segunda-feira, 14 de maio de 2012

Depois da eliminação... Mais um caneco!


Supremacia

Ainda lambendo as feridas pela eliminação na Libertadores na semana passada, o Internacional recebeu o Caxias pela finalíssima do Gauchão, saiu perdendo, assustou seu torcedor, pôs a cabeça de seu treinador a prêmio, mas conseguiu reverter o escore. Com o 2 a 1 - gols de Sandro Silva e Damião -  os vermelhos conquistaram seu 41° título estadual, consolidam ainda mais a posição de maior vencedor do certame, além de deter uma impressionante marca: venceu sete campeonatos gaúchos dos últimos dez disputados. Parabéns aos colorados!

Safari

Apesar da taça, o Caxias foi dono da partida na primeira etapa. Com o meia Wangler jogando às costas do lateral-esquerdo Fabrício, o time de Mauro Ovelha pôs a zebra para desfilar no Beira-Rio. Assim como o Fluminense, a equipe abusava das bolas paradas, até que após um escanteio, a defesa colorada permitiu a “casquinha” na primeira trave e o lateral Michel abriu o marcador...

Sonora

Enquanto isso, a única chance colorada foi anulada absurda e erroneamente pela arbitragem. Oscar em posição “prá lá de legal” recebeu o lançamento e deixou Leandro Damião sozinho na frente do gol. Mesmo assim, a produção estava baixa, bem como, a postura morosa da equipe, o que acabou justificando que o time fosse ao vestiário mediante murmurinhos e vaias da arquibancada.

Mutação

Como não poderia deixar de ser, Dorival promoveu três mudanças no intervalo, uma de ordem tática e outras duas nominais. Voltando de lesões, D’Alessandro e Dagoberto personificaram o segundo tempo de alto nível do Internacional. Além do mais, Dagoberto atuou como um legítimo segundo atacante, posição para qual foi contratado e, não como meia-esquerda imóvel na lateral de campo. O fato contribuiu e muito para que Damião entrasse na partida, uma vez que não existe centroavante no mundo capaz de sobreviver ao isolamento... Aliás pelo segundo ano consecutivo, Damião foi o artilheiro da competição, desta vez, com 11 gols.

Feijão com arroz

Dorival está a cinco meses escalando seu camisa 20 fora de função em nome do famigerado 4-2-3-2. Não adianta, qualquer sistema para funcionar requer as peças necessárias para tanto. Pelo plantel disponível e, sobretudo, pelas características dos titulares, a melhor escalação para os colorados é o bom e velho feijão com arroz do 4-4-2. Que sirva de lição para o restante da temporada: Dagoberto é segundo atacante e ponto final!

Qualidade

É claro que para o Caxias, enfrentar o Inter, em qualquer circunstância, já é uma pedreira e tanto. Imaginem então, se os colorados estiverem “completos” após quase dois meses. Quis o destino e a necessidade, que no segundo tempo, Dorival mandasse a campo o que há de melhor no Beira-Rio, –exceto o lateral-esquerdo Kléber – com direito a um quarteto digno de causar inveja: Oscar, D’Alessandro, Dagoberto e Damião...

Brasileirão

Se conseguir superar as ausências de Damião e Oscar, que servirão a seleção nos jogos olímpicos e nos amistosos preparatórios, o Inter entra forte no maior certame nacional. Após muito tempo, o colorado terá o Brasileirão como única disputa, sem a necessidade de dividir a atenção com outra competição. O fato deve garantir ligeira vantagem em comparação com outros postulantes ao caneco, ao menos nas rodadas iniciais – enquanto os adversários estiverem envolvidos com a Libertadores e a Copa do Brasil.

Sacrifício

Em desgraça com a torcida após perder um pênalti na partida de ida contra o Fluminense – o que contribuiu e muito com a eliminação – além da atuação apagadíssima no primeiro tempo contra o Caxias, Dátolo nem voltou para a etapa complementar. Em seu lugar ingressou o capitão D’Alessandro, que inegavelmente é o centro técnico da equipe. Mesmo longe de suas plenitude física, o camisa 10, com sua grande técnica, justificou o número que utiliza, ditou a maior parte das ações ofensivas e deu outra dinâmica a meia-cancha colorada...

Desperdício

Uma equipe profissional não pode desperdiçar tantos pênaltis, ainda mais se tratando de partidas decisivas. Contra o Flu, Dátolo; contra o Caxias, o vilão foi Nei – Já que D’Ale recém havia entrado na partida e não estava sentindo-se confiante. No futebol atual, marcado pela paridade, qualquer chance que se oferte, precisa ser aproveitada. E até provem o contrário, poucas oportunidades são tão claras quanto à cobrança da marca penal. Treinar é preciso e não faz mal a ninguém!

Repetição

Falando no assunto, passou da hora de Dorival intensificar o treinamento também da bola aérea defensiva. Do jeito que está, o pavor impera a cada bola alçada para a defesa colorada. Agora, com mais tempo para treinar, o colorado deverá avançar no quesito. Ao menos, é o que esperam os colorados!

Muralha

Em que pese a grande fase de Muriel e o retorno da excelência de Victor, o melhor goleiro do Gauchão 2012 é disparado Paulo Sérgio. Figura central na conquista do primeiro turno, o camisa1 teve jornada monstruosa no Beira-Rio. Mesmo com a derrota, o arqueiro pegou pênalti, mostrou firmeza nas intervenções e protagonizou no mínimo duas grandes defesas. Sem dúvidas, trata-se de uma bela opção/aposta no atual mercado escasso de goleiros confiáveis.

Copa do Brasil

Após eliminar o Fortaleza na semana passada, o Grêmio enfrenta o Bahia, campeão regional e treinado por Paulo Roberto Falcão. Válida pela quartas-de-final, a primeira partida será disputada na próxima quinta-feira, às 21h, em solo nordestino. Boa sorte aos tricolores!
            
Fotos:Sport Club Internacional, clicrbs, zerohora.com, esportes.terra e goal.com

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