terça-feira, 28 de junho de 2011

Progresso, glória, fracasso e seleção


Simplificação

Com Oscar no time e D’Alessandro em noite inspirada, o Internacional voltou a vencer em seus domínios após mais de dois meses de tortuoso jejum. A goleada de 4 a 1 traz fôlego ao contestado Paulo Roberto Falcão e, principalmente, diminui a diferença em relação aos postulantes ao título ou por uma vaga a Copa Libertadores. A boa atuação passa necessariamente pela postura de Falcão. Às vezes, para não dizer sempre, a melhor estratégia é a simplificação. Tratando-se de Inter, ela se revela com Oscar entre os titulares.

Progresso

Ainda tímido, o Internacional mostrou avanços. A tão falada compactação entre os setores, além da maior velocidade de transição entre a defesa e o ataque foram dois trunfos dos colorados no domingo. Além disso, as boas atuações de Oscar, D’Alessandro e Zé Roberto, possibilitaram a Leandro Damião uma participação mais itensa, inclusive com marcação de gol e assistências. Centroavante por melhor que seja, precisa ser abastecido. É lógico que a fragilidade do Figueirense precisa ser levada em conta. Mas, levando-se em conta as péssimas atuações recentes, inclusive, a derrota para o Ceará em pleno Beira-Rio, a atuação indiscutivelmente revelou progressos.

Insistência

Além da falta de opções numéricas e de qualidade para o ataque, a escalação equivocada de Renato Portaluppi foi outro fator responsável pela derrota gremista contra o Botafogo (1 x 2). Novamente o treinador apostou no sistema com três zagueiros e pela quarta vez no ano, inistiu com a escalação de apenas uma atacante. Para piorar, o escolhido foi o inoperante Lins - sob argumento da velocidade- que mal tocou na bola. Mesmo com a entrada de mais um atacante, Roberson, no lugar de Marquinhos, o quadro manteve-se o mesmo. Diante da escassez de atacantes, Renato acertou em buscar outra alternativa. No entanto, pecou ao testar novamente uma formação já fracassada. São os treinadores e suas velhas e teimosas insistências.

Cascudo x casquinha

Mesmo tendo atuações de destaque, Renato retirou o jovem zagueiro Saimon e reconduziu Rafael Marques à titularidade. O fato traduz outro equívoco do comandante que sob o a obsessão por atletas experientes (chamados por ele de cascudos), acaba punindo a equipe ao deixar jovens de qualidade no banco. No entanto, o contrário senso também é verdadeiro. De atuação pífia, errando muitos passes, sendo desarmado com facilidade e até mesmo sendo expluso – o que foi crucial para a derrota – o casquinha (jovem) volante Fernando teve atuação pavorosa. O cenário ilustra uma lógica óbvia do mundo da bola: jogador deve ser escalado pela qualidade, independente da idade.

Futuro e tabela

Com os resultados do final de semana, o Internacional subiu para nove pontos e ocupa a 9ª posição na tabela. Na próxima quinta-feira, vai a Minas Gerais enfrentar o Atlético local, às 21h e deve ter a mesma equipe que venceu o Figueirense. Por sua vez, o Grêmio recebe o lanterna Avaí, no Olímpico, às 19h30, na quarta-feira. Tudo indica que Renato terá à disposição os atacantes Leandro, André Lima e Ezequiel Miralles, desde que seu nome seja publciado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. O tricolor está em 13° no brasileirão e está com sete pontos. Boa sorte à dupla!

Fracasso hermano

O assunto que norteou o noticiário esportivo no final de semana foi o rebaixamento do gigante River Plate (foto). Maior vencedor do campeonato argentino, bi da Libertadores e Campeão Mundial, o clube que revelou D’Alessandro vai sentir pela primeira vez em sua história de 110 anos o gosto amargo da segundona. Diante da fórmula do campeonato, em que é preciso ir mal em três campeonatos seguidos e ainda por cima ser derrotado em uma repescacagem, o rebaixamento do River é mais do que merecido e traduz a incompetência da atual gestão do clube.

Santos

Um meia genial, um atacante diferenciado e o melhor técnico do Brasil no banco de reservas. Diante do equilíbrio atual do futebol Sulamericano, o Santos não precisou muito mais do que Paulo Henrique Ganso, Neymar e Muricy Ramalho para sagrar-se tricampeão da Copa Libertadores da América. Com a conquista os paulistas se igualaram ao rival São Paulo como maiores vencedores da competição do país, com três cada, seguidos de Grêmio, Cruzeiro e Inter com duas, e Flamengo, Palmeiras, Vasco, com uma. Parabéns ao Santos, legítimo e merecido campeão.

Seleção

Em fase final de preparação para a Copa América, o técnico Mano Menezes divulgou os prováveis titulares que buscarão o tricampenato para o Brasil. Com uma formação ofensiva com Ganso, Robinho, Neymar e Pato, o treinador busca conquistar a primeira taça com o selecionado canarinho. O torneio se inicia no próximo domingo, dia 3 de julho, na Argetina. O Brasil enfrenta a Venezuela, às 16h. Completam o Grupo B o Paraguai e o Equador. Boa sorte a pátria de chuteiras.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mágica x Rotina


Lógica

Como em futebol não existe mágica, a dupla Gre-Nal segue na morosidade. O Grêmio recebeu o Vasco no Olímpico, e diante da mediocridade do ataque, não conseguiu nada melhor que um empate em 1 x 1. Por outro lado, o Internacional demonstrou evolução no sistema defensivo, mas diante da falta de ambição de seu treinador, acabou com o mesmo placar, contra o Coritiba, no Couto Pereira. Para os gremistas existe o alento dos reforços que chegarão, já para os colorados, a preocupação é ainda maior. Falcão está há dois meses no Beira-Rio e a evolução prometida até agora não passa de ficção.

Muralha

No jogo do Grêmio o grande nome, disparado, foi o goleiro vascaíno Fernando Prass. Natural de Viamão, o arqueiro formado nas categorias de base do tricolor gaúcho, fez milagre em chute de Viçosa, pegou pênalti de Gabriel e mostrou segurança na saída de gol. Sem dúvidas, o capitão do Vasco é um dos melhores da posição no país.

Amadorismo

Empurrando com a barriga. É isso que Renato precisa fazer a cada partida do Grêmio. À espera dos reforços, atualmente o comandante possui com alternativas ofensivas Jr. Viçosa, Lins e Roberson. Com todo o respeito aos profissionais, são atletas que beiram o nível do amadorismo e não possuem a mínima condição de vestir o azul, preto e branco. Os jogadores não têm culpa. A grande responsável pelo cenário é a direção que demorou para contratar e deixou Renato à mingua. Dirigente não pode ser omisso. Quem paga o preço é o torcedor.

Defesa

De positivo fica a atuação dos jovens defensores. Todos formandos na base, Mário Fernandes, Saimon e Neuton demonstram qualidade e, sobretudo, potencial para evoluírem tecnicamente. Por mais paradoxal que seja, os jogadores que fracassaram no setor foram justamente os mais experientes, definidos por Renato como “cascudos”: o lateral-direito Gabriel perdeu um pênalti, teve atuação discreta e está longe de ser a mesma unanimidade do ano passado. Além disso, o goleiro Victor tomou um gol para lá de estranho e contriubui e muito com o mau resultado gremista na chuvosa tarde de Porto Alegre.

Mudanças

Demorou, mas Falcão finalmente alterou a equipe. O ingresso de Muriel – que pegou até pênalti (foto), mas não conseguiu evitar o gol no rebote – no gol, e o reingresso de Juan na defesa foram dois trunfos do treinador colorado. Além disso, o comandante acertou ao escalar a equipe com três volantes, o que contribui para neutralizar os meias do Coxa, Everton Ribeiro, Davi e Rafinha. Para coroar a ousadia, o volante Glaydson foi o autor do gol colorado. No entanto, o pecado ficou por conta das substituições…

Teimosia

Mexer na equipe colocando Fabrício e Ricardo Goulart, deixando Oscar no banco durante os 90 minutos é no mínimo estranho. Os treinadores possuem algumas atitudes travestidas de convicções, que sinceramente são inaceitáveis e acabam compremetendo a atuação da equipe. Com as mudanças, Falcão simplesmente abdicou de atacar e, consequentemente, os três pontos só seriam possíveis diante de um milagre da bola. Falcão começou bem, mas novamente, falhou. Às vezes, é preciso simplificar. E neste momento, tratando-se de Inter, Oscar é a alternativa mais óbvia. Até as paredes sabem!

Desperdício

Mesmo tendo atuação discreta, Leandro Damião é diferente. O camisa 9 demonstrou toda a sua capacidade após cruzamento de Kléber e belo cabeceio que passou sobre a meta de Edson Bastos. No entanto, é inadmissível que um centroavante desta qualidade concluo apenas uma vez por partida. O Internacional deveria e teria “obrigação” de jogar em função de Damião. Para isso, seria preciso criar uma mecânica de jogo – papel do treinador – que abastecesse o centroavante, tanto com a bola no chão, quanto com cruzamentos feitos pelas laterais. Damião é mal utilizado, deixá-lo isolado, sem condições de concluir é um desperdício injustificado e que deve posto na conta de Paulo Roberto Falcão.

Presente e futuro

Com o empate em casa, o tricolor ocupa a 9ª colocação, com sete pontos e no domingo enfrenta o Botafogo, no Rio de Janeiro, às 16h. Por sua vez, o colorado éo 12° colocado com seis pontos e domingo recebe o Figueirense, no Beira-Rio, às 18h30min. Boa sorte à dupla e, sobretudo, paciência aos torcedores!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Passado glorioso x presente frustrante


Rivalidade em décadas

Historicamente, Grêmio e Internacional jamais conseguiram navegar em águas calmas na mesma época. Nas décadas de 40, o predomínio era colorado com o famoso Rolo Compressor, enquanto os anos 60 foram marcados pelo heptacampeoanto estadual dos gremistas. Nos anos 70, novamente a hegemonia vestiu vermelho, com o octacampeonato gáucho e os três títulos brasileiras na era Falcão. Nas décadas de 80 e 90, Grêmio na cabeça, com as conquista de dois campeonatos brasileiros, três Copas do Brasil, duas Libertadores, um Mundial, e uma Recopa. No novo milênimo, só deu Inter, com 14 títulos até agora, entre eles, duas Libertadores, uma Copa Sulamericana, uma Recopa e um Mundial...


Gangorra quebrada


No entanto, o que se vê na atualidade é preocupante. As atuações indicam que a velha gangorra – expressão cunhada pelo radialista Lauro Quadros, atualmente da Rádio Gaúcha – está quebrada. Tanto gremistas, quanto colorados estão no solo e o pior de tudo, com parcas, para não dizer nulas, expectativas. Esperamos que os ventos da nova estação que se avizinha ou as cinzas do vulcão tragam uma nova era à dupla Gre-Nal. Do contrário, contemplar o passado será o único regozijo dos velhos rivais dos pampas na atualidade.

Cascudos

Nem 11 jogadores cascudos resistem a um time mal escalado. Diante das boas atuações de Mário Fernandes na lateral-direito e com o retorno de Gabriel, que acertou sua permanência no estádio Olímpico, Renato tentou acomodar os dois na mesma equipe. Porém, assim como ocorrera na Libertadores, a atuação foi pífia. Nem mesmo a velha pegada se vez presente no Morumbi – exceto Fábio Rochemback – e diante das tradicionais fragilidades no ataque, o resultado não poderia ser outro. Para piorar, alguns valores individuais de fracassaram, como Douglas, Lúcio e Neuton. O 3 a 1 ficou de bom tamanho. Não fosse Victor, certamente o estrago seria bem maior...

Tentativa

Tendo apenas Lins, Jr. Viçosa e Roberson como opções ofensivas, Renato tentou uma formação que trouxesse mais robustez defensiva. Com Gabriel no meio, a tentativa era explorar o apoio qualificado do camisa 2, repetindo o mesmo no outro lado com Lúcio – tendo Rochemback, Fernando e Douglas (novamente omisso) completando o setor. No entanto, ambos fracassaram e comprometeram a estratégia. Com apenas Viçosa no ataque, somente uma epopéia traria a vitória. Como milagres são raros, a lógica preponderou. Renato tentou, mas não existe formação tática que resista a ausência de atletas de qualidade.

Simplificação

Entretanto, Renato não pode ser eximido de toda a responsabilidade. Mesmo com a falta de opções – e por isso mesmo – , o comandante deve optar pela simplificação. Por que não escalar o argetino Escudero, mesmo que este não seja atacante? Ou então, a opção que parecia mais plausível, o atacante Vinícius Pacheco? Sinceramente, não entendo o porquê de carioca enfrenta o ostracismo na Azenha. Agora é tarde, Pacheco já faz parte do passado: nesta terça-feira, a direção gremista confirmou sua transferência para o Estrela Vermelha, da Sérvia, o mesmo clube que revelou Petkovic, ex-Flamengo. O seu pouco aproveitamento integra um dos tantos mistérios que somente o quotiano no vestiário é capaz de revelar.

Rotina

Depois de perder para o Ceará em casa, é preciso recuperar os pontos perdidos contra os grandes. É por isso, que o empate com o Palmeiras (2 x 2) passa longe de ser um bom resutado como defendeu o técnico Paulo Roberto Falcão. O ídolo colorado – como jogador – deve ter se referido ao pontinho ganho no apagar das luzes na boa e velha bola parada, através do oportunismo de Leandro Damião, aos 45 minutos da etapa final. São quase 60 dias de trabalho e Falcão ainda não conseguiu fazer o time vermelho jogar. O futebol é dinâmico e possui apenas uma exigência: vencer! O prazo de Falcão já está expirando e dependendo do resultado na próxima partida, a troca no comando técnico deverá ser inevitável.

Paradoxo

Desde que Falcão assumiu o comando técnico do Internacional, o Beira-Rio deixou de ser a casa colorada. Com 38% de aproveitamento, em sete jogos, o rendimento é abaixo da crítica, o que acaba justificando as vaias e a inconformidade da nação vermelha. Não há dúvidas, que Falcão ainda permanece no cargo, somente pela conquista do Gauchão, no estádio Olímpico e pela campanha fora da casa dos colorados. Longe do Guaíba, o aproveitamento sobe para 73% em cinco jogos, com três vitórias e duas derrotas. Chega ser paradoxal, mas o time de Falcão é pujante como visitante e medíocre em seus domínios... (fonte – Rádio Gaúcha).

Tabela e confrontos

Com o empate em casa, o colorado ocupa a 12ª colocação com míseros cinco pontos e mesmo que gaste cerca de R$ 5 milhões por mês com o grupo de jogadores, está atrás de Atlético-GO e Figueirense na classificação. No próximo domingo, o “desafio” será o Coritiba, no Couto Pereira, às 18h30. Por outro lado, o Grêmio recebe o campeão da Copa do Brasil, o Vasco, no Olimpico, às 16h. À espera dos reforços Miralles, André Lima e Leandro (os dois últimos que estão se recuperando de lesão), o tricolor ocupa a 9ª colocação com seis pontos. Ao contrário do que tradicionalmente faço, desta vez não desejarei sorte à dupla. Meu pedido será outro: que sejam competentes. Oremos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seleção devendo...


Sobre as últimas e fracas atuações da Seleção Brasileira sob o comando de Mano Menezes (foto) - empate em 0 x 0 com a Holanda e o magro 1 x 0 contra a fraquíssima Romênia na despedida de Ronaldo Fenômeno - recebemos o seguinte e-mail do leitor Romer Canabarro. Reproduzimos a seguir:

"Saul,
Tudo bem?

Estamos assistindo a volta da seleção do Dunga, só faltou ele para assessorar o Mano. Sete titulares da perdida copa de 2010.
Não convocou o Gilberto Silva deve ser por que ele está em férias (aliás está em férias desde a copa de 2010, ou muito antes).
Com uma bengala ele poderia ter chamado o Luis Fabiano.
E, faltou o Felipe Melo para fazer o gol contra, para o Brasil perder o amistoso.
Três desportistas do grupo, acho que não avisaram para o Mano que era futebol,
pois:
- Elano, nada.
- Ramires, corre e nada.
- Robinho, continua tri-atleta: corre, pedala e nada.
Será que Ricardo Teixeira obriga o Mano a colocar esses cacarecos e, o resto, por causa do
dinheiro que rola dos patrocínios, que ele e o sogro "dizem as más línguas" que manipulam.
E, como a fauna brasileira está em extinção, não temos patos, gansos e outros bichos
que foram convocados, mas per maneceram no banco.
Ainda bem que Neymar e, Leandro Damião não resolveram a parada, pois se eles inventam de fazer gols aí a seleção seria considerada vencedora, não precisaria mudar.
E, em programas televisivos antes do jogo, algumas mulheres comentaristas de futebol,
falaram muito do penteado do Robinho, do casaco de couro e, da calça estilosa. Poxa,
só não avisaram para ele que era jogo de futebol. Porque não mandaram ele para Fashion Week?

Abraços,
Romeu.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fôlego na tabela


Obrigação

Grêmio e Internacional cumpriram suas missões. Venceram com tranquilidade, evoluíram em alguns aspectos e, principalmente, marcaram três pontos. Mas, convenhamos: vencer o Bahia, em casa, no caso do tricolor (2 x 0), e triunfar sobre o América-MG, em qualquer lugar do mundo, no caso dos colorados (4 x2), não é mais do que obrigação. Desculpem a aparente exigência exacerbada, mas pela grandeza dos clubes e,sobretudo, pelos torcedores que possuem, é o mínimo que podemos esperar. Avante, dupla!

Paradoxo

Mesmo sendo autor dos dois gols na vitória contra o Bahia (2 x 0), Jr. Viçosa (foto) é apenas uma bela opção no banco de reservas. O camisa 29 está longe da exigência gremista e sua titularidade é apenas momentânea. Com Miralles, André Lima e Leandro, em condições de atuar, o alagonano voltará naturalmente à casamata. Sobre o seu atual companheiro de ataque, Lins, a situação é ainda mais grave. O camisa 34 é esforçado e até participou do segundo gol contra o Bahia, mas com todo o respeito, não tem a mínima condição técnica de vestir a camisa azul, preto e branco.

Ajuste

No melhor estilo inglês, com dois zagueiros de origem nas lateriais (Mário Fernandes e Neuton), Renato está conseguindo compensar a ausência de grandes defensores. Com dois laterais que possuem a marcação como principal característica – embora Mário Fernandes apoie muito bem – a defesa fica mais fortificada, a ponto de trazer boas atuações ao jovem Saimon e ao outrora contestado Rafael Marques. No entanto, ainda é preciso, ao menos um zagueiro de qualidade...

Xerife

O sonho da direção gremista é o jovem zagueiro Coates, do Nacional, do Uruguai. Embora a forte concorrência do São Paulo e do futebol europeu, o “Luganito” cairia como uma luva na defesa gremista e seria titular com um pé nas costas. Aguardemos!

Dúvida

Um dos atletas mais valorizados do estádio Olímpico e anteriormente, titular inconstestável, Gabriel precisará reconquistar seu espaço. Com a série de jogos ausentes, devido a lesões e as negociações com o Panathinaikos da Grécia, que culminou com sua permanência no estádio Olímpico, o camisa 2 deu brecha para o reserva Mário Fernandes, que tudo indica, seguirá como titular. Mesmo com as atuações de destaque do jovem, eu não abriria mão da qualidade e experiência de Gabriel. Com a escassez de jogadores de talento no país, o Grêmio dispõe e de um camisa 2 e tanto. Deixá-lo no banco seria um deperdício.

Grupo

Com os reforços anunciados na semana passada, o tricolor ganha corpo, seu treinador disporá de maiores opções e o Grêmio novamente encabeça a lista dos postulantes ao título. Com Gilberto Silva, Miralles e Marquinhos; além do retorno de André Lima, em fase final de recuperação, e os próprios atletas do grupo, como Douglas, Lúcio, Rochemback e Leandro, o Grêmio tem tudo para no mínimo buscar uma vaga na próxima Libertadores. Se vierem, ainda, mais um atacante de qualidade e um grande zagueiro, a situação melhora ainda mais. Com esse quadro, a situação poderá ficar cada vez mais azul para os lados da Azenha. É o que torcem os tricolores!

Campo Grande

Na capital Sul-matogrosense, o Internacional precisou de apenas 22 minutos para liquidar a fatura. Com dois gols de Oscar e outro de D’Alessandro, o time de Paulo Roberto Falcão não tomou conhecimento do América-MG, foi para o intervalo vencendo por 3 a 0 e ainda ampliou a vantagem na segunda etapa. No entanto, a administração do resultado, em excesso, na segunda etapa, resultou em dois gols mineiros e uma vez mais evidenciou a fragilidade do sistema defensivo colorado. Apesar da vitória (4 x 2), Falcão ainda tem muito trabalho pela frente.

Boas novas

Conforme dito na semana passada, o acaso acabou trazendo o equilíbrio ao Internacional. Com a convocação do volante Mario Bolatti para a seleção argentina e com a lesão do meia Andrezinho, que não atua desde o campeonato Gaúcho, finalmente Falcão mandou a campo uma formação com Oscar e D’Alessandro entre os titulares. Com os dois jogadores no setor de criação, somados aos dois atacantes (Zé Roberto e Cavenaghi), o colorado aumentou seu poder de fogo consideravelmente e, principalmente pela bela atuação de Oscar, acabou superando o velho problemas da falta de efetiviadae ofensiva. Agora, é tudo com Falcão. Será que ele novamente colocará Oscar no banco? Se o fizer, será um tiro no pé. Depois não digam que não avisei...

Carteiraço?

Com Guiñazu e Tinga nas primeiras funções da meia-cancha, o Inter ganha em saída de jogo, sem perder força na marcação. Sem dúvidas, a escalação da dupla revela o maior acerto de Falcão desde que chegou ao colorado, em abril. Diante do mal momento de Bolatti, que não está conseguindo roubar a bola de ninguém sequer em coletivo, Falcão tende a repetir a dupla dos “velhinhos volantes” – não acredito que o treinador mudará o que deu certo. Do contrário, o argentino Bolatti volta ao time pelos simples critério do “carteiraço”. Sabem como é, jogador de seleção argentina, disputou Copa do Mundo...

Tabela e futuro

Com os resultados do final de semana, o Grêmio subiu para a 5ª colocação com seis pontos, enquanto, o Inter ocupa o 10° lugar, com quatro. No próximo sábado, os gremistas vão ao Morumbi enfrentar o São Paulo, às 18h30. Por sua vez, os colorados recebem o Palmeiras, no Beira-Rio, no domingo, às 16h. Boa sorte à dupla!

Frustração e festa

O reencontro da seleção brasileira com seu torcedor foi frustrante. Mesmo com o Serra Dourada lotado, o time de Mano Manezes não conseguiu fazer a equipe jogar e por pouco o empate não vira derrota, não fossem duas grandes defesas de Júlio César (0 x 0). Escalando um meio-campo burocrático (Lucas, Ramires e Elano), os únicos lampejos de lucidez foram protagonizados pela individualidade de Neymar, que mesmo assim, teve atuação discreta. Na terça-feira outro amistoso, este contra a Romênia e tendo caráter festijo: será a despedida de Ronaldo Fenômeno, o último grande gênio do futebol brasileiro. Uma pena, mas o tempo é implacável...