segunda-feira, 30 de maio de 2011

Realidades distintas: Dupla x Barça


Outro mundo

Ao contrário do que normalmente ocorre, hoje começamos a coluna pelo futebol internacional. Nem poderia ser diferente, tratando-se de Barcelona. Com seis titulares formados em casa, o clube catalão é disparado a melhor equipe do mundo na atualidade. Com meias que marcam e atacam, defesa sólida e a genealidade de Lionel Messi, o resultado não poderia ser outro: vitória sobre o Manchester Unidet (3 x 1), tetracampeonato da Champions League e vaga assegurada ao Mundial de Clubes, em dezembro.

Escola

Ainda sobre o título do barça, poderia ser escrito uma coluna inteira elencando os méritos do time de Guardiola. Mas, somente alguns fatores já bastam para elucidar os méritos do time que dá aula de futebol, sem exageros. Com altíssimo acerto de passes, transição veloz entre defesa e ataque, valorização da posse de bola, o Barcelona está a anos luz à frente de qualquer outro time do planeta. Todos os conceitos defendidos aqui no Estado, por exemplo, são comprovados dentro de campo, como compactação, contunduência, profundidade e imposição. Tudo isso exposto taticamente no velho e bom 4-3-3, com variação para o 4-4-2. Futebol equilibrado, ofensivo e vencedor. Sem dúvidas, um alento à mediocridade geral esporte bretão. Viva o Barça, uma escola futebolística.

Realidade

Como nem tudo são flores, terminado o jogo de Messi & Cia migrei para o campeonato nacional. Sei que não posso exigir similaridade, mas a diferença chega a ser absurda. Ao ver a atuação do Internacional contra o Ceará em pleno Beira-Rio, no sábado e a vitória “caída do céu” do Grêmio contra o Atlético-PR, um dia depois, o sentimento foi de frustração. Por mais que a razão distingua bem as realidades, havia a esperança que a dupla apresentasse alguma evolução. Que nada, foi tudo como sempre, inclusive nas declarações de Falcão e Renato. A realidade, às vezes, é cruel!

Atestado

Não existe atestado maior de incompetência do que ser derrotado pelo Ceará, em casa. Com a velha morosidade de sempre, troca de passes laterais e poucas conclusões, o futebol do Internacional precisa de uma revolução urgente. Quando chegou ao Beira-Rio, Paulo Roberto Falcão dava indícios que seria a pessoa ideal para a tão falada reformulação. Mas, na prática, o que se vê é o mesmo Inter de Roth, sem repetição de equipe, com Damião, por vezes isolado, e três volantes na meia cancha (Bolatti, Tinga e Guiñazu). O time de Falcão ainda tem um agravante à filosofia anterior: com Falcão Oscar é reserva. Assim, fica difícil!

Acaso

Já que no dia a dia, nos treinamento e nos jogos, Falcão não consegue acertar o time, o acaso dará uma forcinha. Com a lesão de Daniel, finalmente o volante Glaydson deverá ganhar a titularidade na lateral-direita, caso o titular Nei ainda não retorne. Além disso, com a convocação de Mario Bolatti para a seleção argentina, o meio-campo colorado deverá ganhar mais equilíbrio, com dois volantes e dois meias. Para completar a metamorfose, bastaria ao comandante escalar o jovem Juan, ao lado do capitão Bolívar na defesa. Mesmo sendo ídolo, Falcão já está sofrendo com a animosidade da torcida. Futebol é resultado, não tem jeito e nem poderia ser diferente. Abre o olho, comandante!

Microfone

Como muitas vezes ocorre com Renato Portaluppi, Falcão está virando craque do microfone. Com ideia bem claras de futebol, detectando as principais fragilidades do time, o treinador vermelho fala com uma lucidez que chega a impressionar, mas o time simplesmente não joga. Para piorar ainda mais a relação teoria x prática, Falcão disse em uma rádio de Porto Alegre, ontem à noite: “O Internacional não possui grupo para vencer o Brasileirão. Precisa de reforços”. A dúvida que surge é a seguinte: Será que o Ceará possui grupo?

Bênção

Com o perdão da obviedade, vencer é fundamental. Mas, apesar dos três pontos, a atuação do Grêmio foi contrangedora, principalmente na segunda etapa. Com um ataque formado por Lins e Jr. Viçosa, com dois zagueiros improvisados nas laterais (Mário Fernandes e Neuton) e com os meias Lúcio e Douglas omissos, a vitória só poderia ter ocorrida como foi: com um gol contra. O recuo-chute (gol contra) do zagueiro Rafael Santos, ex-Inter, foi um dos lances mais bizonhos dos últimos tempos. O tricolor venceu, recuperou os pontos perdidos na estreia para o Corinthians, mas a atuação foi deficitária. Ao contrário do que pregou Renato, o atuação ficou longe de ser “fantástica”. Não nos iludamos...

Mérito

É óbvio que nem só de sorte a vitória foi contruída. Com mais uma atuação de luxo, o ótimo goleiro Victor uma vez mais justificou o porquê de ser presença constante na seleção brasileira e possuir o rótulo de ídolo gremista. Na verdade, os méritos precisam ser divididos entre todo o sitema defensivo, com menção honrosa também ao jovem Saimon, que mostrou-se firme pelo alto e destacou-se pelas antecipações precisas. Agora, que venham os reforços...

Cofres

Demorou, mas a direção tricolor está abrindo os cofres. Além das contratações do avante Miralles, do Colo-Colo e do multicampeão Gilberto Silva, do Panathinaikos, os próximos a desembracarem na Azenha deverão ser o meia Marquinhos do Avaí - com passagem pelo grande time do Santos no ano passado – e o meia-atacante Paredes, também do Colo-Colo. Se forem confirmados os reforços, o Grêmio aumenta consideravelmente o nível e coloca-se em outro patamar. No entanto, faltarão ainda, pelo menos um zagueiro, uma lateral-esquerdo e atacantes. Mãos à obra, cartolas!

Classificação e futuro

Com os resultados do final de semana, o Grêmio ocupa a 7ª colocação com quatro pontos e o Internacional é o 15° com apenas 1 ponto. No próximo domingo, o tricolor recebe o Bahia, no Olímpico, às 16h. Por sua vez, o Inter vai a Mato Grosso do Sul, enfrentar o América-MG, às 18h30. Boa sorte à dupla, será preciso e... muito!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Largada preocupante


Tabu

Estádio com pouco público, Santos com time reserva, a começar pelo treinador, e Internacional com o que tinha de melhor. Quem visse o cenário antes da partida, não hesitaria em apontar o colorado como favorito. Mas, a velha morosidade de sempre – exceto a decisão do Gauchão – novamente impediu a vitória vermelha. Com o empate de 1 x 1, gols de Keirisson (pênalti) para os paulistas e Zé Roberto, para o Inter, o time de Falcão segue longe das expectativas e sem jamasi ter vencido o Santos, na Vila Belmiro. Dizem que os tabus são feitos para serem quebrados, só esqueceram de avisar os colorados!

Imposição

Falcão adora falar em imposição. Mas, entre a teoria e a prática existe uma distância colossal que o treinador precisa resolver. Empatar com o time reserva do Santos, tendo arremato poucas vezes a gol, com passes infrutíferos, meia-cancha lenta e ataque pouco acionado, está longe do conceito defendido pelo treinador. Campeonato Brasileiro é uma decisão a cada partida. Depois não adianta lamentar: “Que pena, perdemos o título por dois pontos”. Este filme já foi visto...

Lateral-direita

Não é de hoje que o Internacional carece de um lateral-direito. Bem da verdade, desde a saída de Ceará, que notabilizou-se por neutralizar Ronaldinho na final do Mundial 2006, os colorados não possuem um camisa 2 afirmado. Pela posição, passaram o colombiano Bustos, os improvisados Bolíviar e Glaydson e, por último, Daniel. Mesmo sendo da função, tendo feito boas apresentações no extinto Inter B, o jovem não consegue se firmar e dificilmente, receberá novas oportunidades. No sábado, além de não apoiar, foi autor do pênalti que originou o gol santista. Pode até parecer ironia, mas o contestado Nei fez falta. Procura-se um lateral-direito, urgentemente!

Volância

A bela atuação de Tinga foi um alento na sonolenta atuação do Inter. Atuando recuado, como primeiro volante, o camisa 7 apresentou a velha energia de sempre, além de grande qualidade de passe e chegada à frente, como elemento surpresa. Por outro lado, contratado com grande cartaz, tendo disputado a última Copa do Mundo, o argentino Bolatti está em má fase. Volante precisa desarmar e o argentino apenas cerca. Haja trabalho para Tinga e Guiñazu.

Tropeço

Após perder o campeonato regional, em casa, o tricolor repetiu o insucesso no estádio Olímpico, na estreia pelo brasileirão, contra o Corinthians. A derrota por 2 x 1 uma vez mais enalteceu as fragildiades da equipe, sobretudo, na lateral-esquerda e no setor central da zaga. Desde a saída de Paulão, Renato não encontrou um substituto, que ao menos, “espante” o perigo da goleiro azul. Rafael Marques, Vilson, Mário Fernandes e por último, Saimon, naufragaram. Procura-se um camisa 3. Está passando tudo pelea defesa gremista. Pobre Victor...

Apreensão

Antes quase invencível dentro de casa, hoje, o Grêmio já computa três fracassos seguidos no estádio Olímpico. A instanbilidade do tricolor é preocupante. Uma direção morosa, um treinador sem opções e um grupo de jogadores insuficientes. Tudo isso, somados há dez anos sem títulos nacionais e a série de conquistas do rival, Inter, deixam os tricolores apreensivos e com razão. É Preciso trabalhar, trabalhar... Boa sorte aos azuis!

Experiência

Tanto a direção, quanto Renato alegam que os maus resultados passam pela falta de experiência da equipe. Me permitam discordar, mas o problema gremistas está na falta de futebol, de atletas capazes de honrar a grandeza do clube. Um lateral-esquerdo de qualidade, um defensor firme e um atacante goleador, certamente ajeitaram a equipe gremista, mesmo que sejam jovens. Por exemplo, o zagueiro Coates, do Nacional do Uruguai; o lateral-esquerdo reserva do Santos, Alexsandro e o atacante Keirison, também do Santos, não dispoem de tanta experiência assim, mas sem dúvidas, resolveriam os principais problemas da nação azul, preta e branca. São apenas três nomes para ilustrar o cenário. A dificuldade está no futebol, não na idade ou rodagem dos atletas.

Reforços

Depois da tradicional recuada estratégica, após surgir o interesse do Santos, o vice de futebol gremista, Antônio Vicente Martins anunciou a contratação do avante Ezequiel Miralles, destaque do Colo-Colo, do Chile. Além dele, o lateral-direito, Gabriel, conseguiu liberação do Panathinaikos da Grécia e assina por mais três temporadas. Da mesma equipe, vem o volante Gilberto Silva, pentacampeão mundial, em 2002 e titular de Dunga na última Copa. Entre as especulaões, ainda, está o meia/volante Ibson, ex-Flamengo e Anderson Polga, campeão da Copa do Brasil pelo próprio Grêmio, em 2001 e, igualmente, pentacampeão.

Banco

Indicativo da necessidade de reforços está em uma substituição feitas por Renato Portaluppi, no último domingo. Devido ao fraco desempenho ofensivo, sobretudo de Jr. Viçosa- que apesar de fazer três gols em dois Gre-Nais, está longe de atender as necessidades do Grêmio – o comandante fez certo ao alterar o ataque. Mas, ao olhar para o banco e chamar Lins, fica visível a fragilidade do elenco. Diante do quadro, o desfecho não poderia ser outro: nada mudou e a derrota foi consumada. É preciso qualificar o grupo, faz tempo!

Sábado à noite

Quem paga mais, leva. No mundo capitalista a regra é básica e há tempos define os horários do futebol brasileiro. Pois, neste ano, mais uma “grande” novidade: partidas às 21h, de sábado. Além dos jogos às 21h50min, de quarta-feira, o torcedor precisa se acostumar com mais essa “agradável” mudança. Eita futebol brasileiro...

Janela

Diversos equipes estão contratando atletas que estão atuando fora do país. Porém, a tão falada janela nacional de transferências tem início somente no mês de agosto, o que impede a inscrição dos atletas antes desse período. Como exemplos, o Grêmio já anunciou o atacante Ezequiel Miralles, do Colo-Colo, do Chile e o Corinthians, os meia Alex, ex-Inter e o atacante Emerson Sheik, ex-Fluminense. Já passou da hora da CBF mudar o regulamento. Afinal, até que provem o contrário, é função dela zelar pelos clubes, não é?

Estrangeiros

Outra mudança que está “caindo de maduro” diz respeito a limitação de estrangeiros. No atual regulamento, só podem ficar a disposição do treinador três jogadores não brasileiros por partida. Se fossem permitindo no mínimo cinco, certamente aumentaria o nível do futebol nacional. O maior salário pago pelos clubes brasileiros e a impossibilidade de concorrência com a Europa, transformariam o mercado sulamericano prioridade dos grandes Clubes do Brasil. Para isso, a CBF precisaria agir. Alguém acredita em Papai Noel?

terça-feira, 17 de maio de 2011

40 vezes dono do Estado


Hegemonia

Em matéria de títulos estaduais, o Internacional é o “dono do campinho”. Com a conquista nos pênaltis, em pleno estádio Olímpico, no último final de semana, os vermelhos celebraram seu 40° título, contra 36 do maior rival, o Grêmio. Além disso, a conquista corrobora a grande década vivida pelos colorados. Foi a 14ª conquista colorada nos últimos dez anos.

Reversão

Mesmo com a vantagem adquirida na primeira partida, o Grêmio não conseguiu confirmar o título na frente de seu torcedor. O Bicampeonato que parecia irreversível após o gol de Lúcio e diante da atuação nos primeiros minutos, se perdeu no imponderável que somente o futebol é capaz de protagonizar. O gols perdidos por Jr. Viçosa e Lins, além do ingresso de Zé Roberto e o gol de Andrezinho - mesmo machucado -,são apenas alguns dos fatores que justificam a conquista colorada. Independente do resultado foi um espetáculo e tanto. Parabéns aos colorados pela brava e merecida conquista.

Redenção

Assim como a final dos dois turnos, a finalíssima que consagrou o Internacional como melhor equipe do Gauchão 2011 também foi decidida nas marcas do pênalti. Vilão nos dois jogos, o goleiro Renán, que deixou a bola escapar nos pés de Borges, defendeu três cobranças e foi protagonista do caneco. Mesmo o mais otimista dos colorados não poderia acreditar que o inconstante arqueiro vermelho pudesse superar Victor, goleiro de seleção e um dos melhores da posição no país. Mais um episódio que somente o futebol pode explicar. Sorte dos colorados!

Diferencial

Grêmio e Internacional se igualaram em quase tudo. Nos gols no placar agregado, nas vitórias, na bravura, no futebol e na qualidade das equipes. Porém, é inegável a maior qualidade do grupo colorado. Foi justamente do banco de reservas que saiu a grande surpresa colorada. Após tentar Juan na lateral e Kléber na meia-cancha, Falcão simplificou, chamou Zé Roberto e deixou o Inter com maior força ofensiva. A medida foi mais do que exitosa e além de participar dos três gols colorados (3 x 2), o camisa 18 ainda foi o autor da última cobrança que garantiu a festa vermelha (5 x 4). Zé Roberto saiu do ostracismo e foi o destaque do Gre-Nal. Eita futebol...

Futuro

Festa justificada, volta Olímpica dada, taça erguida, mas a vida continua. O Campeonato Brasileiro inicia no próximo final de semana e é fundamental que a dupla se reforce. A começar pelo Internacional, é preciso no mínimo um lateral direito titular, um esquerdo reserva, além de dois atacantes capazes de disputar a titularidade. Além disso, a camisa 1 segue incógnita e também merece atenção. Mesmo nos pênaltis, ganhar é fundamental. No entanto, a euforia precisa ficar somente com o torcedor. Nos bastidores, sabe-se que muito ainda precisa ser feito. Desde 79, os colorados não festejam o brasileirão. Para terem ideia, o protagonista daquele título era o atual técnico, Paulo Roberto Falcão. Mãos à obra, direção!

Ressaca

Respeitando-se o baque natural de perder o título em casa para o maior rival, a vida também continua para o Grêmio. Assim como o rival, alguns reforços são imprescindíveis, a começar pela lateral-esquerda. Já foram testados Gilson, Neuton e Bruno Colaço - o que melhor respondeu, mas está há meses lesionado. Além disso, é preciso investir na contratação de atacantes e no mínimo de um defensor. Com a provável saída de Borges para o Santos e diante das atuações de altos e baixos de Viçosa e Leandro, um “homem-gol” seria muito bem-vindo. A não ser que André Lima, que também está lesionado, retorne logo à boa e velha forma. O Brasileirão já está batendo a porta. É o tricolor e sua corrida contra o tempo!

Dupla em campo

O Internacional estreia no certamente nacional no próximo sábado, contra o Santos na Vla Belmiro, às 21h. Menos mal para os vermelhos, que devido a disputa da Copa Libertadores, o time do técnico Muricy Ramalho deverá ser misto. Por outro lado, os gremistas recebem o Corinthians do técncio Tite e do centroavante Liedson, no domingo, às 16h. Boa sorte à dupla!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Com a mão na taça



Dinâmico

No Gre-Nal passado, de maneira acovardada, Renato Portaluppi escalou uma equipe para empatar e foi castigado com a derrotada nos pênaltis. Porém, no primeiro jogo da final, no Beira-Rio, o treinador foi ousado, simplificou e trouxe o tão falado equilíbrio ao Grêmio. Mesmo com o meia Lúcio sem condições de iniciar a partida, o comandante voltou a antiga estrutura tática da equipe, em formato losango, com Rochemback recuado, Fernando na direita, Escudero na esquerda e Douglas mais avançado. A iniciativa garantiu robustez defensiva ao Grêmio, neutralizando as principais individualidades do Internacional, além de refletir em maior posse de bola. Renato está de parabéns. Criticado na semana passada e ovacionado hoje. É o futebol e seu característico dinamismo!

Dupla

Autores dos gols na vitória por 3 a 2, Jr. Viçosa e o jovem Leandro foram os destaques do tricolor. O primeiro pelos gols marcados e o segundo, pela intensa movimentação que literalmente, desmontou o sistema defensivo vermelho. Com velocidade e dribles, o camisa 21 confirmou toda a expectativa criada em torno dele. Por tratar-se de um jovem de 17 anos é preciso prudência e muitas vezes “blindar” o atleta. Mas, diante da atuação do guri no Gre-Nal, uma questão se impõe: por que Renato não o escalou na partida contra o Universidad Católica, na última quarta-feira, quando o tricolor precisaria vencer por dois gols de diferença?

Resultado

Às vezes, o resulto salva o treinador. Mesmo com a série de acertos na partida, Renato errou feio ao substituir Leandro e colocar Lins. Sem a retenção de bola no ataque, o Internacional reequilibrou a disputa tanto que conseguiu o empate através de Leandro Damião. Não fosse o segundo gol de Viçosa, certamente Renato seria cobrado pela substituição. Na média Renato foi bem, teve méritos na escalação, substituiu com acerto Douglas por Lúcio, mas se equivocou ao retirar Leandro. Ao contrário do que ocorreu na semana passada, Renato foi competente e contou com a sorte do resultado. Nada como um dia após o outro!

Capitão

Fábio Rochemback é acima da média. Natural de soledade, o volante que começou no Internacional, no ano 2000, foi transferido para o Barcelona, teve passagens pelo futebol inglês e português, demorou a readquirir a forma física, mas hoje é uma unanimidade. Típico centro-médio moderno, o capitão gremista faz todas as funções necessárias ao atleta da função: marca com eficiência, tem qualidade no passe e no lançamento, organiza a defesa e possui arremate potente. O camisa 5 foi destaque defensivo do Gre-Nal. Rochemback é uma afirmação, com toda a justiça.

Desajuste

Além dos fatores elencados anteriormente, a vitória gremista passa também pela fragilidade do sistema defensivo do Internacional. É simplificação eleger os zagueiros Bolívar e Rodrigo, e os laterias Nei e Kléber como carrascos pelo insucesso. É lógico, que individualmente, sobretudo, Nei e Bolíviar, estão devendo, mas o fracasso é coletivo. É preciso observar a falta de proteção da defesa, que teoricamente seria feita pelos volantes Bolatti e Tinga. Com a suspensão de Guiñazu, o colorado foi incapaz de desarmar o adversário. Com Bolatti apenas cercando e Tinga cometendo excessivas faltas, o Grêmio alugou o meio-campo. Como o setor é aonde se define o jogo, o resultado não poderia ser outro: Grêmio vencedor e com uma mão na taça.

Responsabilidade

Em que pese o naufrágio de individualidades, como o goleiro Renán- que falhou em dois gols – e D’Alessandro, os maiores problemas do Internacional são de ordem coletiva. O fato tem ligação direta com o trabalho de Paulo Roberto Falcão. Longe de conseguir por na prática o que defende na teoria, o ídolo colorado tem muito trabalho pela frente. Nesta semana, finalmente terá tempo para trabalhar. Está na hora das desculpas darem lugar a produção. Futebol é resultado, vitória, bola na rede e taça no armário. O resto é conversa para boi dormir!

Dois atacantes

É lógico, que Falcão não é responsável por tudo. Um exemplo está na ausência de um nome incontestável para ocupar o ataque ao lado de Damião. Mesmo com a torcida clamando por dois atacantes – proposta também sugerida por este colunista –, certamente, Falcão insiste com apenas Damião na frente, pela incapacidade dos outros atacantes disponíveis. No primeiro tempo, Rafael Sóbis e no segundo Fernando Cavenaghi, mal tocaram na bola. Ao contrário do que muitos dizem e até se imaginava, o grupo de jogadores não é tão qualificado assim. Faltam reforços pontuais na lateral-direita, na defesa e no ataque. Mãos à obra direção...

Reciclagem

É preciso renovar o grupo de jogadores. Alguns dos reforços podem ser adquiridos no próprio elenco, sobretudo no que diz respeito aos defensores. Os zagueiros Rodrigo Moledo, destaque do time B e o jovem Juan, são nomes cotados para figurar no time principal em breve. Anotem aí...
Fim de papo
É claro que Gre-Nal é Gre-Nal. Mas, diante da vantagem adquirida, podendo perder por até um gol de diferença e jogando no Olímpico, o Grêmio é o virtual campeão gaúcho de 2011. O desfecho só será diferente se Falcão conseguir ajustar o colorado em sete dias. Como em futebol não existe mágica, e, sobretudo, pela passividade dos jogadores do Inter, o título gremista é apenas uma questão de tempo.

Itália

Com empate sem gols, no estádio Olímpico de Roma, o Milán quebrou a hegemonia da rival Inter e celebrou seu 18° título italiano. Com três rodadas de antecedência, o time dos brasileiros Pato, Robinho e Thiago Silva garantiu o caneco que desde 2004 não tinha o estádio Giuseppe Meazza como destino. Parabéns a colônia rossonera no Brasil!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quarta-feira de cinzas



Vexame

Dos cinco times brasileiros presentes na etapa de oitavas-de-final da Copa Libertadores, apenas o Santos permanece na competição. Além da já esperada desclassificação do Grêmio, o futebol brasileiro precisa ingerir ainda os fracassos de Internacional - que perdeu em casa para o Peñarol do Uruguai - , do Fluminense, derrotado pelo Libertad do Paraguai e a maior surpresa de todas, a eliminação do Cruzeiro, em casa, para o Once Caldas da Colômbia. O mais agravante de tudo é que os adversários que “varreram” os brasileiros da maior competição do continente, estão longe de serem grandes equipes e possuem investimentos muito inferiores as equipes que derrotaram. No Brasil estão gastando muito e jogando pouco. Durma-se com um barulho desses!

Perplexidade

Mesmo podendo empatar em 0 x 0, tendo ao lado o apoio massivo do torcedor e contando com a vantagem no marcador após gol de Oscar, novamente, o Internacional naufragou (1 x 2). Não é de hoje que a pouca efetividade do ataque é o grande problema vermelho, sobretudo, pela insistência dos treinadores em escalar o time no esquema 4-2-3-1. Antes era Celso Rorh e agora, é Paulo Roberto Falcão. Qualquer esquema pode surtir bom resultado se existir jogadores aptos a cumpri-lo, o que não ocorre com o Inter nesta formatação. Já passou da hora de os colorados atuarem com dois avantes. Quantos fiascos ainda serão necessários para a comissão técnica mudar? Mazembe, Peñarol...

Barcelona

Enche os olhos a maneira com que o Barcelona atua. Perdendo ou ganhando, faz três anos que os espanhóis não terminam uma partida sem ter mais posse de bola que o adversário. O modelo de jogo, de certa forma, inspira a equipe colorada, mas alguém precisa avisá-los que é preciso chutar a gol. Do contrário, Kléber toca para um lado, Guiñazu devolve, D’Alessandro gira em cima de si próprio, Andrezinho erra o passe e nada ocorre. Enquanto isso, Leandro Damião, um dos melhores centroavantes do mundo – sem exagero – fica sem receber uma bola sequer em condições de arremate. Não é de hoje que falo. Falcão precisa ajustar o sistema ofensivo.“Futebol é bola na rede”, sempre foi e continuará sendo. Futebol com toques laterias é bem-vindo somente na tradicional roda de bobinho.

Equívoco

Quando chegou ao Beira-Rio, Falcão teve tratamento de Rei. Ovacionado por 95% dos torcedores colorados e contando com o apoio da imprensa gaúcha, o eterno ídolo colorado era a esperança fazer o time colorado jogar mais. Mesmo com os resultados iniciais satisfatórios, o comandante vem acumulando erros sucessivos ao alterar a equipe. Contra o Peñarol, novamente mexeu mal. Mesmo com Rafael Sóbis e Cavenaghi, no banco, Falcão optou por Tinga e Ricardo Goulart para tentar a virada que classificaria os vermelhos. Com isso, o desfecho não poderia ser outro. Diante da opção do treinador, tenho a impressão que nem em cinco horas de futebol o colorado conseguiria reverter o quadro. Abre o olho comandante.

Morte anunciada

Até as paredes já sabiam que somente um milagre classificaria o Grêmio. Com oito desfaques, isso mesmo, oito, o time de Renato deu o máximo, correu os 90 minutos, transpirou bastante, tentou de todas as formas, mas perdeu novamente (1 x 0). Se no Olímpico, com o apoio da torcida,a atuação já foi insuficiente, imaginem no Chile, tendo os atacantes Lins e Jr. Viçosa como esperanças de gol. Nada contra os atletas, eles só estão lá porque alguém os contratou, mas convenhamos, ambos estão longes das exigências e da pujança do Grêmio. Sem dúvidas, a direção gremista é principal responsável pelo fracasso tricolor. A história gremista exige muito mais e a torcida, nem se fala.

Silêncio

Paulo Odone é um reconhecido político gaúcho. Mais do que isso, é um dirigente de futebol com relativo sucesso. No entanto, alguém precisa avisá-lo, que no futebol, muitas vezes, o silêncio vale ouro. Depois de 20 minutos da eliminação, com um time tendo visíveis precariedades no grupo - o que revela omissão dos dirigentes - não é aconselhável que o mandatário do clube venha aos microfones falar da futura Arena ou da suspeita “Imortalidade”. O fato lembrou-me o então Presidente Flávio Obino, quando do rebaixamento para a segunda divisão, em 2004: “Temos o melhor site so Brasil”. Por favor, respeitem os ouvidos alheios!

Futuro

Cerca de seis atletas serão contratados para o Brasileirão. É o mínimo que a direção gremista pode fazer pelo torcedor na atualidade. O primeiro reforço deverá ser o centroavante argentino, Ezequiel Miralles, do Colo-Colo, do Chile. Ao lado do chileno Esteban Paredes, os dois são duas das grandes revelações da Libertadores 2011. Embora jogue menos que Paredes, Miralles é um grande reforço, na teoria. Acontece o que acontecer, duvido que produza menos que Borges ou Lins. Por tudo isso, o argentino é uma grande aposta. Ponto para a direção. Antes tarde do que nunca!

Copa do mundo

Quase sempre rejeitado e muitas vezes menosprezado, o campeonato gaúcho virou Copa do Mundo para a Dupla Gre-Nal. O certamente que já fio batizado de “Cafezinho” pelo Grêmio e fez o Inter criar o time B, agora é a grande e intransferível prioridade do semestre. O fato é cômico para não dizer, trágico. Será bonito de ver, os antes soberbos dirigentes da dupla, agora terão de calçar as chuteiras da humildade. Vão ordenar que os atletas disputem cada palmo do campo como se fosse um prato de comida. Além disso, não precisarão poupar titulares e os treinadores terão o tão desejado tempo para treinar. Acabaram as desculpas. Gauchão é o prêmio de consolação. Amargo e vingativo. Que sirva de lição!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O maior clássico do país


Percentagem

O clássico Gre-Nal, válido pela final da Taça Farroupilha, foi a síntese histórica do da maior rivalidade do país. Polêmica, expulsão, marcação, reclamação de arbitragem e dramaticidade. Além disso, foi a primeira ez que os dois maiores ídolos da dupla, se enfrentaram como treinadores. Mesmo dominando 75% do clássico, o Internacional novamente pecou pela falta de conclusões, o que possibilitou ao Grêmio, durante os 25% de domínio, mostrar eficiência, igualar o marcador e levar a decisão para as cobranças da marca penal. A vitória colorada (foto), além de ser um presente pela imposição técnica na maior parte do jogo, provoca a tão aguardada finalíssima. Agora, serão mais dos clássicos para que o Campeão Gaúcho seja decidido. Respeitando as tradições gaúchas, ficou melhor assim: final com Gre-Nal tem outro sabor!

Contundência

Com duas linhas de quatro no meio-campo e adiantando um pouco o meia D’Alessandro, Falcão contriubuiu para que o colorado mandasse no Gre-Nal. Com trocas rápidas de passe, infiltrações e tarde inspirada de Leandro Damião, a partida poderia ter sido decidia no tempo normal, se o velho problema não se repetisse. A falta de contundência, de finalização e objetividade, não permitiu que a atuação se refletisse no placar. Além disso, a fraca jornada do meia Oscar - que teve a escalação defendida por este colunista -, favoreceu ao cenário. O treinador precisa resolver a questão. Posse de bola e volume de jogo não decidem jogos, muito menos, conquistam títulos. “Futebol é bola na rede”, com o perdão da obviedade.

Pequenês

Em quase 20 anos que acompanho Gre-Nais, nunca vi uma equipe tão acovardada, quanto o Grêmio do primeiro tempo. Mesmo com o número excessivo de lesões e a escassez de valores, nada justifica a escalação de Renato Portaluppi. É inadmissível que um clube do tamanho do Grêmio, dispute uma partida com três zagueiros e três volantes, ainda mais tratando-se de um clássico. A pequenês de Renato, deixou o Grêmio refém das circunstâncias. Menos mal, para os gremistas, que com as lesões de William Magrão e a expulsão do colorado Guiñazu, equilibraram a equipe. Renato teve mais sorte do que juízo, mas foi punido nos pênaltis. Um castigo merecido para quem entrou para empatar!

Plantão

A mesma covardia acometeu Falcão. A diferença é que o treinador recuou a equipe faltando 5 minutos para o término da partida, estando vencendo e com um a menos. No entanto, os “deuses do futebol” estavam de plantão e não perdoam o comandante colorado. Com o cansaço de Andrezinho – de boa atuação, é verdade, embora tenha outros que poderiam ocupar a posição com maior qualidade -, o treinador chamou o zagueiro-lateral Juan, mandando Kléber para o meio-campo. A atitude chamou o tricolor para o gol de Renán e através do “abafa”, da insistência e da bola parada, o Grêmio empatou e forçou os pênaltis. Falcão poderia ter posto Zé Roberto e assim, ganharia uma importante peça para o contra-ataque a a retenção de bola no ataque. Falcão optou, errou e pagou o preço. Futebol e covardia não combinam, mesmo que seja momentânea!

Polêmicas

Gre-Nal é polêmico até no par ou ímpar. No último domingo, duas reclamações, uma para cada lado, nortearam as discussões sobre a arbitragem de Márcio Chagas da Silva. Os gremistas reclamam falta de Leandro Damião no zagueiro Rodolfo, antes da marcação do gol colorado. Por sua vez, os colorados protestam sobre a escolha da meta para a cobrança de pênaltis, já que Chagas escolheu a goleira em que estavam os torcedores gremistas. Creio que a arbitragem tenha acertado nos dois episódios. Damião girou o corpo de maneira legal antes do gol e os pênaltis foram cobrados onde havia a presença de torcedores das duas equipes. Porém, concordo com o “choro” colorado, que diz que o primeiro cartão de Guiñazu foi excessivo, mas, respeito a interpretação do árbitro. Mas, faz parte. Gre-Nal sem polêmica não é Gre-Nal.

Destempero

O que é inadmissível é a reação do vice de futebol do Inter, Roberto Siegmann. Mesmo em contrariedade com o árbitro, um diretor de futebol, que representa milhares de torcedores, não pode perder a cabeça e ir para os microfones insultar o árbitro. Reclamação, é uma coisa, mas chamar o árbitro de “mal-intencionado”, é um exagero inadimissível. Errando ou acertando, o árbitro merece respeito, a não ser que haja de má fase e seja comprovado, como no caso do ex-árbitro, Edilson Pereira de Carvalho – no escândalo da arbitragem no Brasilierão 2005.

Amadorismo

Outro fator digno de repúdio foi a presença dos dirigentes nas casamatas, antes da cobrança dos pênaltis. Além disso, a montagem do pódio, antes do final da decisão penal e a própria presença do presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Noveletto, no gramado, trouxeram um caráter amador para o espetáculo. É preciso profissionalizar o gauchão, a começar pela FGF e os dirigentes da dupla Gre-Nal.

Redenção

Moção de parabenização ao goleiro Renán, que além de intervenções seguras, ao longo dos 90 minutos - embora o tricolor tenha feito parcas conclusões -, defendeu a cobrança de pênalti do jovem volante Fernando. Depois de assumir a condição de titular após a lesão de Lauro, o goleiro natural de Viamão parece ter readirido a condição técnica que o levou para a seleção brasileira – muito pela atuação do novo preparador de goleiros Marquinho. Renán há pouco viveu um drama pessoal, tendo perdido a mãe em um acidente automobilístico, estando o pai, ainda hospitalizado. Por sua dedicação e comprometimento profissional, merece todo o sucesso do mundo.

Imortalidade

O que já estava difícil, tornou-se praticamento impossível. Além da necessidade de vencer por dois gols de diferança – ou um, a partir dos 3 a 2 - o tricolor precisa superar os diversos desfaques para o jogo de volta contra o Universidad Católica, na próxima quarta-feira, às 21h50min, no Chile. Além de André Lima, Victor e Lúcio, que já estavam lesionados, Renato precisa administrar as ausências de Fábio Rochemback, Gabriel, William Magrão, machucados no Gre-Nal e de Borges, suspenso. Se bem, que pelo mal momento do centroavante, a ausência de Borges nem está sendo muito sentida. Falando nisso, acho que o camisa 9 está com seus dias contados na Azenha. É preciso invocar a tão conhecida importalidade. Boa sorte aos gremistas.

Vaga

Em situação muito mais confortável, após o empate de 1 a 1, em Montevidéu, o colorado recebe o Peñarol no Beira-Rio, na quarta-feira, às 19h30min. O time de Falcão está a um 0 x 0 da classificação às quartas-de-final. Se passar, os colorados enfrentam o vencedor de Grêmio e Universidade. Podemos ter mais Gre-Nais à vista. Boa sorte aos colorados!