quarta-feira, 25 de maio de 2011

Largada preocupante


Tabu

Estádio com pouco público, Santos com time reserva, a começar pelo treinador, e Internacional com o que tinha de melhor. Quem visse o cenário antes da partida, não hesitaria em apontar o colorado como favorito. Mas, a velha morosidade de sempre – exceto a decisão do Gauchão – novamente impediu a vitória vermelha. Com o empate de 1 x 1, gols de Keirisson (pênalti) para os paulistas e Zé Roberto, para o Inter, o time de Falcão segue longe das expectativas e sem jamasi ter vencido o Santos, na Vila Belmiro. Dizem que os tabus são feitos para serem quebrados, só esqueceram de avisar os colorados!

Imposição

Falcão adora falar em imposição. Mas, entre a teoria e a prática existe uma distância colossal que o treinador precisa resolver. Empatar com o time reserva do Santos, tendo arremato poucas vezes a gol, com passes infrutíferos, meia-cancha lenta e ataque pouco acionado, está longe do conceito defendido pelo treinador. Campeonato Brasileiro é uma decisão a cada partida. Depois não adianta lamentar: “Que pena, perdemos o título por dois pontos”. Este filme já foi visto...

Lateral-direita

Não é de hoje que o Internacional carece de um lateral-direito. Bem da verdade, desde a saída de Ceará, que notabilizou-se por neutralizar Ronaldinho na final do Mundial 2006, os colorados não possuem um camisa 2 afirmado. Pela posição, passaram o colombiano Bustos, os improvisados Bolíviar e Glaydson e, por último, Daniel. Mesmo sendo da função, tendo feito boas apresentações no extinto Inter B, o jovem não consegue se firmar e dificilmente, receberá novas oportunidades. No sábado, além de não apoiar, foi autor do pênalti que originou o gol santista. Pode até parecer ironia, mas o contestado Nei fez falta. Procura-se um lateral-direito, urgentemente!

Volância

A bela atuação de Tinga foi um alento na sonolenta atuação do Inter. Atuando recuado, como primeiro volante, o camisa 7 apresentou a velha energia de sempre, além de grande qualidade de passe e chegada à frente, como elemento surpresa. Por outro lado, contratado com grande cartaz, tendo disputado a última Copa do Mundo, o argentino Bolatti está em má fase. Volante precisa desarmar e o argentino apenas cerca. Haja trabalho para Tinga e Guiñazu.

Tropeço

Após perder o campeonato regional, em casa, o tricolor repetiu o insucesso no estádio Olímpico, na estreia pelo brasileirão, contra o Corinthians. A derrota por 2 x 1 uma vez mais enalteceu as fragildiades da equipe, sobretudo, na lateral-esquerda e no setor central da zaga. Desde a saída de Paulão, Renato não encontrou um substituto, que ao menos, “espante” o perigo da goleiro azul. Rafael Marques, Vilson, Mário Fernandes e por último, Saimon, naufragaram. Procura-se um camisa 3. Está passando tudo pelea defesa gremista. Pobre Victor...

Apreensão

Antes quase invencível dentro de casa, hoje, o Grêmio já computa três fracassos seguidos no estádio Olímpico. A instanbilidade do tricolor é preocupante. Uma direção morosa, um treinador sem opções e um grupo de jogadores insuficientes. Tudo isso, somados há dez anos sem títulos nacionais e a série de conquistas do rival, Inter, deixam os tricolores apreensivos e com razão. É Preciso trabalhar, trabalhar... Boa sorte aos azuis!

Experiência

Tanto a direção, quanto Renato alegam que os maus resultados passam pela falta de experiência da equipe. Me permitam discordar, mas o problema gremistas está na falta de futebol, de atletas capazes de honrar a grandeza do clube. Um lateral-esquerdo de qualidade, um defensor firme e um atacante goleador, certamente ajeitaram a equipe gremista, mesmo que sejam jovens. Por exemplo, o zagueiro Coates, do Nacional do Uruguai; o lateral-esquerdo reserva do Santos, Alexsandro e o atacante Keirison, também do Santos, não dispoem de tanta experiência assim, mas sem dúvidas, resolveriam os principais problemas da nação azul, preta e branca. São apenas três nomes para ilustrar o cenário. A dificuldade está no futebol, não na idade ou rodagem dos atletas.

Reforços

Depois da tradicional recuada estratégica, após surgir o interesse do Santos, o vice de futebol gremista, Antônio Vicente Martins anunciou a contratação do avante Ezequiel Miralles, destaque do Colo-Colo, do Chile. Além dele, o lateral-direito, Gabriel, conseguiu liberação do Panathinaikos da Grécia e assina por mais três temporadas. Da mesma equipe, vem o volante Gilberto Silva, pentacampeão mundial, em 2002 e titular de Dunga na última Copa. Entre as especulaões, ainda, está o meia/volante Ibson, ex-Flamengo e Anderson Polga, campeão da Copa do Brasil pelo próprio Grêmio, em 2001 e, igualmente, pentacampeão.

Banco

Indicativo da necessidade de reforços está em uma substituição feitas por Renato Portaluppi, no último domingo. Devido ao fraco desempenho ofensivo, sobretudo de Jr. Viçosa- que apesar de fazer três gols em dois Gre-Nais, está longe de atender as necessidades do Grêmio – o comandante fez certo ao alterar o ataque. Mas, ao olhar para o banco e chamar Lins, fica visível a fragilidade do elenco. Diante do quadro, o desfecho não poderia ser outro: nada mudou e a derrota foi consumada. É preciso qualificar o grupo, faz tempo!

Sábado à noite

Quem paga mais, leva. No mundo capitalista a regra é básica e há tempos define os horários do futebol brasileiro. Pois, neste ano, mais uma “grande” novidade: partidas às 21h, de sábado. Além dos jogos às 21h50min, de quarta-feira, o torcedor precisa se acostumar com mais essa “agradável” mudança. Eita futebol brasileiro...

Janela

Diversos equipes estão contratando atletas que estão atuando fora do país. Porém, a tão falada janela nacional de transferências tem início somente no mês de agosto, o que impede a inscrição dos atletas antes desse período. Como exemplos, o Grêmio já anunciou o atacante Ezequiel Miralles, do Colo-Colo, do Chile e o Corinthians, os meia Alex, ex-Inter e o atacante Emerson Sheik, ex-Fluminense. Já passou da hora da CBF mudar o regulamento. Afinal, até que provem o contrário, é função dela zelar pelos clubes, não é?

Estrangeiros

Outra mudança que está “caindo de maduro” diz respeito a limitação de estrangeiros. No atual regulamento, só podem ficar a disposição do treinador três jogadores não brasileiros por partida. Se fossem permitindo no mínimo cinco, certamente aumentaria o nível do futebol nacional. O maior salário pago pelos clubes brasileiros e a impossibilidade de concorrência com a Europa, transformariam o mercado sulamericano prioridade dos grandes Clubes do Brasil. Para isso, a CBF precisaria agir. Alguém acredita em Papai Noel?

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