Incompetência
O Grêmio joga o semestre contra o
Huachipato no Chile, nesta quinta-feira. Em tese, seria uma partida apenas
para o tricolor decidir contra o Fluminense quem seria o primeiro do grupo. Mas
não. O time de Luxemburgo vacilou, perdeu pontos preciosos, foi derrotado pelos
próprios chilenos na Arena, levou virada do Caracas na Venezuela e agora se
obriga a disputar uma final de Copa do Mundo ainda na primeira fase. Apreensão,
tensão, risco de eliminação. Tudo por que o tricolor não fez sua parte. E como bom
representante brasileiro, para temor da torcida, deixou tudo para a última
hora.
Salário
atrasado
Embora o centroavante Barcos tenha
negado veemente aos repórteres, o Grêmio está sim, com os salários atrasados. Na
verdade, o débito é referente aos direitos de imagem, que representa a maior
porcentagem dos rendimentos dos atletas. Conforme apurado por esse colunista –
junto a uma fonte para lá de quente - os atletas do Grêmio receberam apenas
metade dos diretos de imagem referente ao mês de março, além de não terem
recebido sequer um centavo do mês de abril. Quando ocorrem atrasos, normalmente
ele incide justamente nos direitos de imagem. Os salários, além de terem menor
custo ao clube, é o valor que está oficializado na carteira de trabalho, portanto, uma
garantia trabalhista que poderia ser cobrada judicialmente pelos atletas - rendendo prejuízos ainda maiores aos cofres gremistas.
Resultados
Voltando a decisão contra os chilenos, menos mal que o Grêmio joga por dois
resultados. Se ao menos empatar, os gaúchos passarão às oitavas-de-final, o que
deixa a situação longe de uma missão impossível. A “tranquilidade” é motivada,
entre outros, pelo erro de arbitragem que anulou o gol de Rhayner do Fluminense na semana
passada. Do contrário, o time de Luxa precisaria, vencer, obrigatoriamente.
Mas, futebol é assim mesmo. Em matéria de equívocos dos “homens de preto”, a
“banca paga e recebe”.
Mudança
O
fato permite ao Grêmio planejar a equipe mais resguardada, jogando com o
regulamento debaixo do braço, diferentemente se a necessidade fosse a vitória. Sem
Elano e Marco Antônio, lesionados, Luxa deverá mandar a campo uma equipe com
três volantes (Adriano, Fernando e Souza), dando mais liberdade para Zé
Roberto. O esquema foi testado contra o Novo Hamburgo e na ocasião, naufragou.
Com Guilherme Biteco na vaga de Zé Roberto, a bola quase não chegou aos
avantes. Com o camisa 10, a tendência é que o problema seja dirimido. Do
contrário, o ingresso de Kléber, um pouco mais recuado, parece a providência
mais apropriada, com Vargas e Barcos no comando de ataque. Aguardemos!
Peças
Mesmo com três homens
de marcação, o sistema pode funcionar desde que Luxa altere o posicionamento de Fernando. De fácil chegada à grande e bom chute de média distância, o camisa 17
pode ser a alternativa, mesmo improvisada, de substituir de alguma forma o
trabalho feito por Elano no setor direito. Para isso, Adriano deve atuar na primeira
função, dando mais liberdade a Souza a Fernando. Não é o que vem ocorrendo, uma
vez que Adriano, tem sido o jogador mais
liberado para auxiliar no setor de armação.
Entrosamento
Desde o ano passado, ao menos no papel,
o Internacional possui um dos melhores ataques do país. Neste ano, com Dunga, a
teoria tem virado prática pelos pés de D’Alessandro, Forlán e Leandro Damião.
Com pré-temporada, adaptado e com jornadas que lembram o “melhor da Copa de
2010”, o uruguaio é o grande reforço colorado no ano, embora esteja no
Beira-Rio desde o segundo semestre de 2012. Além disso, a presença do camisa 7 vem
oportunizando a retoma do futebol de alto nível protagonizado por Leandro
Damião – não é à toa que a dupla voltou a ser convocada para suas respectivas
seleções. Sobre D’Alessandro, continua o mesmo: jogando muito, apanhando
bastante e reclamando demais. Mas, inegavelmente, a grande referência técnica da equipe.
Exigência
Embora o início da temporada
tenha sido promissor para os colorados, é preciso levar em conta o nível
técnico dos adversários. Seja no certamente gaúcho ou nas primeiras fases da
Copa do Brasil, os “rivais” – com pouquíssimas exceções – não passam de
pernas-de-pau esforçados. Porém, o Inter vem fazendo a sua parte: ao
enfrentá-los, tem tido mais sucesso do que tropeços e de quebra, vem entrosando
o time, servindo de laboratório para os maiores desafios da temporada...
Reforços
Para isso, reforços
são mais que necessários. Um deles pode ser o centroavante e artilheiro da
Libertadores Braian Rodríguez, do Huachipato – já prevendo uma possível venda
de Damião. Mas, o setor mais carente no momento é a zona de articulação,
principalmente pela má fase de Dátolo e das alternativas no
banco, como Vitor Júnior. Aliás, os reforços também são necessários pelos lados da Arena Porto-Alegrense.
Fórum
Kléber reclamando de Marcelo Moreno em
entrevista coletiva. Forlán e Dátolo “queixando-se” dos jogos do Inter em
Caxias do Sul. Só um pouquinho “bolerada”, os assuntos em questão devem ser
tratados por representantes dos fóruns competentes. Para isso existe direção de
futebol, vice-presidente, diretor executivo, ou qualquer outra rotulação que se faça. Parafraseando uma polêmica declaração do ex-presidente do Inter, Vitório
Píffero, fica o recado: torcida torce, direção “dirige” e jogador joga. Nada
mais.
Convocação
Assim como ocorreu
contra a Bolívia, a seleção brasileira será representado somente por atletas
que atuam no país no próximo amistoso contra a Chile. Entre os nomes convocados
estão Fernando e Damião, da dupla Gre-Nal, mas o zagueiro Henrique do Palmeiras
é a grande e agradável surpresa. Com passagem pelo Barcelona, o defensor possui
grande poder de marcação, bola alta de qualidade e atua também como volante.
Além das virtudes técnicas, é justamente essa polivalência que o credencia a
integrar grupo da seleção, sobretudo em competições como a Copa das Confederações, que
limita o número de atletas convocados.
Copa
do Mundo
Falando no assunto, me agrada a nova convocação de
Ronaldinho Gaúcho. Além dele, o meia Kaká também deve integrar o grupo – nas
chamadas datas Fifa. Diante das carências atuais do futebol brasileiro, o
treinador não pode prescindir da qualidade dos “velhinhos bons de bola”. No
momento, Kaká e Ronaldinho devem disputar uma das vagas do meio, ao lado de Oscar,
titular indiscutível, além do ataque com Neymar e um centroavante, que pode ser Fred, Damião,
Pato ou Luís Fabiano. Para 2014 e à priore, a Copa das Confederações, a
tendência deverá ser essa. Anote e confie.
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Fotos: Grêmio Oficial e Lance Net






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