Tropeço
No grupo mais
embolado e imprevisível da Libertadores, o Grêmio teve dois tempos distintos,
começou bem, “relaxou”, levou a virada contra o Caracas e agora jogará a
“classificação” contra o Fluminense no próximo dia 10 de abril, na Arena. Mais
do que isso, a derrota evidencia algumas deficiências da defesa e acende dois
sinais: um de “alerta” da direção e outro de “desconfiança” da torcida. Agora,
o jeito é levantar, sacudir e poeira e dar a volta por cima.
Pedagogia
Por mais
contraditório que pareça, creio que a derrota servirá para que a comissão
técnica intensifique a preparação e corrija os rumos da equipe. O insucesso
traz às claras o verdadeiro momento gremista, ou seja, uma equipe de bons
jogadores, mas ainda em formação. Com as goleadas sobre o Fluminense e o
próprio Caracas, criou-se a falsa imagem, por parte de alguns integrantes da
opinião pública, que o time de Luxemburgo estivesse pronto. Ainda não. Em que
pese a frustração pela derrota, ela ocorreu em um momento em que ainda é
possível a reabilitação. Aprender com o insucesso, eis o desafio da vez.
Relaxamento
Assim como ocorreu
após a derrota para o Huachipato, alguns creditam o fracasso ao chamado “salto
alto”, traduzido pelo zagueiro Cris como “relaxamento”. Sinceramente, acho que
a tentativa seja uma perigosa explicação simplista para justificar o - que em
condições normais seria - injustificável: perder para o Caracas e o
Huachipato. Se levarmos em conta as declarações do defensor, o Grêmio vence e
convence ou simplesmente relaxa e perde o jogo. Discordo, amigavelmente.
Existem outros fatores por trás da derrota.
Fatores
O primeiro deles está
na falta de atitude da equipe no segundo tempo. Deixando o rótulo de “copeiro”
somente na teoria, o time de Luxa cedeu espaços, reduziu o ritmo e não
conseguiu neutralizar os dois principais atletas do adversário, o meia Otero e
o lateral-meia Carabalí. Não bastasse, ainda viu suas maiores esperanças e
referências técnicas naufragarem: o capitão Zé Roberto foi um mero “carimbador
de bolas” e o goleador Barcos perdeu uma chance incrível de cabeça...
Raio-x
A derrota não passa
diretamente pela dupla Zé e Barcos, mas diante do potencial que possuem – e por
isso a cobrança se justifica - ficaram devendo e muito. Por outro lado, de
jogadores como o Pará, Welliton, William José e Marco Antônio – os últimos três
lançados no time na etapa complementar - , por mais respeito profissional que
mereçam, não se espera muito.
Gramado
Lambança e bagunça.
Os adjetivos, infelizmente, são destinados à Confederação Sul-Americana de
Futebol, a Conmbebol. É inadmissível que a entidade permita que um clube que
disputa a maior competição do continente, promova suas partidas em um solo como
o gramado do Estádio Olímpico, da Venezuela. O piso não justifica a derrota
gremista, tampouco, colaborou com a vitória do Caracas. Ambos tiveram as mesmas
dificuldades – com o perdão da obviedade - mas o fato é inadmissível
tratando-se do profissionalismo que exige ao FUTEBOL PROFISSIONAL.
Retorno
Com atuação esplêndida – sem
exageros - do Barça, os catalães deram um verdadeiro chocolate no Milán, que há
15 dias havia vencido por 2 a 0 em solo italiano. Méritos irrevogáveis ao time
de Messi, mas o técnico rossonero vacilou ao não repetir a mesma equipe que
havia triunfado no San Siro – escalou o francês Flamini, em detrimento do ganês
Muntari. Para ajudar, o meia-atacante M'Baye Niang, perdeu chance incrível – bola na trave em
contra-ataque – dois minutos antes do segundo gol Espanhol. São apenas algumas
considerações sobre uma vitória “assustadoramente” irrepreensível do Barcelona.
Gauchão
e história
Campeão do primeiro turno, o
Internacional começa a Taça Farroupilha contra o Canoas, no complexo da Ulbra,
no próximo domingo, às 16h. Pelo lado gremista, tudo aponta para a utilização
dos titulares, ou ao menos, a maioria deles contra o Lajeadense no sábado, às
18h30. Outra novidade é o fato do Olímpico Monumental, agora sim, “deixar a
vida para entrar na história”. A direção anunciou que o tricolor mandará TODAS
suas partidas na nova e moderna casa. Sendo assim, a equipe de Lajeado entrará
para a história: será o primeiro time brasileiro a “desafiar” o Grêmio na
Arena.
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Fotos: Grêmio Oficial, Agência AFE e RTE.ie




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