terça-feira, 22 de maio de 2012

O início do Brasileirão e a Final da Champions League


Estreia

Atuando no Beira-Rio, o Internacional iniciou a maratona de jogos do brasileirão contra o Coritiba no domingo. Com bela atuação de seu sistema ofensivo e sem exigências à defesa, o time de Dorival aplicou 2 a 0, teve o centroavante Leandro Damião como grande destaque e garantiu os primeiros três pontos visando a conquista do tetracampeonato nacional. Eliminado na Libertadores, o colorado tem na maior competição do país, o seu único foco, algo que não ocorria há tempos e poderá ser fator fundamental em busca do árduo objetivo...

Prioridade

Envolto na Copa do Brasil, o Coritiba veio a Porto Alegre poupando três de seus titulares: o atacante Roberto, o lateral Ayrton, além de deixar Éverton Ribeiro no banco de reservas. Mesmo com a equipe completa, vencer o Inter já seria um desafio e tanto, imaginem, então, preservando alguns atletas. Não há jeito: a cultura atual, infelizmente defende a “prioridade”. Enquanto isso, as equipes vão acumulando insucessos e quando se dão conta do prejuízo, às vezes, já é tarde demais.

3 D

Peço desculpas pela falta de originalidade, mas é impossível não utilizar a sacada do “ataque 3 D” para valorizar a atuação do sistema ofensivo do Internacional. Originalmente uma peça publicitária utilizado pelo departamento de marketing do Inter para promover o trio D’Alessandro, Dagoberto e Damião, a estratégia finalmente pode ser utilizada – mesmo com Dátolo no lugar de D’Alessandro, novamente (ou ainda, com queiram) lesionado...

Triangulação

O segundo gol do Internacional foi uma bela obra coletiva. Com troca de passes rápidas entre Dátolo, Dagoberto e Damião, a jogada foi um alento aos admiradores do futebol que alia plasticidade e resultado. No mesmo final de semana em que o Chelsea venceu o Bayer de Munique em uma das maiores retrancas da história do esporte bretão, o gol de Dagoberto serviu de esperança. Por mais que o futebol não seja um ato de justiça, é bom, muito bom, quando uma equipe vence e faz por merecer, alegrando não só os telespectadores, mas, sobretudo, os “deuses” do futebol. 

Seleção

Visando os jogos Olímpicos de Londres, Oscar e Damião foram convocados para a disputa de amistosos da seleção. Ao lado de Neymar, Ganso e Lucas, do São Paulo, a dupla integra os maiores trunfos do selecionado nacional em busca da inédita medalha de ouro. Falando no assunto, é um absurdo a ausência do volante Fernando do Grêmio. O camisa 17 desde que foi fixado na primeira função do meio, cresce a cada jogo, tem altíssimo índice de passes acertados e ainda destaca-se com a marcação de gols, inclusive de falta. É por essas e outras que Mano Menezes está cada vez mais contestado e dificilmente resistirá até a Copa do Mundo. Chega, né?

Derrota

A exemplo de outros seis clubes, o Grêmio iniciou o brasileirão poupando alguns titulares. Sem Gilberto Silva, Léo Gago, Souza e com Marcelo Moreno entrando apenas no segundo tempo, o time do Grêmio que já está longe de ser um primor, ficou ainda mais carente. Diante da vantagem obtida no jogo de ida contra o Bahia, levand0-se em conta a fragilidade do elenco e, sobretudo, o fato do jogo ser apenas na quinta-feira e no Olímpico, a “preservação” não era necessária. Resultado: Vasco 2 a 1.

Fundamento

Enfrentando um Vasco ainda mais descaracterizado, o Grêmio deixou de vencer em São Januário. Diante da série de desfalques, a partida foi marcada por muita transpiração, mas pouquíssima qualidade, tanto que a disputa registrou o maior número de passes errados da rodada, 103. Pelo lado gremista, Miralles e Marco Antônio – que deveria ser o melhor de todos no fundamento – concluíram o jogo com sete erros. Um pouquinho mais de esmero não faz mal a ninguém. Treinar é mais que necessário!

Banco

No intervalo, o técnico carioca Cristovão Borges promoveu o ingresso de dois de seus titulares. Como qualidade nunca é demais, foram justamente os dois que garantiram a vitória vascaína: Juninho Pernambucano cruzou e o centroavante Alecsandro, ex-Inter, balançou as redes de Victor.

Apito amigo

Não bastasse o que já dissemos, a arbitragem anulou absurdamente um gol gremista. Após cruzamento, o arqueiro Fernando Prass saiu em falso, acabou soltando a bola e Miralles marcou o gol. Entretanto, o homem do apito anulou o lance alegando falta sobre o goleiro vascaíno. Nessa rodada, o apito amigo “operou” o Grêmio.

Compensando?

Por outro lado, o mesmo árbitro assinalou pênalti duvidoso de Renato Silva. Se foi uma tentativa de compensar ou não, jamais saberemos, mas o que importa e se lamenta, foi a cobrança de Marcelo Moreno. De maneira fraca e quase no centro do gol, o camisa 9 desperdiçou a chance de arrancar ao menos um ponto em São Januário. Não adianta, perder pênalti é fatal...

Epidemia

O desperdício da marca penal parece uma epidemia. Nas semifinais da Champions League, Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká erraram. Na libertadores, Dátolo desperdiçou na primeira partida contra o Fluminense e contribui e muito para a eliminação do Inter. Domingo foi a vez de Marcelo Moreno e no sábado, Arjen Robben, avante do Bayer de Munique jogou a chance dos alemães nas mãos do ótimo goleiro Cech, do Chelsea. Mais do que nunca, a discussão se justifica. Afinal, pênalti é treino ou concentração? Em regra, trata-se de uma fusão de ambos, mas o mais difícil é colocá-la em prática.

Pragmatismo

Gostei quando o Chelsea eliminou o Barcelona. Entretanto, não pelo pragmatismo do time inglês, mas por achar e já ter destacado algumas fragilidades da equipe catalã, antes de sua eliminação – como ausência de um centroavante e a série de improvisações na defesa. Entretanto, na final entre Bayer e Chelsea o que vimos foi um dos maiores “crimes” da história do futebol...

Estrelas

Enquanto os donos da casa arremataram 26 vezes à meta inglesa, o Chelsea chutou apenas seis vezes ao longo dos 90 minutos. Diante do desperdício alemão e contando com a sempre bem-vinda sorte, o Chelsea empatou quase nos acréscimos, seu goleiro pegou um pênalti na prorrogação e na famigerada decisão por pênaltis acabou confirmando o que parecia já estar escrito nas estrelas: o primeiro título do Chelsea que carimbou vaga ao Mundial de Clubes no final do ano. Enquanto isso, a Allianz Arena, em Munique, viveu seu “trágico” dia de Maracanaço.

Fotos: Sport Club Internacional, Veja e Lancenet.com

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Depois da eliminação... Mais um caneco!


Supremacia

Ainda lambendo as feridas pela eliminação na Libertadores na semana passada, o Internacional recebeu o Caxias pela finalíssima do Gauchão, saiu perdendo, assustou seu torcedor, pôs a cabeça de seu treinador a prêmio, mas conseguiu reverter o escore. Com o 2 a 1 - gols de Sandro Silva e Damião -  os vermelhos conquistaram seu 41° título estadual, consolidam ainda mais a posição de maior vencedor do certame, além de deter uma impressionante marca: venceu sete campeonatos gaúchos dos últimos dez disputados. Parabéns aos colorados!

Safari

Apesar da taça, o Caxias foi dono da partida na primeira etapa. Com o meia Wangler jogando às costas do lateral-esquerdo Fabrício, o time de Mauro Ovelha pôs a zebra para desfilar no Beira-Rio. Assim como o Fluminense, a equipe abusava das bolas paradas, até que após um escanteio, a defesa colorada permitiu a “casquinha” na primeira trave e o lateral Michel abriu o marcador...

Sonora

Enquanto isso, a única chance colorada foi anulada absurda e erroneamente pela arbitragem. Oscar em posição “prá lá de legal” recebeu o lançamento e deixou Leandro Damião sozinho na frente do gol. Mesmo assim, a produção estava baixa, bem como, a postura morosa da equipe, o que acabou justificando que o time fosse ao vestiário mediante murmurinhos e vaias da arquibancada.

Mutação

Como não poderia deixar de ser, Dorival promoveu três mudanças no intervalo, uma de ordem tática e outras duas nominais. Voltando de lesões, D’Alessandro e Dagoberto personificaram o segundo tempo de alto nível do Internacional. Além do mais, Dagoberto atuou como um legítimo segundo atacante, posição para qual foi contratado e, não como meia-esquerda imóvel na lateral de campo. O fato contribuiu e muito para que Damião entrasse na partida, uma vez que não existe centroavante no mundo capaz de sobreviver ao isolamento... Aliás pelo segundo ano consecutivo, Damião foi o artilheiro da competição, desta vez, com 11 gols.

Feijão com arroz

Dorival está a cinco meses escalando seu camisa 20 fora de função em nome do famigerado 4-2-3-2. Não adianta, qualquer sistema para funcionar requer as peças necessárias para tanto. Pelo plantel disponível e, sobretudo, pelas características dos titulares, a melhor escalação para os colorados é o bom e velho feijão com arroz do 4-4-2. Que sirva de lição para o restante da temporada: Dagoberto é segundo atacante e ponto final!

Qualidade

É claro que para o Caxias, enfrentar o Inter, em qualquer circunstância, já é uma pedreira e tanto. Imaginem então, se os colorados estiverem “completos” após quase dois meses. Quis o destino e a necessidade, que no segundo tempo, Dorival mandasse a campo o que há de melhor no Beira-Rio, –exceto o lateral-esquerdo Kléber – com direito a um quarteto digno de causar inveja: Oscar, D’Alessandro, Dagoberto e Damião...

Brasileirão

Se conseguir superar as ausências de Damião e Oscar, que servirão a seleção nos jogos olímpicos e nos amistosos preparatórios, o Inter entra forte no maior certame nacional. Após muito tempo, o colorado terá o Brasileirão como única disputa, sem a necessidade de dividir a atenção com outra competição. O fato deve garantir ligeira vantagem em comparação com outros postulantes ao caneco, ao menos nas rodadas iniciais – enquanto os adversários estiverem envolvidos com a Libertadores e a Copa do Brasil.

Sacrifício

Em desgraça com a torcida após perder um pênalti na partida de ida contra o Fluminense – o que contribuiu e muito com a eliminação – além da atuação apagadíssima no primeiro tempo contra o Caxias, Dátolo nem voltou para a etapa complementar. Em seu lugar ingressou o capitão D’Alessandro, que inegavelmente é o centro técnico da equipe. Mesmo longe de suas plenitude física, o camisa 10, com sua grande técnica, justificou o número que utiliza, ditou a maior parte das ações ofensivas e deu outra dinâmica a meia-cancha colorada...

Desperdício

Uma equipe profissional não pode desperdiçar tantos pênaltis, ainda mais se tratando de partidas decisivas. Contra o Flu, Dátolo; contra o Caxias, o vilão foi Nei – Já que D’Ale recém havia entrado na partida e não estava sentindo-se confiante. No futebol atual, marcado pela paridade, qualquer chance que se oferte, precisa ser aproveitada. E até provem o contrário, poucas oportunidades são tão claras quanto à cobrança da marca penal. Treinar é preciso e não faz mal a ninguém!

Repetição

Falando no assunto, passou da hora de Dorival intensificar o treinamento também da bola aérea defensiva. Do jeito que está, o pavor impera a cada bola alçada para a defesa colorada. Agora, com mais tempo para treinar, o colorado deverá avançar no quesito. Ao menos, é o que esperam os colorados!

Muralha

Em que pese a grande fase de Muriel e o retorno da excelência de Victor, o melhor goleiro do Gauchão 2012 é disparado Paulo Sérgio. Figura central na conquista do primeiro turno, o camisa1 teve jornada monstruosa no Beira-Rio. Mesmo com a derrota, o arqueiro pegou pênalti, mostrou firmeza nas intervenções e protagonizou no mínimo duas grandes defesas. Sem dúvidas, trata-se de uma bela opção/aposta no atual mercado escasso de goleiros confiáveis.

Copa do Brasil

Após eliminar o Fortaleza na semana passada, o Grêmio enfrenta o Bahia, campeão regional e treinado por Paulo Roberto Falcão. Válida pela quartas-de-final, a primeira partida será disputada na próxima quinta-feira, às 21h, em solo nordestino. Boa sorte aos tricolores!
            
Fotos:Sport Club Internacional, clicrbs, zerohora.com, esportes.terra e goal.com

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Final, Copa do Brasil e Libertadores

Tendência ou zebra?

Caxias e Internacional protagonizaram um grande duelo. Não pelo brilhantismo técnico, mas pelos ingredientes que circundaram a disputa. O retorno de Oscar, a escalação de Fabinho, as chances desperdiçadas e por fim, o placar empatado. Com o 1 a 1, o Internacional pode até empatar sem gols no próximo domingo para conquistar seu 41° título regional. Ao Caxias resta desmentir a tendência e colocar a zebra a desfilar no Beira-Rio.

Postura

Longe das atuações apáticas do segundo turno, o primeiro tempo do Caxias foi uma síntese da participação da equipe na Taça Piratini, sob o comando de Paulo Porto. Com forte marcação, contando com o qualificado apoio do lateral-esquerdo Fabinho e com a intensa movimentação da dupla ofensiva Vanderlei e Caion, o time grená fez um enfretamento de igual para igual com os colorados, inclusive levando vantagem na etapa inicial, tanto que foi para o vestiário vencendo por 1 a 0.

Intervalo

Entretanto, após o intervalo, dois fatores contribuíram para que o Inter tomasse conta do jogo. A primeira delas foi a mudança no posicionamento de Oscar, que passou a atuar no lado esquerdo da meia cancha. A outra foi o decréscimo físico do Caxias, visivelmente “sem pernas” no segundo tempo. A situação só não foi melhor para os vermelhos, pois o chute de João Paulo – que substituiu o desgastado Tinga–, explodiu na trave. Do contrário, a situação dos vermelhos seria ainda mais confortável para a finalíssima no Beira-Rio.

Retorno

Após longo e tenebroso período longe da equipe pelo imbróglio jurídico com o São Paulo, Oscar teve atuação discreta, no primeiro tempo. Aberto pelo setor direito, buscando impedir os avanços do ótimo lateral Fabinho, o camisa 16 sentiu a falta de ritmo, cometeu alguns erros que dificilmente protagoniza e não justificou a polêmica em torno de sua escalação. Entretanto, na segunda etapa tudo foi diferente. Aproveitando-se da marcação vacilante, o camisa 16 passou a protagonizar as melhores chances do colorado, sobretudo na “dobradinha” com o lateral Fabrício, no setor esquerdo e ainda marcou o belo gol de empate...

Novela

Contra o Fluminense, nessa quinta, porém, o meia ainda não tem presença garantida. Embora tenha conquistado uma liminar que o reinscreve com atleta do Internacional, a direção colorada, acertada e preventivamente, solicitou a CBF uma confirmação junto a Conmebol, buscando a regularização de Oscar na federação Sul-Americana. Porém, os cartolas brasileiros emitiram um comunicado extenso, mas que pouco diz, causando dúvidas no departamento jurídico do clube gaúcho. Sendo assim, o Inter espera nova manifestação da CBF para garantir a presença de Oscar entre os titulares no Engenhão.

Passagem

Se não puder atuar, Oscar será substituído pelo meia–atacante Jajá. Destaque no empate contra o Caxias, inclusive sendo autor da assistência para o gol de empate, o camisa 17 tem sido a principal opção no setor ofensivo e da meia-cancha, levando-se em conta as lesões de Dátolo, D’Alessandro e Dagoberto, além da instabilidade de Gilberto e Marcos Aurélio. Com boa velocidade, força e poder de conclusão, Jajá vem justificando sua repatriação e, sobretudo, o salário recebido – ao contrário de tantos outros que apenas “comem e dormem” no Beira-Rio.

Time e situação

Levando a dúvida em relação a Oscar até o início da partida, o time colorado deverá ser: Muriel; Neil, Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo,  Oscar (ou Jajá, ou Dagoberto) e, Leandro Damião.  Com o empate em Porto Alegre, em 0 x 0, o Internacional joga pela igualdade em gols. Zero a zero leva a partida para os pênaltis. Quem vencer se classifica. Boa sorte aos vermelhos!

Copa do Brasil

Pela competição nacional, o Grêmio entra em campo na noite dessa quarta-feira, no Olímpico, às 22h. Com a vitória de 2 a 0 obtida na semana passada contra o Fortaleza, no Presidente Vargas, o time do aniversariante Vanderlei Luxemburgo (10/04), além de vencer, deverá golear os nordestinos. Além da inferioridade técnica, o tricolor do nordeste terá apenas dois titulares, enquanto a equipe principal passeou pela serra gaúcha e está sendo preservada para a disputa do campeonato cearense. Vai entender! Mesmo assim, boa sorte aos tricolores gaúchos!

Desfalques

Apesar das facilidades citadas, o Grêmio tem algumas dificuldades de escalação. Com as lesões do afirmado Werley e do improvisado Pará, Luxa promove os ingressos de Naldo e do jovem Dener, respectivamente. Sobre o primeiro, reitero que se trata de um atleta sem condições de vestir a camisa gremista. Sobre Dener - oriundo da base tricolor - honestamente, não lembro de nenhuma atuação sua pelo Veranópolis, onde estava emprestado. Entretanto, pelos bons treinos que realiza e, sobretudo, por ser da posição, “lateral-esquerdo da gema”, a aposta é mais do que acertada.

Escalação

Desta forma, o Grêmio deverá ser escaldo com: Victor; Edílson, Gilberto Silva, Naldo e Dener; Fernando, Léo Gago, Souza e Marco Antônio; Marcelo Moreno (Bertoglio ou Miralles) e André Lima.

Fotos: clicrbs, lancenet.com, goal.com, colunas.cbn.globoradio e olaserragaucha.com.br