quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dida no Grêmio e Marcelo na Europa?


Com a provável chegada do goleiro Dida, 39 anos, para o Grêmio – abordada pelo presidente Fábio Koff em sua posse ontem à noite – não será surpresa se o atual camisa 1 da equipe Marcelo Krohe, deixe o tricolor gaúcho, caso a tendência se confirme e ele retorne ao banco de reservas.

No ano passado, quando era suplente de Victor, hoje no Atlético-MG, Grohe, 25 anos, estava encaminhado o processo para garantir a “dupla cidadania”, o que facilitaria uma possível transferência para a Europa.

Passados alguns meses e diante da titularidade no Grêmio, obviamente o arqueiro permaneceu em Porto Alegre. Porém, com a iminente chegada de Dida (hoje na Portuguesa), tudo indica que o desejo de sair do tricolor volte à tona. Resta saber se os “novos ares” buscados pelo goleiro serão em outro clube do país ou no “velho continente”. Aguardemos os próximos capítulos.

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Fotos: Gazeta Esportiva e ClicRBS

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Seja bem-vindo DUNGA




Mas, por favor, a torcida colorada clama para que seja MESTRE no vestiário. 

Não siga a linha SONECA do presidente, tampouco, deixe os vermelhos ZANGADOs...

Seja DENGOSO com a imprensa, mas mão permita qualquer tentativa de interferência em seu trabalho, seja ela "corneta", "flauta", ou qualquer "ATCHIM" fora do lugar...

Enfim, faça jus a sua vitoriosa trajetória dentro do esporte bretão. Se fizer metade do que fez dentro de campo, certamente os coloradores terão um 2013 super-ultra-mega-puxa-hiper... 

FELIZ!!!!!!!!!!

Bah, que pobreza literária, hehe!!!! Era isso;

Por SAUL Teixeira

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Foto: otempoeoplacar.blogspot.com.br

A inauguração do templo e o Capitão do Tetra


Perplexidade

Todos os rótulos que sirvam para enaltecer a Arena do Grêmio são justos e merecedores. Com arquitetura moderna, instalações feitas para durar mais de um século e arquibancada a 10 metros do campo, a nova casa gremista tem tudo para marcar uma nova etapa na histórica azul, preto e branco. Historicamente, a construção de estádios serve de estímulo para a formação de times vitoriosos, como o Grêmio na década de 60 e o Internacional nos anos 70. A primeira parte está bem encaminhada, restando a Fábio Koff & Cia confirmar a tendência histórica ou servir como triste exceção. Parabéns a nação gremista!

Precocidade

Entretanto, ficou comprovado que o “novo templo” está longe de estar concluído. Com banheiros e copa inacabados, gramado longe das condições ideias – o que gerou gozação por parte da imprensa alemã - entre outros ajustes a serem feitos, a direção gremista serviu um dos maiores pratos da história do clube muito antes do tempo. Além disso, o poder público precisa urgentemente voltar atenções para o entorno do estádio. A festa foi bonita, a Arena é fora de série, mas não precisava ser inaugurada agora. A própria organização reconhece que o estádio estará concluído somente em março do ano que vem. Nada tira o brilho da inauguração, mas, excluindo as obras do entorno, o Grêmio poderia ter esperado a conclusão completa, não acham?

Politicagem

Não é novidade para ninguém. A Arena teve inauguração precoce exclusivamente pela seara política, ou melhor, da politicagem. Até o mais desligado torcedor sabe que Paulo Odone não deixaria de ganhar o “título” de “presida da Arena”, ainda mais com a iminente eleição de Fabio Koff – o que veio se confirmar posteriormente. Não deixa de ser uma pequenez de espírito, um fato digno de repúdio, mas as coisas são assim, infelizmente, na maioria dos clubes do país.

Justiça eterna

Sobre a disputa contra o Hamburgo, a análise do jogo fica um pouco prejudicada levando em conta que os alemães iniciaram a partida praticamente com o time reserva e a situação inverteu-se na segunda etapa – o Grêmio com suplentes e o rival com o que tinha de melhor. Porém, muito me agrada o fato de André Lima ter marcado o primeiro gol do estádio e o meia Marquinhos ter sido autor do passe do gol da vitória marcado por Marcelo Moreno. São dois personagens que jogo a jogo marcam sua passagem pelo Grêmio, sem muito brilhantismo técnico, tampouco reconhecimento da torcida, mas inegavelmente, eficiência na ponta da chuteira.

Renovação

Centro técnico do time, Zé Roberto renovou o contrato com Grêmio por mais uma temporada, com possibilidade de prorrogação por mais 365 dias caso o tricolor esteja na Libertadores 2014. Com 38 anos, forma física exemplar e habilidade reconhecida mundialmente, o camisa 10 é o principal candidato a primeiro grande ídolo da Arena. Porém, deixo aqui uma singela crítica. Condicionar a renovação à vaga na Libertadores – aliás, ele só renovou este ano por isso – é no mínimo contestável. Fazer o quê? Estamos no século 21, marcado pela globalização do futebol e pouco, raro, quase nulo amor à camiseta – Não é mérito do Zé Roberto, é a tendência mundial.

Capitão do Tetra

Depois de uma novela sonolenta, Dunga finalmente será apresentado como novo treinador do Internacional. Segundo levantamento da rádio Bandeirantes de Porto Alegre ele será o 22° treinador do colorado nos anos 2000. Mais do que isso, Carlos Caetano é o terceiro ídolo alvirrubro guindado ao desafio de dominar o polêmico vestiário colorado nos últimos tempos – Falcão e Fernandão foram os outros. Com provável anúncio de Paulo Paixão como chefe da preparação física e a retirada de Luciano Davi do protagonismo do futebol, tudo indica que os colorados terão um ano muito melhor que este que finda. Ao menos, é a esperança. Sucesso ao capitão do tetra e boa sorte aos vermelhos.

Elenco x cartolas

Ao contrário do que brada a imprensa local que aponta um vestiário “derrubador de treinadores”, creio que o principal problema colorado na atualidade tenha origem na direção, notadamente na postura do reeleito presidente Giovanni Luigi. Com calma tibetana, discurso excessivamente agregador e diplomático, o mandatário está longe do perfil sanguíneo e apaixonado que tradicionalmente agrada os torcedores da dupla. Todavia, ao contrário do que fizera em sua primeira gestão, o presidente está se cercando de pessoas com perfil oposto ao seu – Dunga é o exemplo disso -o que pode ser uma interessante complementação rumo às vitórias.

Dispensa inquietante

O anúncio da dispensa do lateral-direito Nei é paradoxal. Por mais que muitos torcedores tenham eleito o camisa 4 como uma dos testa-de-ferro do insucesso em 2012, não consigo compreender a liberação do atleta. Longe de ser um primor técnico, porém trata-se do melhor jogador da posição no Beira-Rio e um dos melhores da função em todo o país – diante da escassez de laterais incontestáveis. Não sabemos o que ocorre nos bastidores, porém se o “cartão vermelho” for exclusivamente de ordem técnica, eis mais um equívoco da atual direção. Tudo bem liderá-lo, desde que a reposição seja superior. De nada adianta dispensar o Nei se o substituto for o Edson Ratinho ou o volante Elton improvisado. Concordam?
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Fotos: Portal Uol, Globoesporte.com, Esportes Terra e Sport Club Internacional

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A frustrante despedida do Olímpico

Erro original

O fracasso técnico do Gre-Nal 394 passa necessariamente pelos vestiários, especificamente pelas casamatas. Não existe explicação convincente que justifique aos treinadores entrar em campo para disputar o clássico com três volantes e apenas um atacante. De um lado Léo Gago, Souza e Fernando; de outro Ygor, Guiñazu e Josimar.  Em que pese as inúmeras ocorrências do segundo tempo, o resultado da partida parece ter sido moldado antes mesmo de a bola rolar...

Zero ao extremo

Aliás, o zero vai além do placar e serve para avaliar o desempenho de Vanderlei Luxemburgo e Osmar Loss – tanto no pensar do jogo, quanto nas “lambanças” protagonizadas no decorrer do confronto. No caso de Luxa - que invadiu o gramado para conter Anderson Pico - trata-se do segundo Gre-Nal em que foi expulso – lembram do caso com o gandula no Beira-Rio? Em relação a Loss, outras atitudes condenáveis – retardar o jogo e brigar com um atleta adversário. Dois exemplos que, infelizmente, foram a cara do Gre-Nal.

Universo à parte

A expressão tornou-se clichê, mas novamente precisa ser cunhada: definitivamente, não existe favorito em Gre-Nal. Despedida do Olímpico, com direito a volta olímpica de craques do passado, estádio lotado e torcida eufórica. Pelo lado vermelho, um time desacreditado, com quatro derrotas seguidas, nenhuma gol marcado no mês de novembro e com dois jogadores expulsos. O cenário era todo propício ao tricolor, mas, bravamente, o colorado soube se defender, contou com a pouca qualidade ofensiva do Grêmio e de quebra, “melou” a classificação do rival para a fase de grupos da Libertadores. É por essas e outra, que o Gre-Nal é um universo à parte.

Constrangedor e destaque

Após as expulsões, mesmo com os ingressos de Leandro e Marquinhos, o Grêmio teve atuação constrangedora tecnicamente. Mesmo com a vantagem numérica, que possibilitou ao time de Luxa jogar quase 45 minutos no campo adversário, a equipe foi incapaz de vencer. Aliás, Zé Roberto e Elano estiverem bem abaixo das atuações que garantiram ao time a terceira colocação no certamente nacional. Pelo lado colorado, o zagueiro Rodrigo Moledo realizou a melhor partida com a camisa do Inter e personificou a aguerrida atuação da equipe.

Expulsões

A expulsão de Muriel foi justificada, entretanto, poderia ser evitado se o arqueiro não saísse de maneira equivocada. Em relação a Leandro Damião, a atitude do camisa 9 foi reprovável (cotovelada) e igualmente, digna de “chuveiro mais cedo”. O mesmo se diz sobre o zagueiro Saimon, que bateu boca e agrediu o técnico Osmar Loss e novamente, demonstrou descontrole emocional digno de uma “atleta” da várzea. Luxa e Loss, também mereceram a exclusão do jogo. Foi lamentável! Eis o rescaldo de um triste domingo de futebol, o último na história do Olímpico.

Arbitragem e temor

Hebert Roberto Lopes errou apenas ao não ter prorrogado o período de descontos na segunda etapa. No restante, o “homem do apito” teve boa atuação e cumpriu à risca o manual da profissão, ou seja, passou despercebido. Outro triste episódio do Gre-Nal foi o rojão atirado em direção a comissão técnica do Inter, próximo ao preparador físico Flávio Soares. A despeito da “cena” feita pelo profissional colorado, nada justifica o fato que entre os desdobramentos, poderá render alguma punição a ser cumprida na pomposa Arena.

Futuro

Planejando 2013, preocupo-me com algumas carências do Grêmio. Disputar a Libertadores com Naldo, Anderson Pico, Leandro e André Lima, é no mínimo temerário. É lógico que a maioria dos citados são apenas opções que havendo outros valores em condições, retornam normalmente ao banco de reservas. Entretanto, o Gre-Nal foi sintomático: o Grêmio, hoje, está muito aquém das exigências da Libertadores, ao menos, se o objetivo for o título. Antes disso, ainda é preciso passar pela Pré-Libertadores!

Futuro 2

Por sua vez, os problemas do Internacional parecem estar muito mais fora de campo do que dentro. Com elenco de reconhecida capacidade, o desafio é a contratação de um treinador que faça a equipe jogar, bem como, a liberação de alguns medalhões que pouco fizeram na temporada, como o lateral Kléber ou nada fizeram, como o zagueiro Juan. No entanto, além do domínio tático, o novo comandante precisará ser mestre na arte de “gerir pessoas”, sobretudo para compensar a ausência de pulso da reeleita direção encabeçada por Giovanni Luigi.

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Fotos: Porto Imagem, Portal Uol e Sites da supla Gre-Nal

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A dura realidade contra o Palmeiras


Realidade

Mesmo com Olímpico lotado, o Grêmio sucumbiu diante de seu maior e único adversário de respeito na Copa do Brasil deste ano, o Palmeiras. Mesmo tomando a iniciativa, o time de Luxemburgo não conseguiu superar a barreira imposta por Felipão e ainda foi castigado por dois gols no final. Longe de “terra arrasada” ou de apontarmos os vilões para a derrota, o resultado ilustra uma dura realidade: a fragilidade técnica do Grêmio.

Adversários

É comum e até natural que os resultados mascarem as debilidades do time. Com o rótulo de equipe “100% na Copa do Brasil”, o tricolor foi cumprido sua missão e eliminou um por um de seus oponentes: River-SE, Ipatinga, Fortaleza e Bahia. Diante do Palmeiras, entretanto, o desafio foi maior e o tricolor naufragou nos primeiros 90 minutos. Mas, ainda há esperanças. Próxima quinta-feira, às 21h. É hora de invocar a imortalidade... Boa sorte aos tricolores!

Meio-campo

Com a mesma estrutura tática desde a vitória contra o Internacional no primeiro turno do Gauchão, o Grêmio atua no formato losango, tendo os volantes Souza e Léo Gago, responsáveis por colaborar com o único meia de ofício, Marco Antônio. Porém, muito bem marcado e pouco participativo, este último tocou poucas vezes na bola, “fugiu” de uma dividida e deixou o campo sob vaias. Restou então a Souza e, sobretudo, a Léo Gago, desempenharem o papel “inexistente” no time desde a saída de Douglas: a articulação.

Flanco

Com o meio-campo congestionado pelo Palmeiras, restou aos laterais gremistas auxiliarem nas tarefas ofensivas. Como Gabriel tinha o meia-atacante Luan às costas e não pode apoiar com naturalidade, coube ao improvisado Pará, no setor esquerdo, liderar as ações pelo flanco. Porém, destro, o camisa 31 não conseguiu chegar ao fundo e em todas as jogadas “cortou” para o meio o que facilitou a marcação. Como providência na segunda etapa, Luxa inverteu as posições: trouxe o canhoto Léo Gago para lateral e deslocou Pará para o meio. Uma interessante alternativa, mas que não foi capaz de passar pela fechadíssima defesa Palmeirense.

Reforços

Para o futuro, a expectativa é que os dois problemas relatados fiquem no passado: com as contratações de Zé Roberto e Fábio Aurélio, o tricolor tende a resgatar a figura do clássico camisa 10, pensador, criativo e com capacidade de decidir com apenas um passe, além de ter um competente ala-lateral, no caso de Aurélio – se conseguir superar o excesso de lesões das últimas temporadas.

Ataque

Começando com Kléber e Miralles, Luxemburgo apostou na idolatria e, principalmente, na rixa do Gladiador contra Felipão. Mesmo assim, visivelmente fora de ritmo e fortemente marcado, o camisa 30 não conseguiu repetir suas atuações destacadas. Na hora de alterar o ataque, o treinador cometeu um equívoco: além de retirar Kléber, sacou também Miralles. Discordo: com André Lima ou Marcelo Moreno, Miralles poderia atuar como gosto e na função que rende mais, a segunda posição de ataque e não entre os zagueiros, como centroavante, como foi “forçado” a jogar para compor a dupla com Kléber.

Méritos

Além das dificuldades expostas, é preciso enaltecer a postura de Palmeiras. Impecável no cumprimento da estratégia estabelecida por seu treinador, o “Porco” consagrou seu hino que aborda “defesa que ninguém passa”, além de ter nas figuras de Luan, do lateral-esquerdo Juninho e do zagueiro-volante Henrique, protagonistas no belíssimo resultado conquistado no Olímpico. Além disso, a famosa “mão do treinador”consagrou as substituições de Felipão: Cicinho – que entrou na vaga do lesionado Arthur, fez a assistência para o primeiro gol paulista, do atacante Mazinho – recém entrado na vaga do sonolento Daniel Carvalho. O segundo, já no apagar das luzes, foi marcado pelo centroavante Barcos, de cabeça.

Brasileirão

Tendo apenas o Campeonato Brasileiro para disputar no segundo semestre, o Internacional volta a campo no próximo sábado, às 18h30 no Beira-Rio. Contra o Botafogo, a grande notícia é o retorno dos chamados titulares do setor ofensivo: D’Alessandro, lesionado, e Oscar e Damião, que estavam na seleção brasileira; além do volante Guiñazu, a serviço do selecionado argentino. Boa sorte aos colorados!

Eurocopa

Sobre a Eurocopa realizada na Polônia e Ucrânia, ao contrário do que vimos na Copa de 2010, os jogos estão com bom nível técnico e grandes disputas. Destaque até agora, a seleção da Alemanha, base do Bayer de Munique, é a grande equipe até agora, tendo o centroavante Mário Gomez, como um dos artilheiros do torneio com três gols. Em contrapartida, a Holanda é a grande decepção, com duas derrotas. Falado nisso, aposto nos alemães como vencedores deste ano, além, de candidatíssimos a Copa de 2014 no Brasil. É apenas um misto de palpite e torcida, mas anotem!
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Fotos: amoogremio.blogspot, gremio.net e lancenet.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Retorno dos ídolos e a seleção

Xodó da torcida

Após longo período longe dos gramados, o atacante Kléber Gladiador volta à equipe gremistas nesta noite. Ainda longe de suas condições plenas, o camisa 30 estará no banco de reservas e havendo necessidade, deverá reestreiar no comando ofensivo do time de Luxemburgo, contra o Atlético-GO, a partir das 19h30. Muito bem ambientado em Porto Alegre e disparado o maior xodó da nação de três cores, Kléber é o atleta que personifica a trajetória centenária do tricolor: garra, talento e capacidade de superação. Boa sorte aos tricolores!

Medicina

Contrariando os prognósticos que apontavam seu retorno somente para o mês de agosto, Kléber recuperou-se e é maior reforço gremista para a fase final da Copa do Brasil. Longe de qualquer agouro, temo pelo retorno antes do previsto. Mesmo confiando no corpo médico do Grêmio, é comum que nestes casos, o clube e até mesmo o próprio jogador “forcem” à volta aos gramados. Afinal, trata-se da maior referência técnica da equipe e ídolo da torcida. Lembram do D’Alessandro? Retornou antes do tempo para a final do Gauchão, lesionou-se novamente e somente agora está voltando ao Internacional. Mas, repito: os médicos sabem o que fazem. Enquanto ao meu temor, torçamos para que não passe de um “excesso de zelo”.

Camisa 10

Falando nele, D’Alessandro está de volta. Em meio aos boatos de nova proposta milionária da China, o argentino volta a sua condição de referência técnica do time, reassume seu posto de capitão e de quebra, contribuiu para que as ausências de Oscar e Damião - que estão servindo a seleção - de alguma forma sejam amenizadas. O Internacional entra em campo na noite desta quarta-feira, às 21h50, no Beira-Rio, contra o São Paulo. Boa sorte aos vermelhos!

Rivalidade e "guerra"

As disputas dentro de campo e, nos últimos tempos, também fora dele, marcam intensamente a relação entre Internacional e São Paulo. Com derrotas na final da Libertadores, em 2006 e nas semifinais, em 2010, os paulistas estão “engasgados” com o Inter. Aliado a isso, a saída de Dagoberto e o imbróglio envolvendo Oscar, apimentam ainda mais a rivalidade entre tricolores e colorados. Não bastasse isso, a contratação do zagueiro Miranda pelo São Paulo, em 2006 – que segundo informações, já teria acordo com o Inter, além das tentativas de contratação de Guiñazu e por último, Nei, Moledo e Sandro Silva, integram outros capítulos da maior “guerra” do futebol nacional na última década.

Clássico mundial

Enquanto isso, a precária seleção de Mano Menezes está treinando para o desafio de enfrentar a argentina de Messi. A partida ocorre às 16h de sábado, nos EUA. Entre os principais problemas atuais, fora o “totó” levado do México no último final de semana (0x2), está na lesão do capitão Thiago Silva. Se não puder atuar, a zaga canarinho será composta pelo estreante – como titular - Bruno Uvini e pelo “pavoroso” Juan, ex-Internacional. Se isso ocorrer, só nos restará uma coisa a fazer à frente do televisor: orar e bastante!

Paradoxo

Trazendo o assunto seleção para o aspecto regional, Damião e Oscar estão tendo atuações paradoxais. Enquanto o primeiro não consegue fazer se firmar com a camisa 9, tendo feito apenas um gol em oito partidas, Oscar parece ter nascido para atuar na meia-cancha da seleção. Excluindo a atuação apagada contra o México – que aliás, não perdoou nem Neymar – o camisa 16 do Inter transformou-se na grande promessa brasileira para o setor vital do time: a zona de articulação.

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Fotos: taradoporfutebol.blogspot, fotos.noticiais.bol.uol e Revista Veja

terça-feira, 22 de maio de 2012

O início do Brasileirão e a Final da Champions League


Estreia

Atuando no Beira-Rio, o Internacional iniciou a maratona de jogos do brasileirão contra o Coritiba no domingo. Com bela atuação de seu sistema ofensivo e sem exigências à defesa, o time de Dorival aplicou 2 a 0, teve o centroavante Leandro Damião como grande destaque e garantiu os primeiros três pontos visando a conquista do tetracampeonato nacional. Eliminado na Libertadores, o colorado tem na maior competição do país, o seu único foco, algo que não ocorria há tempos e poderá ser fator fundamental em busca do árduo objetivo...

Prioridade

Envolto na Copa do Brasil, o Coritiba veio a Porto Alegre poupando três de seus titulares: o atacante Roberto, o lateral Ayrton, além de deixar Éverton Ribeiro no banco de reservas. Mesmo com a equipe completa, vencer o Inter já seria um desafio e tanto, imaginem, então, preservando alguns atletas. Não há jeito: a cultura atual, infelizmente defende a “prioridade”. Enquanto isso, as equipes vão acumulando insucessos e quando se dão conta do prejuízo, às vezes, já é tarde demais.

3 D

Peço desculpas pela falta de originalidade, mas é impossível não utilizar a sacada do “ataque 3 D” para valorizar a atuação do sistema ofensivo do Internacional. Originalmente uma peça publicitária utilizado pelo departamento de marketing do Inter para promover o trio D’Alessandro, Dagoberto e Damião, a estratégia finalmente pode ser utilizada – mesmo com Dátolo no lugar de D’Alessandro, novamente (ou ainda, com queiram) lesionado...

Triangulação

O segundo gol do Internacional foi uma bela obra coletiva. Com troca de passes rápidas entre Dátolo, Dagoberto e Damião, a jogada foi um alento aos admiradores do futebol que alia plasticidade e resultado. No mesmo final de semana em que o Chelsea venceu o Bayer de Munique em uma das maiores retrancas da história do esporte bretão, o gol de Dagoberto serviu de esperança. Por mais que o futebol não seja um ato de justiça, é bom, muito bom, quando uma equipe vence e faz por merecer, alegrando não só os telespectadores, mas, sobretudo, os “deuses” do futebol. 

Seleção

Visando os jogos Olímpicos de Londres, Oscar e Damião foram convocados para a disputa de amistosos da seleção. Ao lado de Neymar, Ganso e Lucas, do São Paulo, a dupla integra os maiores trunfos do selecionado nacional em busca da inédita medalha de ouro. Falando no assunto, é um absurdo a ausência do volante Fernando do Grêmio. O camisa 17 desde que foi fixado na primeira função do meio, cresce a cada jogo, tem altíssimo índice de passes acertados e ainda destaca-se com a marcação de gols, inclusive de falta. É por essas e outras que Mano Menezes está cada vez mais contestado e dificilmente resistirá até a Copa do Mundo. Chega, né?

Derrota

A exemplo de outros seis clubes, o Grêmio iniciou o brasileirão poupando alguns titulares. Sem Gilberto Silva, Léo Gago, Souza e com Marcelo Moreno entrando apenas no segundo tempo, o time do Grêmio que já está longe de ser um primor, ficou ainda mais carente. Diante da vantagem obtida no jogo de ida contra o Bahia, levand0-se em conta a fragilidade do elenco e, sobretudo, o fato do jogo ser apenas na quinta-feira e no Olímpico, a “preservação” não era necessária. Resultado: Vasco 2 a 1.

Fundamento

Enfrentando um Vasco ainda mais descaracterizado, o Grêmio deixou de vencer em São Januário. Diante da série de desfalques, a partida foi marcada por muita transpiração, mas pouquíssima qualidade, tanto que a disputa registrou o maior número de passes errados da rodada, 103. Pelo lado gremista, Miralles e Marco Antônio – que deveria ser o melhor de todos no fundamento – concluíram o jogo com sete erros. Um pouquinho mais de esmero não faz mal a ninguém. Treinar é mais que necessário!

Banco

No intervalo, o técnico carioca Cristovão Borges promoveu o ingresso de dois de seus titulares. Como qualidade nunca é demais, foram justamente os dois que garantiram a vitória vascaína: Juninho Pernambucano cruzou e o centroavante Alecsandro, ex-Inter, balançou as redes de Victor.

Apito amigo

Não bastasse o que já dissemos, a arbitragem anulou absurdamente um gol gremista. Após cruzamento, o arqueiro Fernando Prass saiu em falso, acabou soltando a bola e Miralles marcou o gol. Entretanto, o homem do apito anulou o lance alegando falta sobre o goleiro vascaíno. Nessa rodada, o apito amigo “operou” o Grêmio.

Compensando?

Por outro lado, o mesmo árbitro assinalou pênalti duvidoso de Renato Silva. Se foi uma tentativa de compensar ou não, jamais saberemos, mas o que importa e se lamenta, foi a cobrança de Marcelo Moreno. De maneira fraca e quase no centro do gol, o camisa 9 desperdiçou a chance de arrancar ao menos um ponto em São Januário. Não adianta, perder pênalti é fatal...

Epidemia

O desperdício da marca penal parece uma epidemia. Nas semifinais da Champions League, Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká erraram. Na libertadores, Dátolo desperdiçou na primeira partida contra o Fluminense e contribui e muito para a eliminação do Inter. Domingo foi a vez de Marcelo Moreno e no sábado, Arjen Robben, avante do Bayer de Munique jogou a chance dos alemães nas mãos do ótimo goleiro Cech, do Chelsea. Mais do que nunca, a discussão se justifica. Afinal, pênalti é treino ou concentração? Em regra, trata-se de uma fusão de ambos, mas o mais difícil é colocá-la em prática.

Pragmatismo

Gostei quando o Chelsea eliminou o Barcelona. Entretanto, não pelo pragmatismo do time inglês, mas por achar e já ter destacado algumas fragilidades da equipe catalã, antes de sua eliminação – como ausência de um centroavante e a série de improvisações na defesa. Entretanto, na final entre Bayer e Chelsea o que vimos foi um dos maiores “crimes” da história do futebol...

Estrelas

Enquanto os donos da casa arremataram 26 vezes à meta inglesa, o Chelsea chutou apenas seis vezes ao longo dos 90 minutos. Diante do desperdício alemão e contando com a sempre bem-vinda sorte, o Chelsea empatou quase nos acréscimos, seu goleiro pegou um pênalti na prorrogação e na famigerada decisão por pênaltis acabou confirmando o que parecia já estar escrito nas estrelas: o primeiro título do Chelsea que carimbou vaga ao Mundial de Clubes no final do ano. Enquanto isso, a Allianz Arena, em Munique, viveu seu “trágico” dia de Maracanaço.

Fotos: Sport Club Internacional, Veja e Lancenet.com

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Depois da eliminação... Mais um caneco!


Supremacia

Ainda lambendo as feridas pela eliminação na Libertadores na semana passada, o Internacional recebeu o Caxias pela finalíssima do Gauchão, saiu perdendo, assustou seu torcedor, pôs a cabeça de seu treinador a prêmio, mas conseguiu reverter o escore. Com o 2 a 1 - gols de Sandro Silva e Damião -  os vermelhos conquistaram seu 41° título estadual, consolidam ainda mais a posição de maior vencedor do certame, além de deter uma impressionante marca: venceu sete campeonatos gaúchos dos últimos dez disputados. Parabéns aos colorados!

Safari

Apesar da taça, o Caxias foi dono da partida na primeira etapa. Com o meia Wangler jogando às costas do lateral-esquerdo Fabrício, o time de Mauro Ovelha pôs a zebra para desfilar no Beira-Rio. Assim como o Fluminense, a equipe abusava das bolas paradas, até que após um escanteio, a defesa colorada permitiu a “casquinha” na primeira trave e o lateral Michel abriu o marcador...

Sonora

Enquanto isso, a única chance colorada foi anulada absurda e erroneamente pela arbitragem. Oscar em posição “prá lá de legal” recebeu o lançamento e deixou Leandro Damião sozinho na frente do gol. Mesmo assim, a produção estava baixa, bem como, a postura morosa da equipe, o que acabou justificando que o time fosse ao vestiário mediante murmurinhos e vaias da arquibancada.

Mutação

Como não poderia deixar de ser, Dorival promoveu três mudanças no intervalo, uma de ordem tática e outras duas nominais. Voltando de lesões, D’Alessandro e Dagoberto personificaram o segundo tempo de alto nível do Internacional. Além do mais, Dagoberto atuou como um legítimo segundo atacante, posição para qual foi contratado e, não como meia-esquerda imóvel na lateral de campo. O fato contribuiu e muito para que Damião entrasse na partida, uma vez que não existe centroavante no mundo capaz de sobreviver ao isolamento... Aliás pelo segundo ano consecutivo, Damião foi o artilheiro da competição, desta vez, com 11 gols.

Feijão com arroz

Dorival está a cinco meses escalando seu camisa 20 fora de função em nome do famigerado 4-2-3-2. Não adianta, qualquer sistema para funcionar requer as peças necessárias para tanto. Pelo plantel disponível e, sobretudo, pelas características dos titulares, a melhor escalação para os colorados é o bom e velho feijão com arroz do 4-4-2. Que sirva de lição para o restante da temporada: Dagoberto é segundo atacante e ponto final!

Qualidade

É claro que para o Caxias, enfrentar o Inter, em qualquer circunstância, já é uma pedreira e tanto. Imaginem então, se os colorados estiverem “completos” após quase dois meses. Quis o destino e a necessidade, que no segundo tempo, Dorival mandasse a campo o que há de melhor no Beira-Rio, –exceto o lateral-esquerdo Kléber – com direito a um quarteto digno de causar inveja: Oscar, D’Alessandro, Dagoberto e Damião...

Brasileirão

Se conseguir superar as ausências de Damião e Oscar, que servirão a seleção nos jogos olímpicos e nos amistosos preparatórios, o Inter entra forte no maior certame nacional. Após muito tempo, o colorado terá o Brasileirão como única disputa, sem a necessidade de dividir a atenção com outra competição. O fato deve garantir ligeira vantagem em comparação com outros postulantes ao caneco, ao menos nas rodadas iniciais – enquanto os adversários estiverem envolvidos com a Libertadores e a Copa do Brasil.

Sacrifício

Em desgraça com a torcida após perder um pênalti na partida de ida contra o Fluminense – o que contribuiu e muito com a eliminação – além da atuação apagadíssima no primeiro tempo contra o Caxias, Dátolo nem voltou para a etapa complementar. Em seu lugar ingressou o capitão D’Alessandro, que inegavelmente é o centro técnico da equipe. Mesmo longe de suas plenitude física, o camisa 10, com sua grande técnica, justificou o número que utiliza, ditou a maior parte das ações ofensivas e deu outra dinâmica a meia-cancha colorada...

Desperdício

Uma equipe profissional não pode desperdiçar tantos pênaltis, ainda mais se tratando de partidas decisivas. Contra o Flu, Dátolo; contra o Caxias, o vilão foi Nei – Já que D’Ale recém havia entrado na partida e não estava sentindo-se confiante. No futebol atual, marcado pela paridade, qualquer chance que se oferte, precisa ser aproveitada. E até provem o contrário, poucas oportunidades são tão claras quanto à cobrança da marca penal. Treinar é preciso e não faz mal a ninguém!

Repetição

Falando no assunto, passou da hora de Dorival intensificar o treinamento também da bola aérea defensiva. Do jeito que está, o pavor impera a cada bola alçada para a defesa colorada. Agora, com mais tempo para treinar, o colorado deverá avançar no quesito. Ao menos, é o que esperam os colorados!

Muralha

Em que pese a grande fase de Muriel e o retorno da excelência de Victor, o melhor goleiro do Gauchão 2012 é disparado Paulo Sérgio. Figura central na conquista do primeiro turno, o camisa1 teve jornada monstruosa no Beira-Rio. Mesmo com a derrota, o arqueiro pegou pênalti, mostrou firmeza nas intervenções e protagonizou no mínimo duas grandes defesas. Sem dúvidas, trata-se de uma bela opção/aposta no atual mercado escasso de goleiros confiáveis.

Copa do Brasil

Após eliminar o Fortaleza na semana passada, o Grêmio enfrenta o Bahia, campeão regional e treinado por Paulo Roberto Falcão. Válida pela quartas-de-final, a primeira partida será disputada na próxima quinta-feira, às 21h, em solo nordestino. Boa sorte aos tricolores!
            
Fotos:Sport Club Internacional, clicrbs, zerohora.com, esportes.terra e goal.com

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Final, Copa do Brasil e Libertadores

Tendência ou zebra?

Caxias e Internacional protagonizaram um grande duelo. Não pelo brilhantismo técnico, mas pelos ingredientes que circundaram a disputa. O retorno de Oscar, a escalação de Fabinho, as chances desperdiçadas e por fim, o placar empatado. Com o 1 a 1, o Internacional pode até empatar sem gols no próximo domingo para conquistar seu 41° título regional. Ao Caxias resta desmentir a tendência e colocar a zebra a desfilar no Beira-Rio.

Postura

Longe das atuações apáticas do segundo turno, o primeiro tempo do Caxias foi uma síntese da participação da equipe na Taça Piratini, sob o comando de Paulo Porto. Com forte marcação, contando com o qualificado apoio do lateral-esquerdo Fabinho e com a intensa movimentação da dupla ofensiva Vanderlei e Caion, o time grená fez um enfretamento de igual para igual com os colorados, inclusive levando vantagem na etapa inicial, tanto que foi para o vestiário vencendo por 1 a 0.

Intervalo

Entretanto, após o intervalo, dois fatores contribuíram para que o Inter tomasse conta do jogo. A primeira delas foi a mudança no posicionamento de Oscar, que passou a atuar no lado esquerdo da meia cancha. A outra foi o decréscimo físico do Caxias, visivelmente “sem pernas” no segundo tempo. A situação só não foi melhor para os vermelhos, pois o chute de João Paulo – que substituiu o desgastado Tinga–, explodiu na trave. Do contrário, a situação dos vermelhos seria ainda mais confortável para a finalíssima no Beira-Rio.

Retorno

Após longo e tenebroso período longe da equipe pelo imbróglio jurídico com o São Paulo, Oscar teve atuação discreta, no primeiro tempo. Aberto pelo setor direito, buscando impedir os avanços do ótimo lateral Fabinho, o camisa 16 sentiu a falta de ritmo, cometeu alguns erros que dificilmente protagoniza e não justificou a polêmica em torno de sua escalação. Entretanto, na segunda etapa tudo foi diferente. Aproveitando-se da marcação vacilante, o camisa 16 passou a protagonizar as melhores chances do colorado, sobretudo na “dobradinha” com o lateral Fabrício, no setor esquerdo e ainda marcou o belo gol de empate...

Novela

Contra o Fluminense, nessa quinta, porém, o meia ainda não tem presença garantida. Embora tenha conquistado uma liminar que o reinscreve com atleta do Internacional, a direção colorada, acertada e preventivamente, solicitou a CBF uma confirmação junto a Conmebol, buscando a regularização de Oscar na federação Sul-Americana. Porém, os cartolas brasileiros emitiram um comunicado extenso, mas que pouco diz, causando dúvidas no departamento jurídico do clube gaúcho. Sendo assim, o Inter espera nova manifestação da CBF para garantir a presença de Oscar entre os titulares no Engenhão.

Passagem

Se não puder atuar, Oscar será substituído pelo meia–atacante Jajá. Destaque no empate contra o Caxias, inclusive sendo autor da assistência para o gol de empate, o camisa 17 tem sido a principal opção no setor ofensivo e da meia-cancha, levando-se em conta as lesões de Dátolo, D’Alessandro e Dagoberto, além da instabilidade de Gilberto e Marcos Aurélio. Com boa velocidade, força e poder de conclusão, Jajá vem justificando sua repatriação e, sobretudo, o salário recebido – ao contrário de tantos outros que apenas “comem e dormem” no Beira-Rio.

Time e situação

Levando a dúvida em relação a Oscar até o início da partida, o time colorado deverá ser: Muriel; Neil, Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo,  Oscar (ou Jajá, ou Dagoberto) e, Leandro Damião.  Com o empate em Porto Alegre, em 0 x 0, o Internacional joga pela igualdade em gols. Zero a zero leva a partida para os pênaltis. Quem vencer se classifica. Boa sorte aos vermelhos!

Copa do Brasil

Pela competição nacional, o Grêmio entra em campo na noite dessa quarta-feira, no Olímpico, às 22h. Com a vitória de 2 a 0 obtida na semana passada contra o Fortaleza, no Presidente Vargas, o time do aniversariante Vanderlei Luxemburgo (10/04), além de vencer, deverá golear os nordestinos. Além da inferioridade técnica, o tricolor do nordeste terá apenas dois titulares, enquanto a equipe principal passeou pela serra gaúcha e está sendo preservada para a disputa do campeonato cearense. Vai entender! Mesmo assim, boa sorte aos tricolores gaúchos!

Desfalques

Apesar das facilidades citadas, o Grêmio tem algumas dificuldades de escalação. Com as lesões do afirmado Werley e do improvisado Pará, Luxa promove os ingressos de Naldo e do jovem Dener, respectivamente. Sobre o primeiro, reitero que se trata de um atleta sem condições de vestir a camisa gremista. Sobre Dener - oriundo da base tricolor - honestamente, não lembro de nenhuma atuação sua pelo Veranópolis, onde estava emprestado. Entretanto, pelos bons treinos que realiza e, sobretudo, por ser da posição, “lateral-esquerdo da gema”, a aposta é mais do que acertada.

Escalação

Desta forma, o Grêmio deverá ser escaldo com: Victor; Edílson, Gilberto Silva, Naldo e Dener; Fernando, Léo Gago, Souza e Marco Antônio; Marcelo Moreno (Bertoglio ou Miralles) e André Lima.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Título vermelho e vaga na final

Meritocracia

Rivalidades à parte, o título da Taça Farroupilha foi incontestável. Melhor campanha do segundo turno, o Internacional aproveitou o mando de campo, foi protagonista das melhores chances e garantiu mais um troféu para sua galeria. Num Gre-Nal de pouco público, muitas polêmicas e diversos desfalques, venceu quem tem o melhor grupo. Inter 2 x 1 Grêmio e vaga garantida na finalíssima diante do Caxias.

Imposição


Pela primeira vez o ano, o Inter venceu um adversário de grandeza similar. Com o lateral Fabrício em tarde inspirada, Jaja e Damião em jornada de destaque e, sobretudo, um meio-campo anos luz à frente da formação gremista, o time de Dorival teve na disposição tática o grande trunfo do confronto...

Raio-x


Com Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo (autor do 1° gol) e Jajá - que retornava sem a bola - o colorado ganhou o setor fundamental do jogo, aproveitou-se dos equívocos de Luxemburgo e foi ameaçado apenas pela bola parada. A cobrança de falta do volante Fernando, que bateu na trave e originou o gol de empate de Werley, foi o primeiro chute gremista contra a meta de Muriel após quase 60 minutos de partida. O fato ilustra a superioridade colorada!

Grupo

Imaginem disputar um clássico sem cinco titulares. A situação torna-se ainda mais grave quando as ausências se referem às maiores referências técnicas da equipe. Foi assim que Dorival enfrentou a partida. Com D’Alessandro, Oscar, Nei, Kléber e Dagoberto impossibilitados, o treinador fez o simples e ainda contou com uma pitada de sorte. As atuações de Fabrício (autor do gol da vitória também na bola parada) e Jajá foram infinitamente superiores as últimas jornadas dos titulares, Kléber e Dagoberto, respectivamente.


Opções


Pelo lado azul, a série de desfalques também precisou ser administrada. Entretanto, Kléber Gladiador, Marcelo Moreno (que voltou o segundo tempo do Gre-Nal) e Júlio César já estavam há tempos fora da equipe. Entretanto, uma ausência foi determinante para a derrota: Léo Gago. Mesmo com uma semana de trabalho, Luxemburgo pensou mal a partida. Com a ausência de seu camisa 8, suspenso, o comandante acabou mexendo em duas peças do meio-campo, alterou a disposição tática e começou a perder a partida antes mesmo de seu início. Mesmo com os diversos desfalques e poucas opções, o comandante deveria manter a chamada “espinha dorsal” do time. Nesse sentido, o meia Marco Antônio deveria atuar na ponta do losango e, não recuado para suprir a ausência de Léo Gago...

Omissão

Além disso, a escalação da dupla Bertoglio e Miralles, que deixaram o time com quase três atacantes (somando-se ao apagadíssimo André Lima) não surtiu efeito algum. No entanto, diante da omissão da diretoria, que se notabiliza muito mais pelas declarações do que pelo seu trabalho, Luxa ficou sem opções, apostou, mas não obteve sucesso. Errou na estratégia, mas foi induzido pelas circunstâncias!

Gandula


Embora possa justificar os erros na escalação, Luxemburgo pecou muito mais fora das quatro linhas. Com uma série de patacoadas, que não condizem com a sua grandeza profissional, o treinador manchou um pouco mais sua polêmica trajetória extra campo. Antes da partida, não divulgou a escalação no prazo previsto pelo regulamento, entrou no gramado com os 18 jogadores e em meio ao jogo agrediu um gandula. São atitudes reprováveis, ainda mais se tratando de um dos maiores treinadores da história o futebol brasileiro, com passagens pela seleção e Real Madrid.

Sal grosso

Outra atitude digna de repúdio foi a colocação de sal grosso na casamata do Grêmio. Qualquer atitude que fuja da normalidade da disputa, precisa ser rechaçada. Precisamos tratar o futebol com o profissionalismo que ele merece. Comportamento varzeano é dose...  Ponto negativo para a direção colorada!

Europa


Impossibilitado de repercutir a Champions League na semana passada, aproveito a oportunidade agora. Sobre a classificação do Bayer de Munique diante do Real Madrid, foram dois grandes jogos, parelhos e justificadamente, decido nos pênaltis. Entretanto, em relação ao Barcelona, ocorreu algo que humildemente já previa quando o “mundo inteiro” rendia merecida referência ao time de Messi...


Validade
Com pouca ambição, muitos toques improdutivos e uma série de improvisações, o Barcelona perdeu para o pragmatismo do Chelsea. Em 17 campeonatos, os catalães venceram 13, o que prova que a filosofia foi vencedora. Porém, como tudo na vida, existe um prazo de validade, tanto que Pepe Guardiola anunciou sua saída. O Barça fez um bem danado ao futebol, mas sem dúvidas, a vitória do Chelsea também.


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