Estreia
Atuando no Beira-Rio, o Internacional iniciou a maratona
de jogos do brasileirão contra o Coritiba no domingo. Com bela atuação de seu
sistema ofensivo e sem exigências à defesa, o time de Dorival aplicou 2 a 0, teve
o centroavante Leandro Damião como grande destaque e garantiu os primeiros três
pontos visando a conquista do tetracampeonato nacional. Eliminado na
Libertadores, o colorado tem na maior competição do país, o seu único foco,
algo que não ocorria há tempos e poderá ser fator fundamental em busca do árduo
objetivo...
Prioridade
Envolto na Copa do Brasil, o Coritiba veio a Porto Alegre
poupando três de seus titulares: o atacante Roberto,
o lateral Ayrton, além de deixar Éverton Ribeiro no banco de reservas. Mesmo
com a equipe completa, vencer o Inter já seria um desafio e tanto, imaginem,
então, preservando alguns atletas. Não há jeito: a cultura atual, infelizmente
defende a “prioridade”. Enquanto isso, as equipes vão acumulando insucessos e
quando se dão conta do prejuízo, às vezes, já é tarde demais.
3 D
Peço desculpas pela falta de originalidade, mas é impossível não
utilizar a sacada do “ataque 3 D” para valorizar a atuação do sistema ofensivo
do Internacional. Originalmente uma peça publicitária utilizado pelo
departamento de marketing do Inter para promover o trio D’Alessandro, Dagoberto
e Damião, a estratégia finalmente pode ser utilizada – mesmo com Dátolo no
lugar de D’Alessandro, novamente (ou ainda, com queiram) lesionado...
Triangulação
O segundo gol do Internacional foi
uma bela obra coletiva. Com troca de passes rápidas entre Dátolo, Dagoberto e
Damião, a jogada foi um alento aos admiradores do futebol que alia plasticidade
e resultado. No mesmo final de semana em que o Chelsea venceu o Bayer de
Munique em uma das maiores retrancas da história do esporte bretão, o gol de
Dagoberto serviu de esperança. Por mais que o futebol não seja um ato de
justiça, é bom, muito bom, quando uma equipe vence e faz por merecer, alegrando
não só os telespectadores, mas, sobretudo, os “deuses” do futebol.
Seleção
Visando os jogos Olímpicos de Londres, Oscar e Damião foram
convocados para a disputa de amistosos da seleção. Ao lado de Neymar, Ganso e
Lucas, do São Paulo, a dupla integra os maiores trunfos do selecionado nacional
em busca da inédita medalha de ouro. Falando no assunto, é um absurdo a
ausência do volante Fernando do Grêmio. O camisa 17 desde que foi fixado na
primeira função do meio, cresce a cada jogo, tem altíssimo índice de passes
acertados e ainda destaca-se com a marcação de gols, inclusive de falta. É por
essas e outras que Mano Menezes está cada vez mais contestado e dificilmente
resistirá até a Copa do Mundo. Chega, né?
Derrota
A exemplo de outros seis clubes, o
Grêmio iniciou o brasileirão poupando alguns titulares. Sem Gilberto Silva, Léo
Gago, Souza e com Marcelo Moreno entrando apenas no segundo tempo, o time do
Grêmio que já está longe de ser um primor, ficou ainda mais carente. Diante da
vantagem obtida no jogo de ida contra o Bahia, levand0-se em conta a
fragilidade do elenco e, sobretudo, o fato do jogo ser apenas na quinta-feira e
no Olímpico, a “preservação” não era necessária. Resultado: Vasco 2 a 1.
Fundamento
Enfrentando um Vasco ainda mais descaracterizado, o Grêmio deixou
de vencer em São Januário. Diante da série de desfalques, a partida foi marcada
por muita transpiração, mas pouquíssima qualidade, tanto que a disputa
registrou o maior número de passes errados da rodada, 103. Pelo lado gremista,
Miralles e Marco Antônio – que deveria ser o melhor de todos no fundamento –
concluíram o jogo com sete erros. Um pouquinho mais de esmero não faz mal a
ninguém. Treinar é mais que necessário!
Banco
No intervalo, o técnico carioca Cristovão Borges promoveu o
ingresso de dois de seus titulares. Como qualidade nunca é demais, foram
justamente os dois que garantiram a vitória vascaína: Juninho Pernambucano
cruzou e o centroavante Alecsandro, ex-Inter, balançou as redes de Victor.
Apito amigo
Não bastasse o que já dissemos, a arbitragem
anulou absurdamente um gol gremista. Após cruzamento, o arqueiro Fernando Prass
saiu em falso, acabou soltando a bola e Miralles marcou o gol. Entretanto, o
homem do apito anulou o lance alegando falta sobre o goleiro vascaíno. Nessa
rodada, o apito amigo “operou” o Grêmio.
Compensando?
Por outro lado, o mesmo árbitro
assinalou pênalti duvidoso de Renato Silva. Se foi uma tentativa de compensar
ou não, jamais saberemos, mas o que importa e se lamenta, foi a cobrança de
Marcelo Moreno. De maneira fraca e quase no centro do gol, o camisa 9
desperdiçou a chance de arrancar ao menos um ponto em São Januário. Não
adianta, perder pênalti é fatal...
Epidemia
O desperdício da marca penal parece uma epidemia. Nas semifinais
da Champions League, Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká erraram. Na libertadores,
Dátolo desperdiçou na primeira partida contra o Fluminense e contribui e muito
para a eliminação do Inter. Domingo foi a vez de Marcelo Moreno e no sábado,
Arjen Robben, avante do Bayer de Munique jogou a chance dos alemães nas mãos do
ótimo goleiro Cech, do Chelsea. Mais do que nunca, a discussão se justifica.
Afinal, pênalti é treino ou concentração? Em regra, trata-se de uma fusão de
ambos, mas o mais difícil é colocá-la em prática.
Pragmatismo
Gostei quando o Chelsea eliminou o Barcelona. Entretanto, não pelo
pragmatismo do time inglês, mas por achar e já ter destacado algumas
fragilidades da equipe catalã, antes de sua eliminação – como ausência de um
centroavante e a série de improvisações na defesa. Entretanto, na final entre
Bayer e Chelsea o que vimos foi um dos maiores “crimes” da história do futebol...
Estrelas
Enquanto os donos da casa arremataram 26 vezes à meta inglesa, o
Chelsea chutou apenas seis vezes ao longo dos 90 minutos. Diante do desperdício
alemão e contando com a sempre bem-vinda sorte, o Chelsea empatou quase nos
acréscimos, seu goleiro pegou um pênalti na prorrogação e na famigerada decisão
por pênaltis acabou confirmando o que parecia já estar escrito nas estrelas: o
primeiro título do Chelsea que carimbou vaga ao Mundial de Clubes no final do
ano. Enquanto isso, a Allianz Arena, em Munique, viveu seu “trágico” dia de
Maracanaço.
Fotos: Sport Club Internacional, Veja e Lancenet.com











