sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Classificação, dificuldades e polêmico Beira-Rio

Legado


O Internacional venceu, mas não convenceu. O chavão se justifica para retratar a vitória colorada na chuvosa (e polêmica) noite de quarta-feira no Beira-Rio — ainda em fase de testes. Com o placar mínimo, gol de Wellington Paulista, o time de Abel Braga garantiu por antecipação vaga às quartas-de-final do Gauchão e de quebra encaminhou muito bem a liderança geral na disputa. Definitivamente, o legado deixado pelo triunfo foi infinitamente superior a atuação. Vencer jogando muito mais: eis o desafio colorado da hora.

Escassez

Na semana em que enfrentou os dois adversários do interior de melhor desempenho até agora no regional (o Veranópolis, com o time B, no domingo, e o Brasil de Pelotas, com os titulares) o rescaldo não foi nada promissor: uma derrota, na Serra, que marcou a perda da invencibilidade e a estreia de Dida e a vitória supracitada com escasso futebol no Beira-Rio. O fato deve servir de alerta, uma vez que denota séries dificuldades contra adversários minimamente qualificados — apenas um pouco melhores que os demais participantes. Para uma equipe que vislumbra o título da Copa do Brasil e/ou do Brasileirão, é preciso evoluir consideravelmente. Do contrário, o Gauchão será o único troféu com reais condições de ser conquistado pelos colorados.

Troca-troca

Em busca de ‘dias melhores’, é fundamental ao menos duas mudanças de ordem nominal: Paulão no banco, mantendo Ernando entre os 11, além do ingresso de Otávio, na vaga de Jorge Henrique. Só para começar...

Dificuldades

Voltando ao jogo de Porto Alegre, o desempenho colorado foi marcado por trocas de passes improdutivos, transição vagarosa entre defesa e ataque, e incapacidade de infiltração no campo defensivo do Brasil de Pelotas. Bem postado em campo e neutralizando os ‘criadores’ do Inter, D’Alessandro e Aránguiz, o time de Rogério Zimermann só não saiu com um melhor resultado pela imperícia de seu time nas conclusões — notadamente de Alex Amado e do zagueiro Fernando Cardozo, ex-Inter.

Chove, chuva


Potencializado pelo mau tempo, inúmeros problemas foram relatados em relação às estruturas do Beira-Rio, principalmente, a falta de conclusão das membranas  que levou parte dos colorados a assistirem a partida na chuva — o que não ocorreria no lado oposto, cujo processo já está finalizado. Além disso, ganhou repercussão o fato envolvendo uma cadeirante que sofreu com problemas semelhantes. Sem dúvidas, a situação é inadmissível e precisa ser corrigida urgentemente, mas não podemos deixar de relatar também, que o estádio ainda não está concluído e, por isso mesmo, é utilizado somente em caráter de ‘evento-teste’, com limitação de público, justamente para caracterizar possíveis falhas e encaminhar as sugestões. Eis o ponto e o contraponto.

Lembrança 

Desde o ano passado defendo a ‘tese’ de que Willians não é primeiro volante. No início da temporada, aliás, Abel Braga publicamente ‘suplicou’ a contratação de Edinho junto ao Fluminense — a direção ignorou e o atleta acabou se transferindo para o rival Grêmio. Na partida contra o Xavante — que foi o adversário que impôs a maior resistência até agora, exceção feita ao Gre-Nal — a defesa colorada ‘bateu cabeça’ diversas vezes, em grande parte por falta de proteção. Num futuro próximo, diante de adversário de maior renome, será imperioso que Abel escale um ‘volante da gema’, de preferência Ygor, deslocando Willians para a segunda função de meio, além de garantir mais liberdade para Charles Aránguiz. Neste raciocínio, sairia o meia Alex. É aguardar para ver.

Carnaval de futebol


Nesta sexta-feira (28), o Internacional, com uma equipe mista, enfrenta o Esportivo, em Novo Hamburgo, às 19h30. No dia seguinte, às 16h20, o Grêmio — com tendência de equipe principal — enfrenta o São Paulo, em Rio Grande. No mais, tenham todos (as) um excelente carnaval, com prudência no trânsito e juízo nos festejos. Até a próxima!!! 
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Fotos: Futura Press, Zero Hora e Google Imagens

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