Fama
Com a velha fama de “Copeiro”, o Grêmio entrou em campo em Aracaju diante do desconhecido River Plate, de Carmópolis, Sergipe. Buscando o pentacampeonato da Copa do Brasil, o tricolor tinha a missão de vencer por dois gols ou mais de diferença para eliminar a partida de volta. No entanto, ao contrário do que se imaginava, o time de Luxemburgo foi pavoroso. A virada (3x2) ocorreu somente nos acréscimos e pelo cansaço do River, que com um homem a menos e com atletas sentindo cãibras, foram literalmente vencidos pelo cansaço. O Grêmio foi constrangedor. Desse jeito, a “fama de Copeiro”, morrerá aqui. Somente na fama!
Defesa
Naldo. O camisa 4, que desde o Gre-Nal faz dupla defensiva com Gilberto Silva, falhou clamorosamente nos dois gols sergipanos. Em que pese o empenho, profissional confirmou uma desconfiança que tinha desde a sua estreia: ele é incapaz de vestir a camisa do Grêmio. Com todo o respeito, o atleta está muito aquém das necessidades e, principalmente, da história gremista. Aliás, não existe sequer um zagueiro afirmado na Azenha: Groli, Saimon e Vilson, tiveram inúmeras chances e somados não formam sequer um zagueiro confiável. Na próxima partida, Luxa promove a estreia de Werley, sem falarmos em Pablo, que sequer recebeu oportunidade. A direção está cochilando há horas. É preciso um zagueiro, urgente! É muita omissão. Vamos às compras, “cartolagem!”.
Amadorismo
É constrangedora a diferença entre os nordestinos e o Grêmio. Para termos ideia, somente o salário de Kléber Gladiador é superior a toda a folha salarial do “River pobre”. Não bastasse isso, o frágil adversário que chegou a estar vencendo por 2 x 0 atuou sem o ataque titular (Bibi, suspenso e Leandro Kível, lesionou-se no início da partida) e com um lateral-direito reserva improvisado na esquerda. Para fechar a conta, o goleiro Pablo, embora tenha sido destaque da partida, aparenta no mínimo 10kg acima do peso. Ou seja, o Grêmio deixou a desejar contra um adversário que beira o amadorismo.
Acerto
Nem tudo são flores, muito menos, pedras! Se existe algum mérito na vitória, ela encontra-se na repetição tática de Luxa. Mesmo com a preocupante atuação, o comandante fixou um sistema, o que não ocorria com seu antecessor Caio Júnior. O desafio agora é encontrar os atletas que tenham condições de colocar a formação em prática de maneira satisfatória. No entanto, independe dos nomes, a forma é a mesma, o que facilita o entrosamento. Não existe mágica, futebol é repetição!
Losango
O citado sistema é o chamado losango (Fernando recuado, dois médios nos lados e um armador avançado). Conforme previsto nessa coluna na semana passada, o volante Souza já teve seu retorno confirmado para a próxima pelo Gauchão. O camisa 5 entra no lugar de Léo Gago e deverá ocupar o setor esquerdo do meio-campo, na mesma linha que Marco Antônio, este à direita. Além disso, outra mudança é na zona de armação. De atuação apagada, Marquinhos deixa a equipe e abre espaço para o argentino Bertoglio, grande nome da custosa vitória...
Mudança
Responsável pela jogada que originou o empate e autor do gol da vitória, o movediço meia-atacante precisou de apenas duas aparições para ganhar a titularidade. Embora não seja o chamado meia clássico, armador, Bertoglio, pode sim, desempenhar a última função do meio-campo. Para quem não lembra, Luxemburgo disse que até encontrar o chamado atleta que centraliza o jogo, com é Ganso no Santos, por exemplo, ele precisará achar outra forma de atuar. Esta parece ser com o camisa 7 no time. Se dará certo ou não, veremos a partir de domingo, mas a ideia é promissora, inegavelmente.
Sombra e banco
“Outra cabeça cortada” após a fraca atuação foi do lateral-direito Gabriel. Muito longe das atuações do ano passado, sob o comando de Renato Gaúcho, o camisa 2 mostra-se um tradicional burocrata. Na defesa apenas cerca, seus passes são apenas laterais e chega à linha de fundo somente uma vez a cada 70 dias... Diante do quadro, Luxemburgo promoverá a estreia do polivante Pará, campeão da Libertadores com o Santos, no ano passado. Com a lesão de Mario Fernandes e a negociação de Edílson com o Vasco, Gabriel estava muito acomodado. É bom ter uma “sombrinha” no grupo. Às vezes, o banco faz um bem danado!
Relembre
Apenas ratificando: Luxemburgo deve promover quatro mudanças para a próxima partida. São elas: Werley na vaga de Naldo; Souza no lugar de Léo Gago; entra Bertoglio e sai Marquinhos e Pará no posto de Gabriel. Aprovo as tentativas do comandante. Além do mais, levando-se em conta a prioridade da Copa do Brasil, não existe melhor laboratório que o Gauchão. Ponto para Luxemburgo!
Serviço
O tricolor entra em campo às 16h de domingo, no Olímpico, contra o Novo Hamburgo, vice-campeão do primeiro turno. Entre os destaques do adversário está o artilheiro da competição, Juba, com oito gols, além do goleiro Eduardo Martini, formado nas categorias de base do próprio Grêmio. Boa sorte aos tricolores!
Fotos: esportesuol.com.br, http://www.nazoera.com.br, esportesuol.com.br e placar.abril.com.br




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