quarta-feira, 6 de março de 2013

Final, Libertadores e Seleção

Caminho
  
O Grêmio está no caminho certo. Mesmo com a incisiva vitória de 4 a 1 sobre o Caracas da enlutada Venezuela (pela morte do presidente Hugo Chávez) – é precipitado falarmos em favoritismo. Entretanto, diante das últimas duas atuações, o tricolor, é sim, candidato ao título. Embora ainda precise passar por um “teste de fogo”, como um duelo contra o Corinthians ou Atlético-MG no mata-mata, por exemplo, a equipe vem encorpando a cada jogo e conquistar o tricampeonato está longe de ser “missão impossível”.


Rivalidade

O que joga Hernán Barcos não está no gibi... Pena que é argentino! Sem ufanismo, apenas lamento pela inviabilidade de vestir a amarelinha. Seria titular da seleção brasileira com um Tapa-olho a menos, digo, uma perna-de-pau a menos, opa... com uma perna a menos. Como anti-argentino assumido (na temática estritamente futebolística), me atrevo a dizer: assim como Lionel Messi, Barcos ou B28, como queiram, é um “Hermano” com futebol de brasileiro.


Ovelha

A repetição da equipe, atreladas ao reconhecido trabalho tático de Luxemburgo, tem garantido que a individualidades do Grêmio se sobressaiam, notadamente o setor ofensivo. Entretanto, uma “ovelha” está destoando do rebanho. Trata-se do meia Elano. Pouco participativo e com visível declínio físico, o camisa 7 não deixa de ser importante, principalmente na “bola parada”, mas ainda está anos luz aquém do “velho Elano” dos tempos de Santos e da Seleção brasileira... Por outro lado, Zé Roberto - autor de dois gols - “come a bola” a cada jogo e se credencia a retornar à seleção, em que pese seus 38 aninhos.

Atacantes 

Com isso, não seria surpresa se o treinador repensasse o esquema de jogo da equipe. Com o intenso e meritório trabalho da direção, que disponibilizou um elenco de qualidade, Luxa tem peças de sobras para criar alternativas. Dentre tantas possíveis, gostaria de ver uma formatação com três avantes e creio que em algum momento a tendência seja esta: Vargas, Barcos e Kléber, sustentados por Fernando, Souza e Zé Roberto. Para tanto, o Gladiador precisa recuperar a forma física. Aguardemos!

Lamentável

De negativo apenas o fato de alguns “pseudo-torcedores” terem depredado cadeiras no novíssimo estádio gremista. Felizmente, a direção encabeçada pelo mestre-presidente Fábio Koff promete ser implacável no combate aos “marginais da arquibancada”.

Final

Falando de Gauchão, a decisão da Piratini será em vermelho e branco. Jogando em casa, o São Luiz, de Ijuí, do destacado treinador Paulo Porto, receberá o Internacional. A partida será no próximo domingo, às 16h. Quem vencer, garante vaga na finalíssima, além de credenciar-se a conquistar o caneco de maneira antecipada caso tenha êxito também no segundo turno. Pelo lado colorado de Porto Alegre, Diego Forlán, com seis gols em seis jogos, é a grande esperança.

Mundial

Durante as semifinais, o técnico do Esportivo, Luís Carlos Winck alfinetou o colorado e divulgou a pretensão do time da serra: “ser um novo Mazembe na vida do Inter”. Não foi desta vez. Apesar da forte marcação, o desejo não passou de retórica e sua equipe só não foi goleada devido a imprecisão dos “arrematadores” do Inter. Entretanto, mesmo assim, Winck viveu seu dia de mundial. Não como Mazembe, mas como Barcelona.

Estádio

É claro que vivemos no Rio grande do Sul e diante da rivalidade, pode até parecer uma proposta absurda, mas o Internacional deveria mandar seus jogos no estádio Olímpico. Talvez uma negociação diretamente com a OAS, ou até mesmo com o próprio rival antes deste “entregar as chaves” para os investidores. Enfim, é apenas uma ideia e não seria a primeira vez. 
  
Relembre
 
Em 1969, durante a construção do Beira-Rio, os vermelhos jogaram na Azenha por algumas oportunidades. Por outro lado, em 2005, os tricolores retribuíram a visita e mandaram dois jogos pela série B no Beira-Rio – devido a suspensão do Olímpico por parte da CBF.


Seleção
Na média achei boa a convocação dos "canarinhos". Exceto o atacante Diego Costa - que sinceramente não conheço - os demais aprovo, sobretudo os retornos de Kaká, Dedé e Thiago Silva (que estava lesionado), além dos “não chamamentos” de R10 e do lateral Adriano.A grande e contestável surpresa, sem dúvidas, é o gaúcho Fernando.Embora seja merecida a oportunidade, a convocação se justifica, (quase que exclusivamente) pela lesão do também cabeça de área Sandro, do Tottenham, da Inglaterra. O camisa 30 dos “ingleses”, inegavelmente, joga mais que o guri de Erechim – sem “grenalizar”, por favor!

---

Fotos: FoxSports, Globoesporte.com e Esportes Uol

Nenhum comentário:

Postar um comentário