quinta-feira, 31 de março de 2011

O castigo gremista e a tendência colorada


Virada

Com inúmeros desfalques, o Grêmio enfrentou o Juventude, em Caxias, em partida atrasada do primeiro turno. Após início de instabilidade, levando inclusiva bola na trave, o tricolor fez valer sua maior condição técnica e passou a ditar aos ações do confronto. Entretanto, após estar duas vezes à frente do placar, o time de Renato (que viaja para o Rio para disputar o campeonato mundial de Futvôlei) permitiu a virada da equipe da casa (3 x 2). O tricolor volta à campo no próximo domingo contra o Verenápolis, pelo Gauchão, às 16h. Boa sorte aos tricolores!

Castigo

O tropeço tem como principais responsáveis, o próprio treinador, que ao retirar William Magrão, acabou perdendo o meio-campo, além da infelicidade do lateral-esquerdo Gilson, que marcou um “golaço” contra de cabeça e, os dois gols claros desperdiçados por Borges (autor do primeiro) e pelo jovem Leandro. Em futebol, todo o cuidado é pouco. O Grêmio cochilou e pagou o preço. São os velhos castigos da bola!

Futuro

Técnica, velocidade e boa finalização. O camisa 21 Leandro marcou o segundo gol gremista e se credencia cada vez como alternativa ofensiva à equipe, principalmente pelas lesões de André Lima, Carlos Alberto e Escudero. Com apenas 17 anos, o garoto mostra personalidade e naturalidade ao jogar. É o que sempre digo: Jogador que tem “bola no corpo”, como se diz na gíria, não precisa de tempo para amadurecer. Basta colocá-lo em campo e pronto, com o perdão da simplificação. Longe de comparações, lembram quando surgiram Ronaldinho, Anderson, Lucas e Carlos Eduardo? Pois é, quem joga, joga, independente da idade!


Lição de casa

Em que pese a precariedade do adversário, o Internacional fez sua parte, recebeu o Jorge Wilstermann da Bolívia, mal deixou o adversário passar o meio campo e goleou por 3 a 0 – gols de Oscar, D’Alessandro e Zé Roberto. Com o resultado, o colorado encaminhou a liderança do grupo 6 da Libertadores e garantiu uma das melhores campanhas da primeira fase. No sábado, o time de Roth enfrenta o Lajeadense, às 18h30min. O time deverá ser misto, mas com os reforços de D’Alessandro, Bolíviar e Mario Bolatti, que retorna da Seleção Argentina. Boa sorte aos vermelhos!

Titularidade

É lógico que a escalação é prerrogativa do treinador, mas pela atuação, com direito a gol, chutes, assitências, movimentação e velocidade, o meia Oscar só sairá da equipe se Celso Roth quiser polemizar. É lógico que a ausência de marcação, fruto da ingenuidade do Wilstermann, contriubuiu para a bela atuação do garoto, mas ninguém está jogando tanto quando ele no Beira- Rio. Agora, basta que o treinador dê sequencia de jogos ao meia e não repita o mesmo erro que “vitimou” Giuliano no ano passado: lugar de jogador decisivo é no campo e não na casamata.

Tendência

Existe uma vaga em aberto no time colorado. O meia-atacante Zé Roberto não consegue repetir as atuações dos tempos de Botafogo e Flamengo e cada dia mais se candidata a perder a tiltularidade. Se acham que um time com D’Alessandro e Oscar (foto) perde em marcação, o treinador poderá escalar Oscar na vaga de Zé Roberto e, em breve, reconduzir Tinga –que está voltando de lesão – ao meio campo. Desta forma, Roth manteria a formatação tática de sua preferência, o chamado 4-2-3-1. Do meio para frente, o colorado teria: Bolatti, Guiñazu, Tinga, D’Alessandro, Oscar, e à frente, Damião. É a tendência!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Exceção, trunfo e seleção



Empate

Pelo segundo jogo seguido, no Beira-Rio, o Internacional foi incapaz de vencer a defesa adversária e novamente empatou em 0 x 0. Contra o Novo Hamburgo, a “culpa” foi do desentrosamento dos reservas, mas sábado, Roth mandou a campo o que tinha de melhor e, portanto, a ineficiência ofensiva foi ainda mais preocupante. O fato é ainda mais inquietante pelo fato de o adversário ter tido um jogador expulso ainda na primeira etapa. Se tiver grandes pretensões na temporada, o colorado precisa resolver a questão o mais rápido possível. Na Libertadores, a exigência é outra!

Desperdício

Os atacantes Cavenaghi e Alex desperdiçaram gols embaixo da goleira e reavivaram o maior problema dos colorados na temporada passada, a falta de qualidade para balançar as redes. Tratando-se de gols, não tem jeito: apenas Leandro Damião, que estava servindo a seleção, é confiável. No Beira-Rio, o camisa 9 é a exceção a regra chamada “gols pedidos”. Falando em seleção, o centroavante foi discreto em sua estreia, embora tenha mostrado sua maior qualidade em uma bela cabeçada que encontrou o travessão na primeiro tempo.

Reforço

De positivo, fica o retorno do meia D’Alessandro, após período lesionado. Mesmo carecendo de ritmo de jogo e um pouco tímido, a qualidade técnica e a precisão do passe, típicas do camisa 10, foram um alento a apagada jornada colorada. Além disso, o argentino protagonizou o lance mais bonito da partida a receber passe, levantar a bola e desferir belo chute que explodiu no travessão. O retorno de D’Ale cai como uma luva para Roth. Ao lado de Oscar e Damião, ele é a maior esperança de afirmação da equipe na temporada. Já passou da hora!

Liderança

Com um “misto quente”, o Grêmio foi a Pelotas e derrotou o Lobão por 3 a 1 – gols de William Magrão, Rodolfo e Rafa Marques. Após um primeiro tempo com ligeira vantagem da equipe da casa, o Grêmio voltou melhor, reduziu os erros de passe e fez valer sua superioridade física e técnica. Com o resultado, o time de Renato retoma a melhor campanha na classificação geral do Gauchão, com 26 pontos, garantindo assim, por enquanto, a finalíssima do certame no estádio Olímpico - caso não vença também o segundo turno. O Grêmio está no caminho certo...

Trunfo

Não é de hoje que a bola aérea é o grande trunfo do tricolor. A vítima da vez foi o Pelotas, que mesmo com todas as dificuldades naturais de uma equipe do interior, vinha resistindo bem ao Grêmio, mas pecou pela desatenção na boa e velha bola parada e acabou sofrendo dois gols desta maneira. Não tenho nada contra este importante expediente do futebol, mas o tricolor precisa variar um pouco a forma de atacar. Assim como foi dito em relação ao Inter, reitero sobre o Grêmio: Na Libertadores, a exigência é outra!


Fala, leitor!


Gremista, o leitor Márcio Teixeira, que por coincidência é meu irmão (risos) mandou algumas considerações acerca da partida. Conforme ele, o jovem atacante Leandro, que substituiu Escudero lesionado, foi a grande inspiração da partida, seguido pelo volante Adílson, que após a saída de Wiliam Magrão, ficou sendo o único responsável pela cobertura dos laterais e proteção da defesa. Ele continua: “O segundo tempo do Lúcio foi omisso, além disso, Douglas parece estar fora de forma, Borges precisa de sequência de jogos e o lateral Bruno Colaço é infinitamente superior ao titular Gilson”. Fica o registro!


Seleção

Desde que assumiu a seleção, Mano Menezes promoveu diversos jovens, visando a Copa de 2014 e, principalmente, os jogos Olímpicos do próximo ano. Entretanto, na partida contra a Escócia, a boa vitória – 2 a 0, com gols de Neymar (foto) - teve ligação direta com o atual momento dos atletas, não importando a idade, a equipe que defendem ou se jogam no Brasil ou no exterior. Desta forma, a soma de “velhos” e “novos” valores devolve a seleção duas de suas grandes marcas: o futebol de qualidade e o apoio popular. Custou, mas felizmente, a seleção voltou a campo. Viva Lúcio, Júlio César, Neymar...

Dupla em campo

O Internacional enfrenta, na quarta-feira, às 21h50min, o Jorge Wilstermann (Bolívia), no Beira –Rio, com transmissão da TV aberta. Por sua vez, o Grêmio encara o Juventude, no mesmo dia, às 20h, em Caxias do Sul. Boa sorte à dupla!

terça-feira, 22 de março de 2011

Damião é seleção


Celeiro de ases

Mais do que nunca, o título do hino oficial do Inter, composto por Nelson Silva, é emblemático. Dos 25 atletas convocados por Mano Menezes para o amistoso contra a Escócia no próximo domingo, cinco possuem sua formação de base no estádio Beira-Rio. São eles, o zagueiro Lúcio, hoje na Inter de Milão, o volante Sandro, atualmente no Tottenham, além dos atacantes Alexandre Pato, do Milán e Nilmar, do Villareal. Com os possíveis cortes da dupla de ataque, ambos lesionados, o comandante da seleção chamou Leandro Damião (foto), atual camisa 9 do Internacional e atual ídolo da nação colorada. É o Inter servindo de celeiro para a seleção canarinho.

Olimpíadas

A convocação do centroavante tem ligação direta com as Olimpíadas de Londres, no próximo ano. Mano tem mesclado a experiência de atletas que já disputaram Copas, como Júlio César, Maicon, Lúcio e Elano, com jovens que podem integrar o elenco que buscará o ouro Olímpico. O atacante viajará com os demais jogadores que atuam no Brasil e a comissão técnica nesta quarta-feira à noite. O camisa 9 tem no cabeceio a sua grande característica, desfalcará o colorado nos próximos dois jogos pelo Gauchão: na quarta contra o São José no Passo da D’Areia (se bem que Roth mandará a campo novamente só três titulares) e contra o São Luiz, no sábado próximo, no Beira-Rio.

Centroavante em números

Uma das surpresas da temporada, Leandro Damião já marcou 13 gols em nove partidas neste ano. Foram sete apenas nas últimas quatro partidas do Inter - no sábado, diante do Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho, ele foi poupado e entrou apenas no segundo tempo e quase marcou de cabeça após cobrança de escanteio.Desta forma, o camisa 9 só não balançou as redes em dois jogos, contra o próprio Nóia e contra o Emelec, no empate em 1 a 1, pela estreia colorada na Libertadores, no Equador. Os números justificam a convocação. Boa sorte ao centroavante que se liga a Victor, goleiro do Grêmio, entre os melhores brasileiros em atividade no mundo, conforme Mano Menezes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Repetições coloradas e futuro gremista


Lógica

Como era esperado, o Internacional misto (com apenas três titulares) teve atuação sofrível contra o Novo Hamburgo, no sábado. O argumento do técnico Celso Roth que defende a preservação pela agenda apertada foi convincente. No entanto, o que não se compreende é a escalação de três volantes dentro do Beira-Rio.Inteligentemente, o técnico do Nóia, Julinho Camargo deu total liberdade a Wilson Matias, Glaydson (que saiu no intervalo) e Guiñazu, que cansaram de errar passes, assim com Andrezinho, que recebeu a milésima chance no início da partida e novamente fracassou. Diante do cenário e devido a pouca ambição da equipe do Vale, o resultado não poderia ser outro: 0 x 0 e um dos piores confrontos do certame.

Losango

Com quatro atletas na meia-cancha (Matias recuado, Glaydson na direita, Guiñazu na esquerda e Andrezinho avançado), Roth mandou a campo uma formação em losango. Porém, para que qualquer esquema tático tenha resultado, é indispensável adequá-lo as características dos atletas, o que foi ignorando pelo treinador. Para funcionar este sistema, é imprescindível, no mínimo um meia que tenha condições de revezar entre as tarefas de marcação (volante) e armação (meio-campo), além de jogadas pelas laterais, o que não ocorreu. No Beira-Rio, o jogador que mais se aproxima destas características é Tinga. Pelo mundo, outros exemplos se encaixam ao esquema, como Clarence Seedorf do Milan, Steven Gerrard do Liverpool e Xavi Hernandes do Barcelona, sem comparações, logicamente.

Idolatria

Sinceramente, contesto a idolatria da torcida colorada pelo atacante Rafael Sobis. Compreendo que pelos títulos conquistados (duas Libertadores), o atacante tenha lugar de destaque na historia do clube. Porém, desde que retornou ano passado, o camisa 11 ainda não fez jus ao alto salário que recebe e vem acumulando inúmeras lesões e atuações apagadas, como a derrota no mundial, quando desperdiçou três chances claríssimas de gol contra o Mazembe. Tudo bem que contra o Nóia a má atuação foi coletiva, e Sobis recém voltou de lesão, mas um jogador com o status que ele possui deveria ter jogado mais. Tomara que ele retome a sua condição técnica e física, o mais breve possível. É o que esperam os colorados!

Ingresso

Grama sintética, time reserva (apenas o goleiro Victor de titular) e um fraco adversário pela frente. Mesmo assim, a atuação do Grêmio e, sobretudo, os destaques individuais fizeram valer o ingresso na partida contra o Porto Alegre, no estádio Passo D’Areia, na capital. O gol de Escudero, a bela cabeçada de Júnior Viçosa, no segundo gol e os boas entradas de Vinícius Pacheco, autor do terceiro e Leandro, responsável pela assistência, servem de alento as más atuações recentes. Além do mais, credenciam os citados a uma vaga entre os titulares que disputam a maior obsessão dos azuis na temporada: a Copa Libertadores.

Futuro

Além deles, o volante William Magrão, que foi capitão da equipe e os laterais Bruno Colaço (esquerda) e Maylson, improvisado na direita tiveram grande atuação na vitória de 3 a 0. Falando nele, é inadmissível como Colaço assiste aos titulares do banco de reserva enquanto o “dono” da posição e predileto de Renato, Gilson, apanha da bola e apresenta falhas graves de marcação a cada partida. A propósito, por que Vinícius Pacheco, jogador de grande qualidade, incisivo, ambidestro estava “arquivado”, e Carlos Alberto recebe centenas de oportunidades? Fica o questionamento!

Castelhano

Apesar da boa movimentação e do belo gol marcado, discordo da euforia da torcida em relação à atuação do meia-atacante Escudero. Jogador de boa técnica, perna esquerda, bom passe e velocidade, achei o argentino tímido e pouco participativo, certamente vítima da falta de ritmo de jogo. Mesmo com as considerações, o camisa 24 foi muito melhor que Carlos Alberto vinha sendo e só não briga por uma vaga ao lado de Borges no ataque se Renato não quiser. Além dele, Vinícius Pacheco é outro candidato. Com a venda de Jonas e a lesão de André Lima, o sistema ofensivo é a maior carência tricolor na atualidade.

Dupla em campo

Os colorados, com a equipe titular, enfrentam o São José, no Passo D’Areia, às 21h50min, na quarta-feira, com transmissão da RBSTV. Por sua vez, os gremistas recebem o Inter de Santa Maria, às 19h30min, na quinta-feira. Boa sorte à dupla.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Teimosia e pouco futebol


Liderança

Poucas vezes vi uma equipe tão ingênua contra o Jorge Wilstermann (Bolívia), adversária do Inter na última partida pela Libertadores, na quarta-feira. Porém, o colorado que não tem nada com isso, fez valer sua maior qualidade técnica e mesmo levando gol no início do jogo, virou o confronto para 4 a 1 (gols de Brown – contra -, Damião, Zé Roberto, Kléber). Com boa atuação de Zé Roberto e Leandro Damião, o colorado fez o dever de casa e reassumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores, com 7 pontos.

Teimosia


Parece que os responsáveis pelo futebol colorado são incapazes de apreender com os próprios erros. Mesmo com os insucessos recentes, a equipe novamente entrará em campo sem a maioria dos titulares contra o Novo Hamburgo, pelo Gauchão, no próximo sábado, no Beira-Rio – jogam apenas Lauro, Rodrigo e Guiñazu. Mesmo sabendo dos riscos intrínsecos à disputa, como lesão de atletas importantes, por exemplo, não tem jeito: sou favorável a escalação dos melhores, sempre. A partida inicia às 16h. Boa sorte aos colorados.

Dívida

Longe das atuações do ano passado, apresentando dificuldades em todos os setores e com excessivos erros de passe, o Grêmio está em dívida com a sua nação nesta temporada. A atuação apática contra o León de Huánuco, na última quinta-feira, só não foi pior pelo pontinho marcado longe de Porto Alegre. Com o 1 a 1, o tricolor ocupa a segunda colocação do grupo 2 da Libertadores, com 7 pontos, estando cinco do líder, Júnior de Barranquilha (Colômbia), que possui a melhor campanha do torneio com 100 % de aproveitamento.

Teimosia 2

Mesmo levando um chocolate do Cruzeiro-POA no último final de semana, o Grêmio novamente mandará a campo equipe reserva pela terceira rodada do returno estadual. O tricolor está desperdiçando uma chance e tanto de ajeitar seus ponteiros, visando a Libertadores. Depois não digam que não avisei. O adversário é o Porto Alegre, no estádio Passo D'Areia, às 16h, no domingo. Boa sorte aos tricolores!


Hierarquia


Não é de hoje que contesto a postura de Renato Portaluppi frente a direção gremista. Em claras ofensas à hierarquia do clube, o comandante já mandou os diretores calarem a boca, disse que não viajaria para as partidas no interior do Estado no Gauchão e por último, afirmou que seu possível acerto com o Fluminense não passou de um trote – após o jornalista Jorge Kajuru ter levado a público a entrevista com o líder do vestiário gremista. É inadmissível, Renato precisa agir como profissional e, sobretudo, respeitar a torcida. Já passou a hora de falar menos e trabalhar mais. O Grêmio ainda não entrou em campo em 2011.

Damião x Carlos Alberto

Semana passada, em uma de suas comemorações de gol, o centroavante do Inter Leandro Damião, ergueu os braços como se estivesse levantando a placa de acréscimos, em alusão à partida do Grêmio contra o Caxias. O meia gremista, Carlos Alberto (foto) não gostou da atitude e trocou farpas com o atacante pelo Twitter (rede social), dando-lhe o troco na partida contra o León. Após marcar o gol de empate dos gaúchos, o camisa 22 imitou a comemoração do arqueiro Kidiaba do Mazembe que eliminou o Internacional do Mundial ano passado. Futebol e humor sempre andaram juntos, é normal. Porém, jogador provocador precisa resolver dentro de campo. Por enquanto, Carlos Alberto está devendo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Surpresas do Gauchão


Banguzinho

Após o dramático e polêmico título do primeiro turno contra o Caxias, na semana passada, o Grêmio voltou a campo no último sábado e foi derrotado por uma das surpresas do Gauchão 2011, o Cruzeiro de Porto Alegre. Renato Gaúcho escalou um time reserva, tendo apenas Carlos Alberto como expoente titular, mas o camisa 19 foi expulso após cavar pênalti. Como consequência, a descaracterização da equipe quase se reverte em goleada histórica. O escore só não foi maior pelo desperdício do Cruzeiro e por grande defesa do goleiro gremista, Matheus, que não teve culpa nos dois gols sofridos.

Exemplo ao lado


Após garantir vaga na final do Gauchão, por ter conquistado a Taça Piratini, é natural que o tricolor deixe o segundo turno de lado, empenhando todos os esforços na busca pelo Tri da Libertadores. Porém, é fundamental que a comissão técnica e a direção não caia no erro muitas vezes cometidos pelo rival Internacional, que sob o argumento da prioridade, cansou de desperdiçar oportunidades de ajeitar a equipe e foi acumulando insucessos, como a derrota no Mundial, ano passado e a eliminação precoce no primeiro turno do estadual.

Força Azul

Treinado por Leocir Dall’Astra, o Cruzeiro de Porto Alegre é prova de que futebol não se faz apenas com altos investimentos. A equipe tem na posse de bola o seu grande trunfo, além de alguns valores individuais, como nos casos do meia Diego Torres – autor do primeiro gol contra o Grêmio e responsável pela assistência no segundo –, e do zagueiro Léo, que desperta interesse de grande clubes, entre eles, o próprio Grêmio. Após vencer o Inter-B por duas vezes no primeiro turno, o Cruzeiro começa a Taça Farroupilha de forma arrasadora: venceu o Porto Alegre na primeira rodada por 8 a 0 e superou o Grêmio-B no Olímpico. Por enquanto, o segundo turno é azul anil.

Caxias x Inter

O estádio centenário foi palco de um dos melhores jogos do gauchão 2011. Após a grande partida contra o Grêmio, o Caxias repetiu a dose, enfrentou de igual para igual também o colorado e por pouco não venceu, mesmo tendo o centroavante Lima expulso. O 3 a 3 foi apenas um dos tantos componentes de um grande confronto. Sem dúvidas, atualmente, o Caxias é a terceira força do futebol gaúcho.

Força Grená

Mesmo com diversos desfalques em relação a partida contra o Grêmio, o Caxias apresentou algumas das virtudes rotineiras, como a potente “canhota” do capitão Itaqui, além da grande velocidade do atacante Everton e da “liga” do goleiro André Sangalli para pegar pênaltis – na cobrança de Zé Roberto – embora tenha falhado no primeiro gol colorado.

Damigol

Artilheiro isolado do certame, com 11 gols, Leandro Damião (foto) começa a escrever sua história com a camiseta colorada. Após marcar gol na final da Libertadores no ano passado e ter marcado três na vitória contra o Ypiranga, na semana passada, o camisa 9 repetiu a dose contra o Caxias, mostrando duas de suas grande virtudes: a boa colocação e o cabeceio certeiro. O jovem centroavante vem suprindo uma lacuna aberta desde a saída de Nilmar, que deixou a equipe carente de gols e órfão de um grande matador. Marcando três gols, Damião pediu “gol no fantástico”, só não marcou o quarto por detalhes e tem tudo para escrever seu nome na galeria dos maiores avantes da história vermelha.

Dupla em campo


Na quarta-feira, o colorado enfrenta o Jorge Wilstermann, na Bolívia, às 19h30min, horário de Brasília. A equipe poderá sofrer uma mudança em relação a formação costumeira: o ingresso do volante Wilson Matias, na vaga do meia Oscar, deixando o Inter mais fechado defensivamente. Por sua vez, os tricolores visitam o León de Huánuco, na quinta-feira, às 17 horas, no Peru. O time poderá ser escalado com apenas Borges no ataque, na formação 4-5-1. boa sorte a dupla!