sábado, 21 de agosto de 2010

América Vermelha... de novo!!!


Gigante

O Internacional novamente manda na América. O bicampeonato chegou sob o olhar de 50 mil colorados que lotaram o Gigante da Beira-Rio e celebraram a segunda Libertadores em um período de quatro anos. De 2006 para cá, o Inter não cansa de levantar títulos e crescer como instituição. Além do Mundial, da Recopa, da Sul-Americana, da Suruga, da Dubai e das duas Libertadores, o colorado ostenta a honra se ser a maior equipe do continente em número de associados, com 105 mil e ocupando a sexta colocação entre todos os clubes do planeta. São números realmente impressionantes que levam ao êxtase a metade alvirrubra do Rio Grande. Parabéns aos colorados, o clube da década, com todo o merecimento.

Final

Com uma postura completamente diferente da partida no México, o Chivas demonstrou que não é uma “lata de lixo” como muitos pensavam. Com bom toque de bola e, sobretudo, com forte marcação – por vezes faltosa – os mexicanos neutralizaram as principais jogadas do Inter, impedindo que D’Alessandro e Taison se juntassem a Rafael Sobis no comando de ataque. A postura da equipe foi brindada com a marcação do gol do meia Fabián, que garantiu a vitória na primeira etapa e o silêncio no Beira-Rio. Entretanto, após o intervalo, o Inter voltou com outra postura e logo virou a partida para 3 a 1. Nem o gol de Araujo no último lance da partida, foi capaz de jogar água no chopp colorado. A esta altura, a América já estava garantida... de novo!

Agosto

Tradicionalmente, o oitavo mês do ano é conhecido pelo senso comum com um período de desgosto. Entretanto, pergunte aos colorados se eles concordam com a afirmação. A resposta fatalmente será negativa, uma vez o Inter tem em agosto o momento de suas maiores conquistas continentais. A primeira Libertadores foi conquistada em 16 /08 de 2006 e a segunda e recém saída do formo, no último dia 18. Portanto, agosto é sinônimo de festa, celebração e volta olímpica, ao menos para os colorados.

Reconhecimento

Os colorados precisavam agradecer os feitos a direção vermelha, que assumiu em 2002, quase foi rebaixada para a segunda divisão, mas deu a volta por cima. O atual vice de futebol e outrora presidente, Fernando Carvalho, personifica a competente gestão do futebol colorado. Sem esquecermos também, que Fernando Miranda, presidente no início da década e responsável pela reorganização administrativa do clube. Os resultados dentro de campo são apenas reflexos do trabalho desenvolvido fora dele. Méritos aos cartolas alvirrubros!

Comissão técnica

Entre os trunfos da direção, está a troca no comando técnico que ocorreu no momento exato. Apesar de classificar a equipe para as semifinais, o técnico uruguaio Jorge Fossati não conseguia tirar do grupo de jogadores a produção necessária que pudesse dar indícios de título. Desta feita, a direção aproveitou-se muito bem da parada para a Copa do Mundo – outro fator fundamental para a conquista – e delegou ao contestado Celso Roth a tarefa de fazer a equipe jogar mais do que vinha jogando. O resultado não poderia ser melhor: taça no armário e de quebra, Roth, sepulta definitivamente o rótulo de treinador perdedor.

Destaque

Ao contrário do que normalmente ocorre, a conquista não possui um grande protagonista. Nenhum dos atletas teve tamanha notoriedade a ponto de receber a graça de ser intitulado o “cara” do bicampeonato. Porém, sem dúvidas, o meia Giuliano, que terminou a competição no banco de reservas foi o atleta mais contundente. Autor de gols em todas as partidas decisivas – o principal deles na classificação contra o Estudiantes, na Argentina aos 43 minutos do segundo tempo – o camisa 11, marcou gols também nas vitórias contra o São Paulo na primeira partida da semifinal e dois nos jogos contra o Chivas na final. Evidentemente, o bicampeonato é fruto de um trabalho coletivo, mas que, necessariamente, tem em Giuliano o seu grande expoente.

Futuro

A final da Libertadores, além de garantir os louros no presente, serviu para que os colorados possam almejar um futuro ainda mais pródigo. Todos os gols brasileiros marcados saíram dos pés de jovens talentos: Rafael Sobis - o “veterano” do tri, com 25 anos - Leandro Damião e Giuliano. Se a direção conseguir mantê-los no Beira-Rio, o amanhã poderá ser ainda mais glorioso. Este passa a ser o desafio atual da direção: manter os principais atletas, ao menos até a disputa do mundial de clubes, em dezembro.

Mescla

Este foi outro fator essencial para a conquista: a mescla de jovens e experientes atletas. O capitão Bolívar, Índio, Guiñazu, Tinga, D’Alessandro, Kleber e Alecsandro – que não pode atuar devido a uma lesão muscular- lideram a ala dos “titios” do grupo, dando todo o respaldo para que os jovens, entre eles o atacante Taison - que recuperou o ímpeto de seu futebol com Roth – pudessem ser determinantes para o triunfo. Futebol é feito de “velhos” e jovens talentos. Ao menos, é o que comprovam os títulos das equipes mais vencedoras da história.

Rivalidade

Em quatro anos, o Internacional superou o Grêmio em conquistas internacionais. Trata-se de expediente inimaginável há cinco anos, que serve para apimentar ainda mais a rivalidade local. Tanto que a direção gremista publicou nos principais jornais do Estado uma irônica homenagem aos colorados. Conforme o texto, “o primeiro gaúcho a conquistar o bicampeonato da América cumprimenta o segundo”. É a rivalidade.

Desnecessário

Com todo o respeito as opiniões em contrário, achei a atitude de uma pequinesa inominável – diria o mesmo se partisse dos colorados -, e que demonstra o quanto está sendo difícil para a direção tricolor o suportar o êxito do rival. Enquanto perde tempo com atitudes com esta, os cartolas gremistas poderiam estar trabalhando para reconduzir o Grêmio ao caminho das vitórias, local que jamais poderia deixar de ocupar. Às vezes, o silêncio vale ouro!

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