Síntese
A reestreia de Felipão pelo selecionado nacional foi uma síntese
da era Mano Menezes, ou seja, derrota para um grande adversário, desta vez a
Inglaterra. Com laterais sofríveis - sobretudo Adriano -, Ronaldinho Gaúcho
perdendo pênalti e jogando somente no nome e Neymar brincando de
“esconde-esconde”, o resultado não poderia ser diferente. Time da Rainha 2 a 1,
com destaques para o volante e capitão Gerrard, o meia-esquerda Wilshere e o
veloz ponta-direita, Walcott.
Saudade
Com o perdão do saudosismo, mas é impossível não sentir falta de
Cafu e Roberto Carlos acompanhando os atuais laterais da seleção. Ontem, foram
Daniel Alves, na direita e Adriano no outro lado. O primeiro, apesar de ser
considerado um dos melhores da função no mundo e titularíssimo do Barcelona,
jamais conseguiu desenvolver seu potencial com a camiseta amarela - aliás, o
mesmo mal de Ronaldinho e Neymar. Sobre Adriano, com todo respeito profissional
ao atleta, mas não tem condições de jogar pela seleção, ainda mais como
titular. Foi constrangedor vê-lo tomando o mesmo drible de Walcott durante todo
o tempo que esteve em campo. Tanto que o reserva Flilipe Luís acabou entrando
em seu lugar.
Receio
Sou admirador confesso do futebol de Neymar. A facilidade com
que dribla, a técnica de chute, a velocidade. Realmente trata-se de um atleta
diferenciado, um craque na concepção máxima da palavra. Porém, confesso um
certo receio em relação ao camisa 11 quando o assunto é a seleção. Será que o
menino da vila será o novo Ronaldinho Gaúcho? Só pra lembrar, mesmo sendo
eleito duas vezes o melhor do mundo – e com justiças, R10 jamais conseguiu ser
referência da seleção e apesar de isoladas boas atuações, como na conquista do
penta do 2002, não passou de uma sombra de Ronaldo e Rivaldo. Mas, tenho fé em Neymar.
Torcemos!
Destaque
É brincadeira o que joga Steven Gerrard! Capitão da Inglaterra,
o camisa 4 bate como poucos na bola, tem passe mais que preciso, conclusão de
fora da área e relativo poder de marcação. O astro o Liverpool é prova da
revolução que tomou conta da posição de volantes nos últimos anos – não é
preciso mais a função “brucutu” na frente da área. Eleito o melhor jogador
inglês de 2012, é dotado, também, de visão de jogo apuradíssima, sendo capaz de
lançamentos de 30 a 40 metros como cansamos de ver na partida contra o Brasil.
Em uma hipoteticamente dobradinha com o alemão Bastian Schweisteiger, seria a
maior dupla de volantes do mundo, com capacidade de desarme, organização e até
mesmo conclusão. Na minha modesta predileção, lógico.
Goleada e reforços
Vangloriado como a melhor campanha do Gauchão, o São José voltou
a realidade e levou 5 a 1 do Grêmio - gols de Elano, Zé Roberto (2x), Iuri
Mamute e Bertoglio - em mais um jogo de despedida do Olímpico. Além da goleada,
outra boa notícia para os tricolores. A direção acertou a contratação de dois
reforços: o centroavante Wellington, ex-Goiás que estava no Spartak da Rússia e
Adriano, volante do Santos. Sobre o último, também pode atuar na
lateral-direita e é um boa alternativa para o caso de impossibilidade de Pará –
já que os atuais suplentes jamais deram conta do recado, notadamente Tony. Em
contrapartida, André Lima vai atuar no futebol chinês e espera balançar as
redes em mandarim.
Reservas e falha
Por sua vez, os reservas do Inter “apanharam” da bola, perderam
por 1 x 0 para o Lajeadense e ilustraram a carência de reposições para a equipe
titular.
Mesmo discretos, os laterais Hélder e Raphinha, além do meia
Vitor Júnior, ao menos mostraram alguma qualidade. Os demais, incluindo a dupla
de contenção Elton e Josimar, não passaram de burocratas fardados de vermelho.
Para piorar, o goleiro Agenor se atrapalhou com a defesa, saiu sem achar nada e
propiciou ao interessante centroavante Jandson fazer o gol da vitória. Aliás, não entendo por que o Internacional poupou os titulares - poderia ao menos ter escalado uma equipe mista.
Liberação
Falando no assunto, não entendo a insistência com o atacante
Gilberto que a cada atuação não justifica o salário que recebe, o esforço da
direção em “repatriá-lo” antes do tempo junto ao Sport, tampouco, a confiança
depositada por Dunga. Em contrapartida, o jovem Cassiano, que teve destaque no
final do ano passado foi misteriosamente arquivado – tanto que pode ser
negociado. Não sabemos o que ocorre nos bastidores, mas se o critério for
exclusivamente técnico, eis o primeiro grande equívoco do capitão do Tetra.
Cassiano – ao menos no momento – joga mais que Gilberto, Otavinho ou Maurides,
com sobras. Vai entender!
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Fotos: Esportes Terra, PR
Online, Abola.pt, Agência EFE, ESPN, Grêmio Oficial e Internacional Oficial




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