segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Gre-Nal e Justiça


Justiça

Futebol nunca foi e jamais será um ato de justiça. Porém, para quem é um admirador do esporte bretão e assistiu ao Gre-Nal de n° 388 na história, teve a leve impressão que desta vez, venceu quem fez por merecer. Mesmo sem apresentar um grande futebol, o time de Celso Roth mostrou-se mais organizado taticamente e, principalmente, mas “ligado” na partida. Somente raça, garra e vontade não são capazes para garantir as vitória, mas ajudam uma barbaridade. Tratando-se de Roth, nenhuma surpresa. Final, Grêmio 2 a 1 – gols de Marquinhos e Douglas (de pênalti). Parabéns aos gremistas!

Humildade

Em clara demonstração de respeito ao adversário e, sobretudo, reconhecendo a superioridade técnica do Internacional, Roth pensou muito bem o jogo. Mesmo atuando em casa, o comandante gremista povoou o meio-campo, teve supremacia no setor vital da partida durante os 95 minutos e só não venceu por mais gols devido aos erros da arbitragem. Roth foi humilde, reconheceu as fragilidades de sua equipe e conseguiu superar o adversário na organização e na disposição. Longe de qualquer heresia, me permito utilizar um reconhecida frase religiosa para enaltecer os méritos de Roth: “Deus exalta os humildes”.

Evolução

Com o clássico, o Grêmio parece ter encontrado a formação ideal. Trata-se do 4-2-3-1, com Marquinhos, Douglas e Escudero na zona de articulação, tendo apenas André Lima no comando de ataque. No entanto, apesar da boa atuação do argentino Escudero, creio que o esquema para funcionar a pleno, necessita de um jogador de maior velocidade e ímpeto, que talvez seja Leandro. Apesar da vitória, dos três pontos e da retomada da confiança, André Lima seguiu isolado. A vitória precisa ser celebrada, mas muito ainda precisa ser feito. Sem dúvidas, Roth acertará a equipe. Talvez o Gre-Nal tenha sido um marco. É o que esperam os gremistas!

Destaques

Fazia tempo, mas finalmente, os gremistas puderam celebrar as atuações de seus dois laterais. O primeiro e mais destacado deles foi Mário Fernandes, autor do passe para o gol de Marquinhos. Há muito venho dizendo que o lugar do camisa 13 é na lateral-direita. Na defesa, Fernandes é zagueiro comum, porém, no lado direito, é figura acima da média. No outro lado, Julio César fez sua estreia, mostrou-se um pouco tímido no apoio, mas a primeira amostragem foi positiva...

Estreia

Porém, para a próxima partida, Mário Fernandes está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Apesar de já ter utilizado o volante Adílson na função, a tendência é que Roth promova a estreia do jovem lateral-direito Spessato. Olho nele!

Geladeira

O atacante chileno Ezequiel Miralles e o meia Lúcio não ficaram sequer no banco de reservas. A atitude revela o jeito genuíno de Roth comandar o vestiário. Após o jogo, em entrevista coletiva, o treinador foi claro: “Jogador que quer jogar, precisa treinar”. Ou seja, com Roth não existe “carteiraço”. Mais do que nunca, joga quem treinar bem. Dedicação ao extremo, sempre!

Desconto

Mesmo que tenha peças de reposição, Dorival Júnior não conseguiu administrar as ausências de D’Alessandro e Guiñazu. O camisa 10 fez muita falta na organização das jogadas que, sem ele, ficaram a cargo do sempre instável Andrezinho. Já sem Guiñazu, o setor esquerdo defensivo mostrou-se inseguro e vulnerável. O primeiro gol gremista ilustra muito bem o fato. Mário Fernandes teve total liberdade para cruzar para Marquinhos, que sem marcação alguma, empurrou para a rede sob o olhar incrédulo de Élton.

Postura

Conforme dito anteriormente, raça não ganha jogo, mas a postura do colorado durante a partida foi constrangedora. Enquanto a defesa gremista não deu refresco para Oscar e Damião, o time de Dorival parecia estar em um treinamento coletivo. O resultado não poderia ser outro. O primeiro passo para vencer, é desejar a vitória.

História

De bom para os vermelhos, ficou apenas o aspecto histórico do gol marcado por Índio. Foi o sexto gol dele em Gre-Nais, além de igualar-se ao André Luiz – que atuou no clube na década de 80 – como o zagueiro com maio número de gols na história do Internacional, com 29.

Euforia

Após uma boa atuação em Gre-Nal, é comum o surgimento de “novos” heróis. No último domingo, o nome da vez é do zagueiro Saimon, que conforme, a ótica gremista e de grande parte da imprensa, anulou o centroavante Leandro Damião. Porém, é preciso muita calma nessa hora. Saimon, sem dúvidas, fez uma grande partida, auxiliado pela baixa participação do centroavante colorado. No entanto, em futebol não existe mágica. A meia-cancha colorada foi incapaz de armar qualquer jogada que desse a Damião a condição de concluir. Méritos a Saimon, mas cuidado com a euforia!

Armação

Poucas vezes se viu um Internacional tão sonolento. A omissão de Oscar e Andrezinho deixaram o colorado a mercê da sorte e Damião perdido entre a defesa gremista. Desde que voltou da Seleção Sub-20, Oscar não conseguiu repetir as atuações de destaque da temporada. Por outro lado, Andrezinho é aquilo mesmo. Nada mais do que um bom reserva batedor de faltas. Mesmo com qualidade técnica, o camisa 17 já demonstrou inúmeras vezes ser incapaz de ser titular. Enquanto isso, João Paulo assistiu a derrota do banco de reservas. Vai entender...

Prioridade

Outro fato de difícil compreensão é a contratação de Ilsinho. Mesmo que tenha surgido no tricolor Paulista como lateral-direito, o atleta esteve na Europa, voltou ao clube de origem, mas agora diz que atua somente no meio-campo. Porém, para essa função, o colorado já possui D’Alessandro, Oscar, Andrezinho e João Paulo, além de Zé Roberto que também pode atuar no setor. Enquanto isso, Glaydson jogou o Gre-Nal improvisado na lateral-direita. Durma-se com um barulho desses!

Arbitragem

Historicamente figura central do clássico, o árbitro novamente e, infelizmente, foi personagem negativo do Gre-Nal. O “vilão” da hora foi o carioca Marcelo de Lima Henrique. Além de fraco disciplinarmente, permitindo reclamações acintosas das duas partes, foi pavoroso no aspecto técnico, ao não assinalar pênalti do goleiro Muriel em Mário Fernandes. Para piorar, ainda não assinalou pênalti de Índio em Saimon na primeira etapa. No entanto, a penalidade ocorreu após falta claríssima de André Lima no goleiro Muriel. Em único lance, o homem do apito conseguiu a proeza de desagradar as duas equipes. Vai ser “bom” assim lá na terra do carnaval.

Futuro e situação

Com o resultado, o tricolor subiu para 21 pontos, ocupa a 15ª posição e na próxima quarta-feira vai a São Paulo enfrentar o Corinthians pela primeira rodada do returno. A partida ocorre em horário atípico, às 18h. Por sua vez, o colorado recebe o Santos de Neymar, Ganso, Borges e Muricy Ramalho, às 21h50min, na quarta-feira, no Beira-Rio. Com a derrota no clássico, os vermelhos caíram para a oitava colocação com 27 pontos. Boa sorte à dupla!

Foto: Site Oficial Grêmio Foot-ball Porto Alegrense

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Recopa, prateleira e o Gre-Nal


Rotina

Mais uma vez, os colorados lotam o Beira-Rio, conquistam um título internacional e varam a noite comemorando. Com os 3 a 1 sobre o Independiente, maior campeão da Copa Libertadores, como sete conquistas, o Inter celebra a sua segunda Recopa Sulamericana, tornando-se o brasileiro que mais venceu a disputa – ao lado do São Paulo – com dois troféus. Com mais uma taça na prateleira, os colorados se mantêm na liderança do ranking da Conmenbol, pelo menos até o final do ano. Parabéns aos vermelhos!


Personagem

Autor de 34 gols, em 41 jogos, dois deles na final contra os argentinos, o centroavante Leandro Damião não para de colecionar atuações de destaque e recordes individuais. Além de ter sido convocado para a seleção brasileira, ser o maior artilheiro do país na temporada, o camisa 9 escreveu o seu nome na história da Recopa. Com os três gols marcados nas duas partidas, o ídolo colorado tornou-se o primeiro atleta a balançar as redes três vezes em finais da competição. Antes dele, Alexandre Pato, também pelo Inter, em 2007, e os argentinos Rodrigo Palácio e o aposentado centroavante Martín Palermo, ambos do Boca Juniors, haviam feito dois gols na decisão. Damião é uma surpresa a cada jogo!

Luxo e esperança

De cabeça, de perna esquerda, de carrinho, de perna direita, de bicicleta e, agora, de bico. Leandro Damião continua apresentado sua variada capacidade de finalização. Contra os “hermanos”, a sua atuação na primeira etapa foi algo monstruoso. Além dos gols marcados, o artilheiro ainda perdeu outro após bela arrancada, deu assistências, trombou com os zagueiros, deu chapeuzinho e só foi parado com faltas. A atuação luxuosa de Damião, é uma esperança à amarelinha, que desde a saída de Ronaldo, em 2006, está órfão de um grande camisa 9. Não estou comparando o colorado ao Fenômeno, mas entre todos os candidatos a “centroavância” da seleção (Pato, Fred, Luís Fabiano...), Damião é sem dúvidas, o mais capacitado. Tomara que confirme, para o bem do futebol nacional!

Casamata

Mesmo com um time bem escalado, equilibrado e veloz, o Bicampeonato da Recopa veio graças ao banco de reservas. Quando a partida estava 2 a 1 para os gaúchos e se encaminhava para a prorrogação, o “destino” resolveu dar uma forcinha. As lesões de D’Alessandro e do avante Dellatorre – de fraquíssima atuação diga-se de passagem – foram fundamentais para a conquista do caneco. Foi justamente com os substitutos que surgiu o pênalti para o gol do título. Em belo passe, Andrezinho encontrou livre o centroavante Jô que sofreu a falta dentro da área. Na sequência, com toda a tranquilidade, o lateral-esquerdo Kléber, deslocou o arqueiro Navarro e correu para a “massa”. Final: Mais uma volta olímpica no Beira-Rio.

Arrependimento

Após dizer que queria deixar o Beira-Rio para, possivelmente, tranferir-se ao Fluminense, Andrezinho ficou, levou um puxão de orelhas da direção, foi multado e se conformou com o velho posto de sempre: ser um bom reserva batedor de faltas. Contra os argentinos, o meia novamente foi decisivo e, embora não tenha se destacado com a bola parada, foi autor de belo passe e justificou um pouco os cerca de R$ 220 mensais que recebe. Pontos para a direção!

Idolatria

Falando em direção, outro personagem do título é o diretor executivo remunerado do clube, Fernandão. Capitão nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006, pelo colorado, o ex-camisa 9 foi figura central na contratação do técnico Dorival Júnior e é o homem forte da direção no contato com os jogadores. Desde a queda do então vice-de-futebol, Roberto Siegmann; com o distanciamento – ao menos oficial – do ex-presidente Fernando Carvalho e diante do comportamento mais brando do atual vice-de-futebol Luis Anápio Gomes, Fernandão, é disparado e, indiscutivelmente, o chefe do vestiário vermelho.

Mérito

Apesar de pouco tempo à frente do colorado, Dorival Júnior é uma grata surpresa. Sempre armando seus times voltados ao ataque, o comandante chamou a atenção de todos ao divulgar a escalação do colorado ainda na terça-feira. Além disso, durante a partida, diante das lesões de D’Alessandro e Dellatorre, Dorival fez o simples, realizou as substituições por atletas das mesmas funções e manteve a mesma estrutura tática. Seria uma atitude óbvia e que sequer merecia registro, porém, diante das atuais “invencionices” dos técnicos brasileiros na atualidade, Dorival tem méritos por fazer o velho e bom “feijão com arroz”.

Gre-Nal

Após a conquista da Recopa, as atenções retornam todas ao certamente nacional. No próximo domingo tem Gre-Nal no Olímpico, às 16h. Pelo lado vermelho, não jogam o lateral-direito Nei e o volante Guiñazu,suspensos, além da iminente ausência de D’Alessandro, que deixou a decisão sentindo dores musculares. Em seus lugares, deverão atuar Ilsinho, Tinga e Andrezinho, respectivamente. Do lado gremista tudo é mistério. A tendência é que Roth mande a campo uma equipe com três volantes: Fernando, Gilberto Silva e Rochemback, mas não está descartado o ingresso de Marquinhos ou Escudero no meio campo. Outra hipótese, aventada por este iniciante colunista, seria a presença de três zagueiros. Desta forma, o pentacampeão Gilberto Silva atuaria entre os zagueiros. Aguardemos... Borte à dupla!

Foto: Site Oficial Sport Club Internacional

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Clássico, Recopa e temor


Clássico

Mesmo não tendo a dimensão histórica de um Gre-Nal, Internacional e Flamengo fizeram um duelo digno do rótulo. De um lado Ronaldinho, de outro, Leandro Damião. Nem mesmo as ausências de Oscar, pelo lado vermelho e de Thiago Neves, pelos cariocas, foram capazes de tirar o brilho do confronto. Final 2 a 2, com direito a gol de falta, bicicleta e contestações à arbitragem. Enfim, um clássico na concepção máxima da palavra.

Gênio

Em que pese as polêmicas envolvidas com a sua vinda ao Flamengo e a todos os boatos ligados ao seu gosto pela noite, Ronaldinho ainda é gênio. Além de sua conhecida capacidade técnica, o camisa 10 está em forma e novamente pode ser chamado de atleta. Mesmo longe das atuações que o fizeram o melhor do mundo por duas vezes, o gol de falta e o seu “toquinho” que encobriu Muriel e quase balançou as redes, justificam o porquê de seu retorno à seleção brasileira.

Camisa 9

Se quiser, Mano Menezes poderá escalar ao lado de Ronaldinho, Leandro Damião, o maior goleador do Brasil na temporada. Com 32 gols em 40 jogos, o centroavante é sem dúvidas um dos melhores atletas da posição, em atividade, no mundo – sem exageros. Com excelente cabeceio e velocidade, raro para um jogador de quase 1,90 cm, Damião surpreende a cada jogo por sua variada capacidade de conclusão. “Cansado” de fazer gols normais, Damião resolveu inovar: Em linda bicicleta (foto) venceu o arqueiro Felipe e correu para o abraço. Sobre os “urubus” que rondam o Beira-Rio em busca do centroavante, a direção ratifica: a multa rescisória é de 50 milhões de euros...

Postura

Mesmo com a expulsão de Guiñazu, ainda no primeiro tempo, Dorival Júnior tomou uma atitude pouco convencional entre os treinadores brasileiros: no intervalo, ordenou aos colorados que atacassem. Os ingresso de Andrezinho, na vaga de Tinga e de Dellatorre no lugar de Jô trouxeram mobilidade e velocidade ao time. Sem dúvidas, a reação e a busca pelo empate passam necessariamente pelo treinador. Ponto para Dorival.

Conserto

Dizem que treinador que altera bem a equipe é aquele que escala mal. Não seria tão definitivo assim, mas inegavelmente, Dorival pensou mal a partida. A escalação de Tinga como terceiro homem de meio e a escalação de Jô como segundo atacante deixaram o colorado ainda mais lento que o habitual. Menos mal para os vermelhos, que o novo comandante alterou a tempo de buscar o empate.

Experiência?

Tem cabimento um atleta de marcação levar o segundo cartão amarelo após simular um pênalti? Perguntem ao Guiñazu o que ele acha...

Falta

Chamou a atenção a incapacidade do Internacional em aproveitar as jogadas de bola parada. Em jornada nada, nada, inspirada, D’Alessandro não acertou sequer um cruzamento durante os 95 minutos de partida. Treinamento não faz mal a ninguém, nem aos “famosos”...

Recopa

Antes do Gre-Nal de domingo, o colorado vai em busca de mais uma conquista internacional. O duelo da vez é contra o Independiente da Argentina. Na primeira partida, os castelhanos venceram por 2 a 1. Com o resultado, os vermelhos precisam vencer por dois ou mais gols de diferença para conquistarem o título no tempo normal. Se vencer por diferença mínima, a partida vai para a prorrogação, com posterior cobrança de pênaltis, se houver necessidade. O empate dará o caneco aos “hermanos”. Na Recopa, não existe o critério de gol qualificado. Boa sorte aos vermelhos!

Retorno

Campeões mundiais Sub-20, Oscar, autor dos três gols da final contra Portugal e mais os zagueiros Juan e Romário, retornam ao Beira-Rio. No caso de Oscar, ele volta em ótima hora aos colorados e já reforça a equipe contra o Independiente, Além dele, Juan também poderá figurar entre os titulares. Com as ausências de Kléber e Fabrício, lesionados e, mais, Zé Mário, que não está inscrito na competição, Juan poderá atuar improvisado na lateral-esquerda.

Temor

Pelo lado azul do Estado, tudo é preocupação. Após a vexatória derrota para o Ceará por 3 a 0, na última quarta-feira, o time de Roth, novamente naufragou. O fracasso da vez foi à frente do Atlético-GO, que já havia ganho de Santos, Cruzeiro e goleado o Flamengo na semana passada. Com o resultado de 1 a 0 contra, o tricolor está apenas um ponto da zona do rebaixamento. Atenção gremistas, o primeiro turno já está terminando!

Erro duplo

Dentro da fase de instabilidade que vive o tricolor, quanto menos erros individuais forem cometidos, ficará mais fácil resolver os impasses. No entanto, o zagueiro Rafael Marques foi expulso por uma falta estúpida no meio-campo e acabou contribuindo e muito com a derrota em Goiânia. Além dele, com o cansaço do lateral-direito Gabriel, o técnico Celso Roth promoveu o ingresso do canhoto Lúcio no setor. Consequência: o gol saiu justamente no setor dele, que não conseguiu fazer a marcação por estar visivelmente "torto" e fora do seu habitat natural. Foi um risco desnecessário. O mais provável seria recuar o volante Adílson para a direita. É o Roth e suas velhas "convicções"...

Gre-Nal

Para o clássico do próximo domingo, Roth deverá mandar a campo uma equipe com cinco alterações. Além do retorno de Leandro, que volta após cumprir suspensão, o time deverá ter o ingresso do volante Fernando – campeão mundial Sub-20, no meio, ao lado de Rochemback e Gilberto Silva na zona de contenção. Completa o setor o camisa 10, Douglas. Além disso, a defesa deverá ter Victor, Gabriel, Mário Fernandes (Vilson) e os estreantes, Edcarlos, zagueiro, e o lateral-esquerdo, Júlio César. Boa sorte à dupla!

Surpresa

Com os retornos de Fernando, da seleção e a iminente estreia do ofensivo lateral Julio César, eu não descartaria a hipótese de Roth mandar a campo uma equipe no 3-5-2, com Gilberto Silva entre os zagueiros. Embora ninguém venha cogitando a hipótese, essa formação poderá ser encaminhada no treino fechado da próxima quinta-feira. É apenas uma hipótese levantada por este iniciante colunista. Aguardemos!

Foto: Agência freelancer

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Virada, desperdício e saudade


Individualidade

Tradicionalmente, Celso Roth arma suas equipes primando pela coletividade. São defesas bem postadas, meio-campo povoado e todos os atletas participando das tarefas de marcação. Embora a jornada do Grêmio contra o Fluminense tenha atendido aos requisitos destacados, os três pontos vieram fundamentalmente por um destaque individual: o meia Marquinhos (foto). Vindo do Avaí e considerado o reserva imediato de Douglas, o camisa 19 foi vaiado ao entrar no gramado, mas depois, marcou dois gols e garantiu a virada contra os cariocas – um deles em bela cobrança de falta.

Aniversário

Chega a ser assustador, mas o golaço de Marquinhos foi o primeiro gol gremista de falta desde o mês de janeiro. O último deles havia sido o do lateral-esquerdo Bruno Collaço, no Gre-Nal de reservas realizado em Rivera-Uruguai, no início do ano e com vitória dos azuis por 2 a 1. Mesmo com a atuação de destaque, Roth anunciou que Marquinhos não jogará com Douglas, ao menos, desde o início da partida. Com isso, Douglas deve voltar naturalmente ao time, enquanto Marquinhos volta para o banco de reservas, em mais uma prova de que às vezes, a fama é o que define a escalação. Lamentável!

Divã

Outrora considerado o melhor goleiro do país e, com justiça, hoje, Victor tem inclusive sua titularidade contestada no Grêmio. A série de falhas e intervenções inseguras, atreladas ao grande momento do suplente Marcelo Grohe, colocam em risco à titularidade do arqueiro da seleção brasileira. Longe de qualquer diagnóstico clínico, acredito que os problemas de Victor sejam de ordem psicológica. Vocês lembram quando ele ficou de fora da Copa do Mundo no ano passado? Acredito que o excelente momento de Grohe seja o responsável pela atual instabilidade do camisa 1.

Atalho

Quando desembarcou no aeroporto Salgado Filho, o pentacampeão com a seleção brasileira, Gilberto Silva, contava com a desconfiança de alguns setores da torcida e da imprensa. Para muitos, tratava-se de um jogador decadente e em final de carreira. No entanto, com o tão falado ritmo de jogo, o volante vem se notabilizando pela tranquilidade defensiva e pelo alto número de passes certeiros. Com toda a experiência, o camisa 3 vem formando uma das melhores duplas de volantes do país, ao lado de Fábio Rochemback - que suspenso não enfrenta o Ceará.

Empate

Por outro lado, o Internacional foi ao nordeste enfrentar o Bahia. Mesmo tendo aberto o placar com o “fora de série”, Leandro Damião e ter ficado com um homem a mais ainda na primeira etapa, o time do interino Osmar Loss, cedeu o empate em pênalti duvidoso do zagueiro Índio, que também foi expulso. Como desgraça pouca é bobagem, os gols incríveis desperdiçados por Tinga e João Paulo, impediram que os colorados somassem três pontos na terra do Axé.

Validade

Antes da partida, a notícia que norteou o colorado disse respeito ao meia Andrezinho. Sondado pelo Fluminense de Abel Braga, o jogador pediu para não enfrentar o Bahia. Entendo que o atleta precisa buscar o que for melhor para sua carreira, mas pedir dispensa do trabalho em um momento em que o clube tanto necessitava – não pode utilizar oito atletas – me parece uma insubordinação inaceitável...

Benefícios

Apesar das recentes atuações de destaque, Andrezinho jamais conseguiu ser mais do que um grande reserva batedor de faltas. Com os retornos de Oscar e a excelente ascensão de João Paulo – sem falarmos no retorno natural de D’Alessandro que cumpriu suspensão – Andrezinho não deixará saudade alguma. Isso se a direção mudar a ideia inicial de mantê-lo no Beira-Rio. Seria bom para todos os envolvidos: Para o atleta que buscaria novos ares, tentaria finalmente ser titular em algum clube, sem falarmos que aliviaria a folha salarial dos vermelhos.

Banca

Com o perdão do clichê, a “banca paga e recebe”. O mesmo Internacional que há sete dias celebrava a vitória contra o Cruzeiro, advinda também por erros de arbitragem, hoje lamenta os dois pontos perdidos por equívocos de mesma natureza. O momento da arbitragem nacional é pavoroso. Mais do que nunca, os “elogios” feitos pela torcida em relação à arbitragem, estão sendo justificados – com respeito às exceções, é claro!

Insensata direção

Finalmente terminou a novela colorada. Dorival Jr. será o novo treinador, mas assumirá a “bronca” somente na próxima terça-feira. O treinador que ganhou notoriedade por ter levado o Vasco novamente para a série A e, sobretudo, por ser o mentor do festejado e ofensivo Santos Campeão da Copa do Brasil, ano passado, terá cinco jogos em Porto Alegre. São eles, fora de ordem: a decisão da Recopa contra o Independiente, o Gre-Nal no Olímpico e os confrontos contra Botafogo, Flamengo e Santos, no Beira-Rio.

Saudade

Bahia mandando seus jogos na cidade de Pituaçu; Cruzeiro e Atlético-MG, em Sete Lagoas; Palmeiras jogando no Canindé; Flamengo e Fluminense no Engenhão. É triste vermos os clubes atuando longe de seus tradicionais lares, que estão em obras para a Copa do Mundo de 2014. Tomara que os homens de colarinho branco e as empresas construtoras sejam eficazes e eficientes na árdua tarefa. Já não basta os grandes jogadores que atuam na Europa, agora temos que conviver com a ausência de nossas tradicionais praças esportivas. O Brasil sem o Maracanã, não é a Pátria de Chuteiras.

Situação e futuro

Com a vitória, o Grêmio deixou a incômoda zona do rebaixamento – que havia entrado na rodada de sábado – e subiu para a 14ª colocação, com 18 pontos. Na próxima quarta-feira, enfrenta o Ceará, no Presidente Vargas, às 19h30min. Um pouco mais tarde, o Internacional recebe o Botafogo, no Beira-Rio, às 21h50min. Com o empate diante os baianos, o colorado é o oitavo, com 23 pontos. Boa sorte à dupla!

Foto: Globo.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Recomeço, apito amigo e seleção


Promissor

Embora tímido, é inegável que houve avanço no Grêmio. Ao contrário do que vinha ocorrendo, a equipe esteve melhor postada defensivamente, consagrando na prática o cartel do treinador, que sempre teve como “cartão de visita”, o fato de começar a montagem de seus times por uma defesa sólida. Diante do fato, para uma estreia, o empate sem gols contra o Palmeiras, em São Paulo, não deixa de ser um bom resultado. A quarta passagem de Roth pelo tricolor iniciou de maneira promissora. No entanto, a obrigação imediata é voltar a vencer dentro do estádio Olímpico. No próximo domingo, o Grêmio recebe o Fluminense, às 18h30. Boa sorte aos gremistas!

Tijolo

A partir de agora, o desafio de Roth será devolver os gols ao ataque gremista. Desde a saída de Jonas, no início do ano, balançar as redes tornou-se algo raro pelos lados da Azenha, e parece coisa de outro mundo com a transferência de Borges para o Santos. Nem Leandro, nem Miralles, muito menos André Lima, conseguem assumir a condição de homem-gol. Em que pese as críticas ao setor ofensivo, é preciso dividir as responsabilidades com o meio-campo. Vejamos: quantos bolas em condições para a conclusão os atacantes do Grêmio recebem por jogo? A bola não está chegando ao ataque e, quando chega, parece um “tijolo”. A volta dos gols, passa necessariamente pelo crescimento dos meias. Portanto, tarefa de Douglas e Lúcio, que há tempos estão devendo.

Desfalques

Como volta a atuar somente no domingo, Roth terá a semana inteira para treinamentos. No entanto, entre as tarefas está a necessidade de administrar as ausências de Douglas e do zagueiro Rafael Marques, que levaram o terceiro cartão amarelo...

Alternativas

Se optar pela simplificação, no lugar de Douglas deverá jogar Marquinhos, podendo aparecer ainda o volante Adílson no setor – acho pouco provável a segunda alternativa, uma vez que jogar em casa com três atletas de contenção é demasiado. Em relação a defesa, retorna à equipe Mário Fernandes. No entanto, se o lateral-direito Gabriel ainda não tiver condições de atuar, Fernandes deverá atuar no setor direito, entrando Saimon no miolo de zaga. No mais, mantêm-se a mesma estrutura da última partida, o 4-2-3-1, com Leandro revezando entre as tarefas de meia e segundo atacante.

Três pontos

Após perder a classificação para o Peñarol na Libertadores, ser derrotado pelo Ceará, sofrer goleada para o São Paulo e empatar com o Atlético-GO, finalmente o Internacional voltou a ter o estádio Beira-Rio como aliado. Apesar da falha de Muriel que resultou no 1 a 0 para o Cruzeiro logo no início do jogo, o colorado conseguiu a virada, aumentou o marcador e teve o meia D’Alessandro como figura central para os três pontos. O camisa 10 sofreu pênalti, cobrou com maestria e ainda deu belo cruzamento para o terceiro gol colorado em bela cabeçada de Leandro Damião. O segundo foi marcado por Andrezinho meio sem querer – após cobrança de falta lateral, a bola não desviou em ninguém, quicou na frente do gol cruzeirense e venceu o arqueiro Fábio.

Protagonismo

Dizem que o melhor árbitro é aquele que passa despercebido. Porém, no jogo entre o Inter e Cruzeiro o trio do apito deu o que falar. A partida estava 2 a 1 para os gaúchos, quando foi anulado, equivocadamente, um belo gol do Cruzeiro. Além disso, o técnico Joel e metade de Minas Gerais reclamam uma marcação de pênalti sobre o craque argentino Montillo – sinceramente, não tenho posicionamento sobre o lance. É triste, é revoltante para os admiradores do esporte, mas, infelizmente, é realidade: a arbitragem ainda decide muito jogos mundo afora. Enquanto a FIFA não abandonar o conservadorismo e possibilitar novos métodos para a aferição de lances polêmicos, os erros de arbitragem continuarão por toda a parte.

Conceito

Em futebol, alguns conceitos são óbvios. Portanto, alguém deveria avisar o interino treinador Osmar Loss, que ao substituir um atacante (Dellatore) por um volante (Zé Mário), ele trará o adversário para dentro do próprio campo e estará pondo em risco o resultado. Certamente ele sabia. Mas, na ânsia de conter o time de Joel Santana, caiu no erro da pequenez, da covardia, da falta de ambição. Menos mal, para os colorados, que a trave e a arbitragem salvaram. Osmar Loss ainda não está pronto. Ao menos, para as exigências de um clube de ponta.

Pergunta

Quando o Internacional anunciará o novo treinador? Dorival Júnior, recém demitido do Atlético-MG e Paulo Autuori, com passagens pela dupla Gre-Nal, são as alternativas mais fortes. O clube está indo para a segunda disputa internacional, a Recopa – a primeira foi a Copa Audi – com treinador interino. É muito amadorismo.

Recopa

Na próxima quarta-feira, o Internacional começa a decidir a Recopa Sul-Americana. A competição reúne os dois campeões do Continente – Inter, Libertadores e Independiente, da Copa Sul-Americana, ambos em 2010. A primeira partida será na argentina, às 21h50min. A RBS TV anuncia a transmissão para todo o Estado. Entre as novidades, devem estar os retornos de Tinga e Mário Bolatti. Boa sorte aos colorados!

Seleção

Após o fracasso na Copa América, a seleção de Mano Menezes volta a campo em partida amistosa, também na quarta-feira,às 15h45min. O adversário é a tricampeã mundial Alemanha – detentora do melhor futebol na Copa do Mundo, no ano passado, na opinião deste iniciante colunista. Pelo lado brasileiro, as novidades são as convocação de Jonas, ex-Grêmio, além do debutante Dedé, zagueiro do Vasco da Gama.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Trinca negativa e polêmico retorno


Ilusão

Quem acompanhou os primeiros minutos de Internacional e Fluminense teve a impressão que os gaúcho venceriam e com certa facilidade. Em dado momento, os colorados computavam 66% de posse de bola e três chances claras de gol, todas com o volante/meia Tinga. No entanto, aos poucos, o Flu equilibrou a disputa, inclusive obrigando Muriel a uma grande defesa. No segundo tempo, dois gols sofridos, um pênalti desperdiçado e os velhos problemas de sempre vieram à tona: posse de bola sem conclusão e isolamento do centroavante. Até quando?

Milagre

Diante das circunstâncias da partida, somente um milagre garantiria melhor resultado ao Internacional. Não existe time no mundo, me atrevo a dizer, que suporte a ausência de cinco titulares, o desperdício de um pênalti e os erros do treinador. Sem dúvidas, é uma trinca difícil de encarar.

Interino

É verdade que Osmar Loss tinha apenas Lucas Roggia com opção para o ataque, porém, o treinador poderia ser mais criativo para tentar resolver o problema do quase náufrago Damião. O treinador escalou bem a equipe, controlou as ações na primeira parte do jogo, mas não soube recuperar o domínio quando o time de Abel passou a dar as cartas. Vejamos: Por que não alterar o time lançando João Paulo no meio e recuando Tinga para a posição de volante? Certamente, o jovem meia daria outra dinâmica ao setor ofensivo. Mas não, manteve o time com Wilson Matias e Elton até levar o gol. Treinador tem cada convicção difícil de aceitar, sejam eles interinos ou famosos.

Leitura

Outro fator que justifica que Loss errou na leitura do jogo envolveu o volante Wilson Matias. O camisa 8 levou cartão amarelo ainda no primeiro tempo e por ser atleta de contenção, seria uma temeridade mantê-lo em campo. Entretanto, mesmo quando resolveu alterar o time, Loss preferiu sacar Elton e deixou o Matias. Resultado: o volante que certa vez foi chamado de “Espetacular” pelo ex-presidente Fernando Carvalaho, fez um pênalti grosseiro e acabou expulso. Resultado: Fluminense 2 a 0.

Velha novidade

Ele voltou. Amado por alguns e odiado por muitos, Celso Juarez Roth (foto), campeão da Libertadores pelo Inter, novamente voltará a atuar no Grêmio. Conforme previsto – também por este iniciante colunista – Julinho Camargo não resisitu aos maus resultados (o último um empate em 2 a 2 contra o Atlético-MG, em casa) e acabou sendo substituído pelo “queridinho” do presidente Paulo Odone e, principalmente do agora homem forte do futebol gremista, Paulo Pelaipe.

Aposta

Em seis jogo à frente do tricolor, Camargo conseguiu apenas uma vitória. Embora tenha um futuro promissor, o treinador não resistiu à atual instabilidade, desconfiança e pressão que pairam sobre o tricolor na atualidade. Definitivamente, o momento não é para apostas. O mesmo é válido para o Internacional.

Espelho

Roth quer repetir no tricolor, o mesmo esquema que levou o rival a conquista do Bi-campeonato da América, ano passado. O polêmico 4-2-3-1 será o sistema tático do carrancudo treinador, tendo Gilberto Silva e Rochemback nas primeiras funções; uma linha de três meias, Leandro pela direita, Douglas centralizado e Lúcio pela esquerda – o que defendia este iniciante colunista – ; com André Lima no comando de ataque. Neste esquema, Leandro ganha importância fundamental, sendo um meia que tem a obrigação de aproximar-se do centroavante, como fazia Taison no colorado. Do contrário, André Lima sofrerá a mesma dificuldade de Damião: o ostracismo ofensivo.

Dupla em campo

No sábado, o Grêmio enfrenta o Palmeiras de Felipão, em São Paulo, às 18h30. Além de Roth, as outras novidades são o retorno de Bruno Colaço na lateral-esquerda – o que defendia este iniciante colunista – e a improvisação do volante Adílson, na lateral-direita - já que Gabriel e Mário Fernandes, estão lesionados. Pelos lados vermelhos, o Inter recebe o Cruzeiro no Beira-Rio, domingo, às 16h. Entre as mudanças, devem atuar Fabrício, no lugar do lateral-esquerdo Kléber, suspenso; além do ingresso do centroavante Jô ao lado de Damião. Boa sorte à dupla!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reformulação e antídoto


Desmanche

Assim com ocorrera no rival, o Grêmio também anunciou mudanças profundas em seu departamento de futebol. Deixa o cargo o vice eleito Antônio Vicente Martins, bem como os assessores José Simões e César Cidade Dias, que deixou o posto na semana passada. O diretor-executivo, Alexandre Faria, nem chegou a completar um mês no clube e também integra o “desmanche gremista”. Para a “salvação da lavoura”, uma velha e polêmica figura: assume como diretor de futebol remunerado, Paulo Pelaipe...

Crédito

Vice de futebol, em 2008, na melhor campanha do tricolor na história dos pontos corridos, sendo vice-campeão, Pelaipe parece ser o nome ideal para o atual momento. Homem de decisões fortes e profundo conhecedor do mercado da bola, foi ele quem “decobriu” o goleiro Victor no Paulista de Jundaí. No entanto, tenho apenas uma ressalva ao seu comportamento. Por vezes, o “cartola” integra o famigerado grupo de dirigentes falastrões e provocadores, do tipo Vitório Píffero - ex-presidente do Inter -, que sempre quando podem, alfinetam o rival. Entretanto, o momento não é propício. Mais do que nunca, é hora de trabalhar mais e falar menos.

Pênalti

Julinho Camargo está na marca do pênalti. A série de maus resultados coloquam em cheque a permanência do emergente comandante gremista. A pouca produtividade da equipe, atrelada a queda de todo o departamento de futebol e a volta de Pelaipe ao clube, são indícios fortes que ocorrendo um fracasso contra o Atlético-MG, na próxima quarta-feira, Camargo deverá deixar o cargo. O presidente Paulo Odone e Paulo Pelaipe (ambos na foto) são admiradores do trabalho de Celso Roth. A batata está assando para o lado de Julinho. Não tem outra saída. É vencer ou vencer!

Escolhas

Sem dúvidas, o tricolor carece de mais qualidade, notadamente na defesa e no ataque. No entanto, pelas peças dispostas no elenco, Julinho deveria fazer o Grêmio jogar mais. Algumas escolhas do treinador nas últimas partidas me parecem equivocadas. Entre elas, está a escalação de Lúcio na lateral-esquerda, em detrimento de Bruno Colaço. Lúcio é um jogador que se encaminha para o final da carreira e nem de longe, possui as outrora vitalidade. No entanto, ainda pode ser útil, principalmente pela forte jogada em velocidade pelo flanco canhoto. Desta forma, poderia tranquilamente ocupar a função de meia, em lugar do “sonolento” argentino Damián Escudero, desde que tenha outro meia - este articulador - , ao lado...

Tática

Falando nisso, é um pecado de lesa à “tática” escalar três volantes (Gilberto Silva, Rochemback e Adílson) e apenas Escudero na articulação. A proposta poderia até surtir efeito se no lugar de Escudero atuasse Marquinhos – já que devido a uma amigdalite, Douglas está fora. Longe de ser um primor técnico, o meia vindo do Avaí, ao menos é do lugar. Típico meia de articulação, centralizador, pensador do jogo. Escudero, não. Em que pese sua boa atuação diante do Flamengo, o argentino é jogador de lado de campo, de buscar vitória pessoal e não de organização. Desta forma, a bola dificilmente chega ao ataque. E aí, quem paga o “pato” são os avantes, sobretudo o centroavante André Lima.

Ainda órfão

Passando para a metade vermelha do Estado, é inadmissível que um clube do tamanho e a história do Internacional, esteja há tanto tempo sem treinador. Diversos nomes foram elencados e, muitos, rechaçados. “Queridinho” de Giovanni Luigi e de Fernando Carvalho, Cuca, ao que tudo indica, só não veio pela reprovação da torcida. Dunga disse que não foi procurado; Celso Roth, no momento, nem pensar; Abel Braga, recém assumiu o Fluminense. Não tem jeito, o único que me parece razoável na atual escassez de treinadores ditos “top”, é Dorival Júnior. Porém, o Atlético-MG, salvaguardado pela multa rescisória de R$ 5 milhões, segue apostando em seu comandante. Somente uma derrota vexatória para o tricolor, na próxima quarta-feira, deixaria Dorival perto do gigante da Beira-Rio. Aguardemos!

Efetivação

Com todo respeito a trajetória vitoriosa de Osmar Loss nas categorias de base, é uma temeridade efetivá-lo como treinador. Seu trabalho desenvolvido na Copa Audi - embora com méritos inegáveis – não pode ser parâmetro para conduzi-lo ao cargo . O torneio foi realizado em um ambiente completemente oposto a rotina de um grande clube. Contra Milán e Barcelona, a motivação dos jogadores é infinitamente superior aquela impregada cotidianamente.

Antídoto

O empate contra o Atlético-GO – mesmo com a série de desfalques - em pleno Beira-Rio é um dos tantos motivos que evidenciam a necessidade de um treinador experiente. Não pelo resultado isolado - afinal, o colorado já havia sido derrotado pelo Ceará e goleado pelo São Paulo em seus domínios - mas pela importância do cargo. O fato ganha ainda maior representatividade dentro do vestiário colorado, repleto de atletas vencedores e por vezes, sentindo-se “donos do clube”. Contra cobra criada, é preciso o antídoto correto. Não adianta delegar a uma criança a responsabilidade de chefiar um exército armado.

Dupla em campo

O Grêmio recebe o Atlético-MG, no Olímpico, na próxima quarta-feira, às 19h30. Por sua vez, o Internacional vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense de Abel Braga e Rafael Sóbis, às 21h de quinta-feira. Boa sorte à dupla!