Classificação
Com atuação empolgante na primeira etapa
e um segundo tempo apático, o Internacional venceu o Veranópolis pelo placar
mínimo, garantiu vaga à final da Taça Farroupilha e de quebra, pode conquistar
o campeonato Gaúcho de maneira antecipada no próximo domingo, no Centenário, em Caxias do Sul. O
adversário será o Juventude e, ao contrário, do que ocorria em anos atrás, o
favoritismo e a OBRIGAÇÃO de vencer é toda dos colorados. Pelo menos na teoria.
Tempos
distintos
Com marcação adiantada, jogadas pelos flancos e velocidade, o time de Dunga brincou de perder gols e “transformou” o arqueiro do VEC, João Ricardo, em melhor jogador da partida nos primeiros 45 minutos. Após o intervalo, porém, a velha e famigerada “zona de conforto” parece ter acometido a equipe que de maneira sonolenta, trocava passes sem nenhuma ambição – mesmo com um jogador a mais, após expulsão do zagueiro Edson Borges (aliás, D’Alessandro também deveria ter sido expulso por agressão). A postura, além de “colocar em risco” à classificação no tempo normal, deixou Dunga irado à beira de campo. Aliás, esse foi o único aspecto positivo do segundo tempo colorado: mesmo com a vitória, o comandante sabe que a equipe ainda está muito longe de estar pronta e, principalmente, transmitir confiabilidade.
Com marcação adiantada, jogadas pelos flancos e velocidade, o time de Dunga brincou de perder gols e “transformou” o arqueiro do VEC, João Ricardo, em melhor jogador da partida nos primeiros 45 minutos. Após o intervalo, porém, a velha e famigerada “zona de conforto” parece ter acometido a equipe que de maneira sonolenta, trocava passes sem nenhuma ambição – mesmo com um jogador a mais, após expulsão do zagueiro Edson Borges (aliás, D’Alessandro também deveria ter sido expulso por agressão). A postura, além de “colocar em risco” à classificação no tempo normal, deixou Dunga irado à beira de campo. Aliás, esse foi o único aspecto positivo do segundo tempo colorado: mesmo com a vitória, o comandante sabe que a equipe ainda está muito longe de estar pronta e, principalmente, transmitir confiabilidade.
Teimosia
ou convicção
Dunga deveria ter alterado o time no
segundo tempo, principalmente, no comando de ataque. Esse é o sentimento quase
unânime de quem acompanhou a segunda etapa. Deixando Caio no banco, que seria
uma excelente alternativa de contra-ataque — enquanto Forlán se “arrastava em
campo”—, o treinador teve papel decisivo na queda de rendimento do time.
Quando questionado ao final de jogo por que realizou a substituição somente nos
acréscimos, o capitão do Tetra saiu com mais uma pérola: “Professor Pardal está
cheio por aí”. Convenhamos, treinador, é impossível que toda a opinião pública
esteja errada, sempre. E tem mais: um pouquinho de humildade não faz mal a ninguém.
Mecânica
Menos mal para os vermelhos que como
comentarista, Dunga é um excelente treinador. Entre seus méritos, está a constante
alternância tática do Internacional. Na partida contra o VEC, por exemplo, por
diversas vezes Willians — destaque da partida — apareceu “como lateral-direito”, enquanto o titular da
função, Gabriel, somava-se a Fred e D’Alessandro na zona de articulação. A
atitude é uma bela alternativa, sobretudo, nas partidas em que os colorados
precisam enfrentar a “retranca” dos adversários.
Procura-se
lateral
Notícias apontam que o lateral-esquerdo
Fabrício deve ser vendido na próxima janela de transferência por 3 milhões de
euros. Pela “bolinha” que vem jogando, com
excessivos erros de passe, deficiência na marcação e incapacidade de “cruzamento”,
o negócio será um dos melhores feitos pelo Internacional nos últimos tempos —
com o perdão dos exageros. Em contrapartida, Kléber, deve retornar de lesão em
breve. Mesmo “acusado de preguiçoso”, muitas vezes de maneira justa, o camisa 6
tende a ser um acréscimo e tanto ao segundo semestre colorado, principalmente,
por sua qualidade no apoio. Todavia, é evidente que a direção precisa sair às
compras. Portanto: mãos à obra, “cartolagem”!
Eliminação
Mesmo com o que tinha de melhor no
momento e sendo superior ao adversário, o Grêmio perdeu para o Juventude
nos pênaltis e precocemente foi eliminado do campeonato gaúcho. A cada partida,
mesmo quando os objetivos foram alcançados — como a classificação na
Libertadores e a vitória (nos pênaltis) contra o São Luiz — o Grêmio não
consegue convencer, assusta seu torcedor e joga cada dia menos. Agora, que a
eliminação ao menos sirva de escola aos
tricolores. Do contrário, o título da Libertadores seguirá sendo um sonho pra
lá de distante.
Arbitragem
O mesmo “apito amigo” que ajudou o
Grêmio na classificação na Libertadores, contribui e muito, com a eliminação tricolor
no certame local, pelo menos em um dos dois lances reclamados pela direção. Não
ocorreu o impedimento assinalado de André Santos e que resultaria no gol de Vargas No outo lance, foi marcada possível carga de Bressan, e na sequência,
Barcos teria a chance de marcar. Por outro lado, o Juventude “berra” pênalti de
Pará. Nos últimos dois lanches, creio que a arbitragem tenha acertado, mas sem
dúvidas, é um assunto digno da famigerada “interpretação” da arbitragem.
Soberba
e discurso
Desde
o início do Gauchão, a direção, em sintonia com a comissão técnica, gritou em alto e bom som: “A prioridade é a
Libertadores”. Tudo bem, o fato revela até obviedade, mas não podemos ignorar
que o tricolor foi eliminado com os titulares, portanto, indicaria que o time
queria sim, ao menos chegar às finais. Diante do insucesso e das atuações
abaixo das expectativas, o enfadonho discurso da direção e de Luxa não passa de
retórica travestida de incompetência.
Explicação
Tudo bem que a Libertadores é prioridade, reitero, mas alguém poderia explicar por que apenas Grêmio e Palmeiras, dos
brasileiros envolvidos na Libertadores, estão fora dos campeonatos estaduais?
Só para lembrar: o Palmeiras perdeu para o Santos, outro grande clube brasileiro,
somente nos pênaltis. Já o Grêmio foi eliminado por um representante da Série D. Aliás, será que a Libertadores não é prioridade para Atlético-MG, Corinthians, São Paulo, Fluminense? Pois é, todos estão na "fase quente" de seus estaduais. Como pode? Convenhamos: menos papo e mais bola, né?
Pressão
Por essas e outras, parte
da torcida está cobrando a demissão de Luxemburgo, uma vez que pelo elenco
disponível, o time gremista deveria estar jogando muito mais. Concordo, principalmente,
levando-se em conta o nível técnico da maioria dos adversários enfrentados até
o momento e alguma escolhas equivocadas do "chefe so vestiário" — como a escalação de Adriano em
detrimento a Fernando contra o Huachipato, em Porto Alegre, e a ausência de
Biteco, nem mesmo no banco, contra o Juventude. Porém, é necessário um adendo. Apesar
do time de qualidade, o Grêmio não dispõe de um grupo qualificado. No papel, o
time é muito bom, mas ainda requer peças de reposição à altura – mesmo assim,
vencer o São Luiz e o Juventude, por exemplo, era OBRIGAÇÃO. Neste sentido,
Luxa está devendo... e faz tempo!
Libertadores
e Copa do Brasil
Na
quarta-feira, o tricolor recebe o Santa Fé da Colômbia, na Arena. O confronto
inicia às 19h30 e Elano deve ser o grande reforço, mesmo longe das condições
ideais. Por outro lado, Zé Roberto, suspenso, é o grande desfalque. Mais tarde, às
21h50, o Inter enfrenta o Santa Cruz, em Recife, pela segunda fase da Copa do
Brasil. D’Alessandro, pra variar suspenso, desfalca os vermelhos. Boa sorte à dupla!
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Fotos: Internacional Oficial, Esportes Terra e Grêmio Oficial






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