Erro
original
O fracasso técnico do Gre-Nal 394 passa
necessariamente pelos vestiários, especificamente pelas casamatas. Não existe
explicação convincente que justifique aos treinadores entrar em campo para
disputar o clássico com três volantes e apenas um atacante. De um lado Léo
Gago, Souza e Fernando; de outro Ygor, Guiñazu e Josimar. Em que pese as inúmeras ocorrências do
segundo tempo, o resultado da partida parece ter sido moldado antes mesmo de a
bola rolar...
Zero
ao extremo
Aliás,
o zero vai além do placar e serve para avaliar o desempenho de Vanderlei
Luxemburgo e Osmar Loss – tanto no pensar do jogo, quanto nas “lambanças”
protagonizadas no decorrer do confronto. No caso de Luxa - que invadiu o
gramado para conter Anderson Pico - trata-se do segundo Gre-Nal em que foi
expulso – lembram do caso com o gandula no Beira-Rio? Em relação a Loss, outras
atitudes condenáveis – retardar o jogo e brigar com um atleta adversário. Dois
exemplos que, infelizmente, foram a cara do Gre-Nal.
Universo
à parte
A expressão tornou-se clichê, mas
novamente precisa ser cunhada: definitivamente, não existe favorito em Gre-Nal.
Despedida do Olímpico, com direito a volta olímpica de craques do passado,
estádio lotado e torcida eufórica. Pelo lado vermelho, um time desacreditado,
com quatro derrotas seguidas, nenhuma gol marcado no mês de novembro e com dois
jogadores expulsos. O cenário era todo propício ao tricolor, mas, bravamente, o
colorado soube se defender, contou com a pouca qualidade ofensiva do Grêmio e
de quebra, “melou” a classificação do rival para a fase de grupos da
Libertadores. É por essas e outra, que o Gre-Nal é um universo à parte.
Constrangedor
e destaque
Após as expulsões, mesmo com os
ingressos de Leandro e Marquinhos, o Grêmio teve atuação constrangedora tecnicamente.
Mesmo com a vantagem numérica, que possibilitou ao time de Luxa jogar quase 45
minutos no campo adversário, a equipe foi incapaz de vencer. Aliás, Zé Roberto
e Elano estiverem bem abaixo das atuações que garantiram ao time a terceira
colocação no certamente nacional. Pelo lado colorado, o zagueiro Rodrigo Moledo
realizou a melhor partida com a camisa do Inter e personificou a aguerrida
atuação da equipe.
Expulsões
A expulsão de Muriel
foi justificada, entretanto, poderia ser evitado se o arqueiro não saísse de
maneira equivocada. Em relação a Leandro Damião, a atitude do camisa 9 foi
reprovável (cotovelada) e igualmente, digna de “chuveiro mais cedo”. O mesmo se
diz sobre o zagueiro Saimon, que bateu boca e agrediu o técnico Osmar Loss e
novamente, demonstrou descontrole emocional digno de uma “atleta” da várzea.
Luxa e Loss, também mereceram a exclusão do jogo. Foi lamentável! Eis o
rescaldo de um triste domingo de futebol, o último na história do Olímpico.
Arbitragem
e temor
Hebert
Roberto Lopes errou apenas ao não ter prorrogado o período de descontos na
segunda etapa. No restante, o “homem do apito” teve boa atuação e cumpriu à
risca o manual da profissão, ou seja, passou despercebido. Outro triste
episódio do Gre-Nal foi o rojão atirado em direção a comissão técnica do Inter,
próximo ao preparador físico Flávio Soares. A despeito da “cena” feita pelo
profissional colorado, nada justifica o fato que entre os desdobramentos,
poderá render alguma punição a ser cumprida na pomposa Arena.
Futuro
Planejando
2013, preocupo-me com algumas carências do Grêmio. Disputar a Libertadores com
Naldo, Anderson Pico, Leandro e André Lima, é no mínimo temerário. É lógico que
a maioria dos citados são apenas opções que havendo outros valores em
condições, retornam normalmente ao banco de reservas. Entretanto, o Gre-Nal foi
sintomático: o Grêmio, hoje, está muito aquém das exigências da Libertadores,
ao menos, se o objetivo for o título. Antes disso, ainda é preciso passar pela
Pré-Libertadores!
Futuro
2
Por sua vez, os problemas do
Internacional parecem estar muito mais fora de campo do que dentro. Com elenco
de reconhecida capacidade, o desafio é a contratação de um treinador que faça a
equipe jogar, bem como, a liberação de alguns medalhões que pouco fizeram na
temporada, como o lateral Kléber ou nada fizeram, como o zagueiro Juan. No
entanto, além do domínio tático, o novo comandante precisará ser mestre na arte
de “gerir pessoas”, sobretudo para compensar a ausência de pulso da reeleita
direção encabeçada por Giovanni Luigi.
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Fotos: Porto Imagem, Portal Uol e Sites da supla Gre-Nal




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