quinta-feira, 6 de março de 2014

A semana da dupla Gre-Nal em tópicos

Carnaval em Rio Grande, coluna do meio e apito inverso

Resumo


Na última sexta-feira (28/02), o time misto do Internacional não teve dificuldades para bater o fraquíssimo Esportivo de Bento Gonçalves, em Novo Hamburgo por 3 a 0 — com direito a mais um gol do lateral-direito promissor e artilheiro Cláudio Winck.  Pois bem, em quatro jogos, essa foi a única vitória da dupla Gre-Nal na semana. Nos demais, imperou o pouco futebol traduzido em uma derrota e dois empates — coluna do meio. Confira abaixo.

Desperdício

Em jornada marcada por inúmeras chances criadas, mas desperdiçadas, o Grêmio não passou do 0 x 0 contra o Cruzeiro, em Gravataí. Embora a postura defensiva do rival, o maior pesadelo na noite gremista foi o “pé descalibrado” de seus atletas — Zé Roberto, Barcos e, sobretudo, Dudu que perdeu gol incrível, elucidam o impasse. Nem mesmo o jovem Luan, novamente de boa atuação, foi capaz de garantir melhor sorte aos gremistas — embora seus dribles e sua conhecida velocidade tenham levado perigo à meta defendida por Fábio.

Mecânica engessada

Sem Riveros, que estava a serviço da seleção paraguaia, Enderson mandou a campo um time com três meias: Dudu, Zé Roberto e Luan — conforme defendido por este colunista semana passada. Entretanto, ao contrário do que se previa, houve pouca troca de posição entre o trio, o que facilitou a marcação adversária. Zé começou aberto na direita e depois migrou para a região central, onde indiscutivelmente rende mais. Todavia, senti falta da inversão de lado entre Dudu e Luan. O primeiro, aliás, passou a partida inteira aberto pela ponta esquerda e pouquíssimo acrescentou.

Ficha 1


Alan Ruíz, de bom ingresso na segunda etapa, novamente chamou a atenção por sua objetividade. Em poucos minutos, o argentino acertou a trave rival em conclusão de perna esquerda. Falando nele, creio que o camisa 11 deve ser o ficha 1 quando Riveros estiver ‘fora de combate’, ou quando o treinador quiser uma equipe um pouco mais time ofensiva. Sendo assim, Ruiz passaria à frente de Dudu e Máxi Rodriguez.

Lentidão crônica

No empate contra o São José (1x1), o Internacional penou novamente pela lentidão e pela falta de soluções ofensivas. Aliás, a dificuldade foi potencializada pela ausência do destaque do time na temporada até aqui, o chileno Charles Aránguiz, que estava na seleção. A despeito de não ser um velocista nato, o camisa 20, imprime celeridade à equipe pela maneira vertical com que atua – passes de primeira e sempre se colocando à disposição no ataque.

Opção e retomada



Mesmo assim, os meias Alex e Alan Patrick tiveram boa atuação. Enquanto o primeiro parece estar retomando a velha qualidade, Patrick vem aproveitando muito bem as oportunidades e é forte candidato a ganhar uma das vagas na meia-cancha colorada. Após a saída de D’Alessandro, lesionado, e com a entrada do volante João Afonso, a dupla teve maior liberdade e cresceu ainda mais de produção. Aliás, jogar com apenas um volante (Willians) é um crime de lesa ao equilíbrio da equipe. Eis Abel Braga e seu velho, porém nem sempre pródigo ‘ofensivismo’.

Camisas 9

Rafael Moura e Wellington Paulista estão longe de serem os centroavantes dos sonhos da torcida colorada. Porém, neste início de temporada, guardadas as proporções do Gauchão, os ‘camisas 9’ estão justificando seus altos salários. Contra o Zequinha, o gol de empate teve os citados como protagonistas. Após belo passe de letra de Paulista, Moura marcou gol ainda mais bonito.

Teoria x prática


No último sábado (1°/03), o São Paulo-RS promoveu a primeira grande zebra do Gauchão 2014 ao vencer os titulares do Grêmio por 2 a 1, no Aldo Dapuzzo  — promovendo um verdadeiro Carnaval entre sua apaixonada torcida. Embora os tricolores reclamem da arbitragem — leia abaixo — a derrota foi pedagógica. Sem terra arrasada pelo insucesso, longe disso, mas que sirva para 'ligar o sinal de alerta'. O início da temporada está sendo alvissareiro, mas muito ainda precisa ser percorrido para pintar a América de Azul, Preto e Branco.

Apito inverso

Na partida em Rio Grande, o árbitro assinalou pênalti absurdo contra o Grêmio, uma vez que Wendell cometeu a infração nitidamente fora da área. No jogo do Internacional contra o São José, a arbitragem deixou de marcar dois pênaltis claríssimos a favor do time de Abel Braga. Ao contrário do que normalmente ocorre, na relação dupla Gre-Nal versus times do interior, desta vez os erros beneficiaram os menores. O choro dos ‘grandes’ é justo, mas certamente, se a famosa dupla da capital tivesse jogado um pouco mais, teria passado não somente pelo adversário, mas também pelos equívocos dos homens do apito. Grêmio e Internacional precisam jogar mais. Eis o desafio da hora!!!!
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Fotos: Internacional Oficial, Esporte Interativo, Clic RBS e Globoesporte

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