quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dida no Grêmio e Marcelo na Europa?


Com a provável chegada do goleiro Dida, 39 anos, para o Grêmio – abordada pelo presidente Fábio Koff em sua posse ontem à noite – não será surpresa se o atual camisa 1 da equipe Marcelo Krohe, deixe o tricolor gaúcho, caso a tendência se confirme e ele retorne ao banco de reservas.

No ano passado, quando era suplente de Victor, hoje no Atlético-MG, Grohe, 25 anos, estava encaminhado o processo para garantir a “dupla cidadania”, o que facilitaria uma possível transferência para a Europa.

Passados alguns meses e diante da titularidade no Grêmio, obviamente o arqueiro permaneceu em Porto Alegre. Porém, com a iminente chegada de Dida (hoje na Portuguesa), tudo indica que o desejo de sair do tricolor volte à tona. Resta saber se os “novos ares” buscados pelo goleiro serão em outro clube do país ou no “velho continente”. Aguardemos os próximos capítulos.

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Fotos: Gazeta Esportiva e ClicRBS

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Seja bem-vindo DUNGA




Mas, por favor, a torcida colorada clama para que seja MESTRE no vestiário. 

Não siga a linha SONECA do presidente, tampouco, deixe os vermelhos ZANGADOs...

Seja DENGOSO com a imprensa, mas mão permita qualquer tentativa de interferência em seu trabalho, seja ela "corneta", "flauta", ou qualquer "ATCHIM" fora do lugar...

Enfim, faça jus a sua vitoriosa trajetória dentro do esporte bretão. Se fizer metade do que fez dentro de campo, certamente os coloradores terão um 2013 super-ultra-mega-puxa-hiper... 

FELIZ!!!!!!!!!!

Bah, que pobreza literária, hehe!!!! Era isso;

Por SAUL Teixeira

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Foto: otempoeoplacar.blogspot.com.br

A inauguração do templo e o Capitão do Tetra


Perplexidade

Todos os rótulos que sirvam para enaltecer a Arena do Grêmio são justos e merecedores. Com arquitetura moderna, instalações feitas para durar mais de um século e arquibancada a 10 metros do campo, a nova casa gremista tem tudo para marcar uma nova etapa na histórica azul, preto e branco. Historicamente, a construção de estádios serve de estímulo para a formação de times vitoriosos, como o Grêmio na década de 60 e o Internacional nos anos 70. A primeira parte está bem encaminhada, restando a Fábio Koff & Cia confirmar a tendência histórica ou servir como triste exceção. Parabéns a nação gremista!

Precocidade

Entretanto, ficou comprovado que o “novo templo” está longe de estar concluído. Com banheiros e copa inacabados, gramado longe das condições ideias – o que gerou gozação por parte da imprensa alemã - entre outros ajustes a serem feitos, a direção gremista serviu um dos maiores pratos da história do clube muito antes do tempo. Além disso, o poder público precisa urgentemente voltar atenções para o entorno do estádio. A festa foi bonita, a Arena é fora de série, mas não precisava ser inaugurada agora. A própria organização reconhece que o estádio estará concluído somente em março do ano que vem. Nada tira o brilho da inauguração, mas, excluindo as obras do entorno, o Grêmio poderia ter esperado a conclusão completa, não acham?

Politicagem

Não é novidade para ninguém. A Arena teve inauguração precoce exclusivamente pela seara política, ou melhor, da politicagem. Até o mais desligado torcedor sabe que Paulo Odone não deixaria de ganhar o “título” de “presida da Arena”, ainda mais com a iminente eleição de Fabio Koff – o que veio se confirmar posteriormente. Não deixa de ser uma pequenez de espírito, um fato digno de repúdio, mas as coisas são assim, infelizmente, na maioria dos clubes do país.

Justiça eterna

Sobre a disputa contra o Hamburgo, a análise do jogo fica um pouco prejudicada levando em conta que os alemães iniciaram a partida praticamente com o time reserva e a situação inverteu-se na segunda etapa – o Grêmio com suplentes e o rival com o que tinha de melhor. Porém, muito me agrada o fato de André Lima ter marcado o primeiro gol do estádio e o meia Marquinhos ter sido autor do passe do gol da vitória marcado por Marcelo Moreno. São dois personagens que jogo a jogo marcam sua passagem pelo Grêmio, sem muito brilhantismo técnico, tampouco reconhecimento da torcida, mas inegavelmente, eficiência na ponta da chuteira.

Renovação

Centro técnico do time, Zé Roberto renovou o contrato com Grêmio por mais uma temporada, com possibilidade de prorrogação por mais 365 dias caso o tricolor esteja na Libertadores 2014. Com 38 anos, forma física exemplar e habilidade reconhecida mundialmente, o camisa 10 é o principal candidato a primeiro grande ídolo da Arena. Porém, deixo aqui uma singela crítica. Condicionar a renovação à vaga na Libertadores – aliás, ele só renovou este ano por isso – é no mínimo contestável. Fazer o quê? Estamos no século 21, marcado pela globalização do futebol e pouco, raro, quase nulo amor à camiseta – Não é mérito do Zé Roberto, é a tendência mundial.

Capitão do Tetra

Depois de uma novela sonolenta, Dunga finalmente será apresentado como novo treinador do Internacional. Segundo levantamento da rádio Bandeirantes de Porto Alegre ele será o 22° treinador do colorado nos anos 2000. Mais do que isso, Carlos Caetano é o terceiro ídolo alvirrubro guindado ao desafio de dominar o polêmico vestiário colorado nos últimos tempos – Falcão e Fernandão foram os outros. Com provável anúncio de Paulo Paixão como chefe da preparação física e a retirada de Luciano Davi do protagonismo do futebol, tudo indica que os colorados terão um ano muito melhor que este que finda. Ao menos, é a esperança. Sucesso ao capitão do tetra e boa sorte aos vermelhos.

Elenco x cartolas

Ao contrário do que brada a imprensa local que aponta um vestiário “derrubador de treinadores”, creio que o principal problema colorado na atualidade tenha origem na direção, notadamente na postura do reeleito presidente Giovanni Luigi. Com calma tibetana, discurso excessivamente agregador e diplomático, o mandatário está longe do perfil sanguíneo e apaixonado que tradicionalmente agrada os torcedores da dupla. Todavia, ao contrário do que fizera em sua primeira gestão, o presidente está se cercando de pessoas com perfil oposto ao seu – Dunga é o exemplo disso -o que pode ser uma interessante complementação rumo às vitórias.

Dispensa inquietante

O anúncio da dispensa do lateral-direito Nei é paradoxal. Por mais que muitos torcedores tenham eleito o camisa 4 como uma dos testa-de-ferro do insucesso em 2012, não consigo compreender a liberação do atleta. Longe de ser um primor técnico, porém trata-se do melhor jogador da posição no Beira-Rio e um dos melhores da função em todo o país – diante da escassez de laterais incontestáveis. Não sabemos o que ocorre nos bastidores, porém se o “cartão vermelho” for exclusivamente de ordem técnica, eis mais um equívoco da atual direção. Tudo bem liderá-lo, desde que a reposição seja superior. De nada adianta dispensar o Nei se o substituto for o Edson Ratinho ou o volante Elton improvisado. Concordam?
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Fotos: Portal Uol, Globoesporte.com, Esportes Terra e Sport Club Internacional

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A frustrante despedida do Olímpico

Erro original

O fracasso técnico do Gre-Nal 394 passa necessariamente pelos vestiários, especificamente pelas casamatas. Não existe explicação convincente que justifique aos treinadores entrar em campo para disputar o clássico com três volantes e apenas um atacante. De um lado Léo Gago, Souza e Fernando; de outro Ygor, Guiñazu e Josimar.  Em que pese as inúmeras ocorrências do segundo tempo, o resultado da partida parece ter sido moldado antes mesmo de a bola rolar...

Zero ao extremo

Aliás, o zero vai além do placar e serve para avaliar o desempenho de Vanderlei Luxemburgo e Osmar Loss – tanto no pensar do jogo, quanto nas “lambanças” protagonizadas no decorrer do confronto. No caso de Luxa - que invadiu o gramado para conter Anderson Pico - trata-se do segundo Gre-Nal em que foi expulso – lembram do caso com o gandula no Beira-Rio? Em relação a Loss, outras atitudes condenáveis – retardar o jogo e brigar com um atleta adversário. Dois exemplos que, infelizmente, foram a cara do Gre-Nal.

Universo à parte

A expressão tornou-se clichê, mas novamente precisa ser cunhada: definitivamente, não existe favorito em Gre-Nal. Despedida do Olímpico, com direito a volta olímpica de craques do passado, estádio lotado e torcida eufórica. Pelo lado vermelho, um time desacreditado, com quatro derrotas seguidas, nenhuma gol marcado no mês de novembro e com dois jogadores expulsos. O cenário era todo propício ao tricolor, mas, bravamente, o colorado soube se defender, contou com a pouca qualidade ofensiva do Grêmio e de quebra, “melou” a classificação do rival para a fase de grupos da Libertadores. É por essas e outra, que o Gre-Nal é um universo à parte.

Constrangedor e destaque

Após as expulsões, mesmo com os ingressos de Leandro e Marquinhos, o Grêmio teve atuação constrangedora tecnicamente. Mesmo com a vantagem numérica, que possibilitou ao time de Luxa jogar quase 45 minutos no campo adversário, a equipe foi incapaz de vencer. Aliás, Zé Roberto e Elano estiverem bem abaixo das atuações que garantiram ao time a terceira colocação no certamente nacional. Pelo lado colorado, o zagueiro Rodrigo Moledo realizou a melhor partida com a camisa do Inter e personificou a aguerrida atuação da equipe.

Expulsões

A expulsão de Muriel foi justificada, entretanto, poderia ser evitado se o arqueiro não saísse de maneira equivocada. Em relação a Leandro Damião, a atitude do camisa 9 foi reprovável (cotovelada) e igualmente, digna de “chuveiro mais cedo”. O mesmo se diz sobre o zagueiro Saimon, que bateu boca e agrediu o técnico Osmar Loss e novamente, demonstrou descontrole emocional digno de uma “atleta” da várzea. Luxa e Loss, também mereceram a exclusão do jogo. Foi lamentável! Eis o rescaldo de um triste domingo de futebol, o último na história do Olímpico.

Arbitragem e temor

Hebert Roberto Lopes errou apenas ao não ter prorrogado o período de descontos na segunda etapa. No restante, o “homem do apito” teve boa atuação e cumpriu à risca o manual da profissão, ou seja, passou despercebido. Outro triste episódio do Gre-Nal foi o rojão atirado em direção a comissão técnica do Inter, próximo ao preparador físico Flávio Soares. A despeito da “cena” feita pelo profissional colorado, nada justifica o fato que entre os desdobramentos, poderá render alguma punição a ser cumprida na pomposa Arena.

Futuro

Planejando 2013, preocupo-me com algumas carências do Grêmio. Disputar a Libertadores com Naldo, Anderson Pico, Leandro e André Lima, é no mínimo temerário. É lógico que a maioria dos citados são apenas opções que havendo outros valores em condições, retornam normalmente ao banco de reservas. Entretanto, o Gre-Nal foi sintomático: o Grêmio, hoje, está muito aquém das exigências da Libertadores, ao menos, se o objetivo for o título. Antes disso, ainda é preciso passar pela Pré-Libertadores!

Futuro 2

Por sua vez, os problemas do Internacional parecem estar muito mais fora de campo do que dentro. Com elenco de reconhecida capacidade, o desafio é a contratação de um treinador que faça a equipe jogar, bem como, a liberação de alguns medalhões que pouco fizeram na temporada, como o lateral Kléber ou nada fizeram, como o zagueiro Juan. No entanto, além do domínio tático, o novo comandante precisará ser mestre na arte de “gerir pessoas”, sobretudo para compensar a ausência de pulso da reeleita direção encabeçada por Giovanni Luigi.

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Fotos: Porto Imagem, Portal Uol e Sites da supla Gre-Nal