apenas André Lima no comando de ataque. No entanto, apesar da boa atuação do argentino Escudero, creio que o esquema para funcionar a pleno, necessita de um jogador de maior velocidade e ímpeto, que talvez seja Leandro. Apesar da vitória, dos três pontos e da retomada da confiança, André Lima seguiu isolado. A vitória precisa ser celebrada, mas muito ainda precisa ser feito. Sem dúvidas, Roth acertará a equipe. Talvez o Gre-Nal tenha sido um marco. É o que esperam os gremistas!
Destaques
Fazia tempo, mas finalmente, os gremistas puderam celebrar as atuações de seus dois laterais. O primeiro e mais destacado deles foi Mário Fernandes, autor do passe para o gol de Marquinhos. Há muito venho dizendo que o lugar do camisa 13 é na lateral-direita. Na defesa, Fernandes é zagueiro comum, porém, no lado direito, é figura acima da média. No outro lado, Julio César fez sua estreia, mostrou-se um pouco tímido no apoio, mas a primeira amostragem foi positiva...
Estreia
Porém, para a próxima partida, Mário Fernandes está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Apesar de já ter utilizado o volante Adílson na função, a tendência é que Roth promova a estreia do jovem lateral-direito Spessato. Olho nele!
Geladeira
O atacante chileno Ezequiel Miralles e o meia Lúcio não ficaram sequer no banco de reservas. A atitude revela o jeito genuíno de Roth comandar o vestiário. Após o jogo, em entrevista coletiva, o treinador foi claro: “Jogador que quer jogar, precisa treinar”. Ou seja, com Roth não existe “carteiraço”. Mais do que nunca, joga quem treinar bem. Dedicação ao extremo, sempre!
Desconto
Mesmo que tenha peças de reposição, Dorival Júnior não conseguiu administrar as ausências de D’Alessandro e Guiñazu. O camisa 10 fez muita falta na organização das jogadas que, sem ele, ficaram a cargo do sempre instável Andrezinho. Já sem Guiñazu, o setor esquerdo defensivo mostrou-se inseguro e vulnerável. O primeiro gol gremista ilustra muito bem o fato. Mário Fernandes teve total liberdade para cruzar para Marquinhos, que sem marcação alguma, empurrou para a rede sob o olhar incrédulo de Élton.
Postura
Conforme dito anteriormente, raça não ganha jogo, mas a postura do colorado durante a partida foi constrangedora. Enquanto a defesa gremista não deu refresco para Oscar e Damião, o time de Dorival parecia estar em um treinamento coletivo. O resultado não poderia ser outro. O primeiro passo para vencer, é desejar a vitória.
História
De bom para os vermelhos, ficou apenas o aspecto histórico do gol marcado por Índio. Foi o sexto gol dele em Gre-Nais, além de igualar-se ao André Luiz – que atuou no clube na década de 80 – como o zagueiro com maio número de gols na história do Internacional, com 29.
Euforia
Após uma boa atuação em Gre-Nal, é comum o surgimento de “novos” heróis. No último domingo, o nome da vez é do zagueiro Saimon, que conforme, a ótica gremista e de grande parte da imprensa, anulou o centroavante Leandro Damião. Porém, é preciso muita calma nessa hora. Saimon, sem dúvidas, fez uma grande partida, auxiliado pela baixa participação do centroavante colorado. No entanto, em futebol não existe mágica. A meia-cancha colorada foi incapaz de armar qualquer jogada que desse a Damião a condição de concluir. Méritos a Saimon, mas cuidado com a euforia!
Armação
Poucas vezes se viu um Internacional tão sonolento. A omissão de Oscar e Andrezinho deixaram o colorado a mercê da sorte e Damião perdido entre a defesa gremista. Desde que voltou da Seleção Sub-20, Oscar não conseguiu repetir as atuações de destaque da temporada. Por outro lado, Andrezinho é aquilo mesmo. Nada mais do que um bom reserva batedor de faltas. Mesmo com qualidade técnica, o camisa 17 já demonstrou inúmeras vezes ser incapaz de ser titular. Enquanto isso, João Paulo assistiu a derrota do banco de reservas. Vai entender...
Prioridade
Outro fato de difícil compreensão é a contratação de Ilsinho. Mesmo que tenha surgido no tricolor Paulista como lateral-direito, o atleta esteve na Europa, voltou ao clube de origem, mas agora diz que atua somente no meio-campo. Porém, para essa função, o colorado já possui D’Alessandro, Oscar, Andrezinho e João Paulo, além de Zé Roberto que também pode atuar no setor. Enquanto isso, Glaydson jogou o Gre-Nal improvisado na lateral-direita. Durma-se com um barulho desses!
Arbitragem
Historicamente figura central do clássico, o árbitro novamente e, infelizmente, foi personagem negativo do Gre-Nal. O “vilão” da hora foi o carioca Marcelo de Lima Henrique. Além de fraco disciplinarmente, permitindo reclamações acintosas das duas partes, foi pavoroso no aspecto técnico, ao não assinalar pênalti do goleiro Muriel em Mário Fernandes. Para piorar, ainda não assinalou pênalti de Índio em Saimon na primeira etapa. No entanto, a penalidade ocorreu após falta claríssima de André Lima no goleiro Muriel. Em único lance, o homem do apito conseguiu a proeza de desagradar as duas equipes. Vai ser “bom” assim lá na terra do carnaval.
Futuro e situação
Com o resultado, o tricolor subiu para 21 pontos, ocupa a 15ª posição e na próxima quarta-feira vai a São Paulo enfrentar o Corinthians pela primeira rodada do returno. A partida ocorre em horário atípico, às 18h. Por sua vez, o colorado recebe o Santos de Neymar, Ganso, Borges e Muricy Ramalho, às 21h50min, na quarta-feira, no Beira-Rio. Com a derrota no clássico, os vermelhos caíram para a oitava colocação com 27 pontos. Boa sorte à dupla!
Foto: Site Oficial Grêmio Foot-ball Porto Alegrense
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Recopa, prateleira e o Gre-Nal
Rotina
Mais uma vez, os colorados lotam o Beira-Rio, conquistam um título internacional e varam a noite comemorando. Com os 3 a 1 sobre o Independiente, maior campeão da Copa Libertadores, como sete conquistas, o Inter celebra a sua segunda Recopa Sulamericana, tornando-se o brasileiro que mais venceu a disputa – ao lado do São Paulo – com dois troféus. Com mais uma taça na prateleira, os colorados se mantêm na liderança do ranking da Conmenbol, pelo menos até o final do ano. Parabéns aos vermelhos!
Personagem
Autor de 34 gols, em 41 jogos, dois deles na final contra os argentinos, o centroavante Leandro Damião não para de colecionar atuações de destaque e recordes individuais. Além de ter sido convocado para a seleção brasileira, ser o maior artilheiro do país na temporada, o camisa 9 escreveu o seu nome na história da Recopa. Com os três gols marcados nas duas partidas, o ídolo colorado tornou-se o primeiro atleta a balançar as redes três vezes em finais da competição. Antes dele, Alexandre Pato, também pelo Inter, em 2007, e os argentinos Rodrigo Palácio e o aposentado centroavante Martín Palermo, ambos do Boca Juniors, haviam feito dois gols na decisão. Damião é uma surpresa a cada jogo!
Luxo e esperança
De cabeça, de perna esquerda, de carrinho, de perna direita, de bicicleta e, agora, de bico. Leandro Damião continua apresentado sua variada capacidade de finalização. Contra os “hermanos”, a sua atuação na primeira etapa foi algo monstruoso. Além dos gols marcados, o artilheiro ainda perdeu outro após bela arrancada, deu assistências, trombou com os zagueiros, deu chapeuzinho e só foi parado com faltas. A atuação luxuosa de Damião, é uma esperança à amarelinha, que desde a saída de Ronaldo, em 2006, está órfão de um grande camisa 9. Não estou comparando o colorado ao Fenômeno, mas entre todos os candidatos a “centroavância” da seleção (Pato, Fred, Luís Fabiano...), Damião é sem dúvidas, o mais capacitado. Tomara que confirme, para o bem do futebol nacional!
Casamata
Mesmo com um time bem escalado, equilibrado e veloz, o Bicampeonato da Recopa veio graças ao banco de reservas. Quando a partida estava 2 a 1 para os gaúchos e se encaminhava para a prorrogação, o “destino” resolveu dar uma forcinha. As lesões de D’Alessandro e do avante Dellatorre – de fraquíssima atuação diga-se de passagem – foram fundamentais para a conquista do caneco. Foi justamente com os substitutos que surgiu o pênalti para o gol do título. Em belo passe, Andrezinho encontrou livre o centroavante Jô que sofreu a falta dentro da área. Na sequência, com toda a tranquilidade, o lateral-esquerdo Kléber, deslocou o arqueiro Navarro e correu para a “massa”. Final: Mais uma volta olímpica no Beira-Rio.
Arrependimento
Após dizer que queria deixar o Beira-Rio para, possivelmente, tranferir-se ao Fluminense, Andrezinho ficou, levou um puxão de orelhas da direção, foi multado e se conformou com o velho posto de sempre: ser um bom reserva batedor de faltas. Contra os argentinos, o meia novamente foi decisivo e, embora não tenha se destacado com a bola parada, foi autor de belo passe e justificou um pouco os cerca de R$ 220 mensais que recebe. Pontos para a direção!
Idolatria
Falando em direção, outro personagem do título é o diretor executivo remunerado do clube, Fernandão. Capitão nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006, pelo colorado, o ex-camisa 9 foi figura central na contratação do técnico Dorival Júnior e é o homem forte da direção no contato com os jogadores. Desde a queda do então vice-de-futebol, Roberto Siegmann; com o distanciamento – ao menos oficial – do ex-presidente Fernando Carvalho e diante do comportamento mais brando do atual vice-de-futebol Luis Anápio Gomes, Fernandão, é disparado e, indiscutivelmente, o chefe do vestiário vermelho.
Mérito
Apesar de pouco tempo à frente do colorado, Dorival Júnior é uma grata surpresa. Sempre armando seus times voltados ao ataque, o comandante chamou a atenção de todos ao divulgar a escalação do colorado ainda na terça-feira. Além disso, durante a partida, diante das lesões de D’Alessandro e Dellatorre, Dorival fez o simples, realizou as substituições por atletas das mesmas funções e manteve a mesma estrutura tática. Seria uma atitude óbvia e que sequer merecia registro, porém, diante das atuais “invencionices” dos técnicos brasileiros na atualidade, Dorival tem méritos por fazer o velho e bom “feijão com arroz”.
Gre-Nal
Após a conquista da Recopa, as atenções retornam todas ao certamente nacional. No próximo domingo tem Gre-Nal no Olímpico, às 16h. Pelo lado vermelho, não jogam o lateral-direito Nei e o volante Guiñazu,suspensos, além da iminente ausência de D’Alessandro, que deixou a decisão sentindo dores musculares. Em seus lugares, deverão atuar Ilsinho, Tinga e Andrezinho, respectivamente. Do lado gremista tudo é mistério. A tendência é que Roth mande a campo uma equipe com três volantes: Fernando, Gilberto Silva e Rochemback, mas não está descartado o ingresso de Marquinhos ou Escudero no meio campo. Outra hipótese, aventada por este iniciante colunista, seria a presença de três zagueiros. Desta forma, o pentacampeão Gilberto Silva atuaria entre os zagueiros. Aguardemos... Borte à dupla!
Foto: Site Oficial Sport Club Internacional
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