Legado
O
Internacional venceu, mas não convenceu. O chavão se justifica para retratar a
vitória colorada na chuvosa (e polêmica) noite de quarta-feira no Beira-Rio — ainda
em fase de testes. Com o placar mínimo, gol de Wellington Paulista, o time de
Abel Braga garantiu por antecipação vaga às quartas-de-final do Gauchão e de
quebra encaminhou muito bem a liderança geral na disputa. Definitivamente, o
legado deixado pelo triunfo foi infinitamente superior a atuação. Vencer
jogando muito mais: eis o desafio colorado da hora.
Escassez
Na
semana em que enfrentou os dois adversários do interior de melhor desempenho
até agora no regional (o Veranópolis, com o time B, no domingo, e o Brasil de
Pelotas, com os titulares) o rescaldo não foi nada promissor: uma derrota, na
Serra, que marcou a perda da invencibilidade e a estreia de Dida e a vitória
supracitada com escasso futebol no Beira-Rio. O fato deve servir de alerta, uma
vez que denota séries dificuldades contra adversários minimamente qualificados
— apenas um pouco melhores que os demais participantes. Para uma equipe que
vislumbra o título da Copa do Brasil e/ou do Brasileirão, é preciso evoluir
consideravelmente. Do contrário, o Gauchão será o único troféu com reais
condições de ser conquistado pelos colorados.
Troca-troca
Em
busca de ‘dias melhores’, é fundamental ao menos duas mudanças de ordem
nominal: Paulão no banco, mantendo Ernando entre os 11, além do ingresso de
Otávio, na vaga de Jorge Henrique. Só para começar...
Dificuldades
Voltando
ao jogo de Porto Alegre, o desempenho colorado foi marcado por trocas de passes
improdutivos, transição vagarosa entre defesa e ataque, e incapacidade de
infiltração no campo defensivo do Brasil de Pelotas. Bem postado em campo e
neutralizando os ‘criadores’ do Inter, D’Alessandro e Aránguiz, o time de
Rogério Zimermann só não saiu com um melhor resultado pela imperícia de seu
time nas conclusões — notadamente de Alex Amado e do zagueiro Fernando Cardozo,
ex-Inter.
Chove, chuva
Potencializado
pelo mau tempo, inúmeros problemas foram relatados em relação às estruturas do
Beira-Rio, principalmente, a falta de conclusão das membranas que levou parte dos colorados a assistirem a
partida na chuva — o que não ocorreria no lado oposto, cujo processo já está
finalizado. Além disso, ganhou repercussão o fato envolvendo uma cadeirante que
sofreu com problemas semelhantes. Sem dúvidas, a situação é inadmissível e
precisa ser corrigida urgentemente, mas não podemos deixar de relatar também,
que o estádio ainda não está concluído e, por isso mesmo, é utilizado somente
em caráter de ‘evento-teste’, com limitação de público, justamente para
caracterizar possíveis falhas e encaminhar as sugestões. Eis o ponto e o
contraponto.
Lembrança
Desde
o ano passado defendo a ‘tese’ de que Willians não é primeiro volante. No
início da temporada, aliás, Abel Braga publicamente ‘suplicou’ a contratação de
Edinho junto ao Fluminense — a direção ignorou e o atleta acabou se
transferindo para o rival Grêmio. Na partida contra o Xavante — que foi o
adversário que impôs a maior resistência até agora, exceção feita ao Gre-Nal —
a defesa colorada ‘bateu cabeça’ diversas vezes, em grande parte por falta de
proteção. Num futuro próximo, diante de adversário de maior renome, será imperioso
que Abel escale um ‘volante da gema’, de preferência Ygor, deslocando Willians
para a segunda função de meio, além de garantir mais liberdade para Charles
Aránguiz. Neste raciocínio, sairia o meia Alex. É aguardar para ver.
Carnaval de futebol
Nesta
sexta-feira (28), o Internacional, com uma equipe mista, enfrenta o Esportivo,
em Novo Hamburgo, às 19h30. No dia seguinte, às 16h20, o Grêmio — com tendência
de equipe principal — enfrenta o São Paulo, em Rio Grande. No mais, tenham
todos (as) um excelente carnaval, com prudência no trânsito e juízo nos
festejos. Até a próxima!!!
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Fotos: Futura Press, Zero Hora e Google Imagens













