terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Gre-Nal, flauta e papelão


Classificação


Assim como ocorreu no clássico do início do mês, o Gre-Nal 396 foi marcado por um resultado óbvio. Venceu quem se propôs a fazê-lo: Internacional 2 a 1 – com três gols de bola parada. Com Forlán em tarde inspirada e Moledo em sua melhor jornada com a camiseta colorada, os comandados de Dunga foram superiores durante toda a partida e sem maiores dificuldades, garantiram a classificação às semifinais da Taça Piratini. O adversário será o Esportivo, às 16h de domingo, no estádio Centenário, em Caxias, mando do Inter.

Flauta ou temor?

Mesmo a dez dias do próximo compromisso pela Libertadores, em 5 de março,  uma decisão conjunta entre diretoria e comissão técnica, “promoveu” um Grêmio “meia-boca”, com apenas dois titulares – Dida e Werley -  e outros tantos sem a maior condição de vestir o uniforme de três cores. Diante do fato, duas alternativas, surgem como possíveis justificativas para a bisonha escalação. A primeira delas, seria uma espécie de flauta institucional gremista aos colorados, este ano, alijados da Libertadores. A outra: um possível temor de perder o clássico e, desta forma, criar desconfiança junto a opinião pública e quebrar a ótima sensação deixada após a bela vitória frente ao Fluminense.Voto na opção 3, ou seja, uma mescla das duas hipóteses.

Mágica

Em futebol não existe mágica. Ao contrário do ano passado, quando chegou em meio a temporada, sem o condicionamento físico ideal, neste ano Diego Forlán participou da temporada, treinou nas férias e está correspondendo as expectativas de toda a comunidade colorada, notadamente, os torcedores, razão do clube. Em que pese o baixo nível técnico dos adversários, o atacante eleito o melhor jogador da Copa de 2010, indica o retorno de suas belas atuações. Conclusões de média distância, qualidade na bola parada e movimentação são os principais atributos do “charrua-colorado”. Posso queimar a língua, mas creio que 2013 será o ano de Forlán.

Carências

Apesar da vitória, o time de Dunga demonstra sérias carências no que diz respeito às peças de reposição. Problema gremista nos últimos anos -  e o que tudo indica, superado em 2013 – o desafio, agora, passa a ser vermelho. Por exemplo, nas ausências de Dátolo, Fred e D’Alessandro, hoje, o Internacional fica refém dos meias João Paulo e Vitor Júnior. No ataque, o drama é semelhante: sem Forlán e Damião, as opções são Gilberto, Caio – que sequer estreou e Rafael Moura – este último, com maior credencial. Enquanto isso, Cassiano, mesmo não sendo “artigo” unânime, treina em separado. Vai entender...

Mercado da bola

Diante do citado, a direção busca acertar no mínimo três contratações ainda nesta semana – Porém, nenhum nome dentro dos especulados é digno de causar impacto. O volante Airton, do Flamengo, o meia Alan Patrick, do Shakhtar Donetsk e ex-Santos, além de um zagueiro – devido as lesões de Ronaldo Alves e o “velho” déficit físico de Juan. Falando nisso, a revista Placar deste mês destaca uma entrevista que no mínimo põe a direção liderada por Giovanni Luigi em maus lençóis. Leia na sequência.

Retorno

Pentacampeão em 2002, titularíssimo nas últimas três Copas do Mundo e um dos maiores defensores do Mundo na última década, o zagueiro Lúcio poderia fazer parte do elenco colorado nesta temporada. Conforme declarações do próprio camisa 3 à revista, a direção colorada inexplicavelmente não demonstrou interesse em contratá-lo. Segundo ele, diante da omissão colorada, “ficou fácil optar pelo São Paulo”. Mesmo assim, sobre o final da carreira, Lúcio não descarta que seja no Beira-Rio. Alguém tem dúvidas que ele não está vestindo alvirrubro por que a direção não quis? Se o “riscado” for este mesmo, estamos diante de uma das maiores aberrações da história contemporânea do Inter.

Papelão

O tricolor pode jogar contra o Caracas, na próxima terça-feira, 5 de março, no estádio Olímpico, mesmo com os choros, despedidas e justas homenagens ao “velho casarão”, no então último jogo do brasileirão do ano passado. Não bastasse o mico de mandar as partidas do Gauchão, na Azenha, o “papelão” pode ganhar dimensões continentais – caso a prefeitura da capital não libere o habite-se. Inaugurar a Arena em dezembro, com gramado varzeano, banheiros precários, lancherias com estrutura mínima e nos últimos dias, com reboco despencando foi no mínimo irresponsabilidade – vide episódio dos torcedores caídos no fosso na partida contra a LDU. Infelizmente, a política ainda  -ou eternamente - impera no futebol. Ah... Paulo Odone. Lamentável!

Retrocesso

Em 2013, não teremos os clássicos na última rodada dos turnos no brasileirão. Em decisão dos 20 clubes da série A, com voto contrário da dupla Gre-Nal, a disposição foi homologada pelo presidente da CBF, José Maria Marin. Baita retrocesso: com a “brilhante” atitude, a confederação abre um perigoso espaço para as desconfianças. Lembram de Inter x Paysandu, em 2002? E de Grêmio x Flamengo em 2009? Polêmicas à vista, sem dúvidas! 

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Fotos:  Fox Sports, Esportes Uol, São Paulo FC News, Zero Hora e Lance Net

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