Realidade
Mesmo com Olímpico
lotado, o Grêmio sucumbiu diante de seu maior e único adversário de respeito na
Copa do Brasil deste ano, o Palmeiras. Mesmo tomando a iniciativa, o time de
Luxemburgo não conseguiu superar a barreira imposta por Felipão e ainda foi
castigado por dois gols no final. Longe de “terra arrasada” ou de apontarmos os
vilões para a derrota, o resultado ilustra uma dura realidade: a fragilidade técnica
do Grêmio.
Adversários
É comum e até natural
que os resultados mascarem as debilidades do time. Com o rótulo de equipe “100%
na Copa do Brasil”, o tricolor foi cumprido sua missão e eliminou um por um de
seus oponentes: River-SE, Ipatinga, Fortaleza e Bahia. Diante do Palmeiras,
entretanto, o desafio foi maior e o tricolor naufragou nos primeiros 90
minutos. Mas, ainda há esperanças. Próxima quinta-feira, às 21h. É hora de
invocar a imortalidade... Boa sorte aos tricolores!
Meio-campo
Com a mesma estrutura tática desde a vitória contra o
Internacional no primeiro turno do Gauchão, o Grêmio atua no formato losango,
tendo os volantes Souza e Léo Gago, responsáveis por colaborar com o único meia
de ofício, Marco Antônio. Porém, muito bem marcado e pouco participativo, este
último tocou poucas vezes na bola, “fugiu” de uma dividida e deixou o campo sob
vaias. Restou então a Souza e, sobretudo, a Léo Gago, desempenharem o papel
“inexistente” no time desde a saída de Douglas: a articulação.
Flanco
Com o meio-campo
congestionado pelo Palmeiras, restou aos laterais gremistas auxiliarem nas
tarefas ofensivas. Como Gabriel tinha o meia-atacante Luan às costas e não pode
apoiar com naturalidade, coube ao improvisado Pará, no setor esquerdo, liderar
as ações pelo flanco. Porém, destro, o camisa 31 não conseguiu chegar ao fundo
e em todas as jogadas “cortou” para o meio o que facilitou a marcação. Como
providência na segunda etapa, Luxa inverteu as posições: trouxe o canhoto Léo
Gago para lateral e deslocou Pará para o meio. Uma interessante alternativa,
mas que não foi capaz de passar pela fechadíssima defesa Palmeirense.
Reforços
Para o futuro, a expectativa é que os dois problemas
relatados fiquem no passado: com as contratações de Zé Roberto e Fábio Aurélio,
o tricolor tende a resgatar a figura do clássico camisa 10, pensador, criativo
e com capacidade de decidir com apenas um passe, além de ter um competente
ala-lateral, no caso de Aurélio – se conseguir superar o excesso de lesões das
últimas temporadas.
Ataque
Começando com Kléber e Miralles, Luxemburgo apostou na
idolatria e, principalmente, na rixa do Gladiador contra Felipão. Mesmo assim,
visivelmente fora de ritmo e fortemente marcado, o camisa 30 não conseguiu
repetir suas atuações destacadas. Na hora de alterar o ataque, o treinador
cometeu um equívoco: além de retirar Kléber, sacou também Miralles. Discordo: com
André Lima ou Marcelo Moreno, Miralles poderia atuar como gosto e na função que
rende mais, a segunda posição de ataque e não entre os zagueiros, como
centroavante, como foi “forçado” a jogar para compor a dupla com Kléber.
Méritos
Além das dificuldades expostas, é preciso enaltecer a
postura de Palmeiras. Impecável no cumprimento da estratégia estabelecida por
seu treinador, o “Porco” consagrou seu hino que aborda “defesa que ninguém
passa”, além de ter nas figuras de Luan, do lateral-esquerdo Juninho e do
zagueiro-volante Henrique, protagonistas no belíssimo resultado conquistado no
Olímpico. Além disso, a famosa “mão do treinador”consagrou as substituições de
Felipão: Cicinho – que entrou na vaga do lesionado Arthur, fez a assistência
para o primeiro gol paulista, do atacante Mazinho – recém entrado na vaga do
sonolento Daniel Carvalho. O segundo, já no apagar das luzes, foi marcado pelo
centroavante Barcos, de cabeça.
Brasileirão
Tendo apenas o
Campeonato Brasileiro para disputar no segundo semestre, o Internacional volta
a campo no próximo sábado, às 18h30 no Beira-Rio. Contra o Botafogo, a grande
notícia é o retorno dos chamados titulares do setor ofensivo: D’Alessandro, lesionado,
e Oscar e Damião, que estavam na seleção brasileira; além do volante Guiñazu, a
serviço do selecionado argentino. Boa sorte aos colorados!
Eurocopa
Sobre a Eurocopa
realizada na Polônia e Ucrânia, ao contrário do que vimos na Copa de 2010, os
jogos estão com bom nível técnico e grandes disputas. Destaque até agora, a
seleção da Alemanha, base do Bayer de Munique, é a grande equipe até agora,
tendo o centroavante Mário Gomez, como um dos artilheiros do torneio com três
gols. Em contrapartida, a Holanda é a grande decepção, com duas derrotas.
Falado nisso, aposto nos alemães como vencedores deste ano, além, de
candidatíssimos a Copa de 2014 no Brasil. É apenas um misto de palpite e
torcida, mas anotem!
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Fotos: amoogremio.blogspot, gremio.net e lancenet.com






