terça-feira, 25 de outubro de 2011

Frustração, clichê e empates


Férias

“Chance de ouro jogada por água abaixo”. Com o perdão do clichê, o Grêmio desperdiçou uma excelente oportunidade para somar três pontos fora de casa, contra o lanterna da competição, o América-MG. Além da conhecida fragilidade técnica do adversário, os mineiros ficaram um jogador a menos, ainda no primeiro tempo. Diante dos fatos, o 2 x 2 (gols de André Lima) deixa o tricolor estagnado na zona da Copa Sul-Americana e com tempo suficiente para planejar a temporada 2012 – embora ainda faltem seis rodadas a serem disputadas.

Bola parada

Não é de hoje que me insurjo contra a boa e velha “jogadinha aérea”. Apesar de reconhecer que se trata de um importante expediente e, que, pela paridade dos times, acaba definindo mundo jogos mundo afora, não entendo como as defesa seguem levando gols dessa forma. Ao contrário de outras investidas, como o drible, a velocidade e a troca de passes, a “bola na área” é muito mais fácil de ser marcada, principalmente aquela vinda do escanteio ou da falta lateral. No entanto, o tricolor novamente pecou pela falha de posicionamento da defesa e levou o empate nessas circunstância no final da partida. Com o resultado, o Grêmio ocupa a nona colocação com 43 pontos.

Permanência

Apesar do empate frustrante, as atuações dos meias Douglas e Marquinhos compuseram os destaques do tricolor em Sete Lagoas. Enquanto o primeiro foi autor de belas assistências e conclusões, Marquinhos deu belo passe para o primeiro de André Lima. Vislumbrando a temporada 2012, seria fundamental a permanência dos dois articuladores. Mude-se o que precisa (defesa e ataque) e mantenha as potencialidades (meia e laterais). Para o sistema ofensivo, os boatos apontam para Kléber (ex-Palmeiras), Diego Tardelli (ex-Atlético-MG) e Jonas. Todos grandes nomes. Aguardemos!

Reencontro

Domingo é o dia! Depois da polêmica transferência para o Flamengo e da segunda “traição” com a torcida – a primeira foi quando assinou um pré-contrato com o PSG da França, no início da década – Ronaldinho finalmente voltará ao estádio Olímpico. A torcida prepara faixas para, obviamente, “homenagear” o craque e seu irmão, procurador e também ex-atleta do clube, Assis. A volta do jogador eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, é um acontecimento e tanto, mas, é fundamental que os jogadores deixem o clima de animosidade para a torcida. Dentro de campo, o adversário a ser batido é maior que Ronaldinho. Trata-se do Flamengo, com sua força coletiva e destaques individuais, como Renato Abreu, Thiago Neves e o próprio camisa 10. Olho neles!

Água fria

Mesmo com a alta temperatura, cerca de 40 mil colorados lotaram o Beira-Rio, empurram a equipe durante 87 minutos de jogo e viram a chance do título, mesmo que remota, ser definitivamente sepultada em cobrança de falta do ex-ídolo Alex. Embora o forte calor, certamente os vermelhos dispensariam o “balde de água fria” ofertado pelo Corinthians do técnico Tite. Com o resultado, o Internacional perpetua-se na sétima posição com 48 pontos.

Igualdade

No duelo do melhor ataque do certame, o Internacional, com 50 gols marcados, contra a defesa, o Corinthians, com apenas 30 sofridos, prevaleceu a igualdade. Embora tenha começado melhor a partida, logo os paulistas se tornaram espectadores das chances desperdiçadas pelo Inter. Oscar, Jô e Andrezinho desperdiçaram grandes oportunidades de abrir o marcador e encaminhar a vitória. Na segunda etapa, finalmente, Nei, de cabeça, abriu o placar em belo cruzamento do outro lateral Kléber. No entanto, no melhor estilo “pecou pelo desperdício”, os colorados levaram o castigo. Final: “empate com gosto de derrota” e estagnação na tabela.

Barreira

Desde a marcação do gol de empate de Alex, a formação da barreira feita pelo goleiro Muriel, tem norteando os debates pós-jogo. É inegável que o jovem se equivocou ao solicitar apenas dois na barragem humana. Apesar da distância, Muriel foi imprudente e subestimou a inegável qualidade de Alex na bola parada. Ao contrário de suas cobranças habituais, o camisa 12 chutou com a parte externa do pé esquerdo, justamente ao lado da barreira. Além disso, acredito, ainda, que houve erro técnico do arqueiro colorado. Levar gol no próprio canto é imperdoável. No domingo, o adversário é o Atlético-GO, no Serra Dourada.

Avaliações

É surpreendente a queda das atuações de Oscar. Figura burocrática, com passes óbvios e pouca movimentação, o camisa 16 está necessitando de um banco de reservas, e concomitante aperfeiçoamento físico. Além dele, atuações apagadas de João Paulo e destaque individual para Andrezinho. Além de um belo primeiro tempo, o camisa 17 atuou recuado como volante, após a expulsão de Alessandro - e deu conta do recado com sobras. Méritos, ainda, para o técnico Dorival Júnior que, diante, da superioridade numérica, foi audacioso ao mandar a campo João Paulo e sacar o volante Mario Bolatti.

Vexame

A seleção brasileira Sub-20 foi eliminada ainda na primeira fase dos jogos Pan-Americanos, no México. Com apenas três atletas campeões mundiais da categoria, entre eles, o colorado e capitão, zagueiro Romário, o time de Nei Franco conseguiu a “proeza” de empatar com Cuba e perder para a Costa Rica por 3 a 1. O fraco desempenho tem ligação direta com as não convocações dos cham

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Polêmica Copa do Mundo em Porto Alegre


Exceção

Os leitores sabem que dificilmente, para não dizer, sempre, evito discutir as questões extracampo. Embora reconheça ser um equívoco, por ter ciência que “rolo” entre dirigentes, decisões exclusivamente de ordem política, contratos com patrocinadores e acordos com empreitas fazem parte da realidade de grandes clubes. No entanto, acabo priorizando a disputa em si, as partidas, os gols, as rivalidades, os públicos, os jogadores, que de fato, são os grandes responsáveis pela paixão que ronda o esporte bretão. Infelizmente, preciso abrir uma exceção e, finalmente, falar sobre a polêmica candidatura da Copa do Mundo em Porto Alegre.

Omissão

Não é de hoje que até as paredes sabem que o estádio Beira-Rio, apontando pela Fifa como praça dos jogos em Porto Alegre, está com suas obras paradas há meses. Primeiro foi a briga política entre duas vertentes do Internacional: Uma delas defendia a reforma com recursos próprios, tendo com “porta-bandeira” o ex-presidente Vitório Píffero. A outra, por sua vez, apregoava a “parceria” com uma empreiteira, proposta que acabou vencendo no Conselho Deliberativo. No entanto, o grupo do atual mandatário Giovanni Luigi, ainda não assinou o malfadado contrato com a empreiteira Andrade Gutierrez. A demora, omissão, negligência, falta de planejamento - como queiram - dos cartolas vermelhos, já resultou na perda da Copa das Confederações, em 2013. O que será que eles estão esperando, ainda? A perda da Copa do Mundo? Profissionalização não faz mal a ninguém!

Incoerência

Não podemos eximir o Internacional de suas responsabilidades, mas outros fatores são um atentado a saúde mental da nação brasileira. Por exemplo: Porto Alegre perdeu o direito de sediar a Copa das Confederações pela ausência de comprovação jurídica, ou seja, ausência de contrato. Tudo bem acho prudente e irreparável as posturas por parte da Fifa e da CBF. Porém, meu ceticismo insiste em contestar: Por que o estádio do Corinthians, que possui apenas um pré-contrato com e empresa Odebrecht, será palco do jogo de abertura da Copa das Confederações?

Pergunta

Será que a decisão tem a ver com a amizade entre o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira? Será que existe algum tipo de acordo, que nós, meros brasileiros, não temos ciência? Será que tem algum benefício envolvendo altas quantias em dinheiro? Acho que agora vocês entendem o porquê eu evito, ao máximo, falar dos assuntos extracampo. Definitivamente, isso não é futebol.

Arena

Alijado da disputa, até então, o Grêmio através de sua Arena, em construção, surge como alternativa. Ao menos foi o que disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em entrevista ao site globoesporte.com. Por outro lado, por diversas oportunidades, a CBF, a Fifa e o Comitê Nacional da Copa, que tem à frente o Rei Pelé foram taxativos: o único estádio capaz de sediar o certame em 2014 é o estádio Beira-Rio. Em futebol, como na vida, tudo é dinâmico. Aguardemos o andar da carruagem...

Gre-Nal

Embora com ressalvas, acho fantástica a rivalidade Gre-Nal. No entanto meu “pé atrás” com o maior clássico gaúcho se justifica por atitudes como a que estamos presenciando no noticiário esportivo e em redes sociais, protagonizadas por torcedores de ambas as torcidas. Infelizmente, estão transformando a Copa do Mundo, em Porto Alegre, em uma disputa Gre-Nal. Pobreza de espírito é dose...

Revolução

Só para avisar quem ainda não sabe: o legado que o evento poderá deixar à capital supera qualquer tipo de rivalidade estúpida, mesquinha ou de pobreza de espírito. Com a Copa, em Porto Alegre, ganham todos os setores e os maiores beneficiados serão os gaúchos. A Revolução Farroupilha ficou no passado. O sentimento separatista, porém, ainda não. Agora não existem mais Imperialistas x Farrapos. A briga é outra e, ainda mais intensa: Gremistas x Colorados. Mesmo que isso reflita no atraso do Estado. Fica meu repúdio!

Foto: http://esportes.r7.com

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Virada histórica e artilharia pesada


Fama

Fazendo jus a fama de se complicar contra adversários de menor qualidade técnica, em casa, o Internacional ficou atrás no marcador por duas oportunidades, deixou a torcida de cabelo em pé, mas conseguiu a virada que mantém os gaúchos na briga por uma vaga na Libertadores 2012. Os 4 x 2 – gols de D’Alessandro (dois), Kléber e Nei –, mantiveram os vermelhos na sétima posição, com 47 pontos, estando há três do G-5. No próximo domingo, recebe o líder Corinthians, em partida que promete sair fumaça. O clássico começa às 16h, no Gigante da Beira-Rio. Boa sorte aos colorados!

Camisa 10

Destaque disparado da vitória, o meia D’Alessandro (foto) só não fez chover no Beira-Rio. Com dois gols e passe para outro, o camisa 10 novamente foi o craque da partida, protagonista da virada, e responsável por reverter as vaias em aplausos. Na semana passada, em entrevista coletiva, o camisa 10 diz se sentir em casa em Porto Alegre e que pretende cumprir seu contrato até o final, em 2015. Com 30 anos, o gringo atravessa a melhor fase da carreira, é a grande reserva técnica do colorado e jogo a jogo garante um espaço na galeria dos grandes jogadores da história do Internacional. Um camisa 10 na concepção máxima da palavra.

Desperdício

Jogo contra o Avaí, único atacante relacionado para partida e Beira-Rio recebendo um bom público. O cenário era mais do que propício para o centroavante Jô, mas sua atuação beirou o ridículo e expôs a falta de reposição para o sistema ofensivo. Com as lesões de Damião, Gilberto e Zé Roberto, novamente Dorival Júnior teve que terminar a partida sem nenhum avante sequer. Sistema tático à parte, o improviso surtiu efeito, trouxe maior mobilidade para a equipe e foi fundamental para os três pontos. Felizmente, João Paulo, Ilsinho, Oscar e, sobretudo, D’Alessandro supriram a ausência do camisa 9. É estranho e, muito, mas deu certo.

Artilharia

Mesmo com dificuldades para escalar um centroavante, o colorado tornou-se o melhor ataque da competição com 50 gols marcados, em 30 jogos. Por trás dos números, existe a excelente fase de Leandro Damião, antes de lesionar-se, além das atuações de destaque dos meias Oscar e D’Alessandro. Mesmo com a escassez de avantes, Dorival vai honrando seu currículo de sempre montar equipes voltadas ao gol. O que deveria e/ou poderia ser uma lógica, infelizmente, é artigo raro. Felizmente, para os colorados, a exceção mora em Porto Alegre!

Tabu

No mundo do futebol, é comum dizermos que os tabus são feitos para serem quebrados. Foi exatamente o que fez o Grêmio contra o Santos no litoral paulistano, no domingo. Beneficiado pela ausência de Neymar, suspenso, o tricolor fez uma partida irreparável do ponto de vista da aplicação e entrega dos atletas. O 1 x 0 – gol de Escudero – foi a primeira vitória gremista dentro da Vila Belmiro, na história do Brasileirão. O triunfo levou os gremistas para a 9° colocação, com 41 pontos. O próximo pleito é diante do lanterna América- MG, no sábado, às 18h, em Sete Lagoas. Boa sorte aos tricolores!

Coletivo

É difícil destacar um protagonista na vitória tricolor. No melhor estilo, “o melhor em campo foi o conjunto”, o time de Celso Roth sofreu poucos riscos, marcou abnegação e só não ampliou o escore porque o centroavante André Lima desperdiçou cabeçada cara a cara com o jovem e ótimo goleiro Rafael. Só para citar algumas individualidades, Gilberto Silva, na zaga e Douglas, na armação, tiveram papel preponderante. Uma atuação com a cara do Grêmio, inegavelmente!

Procura

No entanto, é visível a dificuldade que o tricolor possui no sistema ofensivo, mesmo quando vence. Para terem ideia, o gol da vitória surgiu de uma lambança da defesa alvi-negra que acabou acarretando no pênalti sobre André Lima. Na cobrança, Douglas não converteu, mas espertamente, o argentino Escudero apanhou o rebote e garantiu os três pontos. Embora a vitória histórica, fica a preocupação pela ineficiência do ataque. No final do jogo, Roth ainda mandou a campo Diego Clementino, na função de Escudero, aberto pela esquerda. Como de costume, nada mudou. Procuram-se atacantes!

Mistério

Ídolo no Colo-Colo do Chile, em temporada anteriores, Ezequiel Miralles está entre os tantos mistérios do futebol. Somente quem vive o dia-a-dia do vestiário azul pode saber o que de fato ocorre com o atacante argentino. Ficha 1 da direção para substituir o artilheiro Jonas na tarefa de balançar as redes, até agora o camisa 18 não conseguiu justificar o alto investimento, segue como “inimigo” de Roth e contra os paulistas não ficou sequer no banco de reservas. Nessa semana, uma reunião entre o procurador do castelhano e a direção gremista, pode resultar na rescisão contratual de Miralles. Será que Miralles joga menos que Clementino e André Lima? Mistério é apelido!

Intruso

Líder do certame com 54 pontos, o Corinthians do técnico Tite e do meia Alex, conhecidos do futebol gaúcho, é o único clube fora do Estado do Rio de Janeiro a ocupar as cinco primeiras posições. O fato ilustra o excelente momento do futebol fluminense que, anteriormente, tido como desorganizado, já faz alguns anos vem retomando sua tradição de vitórias. Em 2009, o título foi do Flamengo, no ano seguinte, deu Fluminense. E, em 2012? Façam suas apostas!

Foto: esportes.uol.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Empate insosso e fracasso em casa


Tripé e derrota

O que seria um belo filme de feriado no Dia das Crianças tornou-se um pesadelo. A torcida atendeu o chamado do clube, levou os filhos para o estádio, mas a apresentação foi caótica. O escore de 3 a 1, contrário, foi apenas mais um capítulo da desastrosa apresentação. O que mais chamou a atenção, negativamente, foi a sonolência e a incapacidade de indignação do Grêmio, quando historicamente, o tricolor sempre se notabilizou pela bravura e empenho extremo. Derrota, desânimo e frustração: Um tripé que acompanha o Grêmio há tempos e precisa ter fim. A torcida merece mais, muito mais, sem dúvidas!

Fracasso

Não é de hoje que o Figueirense apronta para cima do Grêmio em solo gaúcho. Sem vencer os catarinenses, no Olímpico, desde 2003, o time de Celso Roth, honrou a estatística, irritou a torcida e, agora, possui apenas a vaga à Sul-Americana como estímulo para o restante do brasileirão. As atuações apagadas de Escudero e André Lima personificam a tarde calamitosa. Com a derrota, o tricolor caiu para a 11ª posição, estacionou nos 39 pontos e domingo enfrenta o Santos, no litoral paulista. Boa sorte aos tricolores!

Trocas

Dentro da limitação do grupo, Celso Roth fez o possível ao longo da partida. Diante da escassez de meias e, tendo que administrar a omissão da meia-cancha, que não conseguia armar, muito menos, marcar, o treinador alterou a formação tática. O ingresso de Miralles, na vaga de Escudero e, posteriormente, a troca de Diego Clementino por Marquinhos, deixaram o tricolor com três atacantes. Porém, diante da nominata de avantes, a tentativa de reação ficou somente no desejo. Com todo respeito aos atacantes que estão no Olímpico, mas, já passou da hora da direção disponibilizar atletas que correspondam à grandeza do clube. Gremistas, paciência!

Experiência

Além dos avantes, é notória a baixa qualidade dos zagueiros gremistas. Convenhamos, Rafael Marques e Edcarlos, é uma dupla que está longe de tranquilizar a torcida e garantir estabilidade aos sistema defensivo. Pois bem, na partida anterior, à frente do Coritiba, Roth havia encontrado um defensor de inegável capacidade. Mesmo improvisado, o volante Gilberto Silva marcou sua atuação pela tranquilidade, firmeza e boa saída de jogo. No entanto, contra os catarinenses, Roth ignorou o Pentacampeão e novamente, conduziu o camisa 3 aos banco de reservas. Resultado: precisou gastar uma substituição contra o Figueirense para reparar o equívoco. Os gremistas esperam que Roth faça o que aponta o óbvio no momento: Gilberto Silva na zaga, sem falta e, urgentemente!

Empate

Analisando dentro da frieza dos números, o pontinho ganho contra o São Paulo, em Barueri (0 x 0), não deixa de ser um bom resultado para o Internacional. No entanto, se observarmos as circunstâncias em que a partida se desenrolou, os colorados podem, sim, lamentar a perda de dois pontos. Com ampla vantagem de posse de bola, sobretudo, na segunda etapa, o time de Dorival Júnior pecou apenas pela falta de ambição ofensiva. Chega a ser óbvio, mas é verdade. Time que não conclui, no máximo empata...

Responsabilidade

Sem Damião, que volta somente daqui a 25 dias e, Jô, suspenso, a tarefa de fazer gols ficou por conta do jovem Dellatorre. Não foi a primeira vez que o guri recebeu oportunidade, mas com todo respeito, atualmente, pode, no máximo, servir o time Sub-23. Passando mais tempo no chão – em decorrência do choque normal com os zagueiros – não disse a que veio, deixou o time sem referência e parece ter encerrado sua participação entre os titulares, ao menos nesta temporada. Ao contrário do que ele próprio afirma, Dellatorre não tem condições de ser 9. É no máximo e com muita boa vontade, segundo atacante. Tem boa velocidade, razoável técnica e paramos por aqui. O amanhã poderá ser pródigo para ele, mas, por enquanto, o jovem está longe das exigências do colorado.

Revolução

Na década de 50, as equipes atuavam com cinco atacantes; uma década e meia depois, a formação tática tinhas três; nos anos 90, a tendência foi a chamada dupla de ataque e, neste início de década, a “moda” defende apenas um no comando de ataque. Respeitando as excentricidades de cada período e, sobretudo, as evoluções do futebol, fiquei assombrado quando vi Dorival Júnior revolucionar o esporte bretão. Por incrível que pareça, o treinador teve a capacidade e, “necessidade”, de jogar cerca de 30 minutos sem nenhum atacante. Daqui uns anos, centroavante será apenas peça de colecionador. Tomara que eu esteja errado, para o bem do futebol!

Tentativa

É lógico que Dorival tomou a atitude somente pela ausência de atacantes em condições de atuar. Com as lesões de Damião, Gilberto e, novamente, Zé Roberto, além da suspensão de Jô, sobraram apenas Dellatorre e Siloé como alternativas. Diante da fraca atuação de Dellatorre, o comandante não quis arriscar-se a promover a estreia de Siloé. Por mais estranha que tenha sido deixar o time sem atacante, Dorival não tinha alternativa. O jeito foi escalar mais um meia, neste caso, Fabrício. A “revolução” foi estranha, mas compreensível.

Seleção

Com menos “cabeças-de-bagre” do que de costume, o time de Mano Menezes conseguiu bonita virada contra o México, na América do Norte. Mesmo com um jogador a menos – Daniel Alves foi expulso – a seleção mostrou grande desempenho, com destaques para o goleiro Jefferson, que pegou pênalti, além do atacante Hulk, de grande movimentação e os autores dos gols, Ronaldinho Gaúcho e o lateral-esquerdo Marcelo. Mas, por favor, só não me venham dizer que o México é uma grande seleção! O próximo desafio deverá ser contra o Gabão. “Baita clássico”!

Foto: conexaogrenal.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Autoridade, deslize e a triste seleção


Solidez

Mesmo sem Leandro Damião, lesionado e, Oscar, na seleção, o Internacional não tomou conhecimento do então líder Vasco da Gama, fez valer o fator local, jogou com autoridade, goleou e, ainda, transformou o arqueiro rival, Fernando Prass, em um dos destaques da partida. Os 3 x 0 (gols de D’Alessandro, Índio [Foto] e Tinga), advindos da atuação sólida da equipe é um indício de que os colorados podem sim, sonhar com uma vaga na Libertadores. O desafio é não oscilar tanto como nas últimas rodadas. Será que é possível? Veremos!

Craque

Entre as boas notícias da tarde, entre elas, a atuação segura da defesa e a alta rotatividade da meia-cancha, destaque especial para o meia D’Alessandro. Desde a sua chegada ao Brasil, poucas vezes vi o argentino tão inspirado quanto ontem. Com dribles, retenção, lançamentos, passes, conclusões e até gol, o camisa 10 honrou o número que veste, justificou a fama de craque e foi o protagonista da vitória. Como bom castelhano, D’Ale, como é chamado pelos companheiros, é aquele típico jogador que cresce em grandes partidas. Sem Damião, a importância de D’Alessandro triplica para os colorados. Contra o Vasco, o canhoto deu conta do recado e com sobras.

Grupo

Os ingressos de Tinga e João Paulo, que participaram do terceiro gol, ilustram muito bem um dos maiores trunfos do Inter: o seu qualificado grupo de jogadores. Além deles, havia no banco, o outrora capitão Bolívar, além do meia-atacante Zé Roberto, que ficou à disposição depois de longo período no Departamento Médico. É lógico que para tudo existe um ônus e, no caso do Inter, ele recai na alta folha de pagamento do clube, que beira os R$ 6 milhões/mês. No entanto, o fato pode ser visto como custo/benefício, desde que jogadores com altos salários justifiquem sua estada no Beira-Rio, o que nem sempre ocorre.

Finalmente

Antes tarde do que nunca! É assim que podemos nos referir ao ingresso do jovem João Paulo, no segundo tempo. Destaque gaúcho na Copa Audi, realizada na Alemanha, o atleta havia sido arquivado sob alegações que realizava maus treinamentos. Felizmente, para os colorados, Dorival deu nova chance ao meia, que foi um dos destaques por sua intensa movimentação e velocidade. João Paulo é artigo raro. Falando nisso, está na hora da direção renovar o contrato do guri. Afinal, notícias apontam que a multa rescisória é quase insignificante, tratando-se de um jogador de imenso futuro quanto ele. Abre olho, direção!

Deslize

Embalado pela sequência de três vitórias, a última contra o Santos, na semana passada, o tricolor foi a Curitiba enfrentar o melhor ataque da temporada. Logo que a bola rolou, as preocupações da semana se justificaram e o time do capitão Tcheco (ele mesmo, ex-Grêmio) mostrou maior volume de jogo que acabou refletindo o escore da disputa. Final, Coritiba 2 x 0.

Mazelas

A derrota trouxe à tona algumas mazelas do time de Celso Roth, entre eles, a ineficiência do ataque, vergonhosamente, o segundo pior do certame. Para piorar a situação, o centroavante Brandão, lesionou-se e o treinador mandou a campo o volante Adílson, reacomodando Diego Clementino no comando de ataque. Depois disso, na segunda etapa, promoveu a estreia do jovem Yuri Mamute, 16 anos, que sozinho no ataque só conseguiu soar a camisa 7 que herdou do ex-goleador Jonas. Assim, o que já era difícil, tornou-se impossível!

Solução

Para dirimir a falta de gols, a “velha aposta da vez” poderá ser o centroavante André Lima. Em que pese as críticas sobre o carioca, o camisa 99 ainda é o melhor atleta da função no Olímpico, na minha modestíssima opinião. No entanto, como a maioria dos centroavantes da galáxia, é fundamental que a bola chegue em condições para o arremate. Do contrário, Lima vai continuar computando atuações discretas e longe de balançar as redes. Portanto, o sucesso do centroavante passa necessariamente por Douglas, Marquinhos e Escudero.

Referência

Destaque nas últimas partidas, o meia Marquinhos não conseguiu substituir Douglas na tarefa de ser a referência técnica da equipe. Ocupando uma função mais centralizada que a habitual, o camisa 19 esteve perdido, pouco produziu e só marcou sua atuação pela agressão no lateral Jonas – que pecou pela falta de esportividade ao dar um lençol (ou chapéu, ou balãozinho) no gremista após a partida já estar parada. Ainda bem, para os gremistas, que na próxima partida, volta Douglas. Além de sua capacidade técnica, o camisa 10 possibilita que Marquinhos retorne a sua função cotidiana, o misto entre meia e volante e, jamais, como centro técnico da equipe.

Tabela e situação

Com a vitória, os colorados ocupam 7ª posição com 43 pontos e estão a seis da zona da Libertadores. Na próxima quarta-feira, feriado nacional, vão a Barueri enfrentar o São Paulo, às 16h. Por sua vez, o tricolor é o décimo colocado com 39 pontos. No mesmo dia e horário, recebe o Figueirense no Olímpico. Boa sorte à dupla!

Seleção

Para quem já viu um ataque formado por Ronaldo e Romário, já viu nas laterais, Cafu e Roberto Carlos, é constrangedor ver o atual selecionado nacional. Com um futebol para lá de burocrático, com meias que não se movimentam, volantes que não acertam um passe de dois metros, o time de Mano Menezes está longe de honrar a tradição da “amarelinha”. Após a “acachapante” vitória de 1 x 0 sobre a Costa Rica, o “desafio” da vez é contra os Mexicanos, na próxima terça-feira, em mais um “extraordinário” amistoso-caça-nível ajeitado pela CBF. Não pensem que sou saudosista e saibam que dou graças a Deus por não ter visto Garrincha, Pelé e nem Zico. Do contrário, aí mesmo, que não me daria o “luxo” de assistir Ralf, Adriano e Luiz Gustavo. É dose pra Mamute – não o do Grêmio, mas aquele ameaçado de extinção, mesmo!

Foto: Mauro Schaefer - Correio do Povo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fracasso nas alturas e esperança renovada


Rotina

Novamente, o Internacional teve mais posse de bola, trocou passes de um lado a outro, tomou as ações da partida, mas foi incapaz de balançar as redes. Trata-se de um problema crônica dos colorados, agravados e, muito, com a lesão de Leandro Damião que ficará de fora por mais dois meses. Para piorar a situação, o Atlético-PR, que sem dúvidas, é uma das equipes mais limitadas do certame, acertou duas cabeçadas e arrefeceu o ímpeto dos vermelhos rumo à zona de classificação da Libertadores. Final: Furacão 2 x 0.

Fracasso aéreo

Não é de hoje que o time de Dorival Júnior mostra-se vulnerável na bola aérea. Para terem ideia da fragilidade, o Inter conseguiu a proeza de tomar dois gols do lanterna América-MG, em pleno Beira-Rio, justamente nessa circunstância. No último domingo, o algoz da vez foi o limitadíssimo centroavante Nieto. É visível que o grande problema está no posicionamento da defesa com a bola rolando. Em contrapartida, a bola aérea defensiva oriunda da bola parada, parece ser um problema superado. Agora, o desafio de Dorival, é ajustar o posicionamento da linha defensiva.

Mercado

Falando em Nieto, o argentino, camisa 9 dos paranaenses, só não transformou à tarde negativa dos colorados em pesadelo, pois literalmente “apanha da bola”. Em pelo menos dois lances, ele esteve cara a cara com Muriel e perdeu o tempo de chutar. Tanto os medalhões Bolívar e Índio, quanto as apostas Moledo e Juan, mostram-se aquém das necessidade do Inter. Sobre a última dupla, parece-me que um deles, ao lado de um atleta de maior experiência, poderá surtir efeito, mas não os dois juntos, ao menos nesse momento. Esta mais do que na hora da direção pensar a reformulação do grupo para 2012. A começar pelo sistema defensivo, urgentemente!

Prudência

Mesmo tendo a juventude como aliada, Oscar parece um veterano em campo. Longe das atuações que fizeram dele destaque da Seleção Campeã Mundial Sub-20, é visível o desgaste físico do garoto. Já passou da hora da comissão técnica, embasada pelo departamento físico, dar uma folga, uma pausa para o camisa 16. Do contrário, poderá ocorrer o mesmo problema que vitimou Leandro Damião. Oscar vem de uma grande sequência de jogos, tanto na seleção de base, como no Inter e, agora, na seleção de Mano Menezes.

Boas notícias

Notícias preliminares da semana apontam para o possível retorno do atacante Zé Roberto, há meses, lesionado. O retorno do avante poderá ocorrer contra o líder Vasco da Gama, na próxima rodada, domingo, no Beira-Rio. As outras novidades são os retornos de Andrezinho e Kléber, que retornam de suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

Renovação

Os gremistas que já temeram pelo rebaixamento, hoje, sonham com uma vaga na Copa Libertadores. A mudança de perspectiva tem como inegável protagonista o técnico Celso Roth. Desde seu retorno a Azenha, o criticado treinador perdeu apenas uma partida (para o Botafogo, no Olímpico, semana passada) e já passa a ser a ficha 1 da direção para temporada 2012. O êxito da vez ficou por conta da vitória sobre o Cruzeiro por 2 x 0 - gols de Rafael Marques e Damián Escudero (foto). Além disso, o futuro dos gremistas poderá ser ainda mais alegre, caso o tricolor vença a partida que tem em atraso, contra o Santos na próxima quarta-feira. Veremos!

Diferencial

Marquinhos. Sem dúvidas, o camisa 19 é o grande diferencial do time de Roth, em comparação aos antecessores Renato Portaluppi e Julinho Camargo. O meia desempenha uma função dupla na meia-cancha gremista. Às vezes como um meia avançado, outras, como volante, o atleta vindo do Avaí desempenha todos os atributos necessários para um atleta da função: passa com qualidade, lança, concluiu e ainda ajuda na recomposição defensiva. Embora sem o mesmo holofote de Douglas, Marquinhos, na minha modesta opinião, é o grande nome gremista na retomada do segundo turno.

Mistério

Dentro de campo, um dos melhores laterais do país. Fora dele, uma incógnita absurda. Assim tem sido a carreira de Mário Fernandes. Apesar de incipiente, a trajetória do atleta tem sido marcada por inúmeras polêmicas, desde a sua fuga do Olímpico, em 2009, passando pela volta por cima, marcada pela conquista da titularidade no Grêmio, a convocação para a seleção, até a triste recusa para defender o país no clássico contra a Argentina na semana passada. Sem entrar no mérito da questão, concluo o tópico com uma frase que ilustra muito bem o episódio: “Às vezes, Deus dá asas para quem não sabe voar”.

Peixe

Em partida atrasada, o tricolor recebe o Santos de Muricy Ramalho, no Olímpico, na próxima quarta-feira, às 20h30. Sem Neymar, que defenderá a seleção nos amistosos contra Costa Rica e México, o Peixe deverá ter como substituto o ex-colorado Wason Renteria – que se notabilizou por comemorar os gols com um cachimbo. No lado gremista, a única dúvida está no comando de ataque: se André Lima continuar fora, novamente jogará Brandão. Boa sorte aos azuis!

Formatura

É com grande alegria que comunico aos leitores e amigos a minha colação de grau em Comunicação Social/ Jornalismo. A celebração ocorreu no último dia 10 de setembro, no Campus da Ulbra, em Canoas. Depois disso, gozei de alguns dias de férias, por isso, a coluna não foi abastecida no período. Mas, agora, estou novamente a pleno e mais motivado do que nunca. Obrigado a todos pelas mensagens de carinho. Forte abraço e até a próxima.

Foto: Clic RBS