segunda-feira, 20 de maio de 2013

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Att;

SAUL Teixeira
Jornalista e "pitaqueiro" oficial da página.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Copa do Brasil - Síntese da quarta-feira Colorada

Mesmo com um jogador a menos, no segundo tempo o time de Dunga foi superior nos três aspectos inerentes ao futebol: o técnico, o tático e o físico. Final: Inter 2 x 0 Santa Cruz... Gols de D"Alessandro e Caio.

Após a expulsão de Fabrício o treinador armou a equipe com duas linhas de quatro, dando a D'Alessandro e Forlán a tarefa tripla de compor o meio-campo, armar e chegar à frente - com Fred atuando na lateral-esquerda. Mal comparando, os papéis se assemelham aquilo que um ala faz no futsal moderno. Mal comparando, reitero. A postura dos atletas citados, justifica o sucesso tático.

Sobre a maior técnica, já era esperado, uma vez que o adversário é reconhecidamente inferior ao colorado. Por fim, fica o registro ao fator físico e, neste quesito, Paulo Paixão é insuperável. Não por acaso, é campeão da Libertadores pela dupla Gre-Nal, além de Campeão Mundial com o Inter e Penta com a Seleção em 2002.

 
O primeiro tempo do Internacional foi preocupante, porém, felizmente para os vermelhos, Dunga foi OBRIGADO a reorganizar a equipe devido a expulsão e a lesão de Airton. Aliás, o retorno de Josimar ao meio-campo, trouxe mais ofensividade ao time, sem falarmos na volta do lateral-esquerdo Kléber. Em que pese alguns "corneteiros", o camisa 6 é inegavelmente o dono da posição pelas bandas do Centenário, provisoriamente, a casa alvirrubra. Dizem que o treinador que altera bem a equipe é porque escala mal. Não iria tão longe, mas sem dúvidas, Dunga pode rever alguns aspectos, sobretudo as titularidades de Fabrício e Airton.

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Foto: Clic RBS e Globo Esporte

terça-feira, 14 de maio de 2013

Felipão e a esdrúxula convocação


Convocação

Na manhã desta terça-feira (14/05), o técnico Luiz Felipe Scolari anunciou a lista de 23 nomes para a disputa da Copa das Confederações, no próximo mês, no país. Ao contrário do que se imaginava Ronaldinho Gaúcho, que hoje é o melhor jogador em atividade no país – superando inclusive Neymar, está fora da lista. Dizem que problemas extracampo afastaram o R10 da amarelinha. Por favor, Felipão, craque precisa ser administrado, ainda mais diante da escassez de valores do futebol brasileiro.

Penta x atualidade

Em 2002 Felipão não levou o Romário e a conquista do Pentacampeonato acabou "abafando" o equívoco. E pelo que parece, a não convocação de Ronaldinho teria tido mesma razão - discussões fora das quatro linhas atraso em apresentações, algo do gênero. Mas, alô... atenção, hoje é diferente. Na Copa da Ásia tínhamos Rivaldo, Ronaldo e o próprio Ronaldinho vivendo seus auges, sem falarmos em Cafu e Roberto Carlos. Hoje, entre as opções temos Jadson e Hulk. Convenhamos: vaidade tem limites.

Articulador

Sem Ronaldinho e Kaká – que embora esteja longe das condições atuais, deveria estar ao menos entre os reservas - o único afirmado do setor, entre os convocados, é Oscar. Jadson, apesar do bom momento no São Paulo, está longe das exigências da seleção. Os demais convocados simplesmente não são da função. Vejamos: Bernard e Lucas, do PSG, são jogadores de frente e de lado de campo. Aliás, mesma função do Hulk... Que com todo o respeito, não consegue ser titular sequer no Zenit.

Agravante

Mesmo em relação a Oscar, único afirmado no setor, existe uma agravante. O meia do Chelsea não tem condição de ser o centro técnico da equipe. Joga demais, é uma afirmação indiscutível, mas é assessor de camisa 10 e não a figura principal do setor. Lembram dele no Internacional? O melhor momento de Oscar foi ao lado de D’Alessandro. Na seleção, a 10 será de Oscar, mas na prática, ninguém da função foi convocado. Um erro primário digno de demissão por justa causa. 

Esquema

Mesmo com as observações, Oscar pode desempenhar com louvor- embora improvisadamente – a figura de centro técnico do time no sistema 4-2-3-1. Porém, para isso, é preciso, imprescindivelmente, que os meias/atacantes de flanco – Neymar de um lado - e o outro quem será? Talvez Bernard? – superam a ausência de 10 clássico. Do contrário, se Oscar for bem marcado, a seleção ficará refém do “balão da defesa” e/ou dos avanços dos laterais, nem sempre possível contra adversários de maior qualidade como a Espanha, por exemplo.

Três volantes

Tem mais. A partir da convocação “varzeana”, não me surpreenderia em nada se a seleção fosse a campo com três volantes e apenas Oscar na armação. Sendo assim, uma meia cancha em losango – com Fernando (do Grêmio) ou Luís Gustavo recuado, Paulinho na direita, Hernanes na esquerda e Oscar adiantado. Diante dos nomes, essa seria a formatação tática mais equilibrada. Mas, convenhamos: a única possibilidade aceitável de jogar uma Copa das Confederações, em casa e com três volantes, é diante da convocação equivocada. Na frente, Neymar e Fred, por enquanto, indiscutíveis.

Ataque

Falando no setor, Felipão cometeu outro equívoco. Se a escolha foi por apenas dois centroavantes, deveria ter variado as características. Com Fred e Leandro Damião (do Internacional), a seleção fica refém dos homens de área, que necessariamente, precisam ser constantemente abastecidos. Diante da titularidade de Fred, a opção mais racional no banco seria Alexandre Pato. Embora esteja na reserva do Corinthians, o camisa 7 tem a velocidade como principal característica, além de também poder jogar como segundo atacante.

Pitaco

Na verdade, o ideal seria que Felipão convocasse dois centroavantes de ofício e mais Alexandre Pato – deixando Hulk bem longe da amarelinha. Neste sentido, sobre os primeiros, não seria surpresa se Jô estivesse na vaga de Damião. Futebol é momento e, neste quesito, o 7 do Atlético-MG está jogando mais que o colorado. Mas, Felipão apostou na regularidade de Damião, o que não deixa de ser um acerto.

Dono da bola

Além da convocação, querem mais uma prova cabal do momento medíocre da seleção nacional? A Copa das Confederações congrega as seleções campeãs continentais, além da campeão do Mundo, a Espanha.  Porém, o Brasil, pentacampeão mundial, participará do torneio somente por ser sede. Assim como a África do Sul na Copa passada, lembram? Parece aquele menino que joga tão mal que a única chance de integrar o time dos amigos é sendo o dono da bola.

Falando nisso

Não é à toa que hoje estamos na 19ª colocação do ranking da Fifa – embora conteste alguns critérios da entidade. Desculpem o desabafo, mas está cada dia mais difícil torcer para esse remendo de time chamado seleção brasileira.

Solução mágica

Com a “pataquada” em forma de convocação de Felipão, reforça ainda mais minha teoria de que o gaúcho de Caxias do Sul não é nada além do que uma Solução Mágica para resolver os problemas da seleção. Quando Mano Menezes assumiu a casamata, o nome correto seria Muricy Ramalho, mas diante da falta de acerto, Mano foi jogado aos leões e a goela abaixo da opinião pública. Hoje, como uma espécie de Paladino do Futebol Brasileiro, Super Herói da Pátria de Chuteiras, Felipão novamente está na função. Porém, não me surpreende que ele deixe a função – ou seja, demitido – antes mesmo da Copa do Mundo. Adenor Bacchi, o Tite, é o nome da vez. Mas, torçamos por Felipão, por mais difícil que seja.

Sonho do cronista

Diante da convocação, ainda sonho em disputar uma Copa do Mundo. Perna-de-pau por perna-de-pau, meu sonho é justo e tangível.
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Fotos: Globoesporte.com, Esportes Uol, Lance Net e Gazeta Esportiva
         

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Internacional, Tricampeão Gaúcho 2013


Conquista

Apesar das dificuldades em algumas partidas, o Internacional é o legítimo campeão estadual de 2013. No melhor estilo Dunga, na aplicação e no foco total, a equipe cumpriu aquilo que se espera dos grandes times: dedicou-se, venceu os mais fracos – tecnicamente - e conquistou o caneco ao vencer os dois turnos – embora a taça Farroupilha tenha vindo nos pênaltis e com reclamações de erro de arbitragem. Falando nas cobranças penais, destaque para o herói do título, o goleiro Muriel.

Hegemonia

Desde que a disputa passou a ter essa fórmula, os “vermelhos” conquistaram o campeonato quatro vezes, em cinco disputadas, além de terem vencido todas as taças do segundo turno. Com a conquista, os colorados ampliam para seis títulos a vantagem em relação ao Grêmio. Parabéns à torcida colorada, 42 vezes dona do Estado!

Mérito x obrigação

Beneficiado pelo “desdém” do rival Grêmio ao campeonato gaúcho – cuja a prioridade é a Libertadores - o time de Dunga teve apenas o trabalho de fazer o dever de casa. Neste sentido, superar o Grêmio foi o maior mérito colorado. No mais, diante do nível técnico dos adversários, a conquista não foi mais do que obrigação. Um brinde ao paradoxo.

Lembrança

Sobre a eterna polêmica sobre a importância do certamente estadual, concordo com um renomado comentarista gaúcho, Cláudio Cabral – já falecido. Dizia ele: “Só existe uma coisa pior que vencer o Gauchão... é perder o Gauchão”.

Superação

Sobre a final - Com três homens de marcação, o técnico Lisca bloqueou as principais ações coloradas, oportunizando ao Juventude uma partida quase perfeita do ponto de vista defensivo. Sem força ofensiva, porém, conseguia ameaçar somente na bola parada. Na etapa complementar, prejudicado pelo déficit físico, a “papada” viu seu goleiro Fernando ser o melhor da partida e ser brindado pela sorte com duas chances claríssimas desperdiçadas pelo atacante Caio, quase nos acréscimos.

Invencibilidade

Apesar da derrota nos pênaltis, para o técnico do Juventude, Lisca, fica o mérito inegável de não ter perdido para a dupla Gre-Nal, embora sua equipe seja da série D. Aliás, é justamente pelo mesmo motivo, que Grêmio e Internacional precisam rever alguns aspectos, sobretudo, antecipar a busca por reforços, urgentemente.

Polêmica

O Juventude reclama que seu gol foi anulado equivocadamente. Não existe consenso nem mesmo entre os comentaristas que trabalharam na partida. Uns dizem que o árbitro acertou, outros que Willians simulou a falta e, uma terceira versão defende que a arbitragem assinalou a suposta falta antes da cabeçada que resultou em gol. Endosso o coro daqueles que acreditam que Márcio Chagas errou, sim. Embora o volante colorado tenha sido tocado, futebol é esporte de contato, como diz o velho jargão.

Apito amigo

O árbitro Márcio Chagas da Silva novamente está no centro da discussão. Em 2011 criou polêmica ao conceber "oito minutos" de acréscimo, possibilitando ao Grêmio empatar a partida contra o Caxias – e depois, Grêmio Campeão do turno nos pênaltis. Na oportunidade, o técnico do Caxias era Lisca. Dois anos depois, pobre Lisca, novamente "vitimado" pelo apito amigo. Não acredito em erro deliberado, tampouco, perseguição de arbitragem, mas sem dúvidas, as coincidências são drásticas para o “novato” e competente treinador.

Tecnologia

Novamente faço referência: não acredito em má fé da arbitragem, mas o nível técnico dos “homens do apito” está pavoroso. Por essas e outras, defendo à revolução tecnológica também no futebol. Só assim, os títulos, classificações e objetivos alcançados ficaram livres da “mácula” – ou dúvida - do apito.

Toca e tapetão

O Juventude tenta conquistar os pontos da partida devido a um erro do primário do Internacional. Ao que consta, o lateral-direito Gabriel – que fez sua pior partida com a camiseta colorada - não teria assinado a súmula no final do jogo – bota comportamento varzeano nisso, em?  Entretanto, como a FGF não prevê sanção para casos como esses e a CBF aponta apenas multa como represália, tudo indica que não é desta vez que a “outrora toca” voltará a “aquecer” os colorados.

Jogaço

Atlético-MG e São Paulo protagonizam a melhor partida desta quarta-feira, à noite, pela oitavas-de-final da Libertadores. Com a vitória de 2 a 1 no Morumbi, o time de Ronaldinho e Cia classifica-se inclusive se perder por 1 a 0. Em que pese às desconfianças em relação ao histórico do técnico Cuca na hora do “vamos ver”, torço e acredito numa classificação mineira. Aliás, seria uma boa para o bem do futebol, afinal, o Galo, até o momento é a equipe brasileira que melhor tem jogado na temporada, inclusive, fazendo a melhor campanha da Libertadores. Mas, cuidado com o “mata-mata”. Às vezes ele é tão traiçoeiro...

Treinamento

Dunga e Luxemburgo terão cerca de 15 dias para trabalhar. Descanso aos jogadores, concentração, treinamentos intensificados. Tudo para que os azuis passem pelo Santa Fe e os vermelhos pelo Santa Cruz, nos desafios do momento, Libertadores e Copa do Brasil, respectivamente. Mesmo que em futebol não exista lógica, espero ao menos que a famosa dupla da capital gaúcha honre a folha salarial de suas equipes — infinitamente maiores que de seus rivais — e literalmente “despache” os adversários da hora. Futebol não é bolsa de valores, eu sei, mas convenhamos, né? Os Santa’s estão longe de serem os maiores desafios da temporada. Mesmo assim, oremos e boa sorte à gauchada!
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Fotos: Esportes Uol, Internacional Oficial, Zero Hora, Planeta Futebol e Blog Futebol Onze.