quarta-feira, 21 de março de 2012

Inter e AG: Felizes para sempre (20 anos)?


Casamento

Após 1 ano e 7 meses do início das obras e mais de 250 dias de máquinas paradas, finalmente o Internacional assinou contrasto com a Andrade Gutierrez (AG), empreiteira que em 2011 teve lucro de 1,1 bilhão. Após fazer todo o povo gaúcho de idiota, irritar a opinião pública, fazer Porto Alegre perder a Copa das Confederações e colocar em risco a realização da Copa na capital, finalmente o casamento foi consumado. Com a assinatura do contrato, não tem mais volta: o Beira-Rio será o palco da maior competição de futebol do mundo em 2014.

Custo x benefício

Pelo contrato, a AG terá direito de explorar todos os serviços que forem criados pela empreiteira no complexo Beira-Rio pelo período de 20 anos. Entre os exemplos, está o moderno estacionamento garagem. Desta feita, creio que a parceria será salutar ao colorado, já que o clube não precisará desfazer-se de nenhum patrimônio seu em virtude da parceria.

História

Em seu discurso após assinatura do contrato, o presidente Giovanni Luigi comemora mais um fato histórico na vida dos colorados: Com a realização da Copa do Beira-Rio, o Inter se tornará o único clube do mundo a sediar duas Copas do Mundo, em estádios privados. Em 1950, os Eucaliptos foi sede de duas partidas da Copa vencida pelo Uruguai. Iugoslávia 4 x 1 México e Suíça 2 x 1 México.

Palhaçada

Achei demasiado o caráter cerimonial que o Internacional dispensou para a assinatura de contrato. Com execução dos hinos nacional, estadual e do clube, discursos inflamados de autoridades políticos, dirigentes colorados e da AG, o ato realizado no Salão Nobre do Conselho Deliberativo foi apenas o desfecho de uma negociação que beirou o ridículo...

Mérito x obrigação

Sinceramente, não entendi os elogios dirigidos ao presidente Luigi pela “condução do processo”. Convenhamos, com todo o respeito, o mandatário não fez mais do que obrigação. Manifestar-se contrários aos fatores que trariam prejuízo ao clube, como a cedência do Gigantinho ou a malfada cláusula dos 120 dias, é prerrogativa de seu cargo. É claro que tudo precisa passar por um longo processo burocrático, com aval do Conselho Deliberativo e discussões internas, mas fosse eu o presidente, já teria fechado as portas do Beira-Rio para a AG há tempos.

Foto:exame.abril.com.br

terça-feira, 20 de março de 2012

Evolução, goleada e Copa do Brasil

Invencibilidade


O Grêmio entrou em campo contra o Veranópolis, até então o único clube que não havia perdido em seus domínios. Porém, foi só a bola rolar para os serranos terem ideia do que os aguardava. Após cobrança de falta lateral, o capitão Gilberto Silva, abriu o placar a 1 minuto. Logo após, o VEC, empatou, mas o árbitro Fabrício Neves Corrêa, anulou, na minha opinião, equivocadamente. Depois disso, só deu Grêmio, que passeou solenemente no Antônio David Farina: Marcelo Moreno, Fernando e Gabriel garantiram a vitória ainda no primeiro tempo. Final de jogo: 4 x 1.

Polêmica

Há quem conteste a escalação de três volantes. Particularmente, também não sou fã do sistema, mas é preciso levar em conta a características dos atletas escalados. Com Fernando, Léo Gago e Souza, o Grêmio está longe de tornar-se defensivo e, de quebra, garante a robustez do setor, o que acaba garantindo em maior proteção pela defesa e consequentemente, a redução dos gols sofridos.

Reflexo


Além dos benefícios na defesa, o setor ofensivo também ganha importante acréscimo. Com presença dos três homens de marcação, Luxa dá liberdade para o apoio dos laterais e para os próprios volantes. Não é à toa que Fernando(foto), o primeiro homem de marcação marcou seu segundo gol em partidas consecutivas. O sistema proporciona ainda o crescimento de Júlio César e Gabriel, que depois de longo e tenebroso inverno, voltou a jogar bem, inclusive marcando um belo gol.

Acelerador

Após o primeiro tempo avassalador, o tricolor tirou “o pé do acelerador”, pecou pelo desperdício e quase sofreu mais gols, não fosse a atuação destacada do goleiro Victor. O fato originou reclamação por pare de Luxemburgo que, acertadamente, cobrou que da próxima vez, a equipe não esmoreça e busque a marcação de mais gols. É por isso que Luxemburgo é referência dentro do futebol nacional...

Evolução

Falando nele, é inegável a evolução do Grêmio nas mãos de Luxa. A postura da equipe, a disposição tática, o movimento do meio-campo e o equilíbrio são todos méritos do treinador pentacampeão brasileiro. Méritos para direção gremista que sempre sonhou com o comandante e, enfim, conseguiu trazê-lo para o sul do país.

Displicência


A maior contratação da temporada, o atacante Kléber Gladiador ficou devendo. Mesmo com assistências precisas e diversas conclusões, o camisa 30 poderia ter marcado no mínimo dois gols. No primeiro tempo, com o placar já de 4 x 0, o atacante foi preciosista, abusou dos dribles sobre o goleiro Luiz Müller e acabou perdendo o ângulo. Já no segundo, com a entrada de Facundo Bertoglio, passou a fazer tabelas com o argentino, deixando o companheiro na cara do gol, mas parece ter pedido o “tesão do gol”. Por algumas vezes desperdiçou chance livre, dentro da área. É óbvio que Kléber tem créditos e certamente relaxou pela vantagem no placar, mas é preciso que a situação não se repita. Afinal, gol nunca é demais!

Avalanche

O maior campeão da Copa do Brasil, com quatro canecos – ao lado do Cruzeiro – o tricolor entra em campo na noite desta quarta-feira, às 19h30, no Olímpico. Com o desafio de desfazer a péssima imagem no jogo de ida frente ao River Plate de Sergipe, o Grêmio tem tudo para aplicar outra goleada e promete cansar a “avalanche”, de tanta subir e descer a arquibancada na comemoração dos gols. Boa sorte aos tricolores!

Alterações

Luxemburgo promove três mudanças na equipe. A primeira delas é o ingresso de Bertoglio entre os titulares, na quarta posição de meio-campo. Desta forma, Léo Gago vai para o banco de reservas e Marco Antônio para o lado esquerdo do losango. A outra mudança é a substituição simples do zagueiro Werley (suspenso por expulsão no brasileirão do ano passado) pelo estreante Pablo. A última delas causa-me estranheza...

Invertido

A última alteração é a entrada de Pará na lateral-esquerda, em lugar de Júlio César, que será preservado. Entretanto, mesmo que atue nos dois lados, Pará é destro e prioritariamente, lateral-direito. Não gosto de laterais com “pernas invertidas”. No futebol brasileiro, o último que lembro com essas características foi o campeão gaúcho pelo Caxias, em 2000, Sandro Neves, que depois teve passagem discreta pelo Grêmio.


Exceção

Dois exemplos, um passado e outro contemporâneo, mostram que são possíveis laterais desta ordem. Campeão do Mundo pelo Flamengo em 1981 e integrante do timaço do Brasil na Copa da Espanha em 1982, Júnior era um senhor lateral-esquerdo de perna direita. Outro exemplo é o capitão da Seleção alemã e do Bayer de Munique, Phillipe Lahm, que atua pelos dois lados com naturalidade e a mesma qualidade. Mas, convenhamos, Júnior e Lahm são exceções. Em regra, “defendo cada um no seu quadrado”.

Fotos: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Touca, goleada e Libertadores

Touca rasgada


Após goleada por 5 a 0 contra o The Strongest, pela Libertadores, na semana passada, o colorado voltou ao certamente estadual. Dor de cabeça dos colorados no final dos anos 90, hoje, o Juventude virou freguês de carteirinha. Depois da vexatória derrota por 8 a 1 na final do Gauchão 2008, a equipe da Serra novamente foi humilhada no Beira-Rio no último sábado. Desta vez, o escore foi 7 a 0, com destaque para Leandro Damião, autor de dois gols e o estreante Jajá, que também balançou as redes duas vezes e ainda prestou duas assistências. Os outros gols foram marcados por Dátolo, Jô e Oscar.

Artimanha

O primeiro gol colorado surgiu através de jogada inusitada. Após marcação do escanteio, o gandula pôs a bola na área demarcada rapidamente, Dátolo cobrou com celeridade, pegou a defesa adversária distraída, inclusive o jovem goleiro Follmann e Damião de cabeça balançou as redes. No atual momento do futebol, onde, em regra, as partidas estão cada vez mais equilibradas, as inovações são sempre bem-vindas. Ponto para Dorival e sua nova metodologia.

Nota 100


Após início de ano preocupante, Leandro Damião voltou a ser o “velho” goleador de sempre. Na partida contra o Ju, o camisa 9 chegou ao seu 100° jogo como profissional, marcou duas vezes e alcançou a interessantíssima marca de 63 gols. Se lavarmos em conta somente o retrospecto do centroavante como titular, a média é ainda mais favorável, cerca de 1 gol por partida. O retorno de Damião é um presente não apenas para os colorados, mas também para a Seleção Brasileira que a partir de junho, buscará a inédita medalha de ouro, nos Jogos Olímpicos de Londres.

Amuleto


Quando subiu a placa apontando a saída de Dátolo e o ingresso de Jajá Coelho, a incógnita tomou conta dos colorados. Com passagens pelo futebol espanhol, holandês, belga, turco, árabe e ucraniano, aonde foi colega de Taison no Metalist, o camisa 17 era um desconhecido para grande parte dos gaúchos. Entretanto, logo nos primeiros movimentos, o meia-atacante mostrou “ter bola no corpo” e grande precisão na perna esquerda. Após bela tabela com Dagoberto, o mineiro marcou seu primeiro gol com a camiseta alvirrubra. Logo em seguida, marcou o segundo e foi autor de duas belas assistências para Jô e Oscar. A primeira impressão foi mais que positiva, resta saber se Jajá terá condições de tornar-se o amuleto da sorte da nação colorada.

Correções

Mesmo com o placar elástico, a partida teve tempos distintos. No primeiro, vencido pelo Internacional por 1 x 0, o Juventude ameaçou a meta de Muriel por algumas vezes, inclusive obrigando o camisa 1 a grande defesa. Além disso, mesmo com a goleada, a defesa colorada mostrou-se vulnerável na boa aérea, o que certamente obrigará Dorival Júnior a intensificar essa parte dos treinos ao longo da semana. É preciso crescer também na vitória!

Pesadelo

Desde o rompimento com a Parmalat, empresa que investia no clube na década de 90, a queda do Ju foi vertiginosa. Os rebaixamentos para além da série D trouxeram caráter de amadorismo para o Campeão Gaúcho de 98 e da Copa do Brasil ano seguinte, contra o Botafogo em pleno Maracanã. Após a derrota, o técnico estreante, Alexandre Barroso “chutou o balde”, acusou o time de ter feito corpo mole e com o aval da diretoria, ameaçou demitir mais da metade da equipe.

Libertadores


Em busca do Tri da América, o Internacional enfrenta a altitude da Bolívia diante do The Strongest, na próxima quarta-feira, ás 19h45, horário de Brasília. Dorival terá à disposição quase todos os titulares, exceto o capitão D’Alessandro que, ainda, recupera-se de lesão. Em seu lugar atuará o também argentino Jesús Dátolo, de grandes jornadas nas últimas partidas. A novidade fica por conta dos retornos dos volantes Tinga e Guiñazu, poupados no Gauchão. Boa sorte aos colorados.

Futuro

Nos próximos posts, destaque para a goleada do Grêmio sobre o Veranópolis e a (enfim) assinatura do Inter com a Andrade Gutierrez.

Fotos: Sport Club Internacional

terça-feira, 13 de março de 2012

Passeio, placar magro e Monarquia

Liderança


Após três partidas, finalmente Vanderlei Luxemburgo estreou no estádio Olímpico e com grande estilo. Não bastasse o apoio da torcida, Luxa viu sua equipe jogar o que ainda não havia jogado na temporada, venceu, convenceu e deu show: 5 a 0 contra o Novo Hamburgo – gols de André Lima, Kléber, Souza, Fernando e Bertoglio...

Passeio

Para quem pensa que o “passeio” ocorreu devido a fragilidade do adversário, seja a ressalva: o time do Vale dos Sinos estava há 11 jogos invictos e foi vice-campão do primeiro turno. Portanto, os méritos gremistas foram inegáveis. Com o resultado, o Grêmio assumiu a primeira colocação do grupo 2 com 6 pontos.

Quase 100

Não compreendo o porquê do preconceito de grande parte da torcida gremista e até mesmo da opinião pública, com o centroavante André Lima. Embora longe de ser uma sumidade como atleta, o camisa 99 está longe de ser desprezível. Pela ausência de Marcelo Moreno, Lima recebeu chance antes os titulares, abriu o placar, participou ativamente do movimento ofensivo e só foi substituído, pois acusou cansaço. Mesmo não sendo um atacante dos sonhos, ou titular absoluto, André Lima é sim, uma interessante opção ofensiva. Abaixo o preconceito, nação tricolor!

Artilharia


Definitivamente, Kléber caiu nas graças da torcida. Além da bravura e notória qualidade, é rara a partida que o camisa 30 não balança as redes. No domingo, novamente, o atacante deixou sua marca, movimentou-se bem, atuou como centroavante após a saída de André Lima e finalmente é uma figura incontestável no comando ofensivo gremista – algo que não ocorria desde a saída de Jonas, ano passado. Para fechar com louvor a rodada, o gol marcado pelo Gladiador, o oitavo no campeonato gaúcho, o coloca com artilheiro do Gauchão, ao lado de Juba, do Novo Hamburgo.

Especulação

Ao contrário do que se especulava, Luxa não promoveu quatro alterações na equipe. Apenas 50% dos boatos se confirmaram e por vias tortas: o volante Souza, realmente retornou, mas na vaga de Marquinhos e não de Léo Gago. Além disso, o zagueiro Werley fez sua estreia ao lado de Gilberto Silva e embora tenha sido pouco exigido, mostrou segurança e qualidade na saída de jogo – claro, levando-se em conta a primeira impressão. Pará, cotado para substituir Gabriel, entrou na partida somente no final e Facundo Bertoglio, entrou na metade do segundo tempo, como atacante, e novamente, “estraçalhou”. Luxemburgo começa a dar sua cara à equipe!

Solidez

Nem todas as especulações se confirmaram, mas conforme destacou a coluna na semana passada, o treinador fixou o sistema tático, com um meio-campo em losango (ilustração), o que trouxe maior robustez ao setor, garantindo a solidez defensiva. Com Fernando centralizado, Souza na direita, Gago na esquerda e Marco Antônio adiantado, o meio foi o grande responsável pela segura atuação. No entanto, acho que o setor poderia ficar ainda melhor, caso Souza atue no lugar de Gago, Marco Antônio na direita e Bertoglio como quarto homem de meio-campo. Porém, é preciso saber se o camisa 5 consegue desempenhar a mesma função pelo lado esquerdo. Em algum momento, certamente teremos essa formação. Aguardemos!

Experiência

Semana passada, trouxe à tona a fragilidade dos zagueiros gremistas. Porém, por uma questão de justiça, preciso fazer referência a Gilberto Silva. Mesmo improvisado, o pentacampeão mostra-se cada vez mais habituado a sua posição de origem, no início da carreira, a vaga como zagueiro. Além de toda a seriedade e segurança que traz a defesa tricolor, o capitão gremista é o único que se salva na categoria “zagueiro confiável”. Mesmo com idade, a cada partida o mineiro justifica sua contratação, além de mostra-se polivalente: com o ingresso de Werley, o camisa 3 passou a atuar no lado esquerdo, ao contrário de quando vazia dupla com Naldo e com a mesma naturalidade. Algo raro no futebol e digno somente a atletas acima da média.

Retornos

Pelo lado vermelho, com os retornos de Tinga e Dagoberto entre os titulares, o Internacional venceu por 2 a 1 Santa Cruz, fora de casa – gols de Dátolo e Damião. No entanto, não há muito que comemorar. Além da parca vitória, ao lado da discreta atuação, a lesão do capitão D’Alessandro foi um prejuízo e tanto. A previsão é que o retorno do camisa 10 ocorra somente daqui 15 a 20 dias, desfalcando o time de Dorival nas próximas partidas da Libertadores e do Gauchão...

Ingresso


Menos mal que Jesús Dátolo entrou muito bem, trouxe velocidade ao setor e acresceu uma qualidade não existente em D’Ale: o arremate de fora da área. Mais uma vez, o camisa 23 foi decisivo, abriu o placar e está confirmado como titular na partida dessa terça-feira, contra o The Strongest, pela Libertadores. Será a oportunidade de o argentino mostrar que tem condições de figurar entre os 11 preferidos de Dorival e não apenas, como reserva de luxo. Veremos!

Afirmação

É preciso saldar o retorno do lateral-direito Nei. Sempre mantendo média positiva em suas atuações, o camisa 4 é seguro na defesa, apoia pouco, mas com relativa qualidade e agora tem incrementado outro atributo: a bola parada. Contra o Santa Cruz, o calvo lateral acertou o travessão em bela cobrança de falta. Não é apenas por não ter outro atleta da posição disputando a vaga, mas Nei é uma afirmação, inegavelmente.

Libertadores

Após a carraspana na Vila Belmiro, o Inter retorna a campo pela Libertadores, nessa terça-feira, às 22h, no Beira-Rio. O adversário é o líder do grupo The Strongest, da Bolívia, com seis pontos. Em que pese a campanha, no certame boliviano a situação não é nada cômoda. Após o empate no último domingo no clássico contra o Bolívar (1 x1), o adversário colorado é apenas o 9° entre os 12 times do campeonato local...

Obviedade

Diante das circunstâncias, a necessidade de vencer torna-se impreterível. Se der, o ideal será que o colorado vença por diferença considerável de gols, uma vez que o saldo pode ser fator fundamental para definir os dois classificados. Boa sorte aos vermelhos!

Monarquia

Após 23 anos, finalmente chegou ao final o reinado de Ricardo Teixeira à frente da CBF. Em carta renúncia, o outrora manda-chuva do futebol nacional desligou-se alegando problemas de saúde, mas até as paredes sabem que as razões são muito mais complexas. Há tempos, Teixeira responde a denúncias de corrupção e escândalos. Ainda não há definição do substituto de Teixeira em uma das cadeiras da Fifa, o que deverá ocorrer em breve, quando a Conmebol se manifestará. Como uma democrata, saúdo a saída de Teixeira. A alternância no poder é indispensável, essencial, salutar para a democracia...


Revolução

Para quem pensa que o futebol brasileiro está iniciando uma revolução, muita calma nessa hora! Assume a presidência da CBF, o vice mais velho de Teixeira, nesse caso, José Maria Marin, ex-governador de São Paulo e ex-presidente da Confederação Paulista de Futebol. Em sua posse, Marin discursou entusiasticamente, garantindo o continuísmo do governo, inclusive apontando Teixeira como principal responsável pela realização da Copa de 2014 no Brasil. Ou seja, nada muda, pelo menos, por enquanto...

Estatuto

Segundo o estatuto da CBF, em caso de renúncia, o vice assume o cargo pelo mesmo período destinado ao presidente. Nesse caso, Marin ficará à frente da CBF até abril de 2015, tempo que Teixeira gozaria à frente do futebol nacional. Em contrapartida, alguns presidentes de confederações, chamados de rebeldes, estão organizando movimento para que Marin marque novas eleições. Encabeçam a lista, as confederações baiana, mineira e gaúcha, através do presidente Francisco Noveletto Neto.

Fotos: esportes.br.msn.com; jcrs.uol.com.br; dtvb.ibilce.unesp.br; globoesporte.biz e band.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Susto, virada e mudanças radicais

Fama


Com a velha fama de “Copeiro”, o Grêmio entrou em campo em Aracaju diante do desconhecido River Plate, de Carmópolis, Sergipe. Buscando o pentacampeonato da Copa do Brasil, o tricolor tinha a missão de vencer por dois gols ou mais de diferença para eliminar a partida de volta. No entanto, ao contrário do que se imaginava, o time de Luxemburgo foi pavoroso. A virada (3x2) ocorreu somente nos acréscimos e pelo cansaço do River, que com um homem a menos e com atletas sentindo cãibras, foram literalmente vencidos pelo cansaço. O Grêmio foi constrangedor. Desse jeito, a “fama de Copeiro”, morrerá aqui. Somente na fama!

Defesa

Naldo. O camisa 4, que desde o Gre-Nal faz dupla defensiva com Gilberto Silva, falhou clamorosamente nos dois gols sergipanos. Em que pese o empenho, profissional confirmou uma desconfiança que tinha desde a sua estreia: ele é incapaz de vestir a camisa do Grêmio. Com todo o respeito, o atleta está muito aquém das necessidades e, principalmente, da história gremista. Aliás, não existe sequer um zagueiro afirmado na Azenha: Groli, Saimon e Vilson, tiveram inúmeras chances e somados não formam sequer um zagueiro confiável. Na próxima partida, Luxa promove a estreia de Werley, sem falarmos em Pablo, que sequer recebeu oportunidade. A direção está cochilando há horas. É preciso um zagueiro, urgente! É muita omissão. Vamos às compras, “cartolagem!”.

Amadorismo


É constrangedora a diferença entre os nordestinos e o Grêmio. Para termos ideia, somente o salário de Kléber Gladiador é superior a toda a folha salarial do “River pobre”. Não bastasse isso, o frágil adversário que chegou a estar vencendo por 2 x 0 atuou sem o ataque titular (Bibi, suspenso e Leandro Kível, lesionou-se no início da partida) e com um lateral-direito reserva improvisado na esquerda. Para fechar a conta, o goleiro Pablo, embora tenha sido destaque da partida, aparenta no mínimo 10kg acima do peso. Ou seja, o Grêmio deixou a desejar contra um adversário que beira o amadorismo.

Acerto

Nem tudo são flores, muito menos, pedras! Se existe algum mérito na vitória, ela encontra-se na repetição tática de Luxa. Mesmo com a preocupante atuação, o comandante fixou um sistema, o que não ocorria com seu antecessor Caio Júnior. O desafio agora é encontrar os atletas que tenham condições de colocar a formação em prática de maneira satisfatória. No entanto, independe dos nomes, a forma é a mesma, o que facilita o entrosamento. Não existe mágica, futebol é repetição!

Losango

O citado sistema é o chamado losango (Fernando recuado, dois médios nos lados e um armador avançado). Conforme previsto nessa coluna na semana passada, o volante Souza já teve seu retorno confirmado para a próxima pelo Gauchão. O camisa 5 entra no lugar de Léo Gago e deverá ocupar o setor esquerdo do meio-campo, na mesma linha que Marco Antônio, este à direita. Além disso, outra mudança é na zona de armação. De atuação apagada, Marquinhos deixa a equipe e abre espaço para o argentino Bertoglio, grande nome da custosa vitória...

Mudança


Responsável pela jogada que originou o empate e autor do gol da vitória, o movediço meia-atacante precisou de apenas duas aparições para ganhar a titularidade. Embora não seja o chamado meia clássico, armador, Bertoglio, pode sim, desempenhar a última função do meio-campo. Para quem não lembra, Luxemburgo disse que até encontrar o chamado atleta que centraliza o jogo, com é Ganso no Santos, por exemplo, ele precisará achar outra forma de atuar. Esta parece ser com o camisa 7 no time. Se dará certo ou não, veremos a partir de domingo, mas a ideia é promissora, inegavelmente.

Sombra e banco

“Outra cabeça cortada” após a fraca atuação foi do lateral-direito Gabriel. Muito longe das atuações do ano passado, sob o comando de Renato Gaúcho, o camisa 2 mostra-se um tradicional burocrata. Na defesa apenas cerca, seus passes são apenas laterais e chega à linha de fundo somente uma vez a cada 70 dias... Diante do quadro, Luxemburgo promoverá a estreia do polivante Pará, campeão da Libertadores com o Santos, no ano passado. Com a lesão de Mario Fernandes e a negociação de Edílson com o Vasco, Gabriel estava muito acomodado. É bom ter uma “sombrinha” no grupo. Às vezes, o banco faz um bem danado!

Relembre


Apenas ratificando: Luxemburgo deve promover quatro mudanças para a próxima partida. São elas: Werley na vaga de Naldo; Souza no lugar de Léo Gago; entra Bertoglio e sai Marquinhos e Pará no posto de Gabriel. Aprovo as tentativas do comandante. Além do mais, levando-se em conta a prioridade da Copa do Brasil, não existe melhor laboratório que o Gauchão. Ponto para Luxemburgo!

Serviço

O tricolor entra em campo às 16h de domingo, no Olímpico, contra o Novo Hamburgo, vice-campeão do primeiro turno. Entre os destaques do adversário está o artilheiro da competição, Juba, com oito gols, além do goleiro Eduardo Martini, formado nas categorias de base do próprio Grêmio. Boa sorte aos tricolores!

Fotos: esportesuol.com.br, http://www.nazoera.com.br, esportesuol.com.br e placar.abril.com.br

Morte anunciada e craque passarinho

Lógica


Escalado para perder, o Internacional seguiu à risca a tática implantada por Dorival Júnior. Brincadeiras à parte é evidente que a derrota colorada não passa apenas pela escalação dos três volantes, com Dagoberto, no banco, mas indiscutivelmente, a falta de ambição ofensiva foi fator preponderante para que o time de Muricy Ramalho mandasse em toda a partida. No entanto, outros fatores são ainda mais inaceitáveis...

Justificativa

Após a derrota e o “bom e velho chocolate”, Dorival declarou que a escalação que beirava a heresia, que deixou o meio-campo colorado encaixotado, sem conseguir trocar quatro passes seguidos foi fruto de problemas internos. Como assim? A direção está escalando? Dorival foi obrigado a abrir mão de suas convicções, historicamente, ofensivistas, para colocar em campo um time que não queria? É óbvio que existem outras interpretações, mas no momento que o comandante justifica a sua atitude dessa forma, dá espaço para inúmeras insinuações. Dá próxima vez, é melhor o treinador pensar duas vezes antes de justificar o que parece injustificável.

Erro duplo


Após dois dias (sexta-feira) vazou o porquê de Dagoberto ter sido sacado da equipe, bem como, Tinga, não ter iniciado como titular. A razão é que ambos erraram o turno do treinamento na última segunda-feira e, portanto, não compareceram. Por favor, puna-se administrativamente, multe-se o jogador, mexa-se no bolsa, mas, mantenha a estrutura da equipe, zele pela qualidade do time, não prejudique o clube, não comprometa a atuação. Nesse caso, erro da direção colorada que logicamente, foi corroborado pelo subordinado treinador.

Extraterrestre

Não é a primeira vez, tampouco, será a última que usaremos o espaço para tratar de Neymar. Fora de série, craque, gênio para os exagerados. Qualquer dos rótulos encaixa-se como luva para o “menino da vila”. Anos luz à frente de qualquer outro futebolista brasileiro, o camisa 11 é o único alento no mar de mediocridade que tomou conta do futebol nacional, após a geração de Ronaldo Fenômeno. O milionário prodígio deitou e rolou sobre o setor direito da defesa colorada, fez dois golaços, outro pênalti e só não pediu música no Fantástico porque a partida não foi domingo. O mais incrível foi que Neymar jogou a noite inteira livre, livre, como passarinho no céu...

Indignação


Não existe nada mais constrangedor do que uma equipe pacata, acomodada, incapaz de indignar-se. Pois mais uma vez, diante de um adversário qualificado, o Internacional mostrou-se sem sangue. Inaceitável Neymar arrancar duas vezes do meio campo sem ninguém chegar junto, matar a jogada, parar o contra-ataque. Não estou defendendo o anti-jogo, a violência, nada disso. Porém, os jogadores do Inter deveriam saber que as faltas são prerrogativas do futebol, cabendo a arbitragem avaliar as consequências. Com um time mal escalado e jogadores passivos diante das dificuldades, o resultado não poderia ser outro: fracasso em Santos.

Postura

Mesmo com as dificuldades já relatadas, Damião marcou um gol e obrigou o goleiro Rafael a grande defesa. Alguém tem dúvidas que uma postura mais corajosa poderia garantir outro resultado aos vermelhos? Ou ao menos, traria maiores dificuldades ao adversário? Mas, não! Teimosamente, Dorival anunciou e mandou a campo o “caixote”. Após o intervalo, voltou com Dátolo no lugar de Elton, mantendo Dagoberto no banco. Quando resolveu chamar o camisa 20, o escolhido para sair foi D’Alessandro. Mesmo com atuação apagada, sempre se pode esperar algo do camisa 10. Dorival foi lamentável!

Apito

Deixei a discussão sobre a arbitragem para o final, pois a vitória santista foi merecida e não tem relação com os homens do apito. Porém, não posso deixar passar a discussão sobre a marcação do pênalti de Índio no centroavante Borges. Com todo o respeito às opiniões em contrário, achei o lanche legal. O zagueiro colorado pega a bola e só depois se choca com o camisa 9 santistas, que desabou. Evandro Rogério Roman errou, mas faz parte!

Gauchão

Em busca de reabilitação, o colorado entra em campo às 21h, do sábado, novamente fora de casa, mas dessa vez, pelo Campeonato Gaúcho. O adversário será o Santa Cruz e Dorival deverá mandar a campo uma equipe mista. Na terça-feira, os vermelhos recebem o The Strongest da Bolívia, surpresa do Grupo 1 da Libertadores, com seis pontos. Santos é o terceiro com três pontos, mesmo número dos gaúchos, que ficam em terceiro pelo saldo de gols.

Grêmio x River-SE

No próximo post, destaque para a difícil vitória gremista contra a frágil equipe sergipana.

Foto: http://www.futebolinterior.com.br, http://www.lancenet.com.br, psicohertzbrasil.blogspot.com http://trivela.uol.com.br

terça-feira, 6 de março de 2012

Recomeço insosso e prioridades do ano Gauchão


Após conquistar a Taça Piratini, o primeiro turno do Gauchão, o Caxias garantiu sua participação na finalíssima a ser realizada no mês de maio - isso se a equipe grená não vencer também o segundo turno – além de carimbar passaporte para a Copa do Brasil 2013. Em contrapartida, a dupla Gre-Nal corre atrás do prejuízo e disputa o título da Taça Farroupilha para que, consequentemente, possa estar na final do certame local. No entanto, a primeira amostragem foi preocupante. Ambos venceram por um magro 2 a 1 e tiveram atuações nada inspiradoras. Há muito trabalho pela frente...

Raio-x

Com Bolívar na defesa; sem D’Alessandro, poupado; Elton na lateral-direita e Guiñazu ainda fora do time titular; o Internacional jogou para o gasto. Com pouca mobilidade, raras jogadas laterais e meio-campo nada dinâmico, o colorado venceu em dois lances ocasionais. O primeiro gol surgiu da bola parada de Oscar, de falta. Já o segundo, foi fruto de um bate-rebate na área do Ipiranga e que parece ter decretado de vez, o reencontro de Leandro Damião com as redes. Final Inter 2 x 1.

Validade

O volante Mario Bolatti não consegue se firmar. Mesmo com as lesões de Tinga e Guiñazu, com Elton na lateral e, portanto, sem nenhum concorrente, o argentino consegue se atrapalhar sozinho. Mesmo diante do Ipiranga, no Beira-Rio, o camisa 8 mostra-se incapaz de desempenhar funções básicas de um volante. Sem dúvidas, Bolatti é o atleta que menos faz desarmes, entre todos os colorados da posição. Por vezes parecendo desligado e sem a necessária “pegada”, os vermelhos torcem pelos retornos dos titulares: Guiña já volta na próxima partida, Tinga, ainda não. Dorival precisa achar uma alternativa...

Afirmação


Com “muito mais bola”, movimentação e empenho, o compatriota Jesús Dátolo vem mostrando-se uma interessante peça de reposição. Entrando no lugar de Bolatti, o gringo deu outra cara à equipe, embora, a escalação do camisa 23 como volante seja uma atitude apenas emergencial – como ocorreu contra o Juán Aurich. Diante do fraco desempenho do titular, Dorival promoveu o ingresso de Dátolo, deixou o meio mais veloz e ofensivo e tornou o argentino com passagem pelo Boca Juniors uma das únicas boas notícias do sábado à noite.

História

Contra o tabu de jamais ter vencido no reino de Pelé, a Vila Belmiro, o Inter vai ao litoral paulistano enfrentar o Santos, na quarta-feira, pela Copa Libertadores. Com os retornos de Guiñazu e Nei e com as presenças de D’Ale e Índio, poupados no Gauchão, Dorival terá à disposição quase todos os titulares. Em relação a Nei, é preciso auxílio do meio-campo ao camisa 4, uma vez que ele está voltando de lesão e atua justamente nos setor de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Talvez por isso, Dorival esteja arquitetando o time com três volantes. Não concordo com a escalação...

Ferrolho


Futebol é equilíbrio! Escalar três jogadores de contenção (Bolatti, Elton e Guiñazu), em detrimento de Dagoberto (foto) é uma heresia. O jogador vindo do São Paulo tem como principal característica a velocidade e, portanto, seria peça fundamental no contra-ataque, tratando-se de uma partida longe do Beira-Rio. Além disso, a fragilidade dos zagueiros santistas deveria estimular Dorival a atacar o Peixe, com responsabilidade, mas atacar. Com três volantes, o Inter chamará o Santos para o seu campo e está escalado para perder. Espero que eu esteja errado, para o bem dos colorados, mas três volantes configuram um misto de respeito e temor desnecessários.

Passado

A partida começa às 19h45min, sem transmissão da TV, a não para os assinantes da Fox, que não está disponível na Net, nem na Sky. O jeito é torcer e secar – conforme gosto da freguesia – no bom e velho radinho. Além de tudo, existe o agravante da Voz do Brasil que através de sua retrógada obrigatoriedade, acaba dificultando ainda mais a transmissão do prélio. Os desafios estão impostos, cabem aos colorados enfrentá-los. Boa sorte aos alvirrubros!

Grêmio e o meio-campo

Embora tenha atuado apenas duas partidas, é notória a falta que faz o volante Souza ao time gremista. Com capacidade de marcação e saída de jogo, o camisa 5 é figura central na evolução do time de Luxemburgo, em comparação ao de Caio Jr. No entanto, lesionado, o atleta desfalcou o tricolor que teve o meia Marquinhos, em seu lugar. Mesmo sem o vigor do titular e atuando mais avançado, sorte dos gremistas que o camisa 19 teve boa atuação, tendo participação decisiva nos dois gols gremistas. Quando voltar de lesão, Souza é titular absoluto! Resta saber se jogará no lugar de Léo Gago, na segunda função do meio-campo, ou Luxa escalará três volantes. Aguardemos!

Acerto e rima


Falando no setor, Luxa tem um mérito inegável. Repetindo a escalação de Roger no Gre-Nal, o treinador fixou Marco Antônio (à direita na foto, ao lado de Marquinhos) como armador da equipe, local em que o camisa 11 foi destaque da Portuguesa na conquista da Série B no ano passado. Com liberdade e próximo dos atacantes, o meia tem participado de quase todos os gols gremistas nas últimas partidas, inclusive marcando o segundo gol na vitória de 2 a 1 sobre o Cerâmica em Gravataí – o outro foi de Kléber, cobrando pênalti. Além de todo o currículo e notoriedade, Luxa tem outro aspecto como aliado: faz o simples ao escalar cada “um no seu quadrado”.

Surgimento


Em 220 watts. Assim foi a estreia do argentino Facundo Bertoglio no time tricolor. Utilizando a mística camisa 7, o franzino trouxe velocidade ao time de Luxa. Caindo pelos dois lados, boa técnica e meia do tipo “vertical”, tem na jogada pessoal seu maior trunfo. Apenas uma partida é pouco para avaliarmos, mas a primeira amostragem foi positiva. O gringo mostrou ter todos os aspectos capazes de torná-lo uma importante alternativa e, quem sabe, cair nas graças da exigente nação gremista. Aguardemos!

Penta

Em busca do pentacampeonato, o Grêmio vai ao Sergipe enfrentar o River local pela primeira rodada da Copa do Brasil. Prioridade dos azuis no ano, o torneio é o caminho mais curto para a maior ambição dos gremistas em 2013, a Libertadores. A partida inicia às 22h, com transmissão da RBSTV. Ao lado do Cruzeiro, o tricolor é o maior vencedor da copa nacional, com quatro canecos (1989, 94, 97 e 2001). A última delas, aliás, sob comando do técnico Tite, foi o último título de expressão dos gremistas. Já passou da hora de nova volta olímpica. A sorte está lançada!

Eliminação

Se vencer por dois gols ou mais, o Grêmio descarta a partida de volta e elimina o adversário. Além disso, o maior atrativo da disputa é o gol qualificado que garante um charme todo especial a disputa. Se futebol fosse apenas teoria, certamente poderíamos prever uma goleada gaúcha. No entanto, tratando-se de futebol, tudo pode acontecer, com o perdão do clichê. Portanto, olho vivo e boa sorte ao tricolor!

Foto: clicrbs, sistema103.com, policolorada.blogspot.com, terra.com.br e placar.com.br