Liderança
Após três partidas, finalmente Vanderlei Luxemburgo estreou no estádio Olímpico e com grande estilo. Não bastasse o apoio da torcida, Luxa viu sua equipe jogar o que ainda não havia jogado na temporada, venceu, convenceu e deu show: 5 a 0 contra o Novo Hamburgo – gols de André Lima, Kléber, Souza, Fernando e Bertoglio...
Passeio
Para quem pensa que o “passeio” ocorreu devido a fragilidade do adversário, seja a ressalva: o time do Vale dos Sinos estava há 11 jogos invictos e foi vice-campão do primeiro turno. Portanto, os méritos gremistas foram inegáveis. Com o resultado, o Grêmio assumiu a primeira colocação do grupo 2 com 6 pontos.
Quase 100
Não compreendo o porquê do preconceito de grande parte da torcida gremista e até mesmo da opinião pública, com o centroavante André Lima. Embora longe de ser uma sumidade como atleta, o camisa 99 está longe de ser desprezível. Pela ausência de Marcelo Moreno, Lima recebeu chance antes os titulares, abriu o placar, participou ativamente do movimento ofensivo e só foi substituído, pois acusou cansaço. Mesmo não sendo um atacante dos sonhos, ou titular absoluto, André Lima é sim, uma interessante opção ofensiva. Abaixo o preconceito, nação tricolor!
Artilharia
Definitivamente, Kléber caiu nas graças da torcida. Além da bravura e notória qualidade, é rara a partida que o camisa 30 não balança as redes. No domingo, novamente, o atacante deixou sua marca, movimentou-se bem, atuou como centroavante após a saída de André Lima e finalmente é uma figura incontestável no comando ofensivo gremista – algo que não ocorria desde a saída de Jonas, ano passado. Para fechar com louvor a rodada, o gol marcado pelo Gladiador, o oitavo no campeonato gaúcho, o coloca com artilheiro do Gauchão, ao lado de Juba, do Novo Hamburgo.
Especulação
Ao contrário do que se especulava, Luxa não promoveu quatro alterações na equipe. Apenas 50% dos boatos se confirmaram e por vias tortas: o volante Souza, realmente retornou, mas na vaga de Marquinhos e não de Léo Gago. Além disso, o zagueiro Werley fez sua estreia ao lado de Gilberto Silva e embora tenha sido pouco exigido, mostrou segurança e qualidade na saída de jogo – claro, levando-se em conta a primeira impressão. Pará, cotado para substituir Gabriel, entrou na partida somente no final e Facundo Bertoglio, entrou na metade do segundo tempo, como atacante, e novamente, “estraçalhou”. Luxemburgo começa a dar sua cara à equipe!
Solidez
Nem todas as especulações se confirmaram, mas conforme destacou a coluna na semana passada, o treinador fixou o sistema tático, com um meio-campo em losango (ilustração), o que trouxe maior robustez ao setor, garantindo a solidez defensiva. Com Fernando centralizado, Souza na direita, Gago na esquerda e Marco Antônio adiantado, o meio foi o grande responsável pela segura atuação. No entanto, acho que o setor poderia ficar ainda melhor, caso Souza atue no lugar de Gago, Marco Antônio na direita e Bertoglio como quarto homem de meio-campo. Porém, é preciso saber se o camisa 5 consegue desempenhar a mesma função pelo lado esquerdo. Em algum momento, certamente teremos essa formação. Aguardemos!
Experiência
Semana passada, trouxe à tona a fragilidade dos zagueiros gremistas. Porém, por uma questão de justiça, preciso fazer referência a Gilberto Silva. Mesmo improvisado, o pentacampeão mostra-se cada vez mais habituado a sua posição de origem, no início da carreira, a vaga como zagueiro. Além de toda a seriedade e segurança que traz a defesa tricolor, o capitão gremista é o único que se salva na categoria “zagueiro confiável”. Mesmo com idade, a cada partida o mineiro justifica sua contratação, além de mostra-se polivalente: com o ingresso de Werley, o camisa 3 passou a atuar no lado esquerdo, ao contrário de quando vazia dupla com Naldo e com a mesma naturalidade. Algo raro no futebol e digno somente a atletas acima da média.
Retornos
Pelo lado vermelho, com os retornos de Tinga e Dagoberto entre os titulares, o Internacional venceu por 2 a 1 Santa Cruz, fora de casa – gols de Dátolo e Damião. No entanto, não há muito que comemorar. Além da parca vitória, ao lado da discreta atuação, a lesão do capitão D’Alessandro foi um prejuízo e tanto. A previsão é que o retorno do camisa 10 ocorra somente daqui 15 a 20 dias, desfalcando o time de Dorival nas próximas partidas da Libertadores e do Gauchão...
Ingresso
Menos mal que Jesús Dátolo entrou muito bem, trouxe velocidade ao setor e acresceu uma qualidade não existente em D’Ale: o arremate de fora da área. Mais uma vez, o camisa 23 foi decisivo, abriu o placar e está confirmado como titular na partida dessa terça-feira, contra o The Strongest, pela Libertadores. Será a oportunidade de o argentino mostrar que tem condições de figurar entre os 11 preferidos de Dorival e não apenas, como reserva de luxo. Veremos!
Afirmação
É preciso saldar o retorno do lateral-direito Nei. Sempre mantendo média positiva em suas atuações, o camisa 4 é seguro na defesa, apoia pouco, mas com relativa qualidade e agora tem incrementado outro atributo: a bola parada. Contra o Santa Cruz, o calvo lateral acertou o travessão em bela cobrança de falta. Não é apenas por não ter outro atleta da posição disputando a vaga, mas Nei é uma afirmação, inegavelmente.
Libertadores
Após a carraspana na Vila Belmiro, o Inter retorna a campo pela Libertadores, nessa terça-feira, às 22h, no Beira-Rio. O adversário é o líder do grupo The Strongest, da Bolívia, com seis pontos. Em que pese a campanha, no certame boliviano a situação não é nada cômoda. Após o empate no último domingo no clássico contra o Bolívar (1 x1), o adversário colorado é apenas o 9° entre os 12 times do campeonato local...
Obviedade
Diante das circunstâncias, a necessidade de vencer torna-se impreterível. Se der, o ideal será que o colorado vença por diferença considerável de gols, uma vez que o saldo pode ser fator fundamental para definir os dois classificados. Boa sorte aos vermelhos!
Monarquia
Após 23 anos, finalmente chegou ao final o reinado de Ricardo Teixeira à frente da CBF. Em carta renúncia, o outrora manda-chuva do futebol nacional desligou-se alegando problemas de saúde, mas até as paredes sabem que as razões são muito mais complexas. Há tempos, Teixeira responde a denúncias de corrupção e escândalos. Ainda não há definição do substituto de Teixeira em uma das cadeiras da Fifa, o que deverá ocorrer em breve, quando a Conmebol se manifestará. Como uma democrata, saúdo a saída de Teixeira. A alternância no poder é indispensável, essencial, salutar para a democracia...
Revolução
Para quem pensa que o futebol brasileiro está iniciando uma revolução, muita calma nessa hora! Assume a presidência da CBF, o vice mais velho de Teixeira, nesse caso, José Maria Marin, ex-governador de São Paulo e ex-presidente da Confederação Paulista de Futebol. Em sua posse, Marin discursou entusiasticamente, garantindo o continuísmo do governo, inclusive apontando Teixeira como principal responsável pela realização da Copa de 2014 no Brasil. Ou seja, nada muda, pelo menos, por enquanto...
Estatuto
Segundo o estatuto da CBF, em caso de renúncia, o vice assume o cargo pelo mesmo período destinado ao presidente. Nesse caso, Marin ficará à frente da CBF até abril de 2015, tempo que Teixeira gozaria à frente do futebol nacional. Em contrapartida, alguns presidentes de confederações, chamados de rebeldes, estão organizando movimento para que Marin marque novas eleições. Encabeçam a lista, as confederações baiana, mineira e gaúcha, através do presidente Francisco Noveletto Neto.
Fotos: esportes.br.msn.com; jcrs.uol.com.br; dtvb.ibilce.unesp.br; globoesporte.biz e band.com.br




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