terça-feira, 31 de agosto de 2010

A dupla na rodada e Ronaldinho Gaúcho


Distância

Com a vitória magra sobre o Botafogo, no Beira-Rio, o Internacional manteve-se entre os primeiros, subiu para 27 pontos e de quebra, reduziu a distância para o líder Fluminense, que agora é de apenas dez. Com o gol marcado por Leandro Damião – que cada vez se credencia com opção ofensiva – o colorado segue firme ao único objetivo que resta no brasileirão: conquistar o título, já que tem presença garantida na Libertadores de 2011 por ter conquistado o caneco nesta edição. Apesar da vitória, a atuação deixou a desejar na segunda etapa, quando o time de Joel Santana criou inúmeras chances de empatar. Mas, pelo primeiro tempo de alto nível, o triunfo foi justificável.

Reabilitação

Grande nome da vitória contra o Avaí na semana passada (1 x 0), o goleiro Renan novamente foi destaque da partida e foi fundamental para garantir os 3 pontos. Com grandes defesas e intervenções precisas, o arqueiro parece ter readquirido o ritmo que o levou a seleção brasileira e chamou a atenção do Valência da Espanha, onde atuou na temporada 2008. O goleiro, natural de Viamão, tem no posicionamento a sua grande característica. Apesar de algumas falhas, a principal delas contra o São Paulo, na semifinal da Libertadores, tudo indica que atleta está recuperado tecnicamente. Os colorados agradecem!

Camisa 10

Convocado para a seleção Argentina, D’Alessandro desfalcará o Inter nas próximas três partidas, contra Vitória, Grêmio Prudente e Cruzeiro. Em seu lugar, atuará Giuliano, talismã do bicampeonato da Libertadores e que volta de lesão. Com Celso Roth, o argentino está jogando o que nunca havia jogado no Beira-Rio, está justificando o alto investimento realizado pela direção e, sobretudo, assumindo a condição que se espera de um atleta com seu nome: ser o grande referencial técnico da equipe. D’Alessandro retorna a seleção com tudo o merecimento. Poucos atletas estão jogando tanto quanto ele no país.

Mudanças

Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o capitão Bolívar desfalcará a equipe contra o Vitória, na capital baiana. A partida inicia à 19h30min, na quarta-feira. Com isso, o uruguaio Sorondo retorna a titularidade, com Índio voltando ao setor direito da defesa. Além disso, Wilson Matias, que cumpriu suspensão contra o Botafogo, retorna a primeira função do meio-campo.

Paciência

Após a derrota para o Santos na semana passada (1x 2), o Grêmio voltou a atuar fora de casa, contra o Atlético-PR. Apesar da falha que originou o gol dos paraneneses, a atuação foi regular e Renato Portaluppi alterou a partida ao promover as entradas de Adilson e Leandro. Apesar da melhora, que originou o gol de empate do zagueiro Wilson, de cabeça, não foi possível virar a partida, embora Borges tenha acertada a trave o goleiro Neto. Pelo atual momento, o empate não deixa de ser um bom resultado. O tricolor segue na zona de rebaixamento, na 17ª posição com 16 pontos. Agora, é preciso vencer o Guarani, na quarta-feira, no Olímpico, às 19h30min. Boa sorte aos tricolores!

Simplificação

Em um momento de instabilidade como o que vive o Grêmio, Renato precisa simplificar. No empate contra o Furacão (1 x 1), o treinador cometeu um equívoco, ao escalar o estreante Gilson - lateral-esquerdo - como volante. Completamente fora da partida, o jovem cometeu inúmeras faltas e demonstrou nervosismo. Entretanto, com a entrada de Adílson, que voltou de lesão, o tricolor ganhou o meio-campo e passou a liderar as ações na segunda etapa. O que é incompreensível é a ausência de Maylson, inclusive do banco de reservas. Renato precisa simplificar, evitando improvisações e escalando os atletas que estiverem em melhores condições técnicas e físicas. É o mínimo que se espera!

Equilíbrio

Douglas e Souza não podem jogar juntos. Apesar de possuírem grande habilidade, ambos são pouco participativos, o que acaba sobrecarregando os volantes. Seria mais prudente a entrada de um meia-cancha que tivesse capacidade de movimentação e, principalmente, auxiliasse nas tarefas defensivas. O mais incrível é que este atleta já está no Olímpico. Trata-se de Maylson, que tem velocidade, chegada na frente e poder de marcação. Desta forma, uma composição de meio-campo com Adílson, Rochemback, Maylson e Souza (ou Douglas) me parece mais equilibrada que a atual. È apenas uma opinião!

Camisa 2

A estreia do lateral-direito Gabriel foi promissora. Atleta de grande potencial, ele tem velocidade e qualidade no cruzamento, essenciais para a função. O jogador que estava no Panathinaikos da Grécia veio suprir uma lacuna na lateral-direita gremista, aberta dede a saída de Anderson Lima, no início da década. Depois dele, ocuparam a função: Alessandro, Patrício, Paulo Sérgio e por último Edílson. Sem dúvidas, Gabriel devolve qualidade ao setor que outrora teve Paulo Roberto e Arce. A camisa 2 novamente tem dono!

Retorno?

No final de semana, os principais campeonatos europeus tiveram início. No italiano, destaque para a vitória do Milan por 4 x 0, gols de Alexandre Pato (2), Thiago Silva e do veterano Inzaghi, 37 anos. Porém, ninguém jogou mais que Ronaldinho Gaúcho. O camisa 80, driblou, armou, passou, lançou, conclui e até marcou. Enfim, só não fez chover na vitória contra o Lecce. Visivelmente mais magro, Ronaldinho lembrou a época que foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo. Tomara que ele tenha retomado a velha forma. O futebol mundial agradece!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Retrocesso, Ressaca e Inter de Milão


Imposição

Após a vitória contra o Goiás no Olímpico, o Grêmio dava indícios que um novo momento poderia estar se iniciando. Entretanto, contra o Ceará, ficou claro que os problemas do time estão longe de serem resolvidos e o temor do rebaixamento promete atormentar os gremistas por muito tempo. A colocação do Ceará, que ocupa as primeiras posições, não justifica a baixa produção da equipe. Time grande precisa se impor, mesmo atuando fora de casa. A apatia do Grêmio, somada a carência de individualidades e a baixa produção de alguns titulares foi assustadora. Algo precisa ser feito, urgentemente. O sinal de alerta está ligado e não é para menos.

Esquema

O time de Renato iniciou a partida com três zagueiros, dois volantes e apenas um atacante. Como tentativa e, sobretudo, pela lesão de Borges, o 3-6-1 era justificável, mas agora, já saturou. Em um momento de instabilidade com este, Renato faz certo, reforça o sistema defensivo, mas não pode deixar apenas Jonas como responsável pelas ações de ataque. A pouca produção de Souza e Douglas acabam engessando a mecânica proposta pelo treinador. Desta forma, parece que o bom e velho 4-4-2 poderia trazer equilíbrio à equipe. Com a derrota por 2 a 1, o Grêmio retornou a zona da degola e ocupa a 17° posição com 15 pontos.

Meio-campo

Com as ausências de Adílson e Rochemback, não vejo nenhum outro atleta melhor Maylson para a execução das tarefas do meio-campo. O prata da casa poderia dar dinâmica ao setor, pela velocidade e, principalmente por seu poder de marcação. Da maneira como está, Ferdinando e William Magrão ficam sobrecarregados, uma vez que Douglas e Souza sequer ensaiam alguma tentativa de desarme. Time que não marca, também não joga. No momento atual, Maylson entre os reservas é algo injustificável. Renato poderia rever a situação do jovem que interessa o Benfica de Portugal.

Ressaca

Após conquistar o bicampeonato da Libertadores, o Inter retornou ao brasileirão. Entretanto, mesmo com o discurso da direção que defende a busca do tetracampeonato nacional, o colorado atuou contra o lanterna Atlético-GO (1x1) com os reservas. Não concordo com a atitude. Se quisessem poupar alguns titulares mais desgastados, a iniciativa até seria compreensível, mais mandar a campo uma equipe completamente descaracteriza foi uma demasia. O título é importante, eleva a autoestima da torcida, valoriza o grupo de jogadores, mas já passou. A vida continua e novos objetivos precisam ser buscados.

Sandro

Com o término da Libertadores, o volante Sandro despediu-se do clube, embarcou no aeroporto Salgado Filho e já está em solo inglês. O camisa 8 já estava negociado com o Tottenham há tempos e permanecia no Beira-Rio apenas por força de acordo entre as direções. A ausência do volante, que novamente foi convocado para a seleção brasileira – que espantosamente fará apenas treinamentos em Barcelona – será um prejuízo e tanto ao colorado. Mas, não tem jeito, o capitalismo impera também no futebol. Agora, cabe a Roth encontrar um substituto. A ficha número um é de Wilson Mathias, que possui grande cartaz com o vice de futebol Fernando Carvalho.

Camisa 9

Leandro Damião é artigo raro. Centroavante nato, oportunista, de bom cabeceio e, sobretudo, goleador. Revelado nas categorias de base, o atleta fez dois gols nos últimos dois jogos e se credencia cada vez mais como alternativa de ataque para Celso Roth. Entretanto, com a contratação do também atacante Ilan, ex-Atlético-PR, o jovem poderá perder espaço na equipe, o que torcemos para que não ocorra. Por outro lado, a chegada de mais um atacante qualifica ainda mais o grupo colorado e pode servir de medida preventiva, caso Taison deixe o Beira-Rio. A direção está atenta ao mercado, o que é um bom indício.

A dupla em campo

Na próxima quarta-feira, o Grêmio recebe o Santos de Neymar e Ganso no Olímpico. A partida inicia às 21h50min. Por sua vez, o Inter vai a Florianópolis enfrentar o Avaí, às 19h30 min.

Série B

Na última sexta-feira, tive a oportunidade de assistir a vitória da Ponte Preta contra a Portuguesa (1x0), fora de casa. Além da forte marcação, típica da segunda divisão nacional, outro fator me chamou a atenção: a série de atletas conhecidos, como o meia Athirson, que surgiu o Flamengo como lateral-esquerdo e foi para as Olimpíadas de Sidney no ano 2000, além do atacante Dodô, o artilheiro dos gols bonitos. Além deles, destaque ainda para os ex-atletas do futebol gaúcho: pela Ponte, Eduardo Martini, Bruno Colaço e o centroavante William, ex-Grêmio. Pela Lusa, o lateral-direito Paulo Sérgio, o zagueiro Domingos (ambos ex-Grêmio), além do centroavante Kempes, ex-Caxias.

Outro nível

A Inter de Milão venceu a Roma por 3 a 1 e sagrou-se campeão da Supercopa da Itália, partida que reúne os campeões do campeonato nacional e da Copa da Itália. Como a Inter venceu ambas, a Roma disputou a partida como vice-campeão da copa. A equipe de Milão, dos brasileiros, Júlio César, Maicon, Lúcio, Thiago Motta e Philipe Coutinho está sobrando na Europa. Mesmo com a saída do técnico português José Mourinho, que foi para o Real Madrid, o time continua em alto nível sob o comando do espanhol Rafa Benitez. Para quem não lembra, a Inter está classificada para o mundial e se der a lógica, será adversária do Inter de Porto Alegre em Abu Dhabi. Mas, isso só em dezembro!

sábado, 21 de agosto de 2010

América Vermelha... de novo!!!


Gigante

O Internacional novamente manda na América. O bicampeonato chegou sob o olhar de 50 mil colorados que lotaram o Gigante da Beira-Rio e celebraram a segunda Libertadores em um período de quatro anos. De 2006 para cá, o Inter não cansa de levantar títulos e crescer como instituição. Além do Mundial, da Recopa, da Sul-Americana, da Suruga, da Dubai e das duas Libertadores, o colorado ostenta a honra se ser a maior equipe do continente em número de associados, com 105 mil e ocupando a sexta colocação entre todos os clubes do planeta. São números realmente impressionantes que levam ao êxtase a metade alvirrubra do Rio Grande. Parabéns aos colorados, o clube da década, com todo o merecimento.

Final

Com uma postura completamente diferente da partida no México, o Chivas demonstrou que não é uma “lata de lixo” como muitos pensavam. Com bom toque de bola e, sobretudo, com forte marcação – por vezes faltosa – os mexicanos neutralizaram as principais jogadas do Inter, impedindo que D’Alessandro e Taison se juntassem a Rafael Sobis no comando de ataque. A postura da equipe foi brindada com a marcação do gol do meia Fabián, que garantiu a vitória na primeira etapa e o silêncio no Beira-Rio. Entretanto, após o intervalo, o Inter voltou com outra postura e logo virou a partida para 3 a 1. Nem o gol de Araujo no último lance da partida, foi capaz de jogar água no chopp colorado. A esta altura, a América já estava garantida... de novo!

Agosto

Tradicionalmente, o oitavo mês do ano é conhecido pelo senso comum com um período de desgosto. Entretanto, pergunte aos colorados se eles concordam com a afirmação. A resposta fatalmente será negativa, uma vez o Inter tem em agosto o momento de suas maiores conquistas continentais. A primeira Libertadores foi conquistada em 16 /08 de 2006 e a segunda e recém saída do formo, no último dia 18. Portanto, agosto é sinônimo de festa, celebração e volta olímpica, ao menos para os colorados.

Reconhecimento

Os colorados precisavam agradecer os feitos a direção vermelha, que assumiu em 2002, quase foi rebaixada para a segunda divisão, mas deu a volta por cima. O atual vice de futebol e outrora presidente, Fernando Carvalho, personifica a competente gestão do futebol colorado. Sem esquecermos também, que Fernando Miranda, presidente no início da década e responsável pela reorganização administrativa do clube. Os resultados dentro de campo são apenas reflexos do trabalho desenvolvido fora dele. Méritos aos cartolas alvirrubros!

Comissão técnica

Entre os trunfos da direção, está a troca no comando técnico que ocorreu no momento exato. Apesar de classificar a equipe para as semifinais, o técnico uruguaio Jorge Fossati não conseguia tirar do grupo de jogadores a produção necessária que pudesse dar indícios de título. Desta feita, a direção aproveitou-se muito bem da parada para a Copa do Mundo – outro fator fundamental para a conquista – e delegou ao contestado Celso Roth a tarefa de fazer a equipe jogar mais do que vinha jogando. O resultado não poderia ser melhor: taça no armário e de quebra, Roth, sepulta definitivamente o rótulo de treinador perdedor.

Destaque

Ao contrário do que normalmente ocorre, a conquista não possui um grande protagonista. Nenhum dos atletas teve tamanha notoriedade a ponto de receber a graça de ser intitulado o “cara” do bicampeonato. Porém, sem dúvidas, o meia Giuliano, que terminou a competição no banco de reservas foi o atleta mais contundente. Autor de gols em todas as partidas decisivas – o principal deles na classificação contra o Estudiantes, na Argentina aos 43 minutos do segundo tempo – o camisa 11, marcou gols também nas vitórias contra o São Paulo na primeira partida da semifinal e dois nos jogos contra o Chivas na final. Evidentemente, o bicampeonato é fruto de um trabalho coletivo, mas que, necessariamente, tem em Giuliano o seu grande expoente.

Futuro

A final da Libertadores, além de garantir os louros no presente, serviu para que os colorados possam almejar um futuro ainda mais pródigo. Todos os gols brasileiros marcados saíram dos pés de jovens talentos: Rafael Sobis - o “veterano” do tri, com 25 anos - Leandro Damião e Giuliano. Se a direção conseguir mantê-los no Beira-Rio, o amanhã poderá ser ainda mais glorioso. Este passa a ser o desafio atual da direção: manter os principais atletas, ao menos até a disputa do mundial de clubes, em dezembro.

Mescla

Este foi outro fator essencial para a conquista: a mescla de jovens e experientes atletas. O capitão Bolívar, Índio, Guiñazu, Tinga, D’Alessandro, Kleber e Alecsandro – que não pode atuar devido a uma lesão muscular- lideram a ala dos “titios” do grupo, dando todo o respaldo para que os jovens, entre eles o atacante Taison - que recuperou o ímpeto de seu futebol com Roth – pudessem ser determinantes para o triunfo. Futebol é feito de “velhos” e jovens talentos. Ao menos, é o que comprovam os títulos das equipes mais vencedoras da história.

Rivalidade

Em quatro anos, o Internacional superou o Grêmio em conquistas internacionais. Trata-se de expediente inimaginável há cinco anos, que serve para apimentar ainda mais a rivalidade local. Tanto que a direção gremista publicou nos principais jornais do Estado uma irônica homenagem aos colorados. Conforme o texto, “o primeiro gaúcho a conquistar o bicampeonato da América cumprimenta o segundo”. É a rivalidade.

Desnecessário

Com todo o respeito as opiniões em contrário, achei a atitude de uma pequinesa inominável – diria o mesmo se partisse dos colorados -, e que demonstra o quanto está sendo difícil para a direção tricolor o suportar o êxito do rival. Enquanto perde tempo com atitudes com esta, os cartolas gremistas poderiam estar trabalhando para reconduzir o Grêmio ao caminho das vitórias, local que jamais poderia deixar de ocupar. Às vezes, o silêncio vale ouro!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Era Renato


Finalmente

Após oito jogos oficiais sem vitória, o Grêmio finalmente voltou a somar três pontos. O triunfo ocorreu contra o Goiás (2 x 0) que três dias antes, havia eliminado o tricolor da Sul-Americana dentro do Olímpico. O time de Renato fez aquilo que há muito os tricolores suplicavam: correram, marcaram, jogaram e venceram. Em futebol, é fundamental se impor, principalmente atuando em casa. Neste momento, era fundamental vencer para trazer maior tranqüilidade para trabalhar e o primeiro objetivo foi alcançado. Com o resultado, o Grêmio saiu da zona do rebaixamento e ocupa a 15ª. posição com 15 pontos.

Mística

Embora seja volante, William Magrão viveu uma noite típica dos mais badalados centroavantes. Com a formação de apenas um atacante, no 3-6-1 e com o titular Borges que ficou no banco de reservas, coube a Magrão vestir a camisa 9. Embora desenvolvendo sua função habitual, na contenção do meio-campo, parece que o número trouxe bons fluidos ao atleta. Ele foi autor de dois gols, típicos dos chamados “matadores”. O primeiro, ao aparar o rebote da cobrança de falta de Douglas e o segundo, em um belo cabeceio, aproveitando-se dos seus 1m88cm, após cruzamento para a área goiana. Bela atuação de Magrão, o “volante matador”.

Reabilitação

Apesar de pouco tempo à frente da equipe, já é possível detectar algumas mudanças no Grêmio, a partir de Renato Portaluppi. A primeira e mais significativa delas trata-se da remobilização do grupo de jogadores. A mudança no vestiário surtiu efeito e o ídolo gremista - ao menos neste primeiro momento - parece estar reabilitando algumas individualidades, como nos casos do meia Douglas e do zagueiro- lateral Neuton, outros destaques da vitória sobre o Goiás. Com o tempo, podermos ver se Renato, além de mobilizador, terá capacidade para trazer padrão de jogo ao tricolor. Se conseguir, os tricolores estarão muito bem servido de comandante. Por enquanto, o início é promissor! Boa sorte aos tricolores.

Reforços

É sabido que o Grêmio carece de alguns reforços, tanto para a titularidade, quanto para compor o grupo. Neste sentido, Renato indicou alguns nomes nos quais a direção vem concentrando esforços. O primeiro deles é o lateral-direito Gabriel, que foi vice-campeão da Libertadores, com o treinador, em 2008, pelo Fluminense. O jogador está no Panathinaikos da Grécia e, segundo informações, o tricolor teria apenas que desembolsar os salários. Caso a negociação se confirme, Gabriel assume a camisa 2 com sobras. Sem dúvidas é um grande reforço.

Fugidinha

No próximo sábado, o Grêmio enfrenta o Ceará às 18h30min. A viagem estava agendada para a manhã de quinta-feira. No entanto, o tricolor deverá antecipar o deslocamento para o Nordeste, sob o argumento que o elenco precisa ficar mais tempo reunido. Mas, convenhamos, todos sabem que a atitude visa “fugir” da provável festa do Internacional, que tem tudo para conquistar o Bicampeão da Libertadores na próxima quarta-feira. A medida é cautelosa e protege os jogadores e dirigentes de possíveis situações constrangedoras. É a rivalidade.

Numerologia

Líder absoluto do Brasileirão, o Fluminense não teve dificuldades para bater o Internacional por 3 a 0. O time de Muricy Ramalho, que tradicionalmente atua com três zagueiros, teve no seu trio de ataque os responsáveis pelo desmonte da defesa colorada: Conca, Emerson e Washington foram os principais responsáveis pela vitória do TRIcolor carioca. Além disso, Celso Roth escalou o time reserva do Inter no esquema 3-6-1. Definitivamente, para os supersticiosos, o número 3 não trouxe sorte ao colorado. Menos mal, que o foco está voltado todo para Libertadores.

Mágica

Em futebol não existe mágica. Para que uma equipe adquira mecânica de jogo, que permita entrosamento e, sobretudo, que as individualidades se sobressaiam, é fundamental que exista repetição. No entanto, Roth fez o que pode e escalou uma equipe de suplentes que jamais havia atuado junto. Desta forma, atuaram atletas que jamais figuraram na titularidade, como o zagueiro Ronaldo Alves, além das estreias do lateral-esquerdo Leonardo, que foi discreto e a do meia Oscar, que naufragou. Do quadro principal, atuaram Rafael Sobis, Renan e Tinga, que lesionado, foi substituído ainda no primeiro tempo.

América e preocupação

Para a finalíssima da Libertadores contra o Chivas, o Inter tem quatro dúvidas. As lesões de Guiñazu, Sandro, Tinga e Alecsandro colocam um ponto de interrogação na equipe que entrará a campo na próxima quarta-feira. Porém, os dois últimos citados são os que mais preocupam. Se não atuarem, Giuliano e Rafael Sobis deverão ser os substitutos. Para conquistar o Bicampeonato da América, os colorados precisam apenas de um empate. Se o Chivas vencer por um gol de diferença, a partida irá para a prorrogação. Dois gols ou mais, o título vai para os mexicanos. Será uma decisão e tanto. Boa sorte aos colorados!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Falta pouco para o Bi da América


Justiça

Futebol nunca foi e jamais será um ato de justiça. Porém, existem exceções, em que uma equipe demonstra tanta superioridade, que a vitória passa a ser o único resultado aceitável. Este foi o caso do Inter na vitória de virada sobre o Chivas em Guadalajara. O time de Celso Roth ditou o ritmo de toda a partida, com marcação adiantada, troca de passes no ataque e controle absoluto do meio-campo, setor fundamental para a definir o vencedor. No entanto, o triunfo por 2 a 1 veio somente após o susto, ao levar o gol no final da primeira etapa. No segundo tempo, Giuliano e Bolívar garantiram a virada e a vantagem para o jogo de volta. Na próxima quarta-feira, basta um empate para os colorados celebrarem o Bicampeonato da América. Desta vez, em gramado verdadeiro.

Meritocracia

O técnico Celso Roth teria três opções para substituir Tinga, suspenso. Para manter a mesma esquematização, no chamado 4-2-3-1, bastaria escalar Andrezinho ou Giuliano. No entanto, por tratar-se de uma partida fora de casa, em gramado pouco comum aos jogadores (grama sintética), talvez fosse mais prudente escalar Wilson Mathias, típico volante de contenção. Porém, Roth parece ter sepultado a fama de “retranqueiro” e escalou Giuliano. A medida, além de permitir a repetição da equipe que vem atuando, permitiu ao meia a marcação do gol de empate. A vitória passa necessariamente por Roth. Os méritos são inegáveis.

Talismã

Autor de cinco gols na Libertadores, o meia Giuliano é o grande nome do colorado no torneio. Alternando entre a titularidade e a suplência, o camisa 11 tem no controle de bola e no drible curto suas principais virtudes, além da maior delas, o “pé quente”. Só para lembrarmos, na partida contra o Estudiantes, pelas quartas-de-final, ele fez o gol da classificação quase nos acréscimos. Além disso, foi autor do gol na vitória contra o São Paulo, na primeira partida das semifinais, no Beira-Rio. Por fim, embora, não tenha feito uma grande partida contra o Chivas, foi protagonista, ao aparar belo cruzamento de Kleber e empatar a partida. Ponto para Giuliano, o talismã das decisões.

Preocupação

Fundamental para o esquema colorado, o centroavante Alecsandro, único avante fixo, saiu lesionado logo no início de jogo. O criticado camisa 9 sentiu a coxa após bela cobrança de falta que explodiu no travessão defendido pelo goleiro mexicano Michel. Após sua lesão, a equipe perdeu a referência na área, sobretudo a possibilidade da bola aérea ofensiva. Felizmente, para os colorados, a lesão não possui gravidade e o goleador estará disposição para a finalíssima no Beira-Rio.

Humildade

Com a lesão de Alecsandro, Roth pôs em campo o atacante Éverton e não Rafael Sobis, como seria presumível. A justificativa do treinador é que Sobis não teria condições de aguentar o ritmo de jogo, já que ainda não está em sua plenitude física. No entanto, Éverton não soube aproveitar a oportunidade – ou não tem condições para isso – e acabou sendo substituído na segunda etapa. Logo no primeiro lance, Sobis participou do gol de empate. Roth parece ter se equivocado na substituição, mas teve a humildade de corrigir a tempo. Os colorados agradecem!

Prudência

O Inter está a um empate do Bicampeonato da Libertadores. Entretanto, é necessário deixar a euforia para os torcedores, já que o “oba-oba” sempre é perigoso. Temos exemplos clássicos de jogos aparentemente decididos, mas que se transformaram em zebras históricas. Podemos citar o Maracanaço, em 1950, a vitória da Alemanha sobre a Holanda na Copa de 74 ou até mesmo a vitória do Inter sobre o Barcelona no mundial de 2006. Tudo bem que o momento colorado é pródigo, mas é fundamental que a direção não permita que o “já ganhou” contamine o grupo de jogadores. Falta apenas um empate, mas ainda é preciso disputar 90 minutos. Humildade e prudência não fazem mal a ninguém. Boa sorte aos vermelhos!

Reservas

Como não poderia deixar de ser, o Inter enfrentará o líder do Brasileirão, o Fluminense, com uma equipe totalmente reserva. A partida será no Maracanã, às 16h no domingo. Na maioria dos casos, sou contrário a preservação de titulares, mas tratando-se de jogos pontuais, como a decisão da Libertadores, apoio a atitude. No momento, tudo que não for Libertadores, passa a ser secundário. É compreensível.

Risco necessário

O maior ídolo gremista volta ao Olímpico, desta vez em outra função. Autor dos dois gols gremistas no título mundial do Grêmio, em 83, Renato Portaluppi desembarcou em Porto Alegre para assumir o comando técnico do tricolor. Embora possua um currículo modesto como treinador – possui apenas uma Copa do Brasil e um vice-campeonato da Libertadores, ambos pelo Fluminense – o polêmico comandante parece ser o nome ideal para o momento. Apesar do risco de colocar em cheque a sua idolatria, Renato assume o desafio. Afinal, o Grêmio precisa mais do que nunca do apoio de seu torcedor. A contratação do ídolo também tem essa estratégia: trazer os gremistas novamente para o lado da equipe. Boa sorte aos tricolores!