Classificação
Assim como ocorreu no clássico do início do mês, o
Gre-Nal 396 foi marcado por um resultado óbvio. Venceu quem se propôs a
fazê-lo: Internacional 2 a 1 – com três gols de bola parada. Com Forlán em tarde
inspirada e Moledo em sua melhor jornada com a camiseta colorada, os comandados
de Dunga foram superiores durante toda a partida e sem maiores dificuldades,
garantiram a classificação às semifinais da Taça Piratini. O adversário será o
Esportivo, às 16h de domingo, no estádio Centenário, em Caxias, mando do Inter.
Flauta
ou temor?
Mesmo a dez dias do
próximo compromisso pela Libertadores, em 5 de março, uma decisão conjunta entre diretoria e
comissão técnica, “promoveu” um Grêmio “meia-boca”, com apenas dois titulares –
Dida e Werley - e outros tantos sem a
maior condição de vestir o uniforme de três cores. Diante do fato, duas
alternativas, surgem como possíveis justificativas para a bisonha escalação. A
primeira delas, seria uma espécie de flauta institucional gremista aos
colorados, este ano, alijados da Libertadores. A outra: um possível temor de
perder o clássico e, desta forma, criar desconfiança junto a opinião pública e
quebrar a ótima sensação deixada após a bela vitória frente ao Fluminense.Voto
na opção 3, ou seja, uma mescla das duas hipóteses.
Mágica
Em futebol não existe
mágica. Ao contrário do ano passado, quando chegou em meio a temporada, sem o
condicionamento físico ideal, neste ano Diego Forlán participou da temporada,
treinou nas férias e está correspondendo as expectativas de toda a comunidade
colorada, notadamente, os torcedores, razão do clube. Em que pese o baixo nível
técnico dos adversários, o atacante eleito o melhor jogador da Copa de 2010,
indica o retorno de suas belas atuações. Conclusões de média distância, qualidade
na bola parada e movimentação são os principais atributos do
“charrua-colorado”. Posso queimar a língua, mas creio que 2013 será o ano de
Forlán.
Carências
Apesar da vitória, o time de Dunga demonstra
sérias carências no que diz respeito às peças de reposição. Problema gremista
nos últimos anos - e o que tudo indica,
superado em 2013 – o desafio, agora, passa a ser vermelho. Por exemplo, nas
ausências de Dátolo, Fred e D’Alessandro, hoje, o Internacional fica refém dos
meias João Paulo e Vitor Júnior. No ataque, o drama é semelhante: sem Forlán e
Damião, as opções são Gilberto, Caio – que sequer estreou e Rafael Moura – este
último, com maior credencial. Enquanto isso, Cassiano, mesmo não sendo “artigo”
unânime, treina em separado. Vai entender...
Mercado
da bola
Diante do citado, a
direção busca acertar no mínimo três contratações ainda nesta semana – Porém,
nenhum nome dentro dos especulados é digno de causar impacto. O volante Airton,
do Flamengo, o meia Alan Patrick, do Shakhtar Donetsk e ex-Santos, além de um
zagueiro – devido as lesões de Ronaldo Alves e o “velho” déficit físico de
Juan. Falando nisso, a revista Placar deste mês destaca uma entrevista que no
mínimo põe a direção liderada por Giovanni Luigi em maus lençóis. Leia na
sequência.
Retorno
Pentacampeão em 2002,
titularíssimo nas últimas três Copas do Mundo e um dos maiores defensores do
Mundo na última década, o zagueiro Lúcio poderia fazer parte do elenco colorado
nesta temporada. Conforme declarações do próprio camisa 3 à revista, a direção
colorada inexplicavelmente não demonstrou interesse em contratá-lo. Segundo
ele, diante da omissão colorada, “ficou fácil optar pelo São Paulo”. Mesmo
assim, sobre o final da carreira, Lúcio não descarta que seja no Beira-Rio.
Alguém tem dúvidas que ele não está vestindo alvirrubro por que a direção não
quis? Se o “riscado” for este mesmo, estamos diante de uma das maiores
aberrações da história contemporânea do Inter.
Papelão
O tricolor pode jogar
contra o Caracas, na próxima terça-feira, 5 de março, no estádio Olímpico,
mesmo com os choros, despedidas e justas homenagens ao “velho casarão”, no
então último jogo do brasileirão do ano passado. Não bastasse o mico de mandar
as partidas do Gauchão, na Azenha, o “papelão” pode ganhar dimensões continentais
– caso a prefeitura da capital não libere o habite-se. Inaugurar a Arena em
dezembro, com gramado varzeano, banheiros precários, lancherias com estrutura
mínima e nos últimos dias, com reboco despencando foi no mínimo
irresponsabilidade – vide episódio dos torcedores caídos no fosso na partida
contra a LDU. Infelizmente, a política ainda -ou eternamente - impera no futebol. Ah... Paulo
Odone. Lamentável!
Retrocesso
Em 2013, não teremos
os clássicos na última rodada dos turnos no brasileirão. Em decisão dos 20
clubes da série A, com voto contrário da dupla Gre-Nal, a disposição foi
homologada pelo presidente da CBF, José Maria Marin. Baita retrocesso: com a
“brilhante” atitude, a confederação abre um perigoso espaço para as
desconfianças. Lembram de Inter x Paysandu, em 2002? E de Grêmio x Flamengo em
2009? Polêmicas à vista, sem dúvidas!
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Fotos: Fox Sports, Esportes Uol, São Paulo FC News, Zero Hora e Lance Net















