Supremacia
Ainda lambendo as feridas pela eliminação na Libertadores
na semana passada, o Internacional recebeu o Caxias pela finalíssima do
Gauchão, saiu perdendo, assustou seu torcedor, pôs a cabeça de seu treinador a
prêmio, mas conseguiu reverter o escore. Com o 2 a 1 - gols de Sandro Silva e Damião - os vermelhos conquistaram
seu 41° título estadual, consolidam ainda mais a posição de maior vencedor do
certame, além de deter uma impressionante marca: venceu sete campeonatos
gaúchos dos últimos dez disputados. Parabéns aos colorados!
Safari
Apesar da taça, o Caxias foi dono da partida na primeira
etapa. Com o meia Wangler jogando às costas do lateral-esquerdo Fabrício, o
time de Mauro Ovelha pôs a zebra para desfilar no Beira-Rio. Assim como o
Fluminense, a equipe abusava das bolas paradas, até que após um escanteio, a
defesa colorada permitiu a “casquinha” na primeira trave e o lateral Michel
abriu o marcador...
Sonora
Enquanto isso, a única chance colorada foi anulada
absurda e erroneamente pela arbitragem. Oscar em posição “prá lá de legal”
recebeu o lançamento e deixou Leandro Damião sozinho na frente do gol. Mesmo
assim, a produção estava baixa, bem como, a postura morosa da equipe, o que
acabou justificando que o time fosse ao vestiário mediante murmurinhos e vaias
da arquibancada.
Mutação
Como
não poderia deixar de ser, Dorival promoveu três mudanças no intervalo, uma de
ordem tática e outras duas nominais. Voltando de lesões, D’Alessandro e
Dagoberto personificaram o segundo tempo de alto nível do Internacional. Além
do mais, Dagoberto atuou como um legítimo segundo atacante, posição para qual
foi contratado e, não como meia-esquerda imóvel na lateral de campo. O fato
contribuiu e muito para que Damião entrasse na partida, uma vez que não existe
centroavante no mundo capaz de sobreviver ao isolamento... Aliás pelo segundo ano consecutivo, Damião foi o artilheiro da competição, desta vez, com 11 gols.
Feijão
com arroz
Dorival está a cinco
meses escalando seu camisa 20 fora de função em nome do famigerado 4-2-3-2. Não
adianta, qualquer sistema para funcionar requer as peças necessárias para
tanto. Pelo plantel disponível e, sobretudo, pelas características dos
titulares, a melhor escalação para os colorados é o bom e velho feijão com
arroz do 4-4-2. Que sirva de lição para o restante da temporada: Dagoberto é
segundo atacante e ponto final!
Qualidade
É claro que para o Caxias, enfrentar o Inter, em qualquer
circunstância, já é uma pedreira e tanto. Imaginem então, se os colorados
estiverem “completos” após quase dois meses. Quis o destino e a necessidade,
que no segundo tempo, Dorival mandasse a campo o que há de melhor no Beira-Rio,
–exceto o lateral-esquerdo Kléber – com direito a um quarteto digno de causar
inveja: Oscar, D’Alessandro, Dagoberto e Damião...
Brasileirão
Se conseguir superar as ausências de Damião e Oscar, que
servirão a seleção nos jogos olímpicos e nos amistosos preparatórios, o Inter
entra forte no maior certame nacional. Após muito tempo, o colorado terá o
Brasileirão como única disputa, sem a necessidade de dividir a atenção com
outra competição. O fato deve garantir ligeira vantagem em comparação com
outros postulantes ao caneco, ao menos nas rodadas iniciais – enquanto os adversários estiverem envolvidos com a Libertadores
e a Copa do Brasil.
Sacrifício
Em
desgraça com a torcida após perder um pênalti na partida de ida contra o
Fluminense – o que contribuiu e muito com a eliminação – além da atuação
apagadíssima no primeiro tempo contra o Caxias, Dátolo nem voltou para a etapa
complementar. Em seu lugar ingressou o capitão D’Alessandro, que inegavelmente
é o centro técnico da equipe. Mesmo longe de suas plenitude física, o camisa
10, com sua grande técnica, justificou o número que utiliza, ditou a maior
parte das ações ofensivas e deu outra dinâmica a meia-cancha colorada...
Desperdício
Uma equipe
profissional não pode desperdiçar tantos pênaltis, ainda mais se tratando de
partidas decisivas. Contra o Flu, Dátolo; contra o Caxias, o vilão foi Nei – Já
que D’Ale recém havia entrado na partida e não estava sentindo-se confiante. No
futebol atual, marcado pela paridade, qualquer chance que se oferte, precisa
ser aproveitada. E até provem o contrário, poucas oportunidades são tão claras
quanto à cobrança da marca penal. Treinar é preciso e não faz mal a ninguém!
Repetição
Falando
no assunto, passou da hora de Dorival intensificar o treinamento também da bola
aérea defensiva. Do jeito que está, o pavor impera a cada bola alçada para a
defesa colorada. Agora, com mais tempo para treinar, o colorado deverá avançar
no quesito. Ao menos, é o que esperam os colorados!
Muralha
Em que pese a grande fase de Muriel e o retorno da
excelência de Victor, o melhor goleiro do Gauchão 2012 é disparado Paulo
Sérgio. Figura central na conquista do primeiro turno, o camisa1 teve jornada
monstruosa no Beira-Rio. Mesmo com a derrota, o arqueiro pegou pênalti, mostrou
firmeza nas intervenções e protagonizou no mínimo duas grandes defesas. Sem
dúvidas, trata-se de uma bela opção/aposta no atual mercado escasso de goleiros
confiáveis.
Copa
do Brasil
Após eliminar o Fortaleza na semana passada, o Grêmio
enfrenta o Bahia, campeão regional e treinado por Paulo Roberto Falcão. Válida
pela quartas-de-final, a primeira partida será disputada na próxima
quinta-feira, às 21h, em solo nordestino. Boa sorte aos tricolores!
Fotos:Sport Club Internacional, clicrbs, zerohora.com, esportes.terra e goal.com




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