quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Classificação, estreia e o luto oficial


Objetivo x atuação

Golaço, vitória nos pênaltis, torcedores feridos e pouco futebol. Eis a síntese da sofrida classificação do Grêmio para a fase de grupo da Libertadores. Ao contrário do que ocorreu em Quito, desta vez o tricolor criou pouca chances, não conseguiu vencer o bloqueio defensivo do rival e só conseguiu levar a decisão para os pênaltis por um chute de raríssima felicidade de Elano de fora da área. Apesar do sufoco, o objetivo foi alcançado. Entretanto, a equipe precisa evoluir e muito. Do contrário os gaúchos não passarão de coadjuvantes no certame. Considerações à parte, parabéns aos tricolores!

Contratações

Neste sentido, a direção precisa deixar a euforia para a torcida e tratar de remangar a camisa. Os reforços são mais que necessários se o tricolor quiser ao menos sonhar com a conquista do título. Não é a primeira vez que abordamos o fato: jogar a maior competição da Libertadores com improvisações ou tendo que utilizar jovens – como nos casos de Bressan e Alex Telles (embora não tenham comprometido) – é no mínimo uma temeridade. Daqui para frente, as exigências serão muito superiores. Só para ilustrar, o Grêmio fará parte do Grupo 8, ao lado de Hiachipato do Chile, Caracas da Venezuela e Fluminense – o campeão brasileiro. O tricolor estreia na fase de grupos contra os chilenos no próximo dia 14, em Porto Alegre.

Herói

Alvo de polêmicas, Marcelo Grohe foi a grande figura da classificação. Mesmo com apoio da maioria dos torcedores, o “prata da casa”, destaque do time no ano passado - após venda de Victor – só voltou a titularidade pela lesão de Dida, contratado para a camisa 1 a pedido de Luxemburgo. Após mais de 90 minutos sem ter sido exigido uma vez sequer, o suplente deu a volta por cima, defendeu a cobrança do zagueiro Morante e tornou-se o grande herói da classificação. De quebra, acirrou ainda mais a disputa pela vaga de arqueiro titular da Azenha. É o futebol e seu velho dinamismo.

Qualidade

O meia Elano foi outro destaque do time. Após iniciar a partida atuando pelo setor esquerdo na formatação tática em losango – com Souza na direita, Fernando recuado e Zé Roberto na extremidade ofensiva – o camisa 7 teve mais liberdade na segunda etapa – após as mudanças de Luxemburgo (recuando Zé Roberto para a função de segundo volante e os ingresso dos centroavantes André Lima e William José). Com o novo posicionamento, o meia teve a oportunidade de atuar mais próximo ao gol, possibilitando a conclusão mais que perfeita que garantiu a decisão nos pênaltis. Uma Bucha com “B” maiúsculo.

Perigo previsto

A tradicional avalanche quase acabou em tragédia. Após o golaço, os torcedores da geral realização o movimento descendo rumo ao alambrado/mureta, que não suportou o número de torcedores e acabou tombando: oito torcedores ficaram feriados. Quando a Brigada Militar quis proibir a avalanche na Arena  - algo que felizmente ocorreu através do Corpo de Bombeiros na manhã seguinte ao jogo -  muitos torcedores “grenalizaram a decisão”, acusando o comandante do Policiamento da Capital, Cel. Alfeu Freitas Moreira, de “colorado”. É triste: estupidez travestida de rivalidade.

Dívida inicial

Após muita expectativa, o time A do Internacional estreou na temporada sob o comando de Dunga. Mesmo com total domínio do jogo, o colorado não passou de um frustrante empate sem gols contra o Novo Hamburgo em Gravataí – mando de jogo do Inter. De positivo, fica a atuação do estreante Gabriel e do capitão D’Alessandro, além das triangulações entre meio-ataque e laterais – movimento exaustivamente treinado na pré-temporada. Mas muito ainda precisa ser aperfeiçoado.

Pergunta e constatação

A propósito: quando será que Forlán e Damião – que perdeu chance incrível de perna esquerda e marcou gol anulado– farão as pazes com as redes? Além disso, lamentável o índice de passes errados do volante Willians, que estreiou com a promessa de fazer a torcida esquecer o antigo ídolo Guiñazu. Por enquanto, ficou só na promessa – mas, paciência, recém foi a primeira amostra.

Respeito à tradição

Mais do que nunca, os atletas da atualidade são “profissionais”, o que acaba eximindo-os do velho e infelizmente extinto “amor à camiseta”. Mas, por favor, alguns exageros deveriam ser evitados. Digo isso para combater alguns atletas do Internacional que utilizam chuteiras em cor azul. Casos do lateral Fabrício, o lateral-direito reserva Hélder e o atacante Gilberto – além de Rafael Moura (na temporada passada). Ao contrário de tópicos atrás, não se trata de rivalidade estúpida, mas sim, de respeito à centenária tradição Gre-Nal. Nem que para isso, seja preciso interferência da direção. Não é exagero.

Clássico em Erechim

Falando no assunto, domingo ocorrerá o primeiro Gre-Nal da temporada. A exemplo de anos atrás, a disputa terá a cidade de Erechim como sede – com mando de campo do Internacional. Informações preliminares atestam que o grêmio deva atuar com time B. Mesmo com o desgaste (inclusive o tricolor volta a campo hoje à noite pelo Gauchão – a exemplo da semana passada, uma barbaridade do calendário), duvido muito que a direção corra esse risco. Sendo assim, aposto em um “mistão quente” do tricolor. O clássico inicia às 17h, com transmissão ao vivo da RBS TV. Que vença o melhor!

Luto

É impossível ficar indiferente a tragédia ocorrida em Santa Maria no final de semana passado. Diante do quadro, somo minhas condolências a grande comoção nacional. Que Deus receba os que se foram e conforte os familiares.  Esperamos que os responsáveis sejam exemplarmente punidos, em que pese o nem sempre “ágil” sistema jurídico brasileiro.
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Fotos: Grêmio oficial, Saul Teixeira, Globo Esporte e Audax SP

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Castigo nas alturas e nova despedida

Velho ditado

Após um início com certa pressão por parte da LDU, o Grêmio naturalmente tomou rédea da partida – com supremacia no meio-campo e beneficiado pela lesão do ala-esquerdo e destaque do rival Rojás-  embora quase não tenha ameaçado à meta defendida por Dominguez na primeira etapa. A boa atuação dos volantes Fernando e Souza, somadas a reconhecida técnica de Zé Roberto foi acrescida ao ímpeto e velocidade do estreante Eduardo Vargas no segundo tempo. Com o chileno, o time de Luxemburgo criou algumas oportunidades, protagonizou duas bolas na trave, mas foi punido pelo velho “quem não faz leva”. Final: equatorianos 1 a 0 e decisão na Arena, na próxima quarta-feira.

Méritos

A direção do Grêmio merece muitos elogios pela logística e planejamento em relação a partida de Quito. Viajando com bastante antecedência, os “cartolas” possibilitaram a adaptação à altitude, reduzindo assim, os efeitos do famigerado 2,800 m. Diante do trabalhado do preparador físico Antônio Mello, o tricolor atuou como se estivesse no nível do mar e apesar da derrota, tem tudo para reverter em Porto Alegre e garantir vaga na fase de grupos da maior competição da América.


Amostra

Apesar das desconfianças em relação aos seus 35 anos, o zagueiro Cris teve atuação irreparável. Com experiência para jogar no atalho e firmeza, o camisa 3 mostrou, ainda, liderança, tornando o verdadeiro “capitão da equipe”, embora a braçadeira estivesse com Zé Roberto. A presença do “El Policial”- apelido ganho quando atuava na França, permitiu também um crescimento técnico e tranquilidade ao jovem Saimon. Pelo menos na primeira amostragem, a defesa do Grêmio mostrou-se um dos pontos altos da equipe, algo que deve ser potencializado ainda mais com o futuro retorno de Werley – suspenso pela confusão contra o Millionários na Sul-Americana no ano passado.


Risco assumido

Apesar dos merecido elogios, nem tudo são flores no trabalho do Departamento de Futebol. Um dos fatos que ilustram, talvez o maior deles, é a carência de qualidade nas laterais – notadamente no lado esquerdo. È no mínimo temerário disputar uma seletiva da Libertadores com improvisações – tendo que tirar o afirmado Pará da direita, deslocando-o para o outro lado. É óbvio que a lesão de Fábio Aurélio e a eterna briga outra a balança de Anderson Pico prejudicaram a equipe, mas no mínimo deveriam ter sido previstos, diante do histórico de ambos. Neste sentido, a dispensa de Júlio César foi no mínimo precipitada. Entretanto, a direção busca uma reposição: o argentino Insúa foi descartado, mas outro “camisa 6” deve chegar no Salgado Filho em breve.

Diferencial

Apresentado no sábado, o Grêmio conseguiu inscrever Vargas, viu o nome do “hermano” publicado no BID e imediatamente providenciou a viagem do avante para a capital equatoriana. Caindo preferencialmente pelo lado direito e demonstrando extrema velocidade, o camisa 8 entrou na equipe no intervalo – na vaga do sumido William José – e já na primeira aparição, parece estar justificando o esforço da direção – notadamente do homem do futebol Rui Costa. É o grande diferencial do ataque gremista em relação as temporadas passadas.

Reforços

A partida de Quito ilustrou que o Grêmio precisa de reforços, principalmente para repor os meias Elano e Zé Roberto. Embora reúnam atributos inegáveis, os responsáveis pela articulação estão longe de serem meninos e por características, chegam pouco ao gol adversário. Sendo assim, a busca do chamado “meia-atacante” se faz necessário, ao menos que alguns garotos da base surjam como grata surpresa na equipe principal.

Camisa 1

Embora pouco exigido, Dida foi bem suas intervenções até a lesão e, mesmo diante das polêmicas enquanto sua titularidade é inegável que sua trajetória e envergadura impõem respeito aos adversários. Para Marcelo Grohe, não bastasse a perda da titularidade, o atleta formado no Grêmio ainda foi vítima de uma triste consciência: sua entrada na equipe ocorreu 1 minutos antes do gol da LDU – embora tenha feito grande defesa antes da bola balançar as redes.

Inter B

Na segunda partida da temporada, o colorado novamente entrou em campo com a equipe Sub-23 e desta vez, venceu. Com atuação um pouco superior ao final de semana, o time de Osmar Loss explorou a fragilidade defensiva do Cerâmica e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 – gols de Maurinho. No início do segundo, o goleiro Agenor sofreu um “frango daqueles” e dividiu o rótulo de “vilão” com o zagueiro Tales que apesar de mostrar personalidade, acabou “escorregando na balaca” e desperdiçou uma penalidade máxima.

Time de Dunga

No próximo domingo, o elenco principal do Inter estreia no Gauchão 2013, contra o Caxias, na Serra. Tendo como novidades o zagueiro Juan, ex-seleção, além dos recém contratados Gabriel, ex-Grêmio e o volante Willians, ex-Flamengo, será o primeiro prélio de Dunga à frente do elenco alvirrubro. Por enquanto, a direção está em “lua de mel” com o treinador por seu histórico profissionalismo e metodologia de trabalho. Entretanto, todo e qualquer comandante depende de resultado. Eis o desafio do capitão do tetra.

Absurdos

Ainda pelo certame regional, o Grêmio volta a campo menos de 24h após atuar no Equador. O adversário será o Canoas, no Olímpico (isso mesmo, Olímpico), às 19h30. Logicamente, o time será o Sub-23, sob comando de Marcelo Mabília. O fato ilustra o absurdo e inaceitável calendário do futebol nacional. Ao invés de privilegiar os participantes da Libertadores, as competições regionais acabam prestando um desserviço.

Despedida adiada

Falando em absurdo, voltar a jogar no Olímpico após a despedida, choros, volta Olímpica e presença de ex-atletas no gramado nos remete a uma postura varzeana. Mas já era previsto, como todos sabem, embora seja um empreendimento fantástico, a Arena está muito longe de estar concluída –vide a precariedade do gramado. Mas uma vez, infelizmente, a “politicagem” inerente ao futebol ganha às manchetes. Nesse caso, debita-se o “mico” na conta do ex-presidente Paulo Odone.
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Fotos: Grêmio Oficial, Portal Terra, Globoesporte e  Portal 364

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Gauchão, reforços e pré-libertadores


Largada

No sábado, o Internacional Sub-23, atuando como mandante no complexo da Ulbra, Canoas, não passou de um empate contra o Passo Fundo do veterano volante Claiton, ex-colorado. Após sair na frente com o avante Cassiano, o time de Osmar Loss levou o empate na etapa final e correu sérios riscos de ser derrotado. Mesmo tratando-se de jovens e de uma estreia, a atuação alvirrubra ficou muito abaixo das expectativas. Ainda é cedo para qualquer avaliação, mas a primeira amostragem denota que a equipe está muito aquém das exigências do futebol profissional – mesmo tratando-se do certamente regional.

Atraso

Por mais que a “paciência” seja a tônica da análise das categorias de base, muitos atletas já foram lançados, testados, relançados e não conseguem mostra a quê vieram. Mesmo com passagens pelo time principal e com grande expectativa em relação ao futuro no clube, Lucas Lima e Maurides, só para citar dois, continuam devendo. Iniciaram 2012 como promessas e após 365 dias, continuam no mesmo estágio. Não se trata de “torrar” os jovens valores, mas é preciso aproveitar as oportunidades.

Destaque

Um exemplo de jovem afirmado é Cassiano – autor do gol de calcanhar no empate. Vindo do São José de Porto Alegre, o camisa 7 já é uma boa alternativa para o Dunga na equipe profissional. Mesmo com a instabilidade da equipe no brasileirão do ano passado, o guri justificou a aposta, marcou gols e foi uma das principais figuras do último Gre-Nal do Olímpico (será o último mesmo?) quando o colorado empatou sem gols, mesmo jogando com dois a menos.

Surgimento


Seja bem-vindo, Lucas Coelho. O camisa 9 do Grêmio foi o grande expoente da vitória contra o Esportivo por 2 a 0, na serra gaúcha. Artigo raro e para muitos até indispensável na atualidade – vide Barcelona e seleção da Espanha - Coelho torna-se num alento para os admiradores do chamado centroavante clássico. Reunindo algumas das principais credencias para a função, como altura (1,84cm), presença de área, conclusão e capacidade de jogar de costas para o gol (pivô ou parede), o “matador” de 18 anos tem tudo
para torna-se realidade muito em breve. Eis um exemplo que não precisa muito mais do que 90 minutos para justificar o rótulo de “promessa”.

Gols e fundamentos

Domínio, drible curto e conclusão forte e precisa. O primeiro gol de Lucas pelos profissionais foi um belo cartão de visitas. Alguns minutos depois, cabeçada na trave e gol de Paulinho. Além disso, na semana passada, o camisa 9 marcou cinco gols em um coletivo de apenas 25 minutos. Como diria o ditado, “treino é treino”, mas, o fato é mais um belo indicativo. Muita calma nessa hora, porém, VIVA O CENTROAVANTE!!!!!!!!!

Outros destaques

Com vigor, apoio qualificado e bem na cobertura, o lateral-direito Tinga foi outra boa figura da partida. Além dele, o atacante Gustavo Xuxa, típico segundo atacante, com velocidade e movimentação e o meia Jean Deretti - bom passe, drible e perna esquerda apurada – chamaram a atenção. Em contrapartida, o meia Rondinelly, novamente, naufragou. Eis um pouco do Grêmio Sub 23 de Marcelo Mabília
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Reforços 1

Após forte concorrência com São Paulo e até clubes europeus, o chileno Eduardo Vargas, ex-Napoli, assinou contrato com tricolor no último final de semana. Veloz e habilidoso, o “baixinho” chega com a missão de colaborar com o setor mais problemático do Grêmio no ano passado: o ataque. Além disso, o camisa 8, garante a Luxemburgo a tão necessária velocidade ofensiva, algo inexistente no Grêmio dos últimos anos. Paralelo, a direção tenta confirmar as contratações do lateral-esquerdo Insúa, argentino e atualmente no Sporting, de Portugal e do meia-esquerda Marquinho, ex-Fluminense e atleta da italiana Roma.

Reforços 2

Pelos lados do Beira-Rio, o volante Willians, ex-Flamengo promete substituir Guiñazu à altura. Eleito o maior "roubador de bolas" do brasileirão 2009, quando foi campeão com o rubro-negro, o atleta atua preferencialmente na primeira função e estava na Udinese, da Itália.O atacante Caio e o meia Vitor Júnior, também chegaram, mas sem nenhum glamour. Porém, gosto muito do primeiro, que surgiu muito bem no Botafogo e depois e estava emprestado ao Figueirense na temporada passada.

Vira casaca

Eleito o melhor lateral-direito do Brasileirão 2005 (já faz tempo!), Gabriel trocou o Olímpico/Arena pelo Beira-Rio. Após ser destaque do Grêmio de Renato Gaúcho, o camisa 2 caiu em desgraça, ganhava altíssimo salário e passou a integrar o “time do chinelinho”. Agora, é a principal aposta do Internacional para a lateral-direita, junto com o “desconhecido” Hélder, do Nancy da França. Diante da escassez de atletas da função do Beira-Rio, creio que Gabriel seja sim, um boa aposta, em que pese seu atual histórico no Grêmio.

Pré-Libertadores

Na quarta-feira, às 22h, de Brasília, o time de Luxemburgo estreia na temporada e com um desafio e tanto. Enfrenta a LDU, em Quito, pela pré-Libertadores. A falta de ritmo, inerente ao início da temporada e a altitude, são apenas mais duas barreiras a serem superadas. A provável escalação: Dida; Pará (Tony), Saimon, Cris e Alex Telles (Pará); Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto, William José e Marcelo Moreno.Boa sorte aos tricolores!

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Fotos: Fotos: Lancenet, ClicRBS, Esportes UOL e Globoesporte.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Adeus, chegadas e a Bola de Ouro


Páreo corrido?

Na tarde desta segunda-feira, 7 de janeiro, em Zurique, o extraterrestre Lionel Messi deverá ser eleito pela quarta vez consecutiva, o “Melhor Jogador do Mundo”. Com todo o respeito ao outro forte candidato, Cristiano Ronaldo, ao menos em 2012, não há dúvidas. Quebrando recordes quase semanalmente, o camisa 10 do Barcelona foi autor de assombrosos 91 gols em 69 jogos  – o que acaba dando ares de páreo corrido para a disputa. Por sua vez, CR7, balançou as redes em 71 partidas. Mesmo jogando demais, o português, novamente, deverá ficar com o segundo lugar, uma colocação para lá de amarga e, merecida, para o soberbo "reizinho" de Madrid.

Politicagem

Se Messi não levar a Bola de Ouro, não tenho dúvidas que estaremos diante de uma das maiores farsas do futebol em todos os tempos. Falando no assunto, com todo o respeito a quem pensa o contrário, é difícil engolir o meia Iniesta está os postulantes ao prêmio. Em que pese sua grande capacidade técnica, o camisa 8 está muito aquém de uma disputa entre os chamados “craques da bola”. Por que não Falcão Garcia, do Atlético de Madrid ou Neymar entre os finalistas? Ah, não? Um colombiano ou brasileiro na final? Nada de terceiro mundo!? Um brinde ao bairrismo europeu!

Terrinha

Sobre o nosso pago, tudo está quase parado. Na semana passada, a grande notícia gremista foi a contratação do zagueiro Cris, 35 anos, que estava no Galatasaray, da Turquia. “Cria” de Luxa nos tempos de Corinthians, o defensor chega na Arena com a missão de ser o xerife da equipe, figura sonhada pelo presidente Fábio Koff, tal qual foram De León, na conquista da América, em 83 e Adílson, em 95. Não tenho preconceitos em relação a idade dos atletas e embora não seja uma “Brastemp”, sem dúvidas Cris joga muito mais do que todos os atletas disponíveis para a posição no Grêmio. Com isso, o beque tem tudo para formar uma interessante dupla com Werley, na velha e indicada mescla “juventude e experiência”.

Raio-X

Na entrevista coletiva, Cris afirmou que não possui preferências quanto ao lado preferencial para atuar. Com isso, certamente o veterano atuará no setor esquerdo da defesa, uma vez que Werley atua pela direita. Porém, à priore, Saimon deve formar dupla com Cris, uma vez que Werley está impossibilitado. O restante da defesa considerada ideal deverá ter: Dida no gol, Pará e Fábio Aurélio, nas laterais, ou seja, ao menos no papel, um time superior àquele que terminou a temporada passada - dúvida apenas no gol.

Muro? Jamais!

Comentarista de resultado é um dos maiores males da imprensa esportiva. È por isso que apesar das polêmicas, não ficarei em cima do muro em relação a briga pela camisa 1 do tricolor gaúcho. Meu voto é o mesmo do treinador, sou mais Dida. Por sua experiência, o goleiro de 1,95cm e 39 anos é a grande aposta da direção para garantir “tranquilidade” sob as traves. Creio que Dida não seja o nome ideal, mas se existe algum mérito da direção, é detectar que os atuais arqueiros disponíveis no clube são insuficientes.  Marcelo Grohe jamais justificou a sua titularidade. Mesmo com a saída de Victor, o jovem jamais foi unanimidade, tanto que os “cartolas” foram obrigados a buscar um substituto.

Reformulação

Não é de hoje que os colorados clamam pela reformulação do grupo. D’Alessandro, Kléber, Guiñazu, Bolívar, Índio. Ao menos em 2013, um pouco dessa história será diferente. Além de Bolívar que rescindiu amigavelmente seu contrato e foi anunciado pelo Botafogo, o ídolo Guiñazu fez o mesmo e reforçará o Libertad do Paraguai, seu clube anterior antes de vir para o Beira-Rio. Apesar de seus inegáveis serviços prestados, acho que a validade de Guiña estava por vencer, portanto, um negócio bom para todos os envolvidos. Porém, é preciso ver qual será a reposição. Josimar e Elton? Ah, por favor!

Guiña em números

Durante cinco temporadas e meia, El Cholo Loco atuou em 282 jogos, marcou quatro gols e faturou nada mais nada menos do que nove troféus, sendo quatro gauchões (2008, 2009, 2011 e 2012), uma Copa Sul-Americana e Dubai Cup (2008), Copa Suruga (2009), uma Libertadores (2010) e uma Recopa (2011). A nação colorada agradece e deseja sucesso ao seu antigo camisa 5.

Castelhanos

Com a transação, a direção ganha um fôlego na folha salarial e, sobretudo, ameniza o impasse envolvendo o número de estrangeiros. Com isso, o meia Jésus Dátolo deve ser a nova “figurinha” do álbum colorado, ao lado de D’Ale e Forlán. Bolatti, como não é novidade, está na “pista para negócio”. Sendo assim, apostaria num meio-campo com Ygor, Fred, Dátolo e D’Alessandro – ao menos em caráter experimental. Embora seja uma escalação muito “faceirinha”, não custa tentar, né, Dunga?

Desmanche

Uma coisa é reformulação, outra é desmanche. Após as saídas de Nei, Bolívar e Guiña, a tendência é que o atacante Dagoberto também seja negociado, porém com o Cruzeiro-MG. Se o fato se confirmar, a situação começa a ficar preocupante. Embora tenha sido uma grande decepção na temporada, Dago seria peça fundamental no ataque colorado na temporada, ainda mais levando-se em conta as prováveis convocações de Damião e Forlán, para suas respectivas seleções. Se a direção não buscar reposição – fala-se em Vitor Júnior, ex-Corinthians, Santos e Botafogo - , os colorados novamente ficarão nas mãos dos jovens, como Cassiano, Lucas Lima, Otavinho, entre outros. Uma temeridade, sem dúvidas!

Aeroporto

Em todo o início de temporada, os torcedores sonham com aquela contratação capaz de “lotar o aeroporto”. Diante da baixa oferta do mercado e, principalmente, diante da escassa criatividade da dupla Gre-Nal na busca de reforços, apontaria o técnico Dunga como o grande diferencial da dupla até o momento para esta temporada. Se levarmos em conta a sua biografia, Dunga tem tudo para fazer o elenco colorado jogar muito mais do que jogou e recolocar o colorado entre os protagonistas do país. Isto é, um lugar que justifique os altos investimentos mensais e a qualidade do time, ao menos no chamado e famigerado “papel”. Excelente 2013 a todos e todas!!!
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Fotos: Esportes Uol, LanceNet e Sport Clube Internacional