segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A frustrante despedida do Olímpico

Erro original

O fracasso técnico do Gre-Nal 394 passa necessariamente pelos vestiários, especificamente pelas casamatas. Não existe explicação convincente que justifique aos treinadores entrar em campo para disputar o clássico com três volantes e apenas um atacante. De um lado Léo Gago, Souza e Fernando; de outro Ygor, Guiñazu e Josimar.  Em que pese as inúmeras ocorrências do segundo tempo, o resultado da partida parece ter sido moldado antes mesmo de a bola rolar...

Zero ao extremo

Aliás, o zero vai além do placar e serve para avaliar o desempenho de Vanderlei Luxemburgo e Osmar Loss – tanto no pensar do jogo, quanto nas “lambanças” protagonizadas no decorrer do confronto. No caso de Luxa - que invadiu o gramado para conter Anderson Pico - trata-se do segundo Gre-Nal em que foi expulso – lembram do caso com o gandula no Beira-Rio? Em relação a Loss, outras atitudes condenáveis – retardar o jogo e brigar com um atleta adversário. Dois exemplos que, infelizmente, foram a cara do Gre-Nal.

Universo à parte

A expressão tornou-se clichê, mas novamente precisa ser cunhada: definitivamente, não existe favorito em Gre-Nal. Despedida do Olímpico, com direito a volta olímpica de craques do passado, estádio lotado e torcida eufórica. Pelo lado vermelho, um time desacreditado, com quatro derrotas seguidas, nenhuma gol marcado no mês de novembro e com dois jogadores expulsos. O cenário era todo propício ao tricolor, mas, bravamente, o colorado soube se defender, contou com a pouca qualidade ofensiva do Grêmio e de quebra, “melou” a classificação do rival para a fase de grupos da Libertadores. É por essas e outra, que o Gre-Nal é um universo à parte.

Constrangedor e destaque

Após as expulsões, mesmo com os ingressos de Leandro e Marquinhos, o Grêmio teve atuação constrangedora tecnicamente. Mesmo com a vantagem numérica, que possibilitou ao time de Luxa jogar quase 45 minutos no campo adversário, a equipe foi incapaz de vencer. Aliás, Zé Roberto e Elano estiverem bem abaixo das atuações que garantiram ao time a terceira colocação no certamente nacional. Pelo lado colorado, o zagueiro Rodrigo Moledo realizou a melhor partida com a camisa do Inter e personificou a aguerrida atuação da equipe.

Expulsões

A expulsão de Muriel foi justificada, entretanto, poderia ser evitado se o arqueiro não saísse de maneira equivocada. Em relação a Leandro Damião, a atitude do camisa 9 foi reprovável (cotovelada) e igualmente, digna de “chuveiro mais cedo”. O mesmo se diz sobre o zagueiro Saimon, que bateu boca e agrediu o técnico Osmar Loss e novamente, demonstrou descontrole emocional digno de uma “atleta” da várzea. Luxa e Loss, também mereceram a exclusão do jogo. Foi lamentável! Eis o rescaldo de um triste domingo de futebol, o último na história do Olímpico.

Arbitragem e temor

Hebert Roberto Lopes errou apenas ao não ter prorrogado o período de descontos na segunda etapa. No restante, o “homem do apito” teve boa atuação e cumpriu à risca o manual da profissão, ou seja, passou despercebido. Outro triste episódio do Gre-Nal foi o rojão atirado em direção a comissão técnica do Inter, próximo ao preparador físico Flávio Soares. A despeito da “cena” feita pelo profissional colorado, nada justifica o fato que entre os desdobramentos, poderá render alguma punição a ser cumprida na pomposa Arena.

Futuro

Planejando 2013, preocupo-me com algumas carências do Grêmio. Disputar a Libertadores com Naldo, Anderson Pico, Leandro e André Lima, é no mínimo temerário. É lógico que a maioria dos citados são apenas opções que havendo outros valores em condições, retornam normalmente ao banco de reservas. Entretanto, o Gre-Nal foi sintomático: o Grêmio, hoje, está muito aquém das exigências da Libertadores, ao menos, se o objetivo for o título. Antes disso, ainda é preciso passar pela Pré-Libertadores!

Futuro 2

Por sua vez, os problemas do Internacional parecem estar muito mais fora de campo do que dentro. Com elenco de reconhecida capacidade, o desafio é a contratação de um treinador que faça a equipe jogar, bem como, a liberação de alguns medalhões que pouco fizeram na temporada, como o lateral Kléber ou nada fizeram, como o zagueiro Juan. No entanto, além do domínio tático, o novo comandante precisará ser mestre na arte de “gerir pessoas”, sobretudo para compensar a ausência de pulso da reeleita direção encabeçada por Giovanni Luigi.

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Fotos: Porto Imagem, Portal Uol e Sites da supla Gre-Nal

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