quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Seleção, goleada e reservas


Síntese 

A reestreia de Felipão pelo selecionado nacional foi uma síntese da era Mano Menezes, ou seja, derrota para um grande adversário, desta vez a Inglaterra. Com laterais sofríveis - sobretudo Adriano -, Ronaldinho Gaúcho perdendo pênalti e jogando somente no nome e Neymar brincando de “esconde-esconde”, o resultado não poderia ser diferente. Time da Rainha 2 a 1, com destaques para o volante e capitão Gerrard, o meia-esquerda Wilshere e o veloz ponta-direita, Walcott.  

Saudade 

Com o perdão do saudosismo, mas é impossível não sentir falta de Cafu e Roberto Carlos acompanhando os atuais laterais da seleção. Ontem, foram Daniel Alves, na direita e Adriano no outro lado. O primeiro, apesar de ser considerado um dos melhores da função no mundo e titularíssimo do Barcelona, jamais conseguiu desenvolver seu potencial com a camiseta amarela - aliás, o mesmo mal de Ronaldinho e Neymar. Sobre Adriano, com todo respeito profissional ao atleta, mas não tem condições de jogar pela seleção, ainda mais como titular. Foi constrangedor vê-lo tomando o mesmo drible de Walcott durante todo o tempo que esteve em campo. Tanto que o reserva Flilipe Luís acabou entrando em seu lugar. 

Receio 

Sou admirador confesso do futebol de Neymar. A facilidade com que dribla, a técnica de chute, a velocidade. Realmente trata-se de um atleta diferenciado, um craque na concepção máxima da palavra. Porém, confesso um certo receio em relação ao camisa 11 quando o assunto é a seleção. Será que o menino da vila será o novo Ronaldinho Gaúcho? Só pra lembrar, mesmo sendo eleito duas vezes o melhor do mundo – e com justiças, R10 jamais conseguiu ser referência da seleção e apesar de isoladas boas atuações, como na conquista do penta do 2002, não passou de uma sombra de Ronaldo e Rivaldo. Mas, tenho fé em Neymar. Torcemos! 

Destaque 

É brincadeira o que joga Steven Gerrard! Capitão da Inglaterra, o camisa 4 bate como poucos na bola, tem passe mais que preciso, conclusão de fora da área e relativo poder de marcação. O astro o Liverpool é prova da revolução que tomou conta da posição de volantes nos últimos anos – não é preciso mais a função “brucutu” na frente da área. Eleito o melhor jogador inglês de 2012, é dotado, também, de visão de jogo apuradíssima, sendo capaz de lançamentos de 30 a 40 metros como cansamos de ver na partida contra o Brasil. Em uma hipoteticamente dobradinha com o alemão Bastian Schweisteiger, seria a maior dupla de volantes do mundo, com capacidade de desarme, organização e até mesmo conclusão. Na minha modesta predileção, lógico. 

Goleada e reforços 

Vangloriado como a melhor campanha do Gauchão, o São José voltou a realidade e levou 5 a 1 do Grêmio - gols de Elano, Zé Roberto (2x), Iuri Mamute e Bertoglio - em mais um jogo de despedida do Olímpico. Além da goleada, outra boa notícia para os tricolores. A direção acertou a contratação de dois reforços: o centroavante Wellington, ex-Goiás que estava no Spartak da Rússia e Adriano, volante do Santos. Sobre o último, também pode atuar na lateral-direita e é um boa alternativa para o caso de impossibilidade de Pará – já que os atuais suplentes jamais deram conta do recado, notadamente Tony. Em contrapartida, André Lima vai atuar no futebol chinês e espera balançar as redes em mandarim.

Reservas e falha 

Por sua vez, os reservas do Inter “apanharam” da bola, perderam por 1 x 0 para o Lajeadense e ilustraram a carência de reposições para a equipe titular.
Mesmo discretos, os laterais Hélder e Raphinha, além do meia Vitor Júnior, ao menos mostraram alguma qualidade. Os demais, incluindo a dupla de contenção Elton e Josimar, não passaram de burocratas fardados de vermelho. Para piorar, o goleiro Agenor se atrapalhou com a defesa, saiu sem achar nada e propiciou ao interessante centroavante Jandson fazer o gol da vitória. Aliás, não entendo por que o Internacional poupou os titulares - poderia ao menos ter escalado uma equipe mista.

Liberação 

Falando no assunto, não entendo a insistência com o atacante Gilberto que a cada atuação não justifica o salário que recebe, o esforço da direção em “repatriá-lo” antes do tempo junto ao Sport, tampouco, a confiança depositada por Dunga. Em contrapartida, o jovem Cassiano, que teve destaque no final do ano passado foi misteriosamente arquivado – tanto que pode ser negociado. Não sabemos o que ocorre nos bastidores, mas se o critério for exclusivamente técnico, eis o primeiro grande equívoco do capitão do Tetra. Cassiano – ao menos no momento – joga mais que Gilberto, Otavinho ou Maurides, com sobras. Vai entender!

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Fotos: Esportes Terra, PR Online, Abola.pt, Agência EFE, ESPN, Grêmio Oficial e Internacional Oficial

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