Mesmo
em ritmo de ‘retrospectiva’, segue a abordagem de dois assuntos que
movimentaram a pauta esportiva na última semana.
Racismo e futebol
Os atos de racismo
envolvendo o árbitro Márcio Chagas, o volante Arouca do Santos e, no passado
recente, o meia Tinga, ex-dupla Gre-Nal, infelizmente são cenas longe de serem
inéditas. Para que o absurdo tenha fim, as entidades-mãe como a CBF, a
Conmbebol e as Federações estaduais precisam punir os clubes com severidade
compatível a gravidade dos crimes — além de sanção penal para os torcedores que
forem identificados, claro.
Expectativa
Somente assim, com a
ameaça de grande prejuízo aos seus clubes de ‘coração’, como por exemplo, o
rebaixamento ou a expulsão da equipe de determinada competição, a ‘corja
racista’ travestida de torcedor poderá ser abolida das praças esportivas —
mesmo que seja a médio ou longo prazos. Penas como a perda de mando de campo,
embora pedagógicas, me parecem brandas demais para a gravidade dos atos.
Seleção
e novidades?
Destaque do
Manchester City, o volante Fernandinho aproveitou muito bem a oportunidade
ocorrida quase nos ’49 do segundo tempo’
— com direito a golaço no ângulo — já que o amistoso frente à África do
Sul, ocorrido na quarta-feira de cinzas (5), foi a última data Fifa antes do
anúncio dos 23 convocados para a Copa. Por outro lado, o lateral Rafinha, do
Bayern de Munique teve atuação condizente com sua carreira, ou seja, mediana,
mas longe de empolgar, tampouco atender aos anseios da seleção brasileira. Se
Felipão seguir a lógica, Maicon deverá ser o suplente de Daniel Alves rumo ao
Hexa.
Utopia
Ainda
gostaria de ver a seleção atuando com outro meia na vaga do atacante Hulk — que
aliás, jamais justificou tamanha confiança de Felipão, tampouco, a sua
titularidade. Neste sentido, Kaká seria minha ‘aposta’. Aliás, a presença do
camisa 22 do Milán proporcionaria ainda uma mudança tática que certamente
traria maior equilíbrio e robustez à meia-cancha canarinho. Como assim? Luiz
Gustavo na primeira função, com Paulinho na direita, Oscar na esquerda e Kaká
mais avançado na formatação em losango. Por sua experiência, mesmo longe do
Kaká melhor do mundo em 2007, apostaria no jogador criado no São Paulo. Ao
menos para o grupo. Mas, diante das últimas convocações, reconheço que meu
desejo não passa de utopia.
Dependência
Durante
os 30 dias da Copa, o jeito será torcer para que a ‘Neymardependência’ logre
êxito — Senão, o ‘Hexa’ ficará para 2018. Ficha número 1 para herdar a coroa de
‘Rei do Mundo’ de Messi e Cristiano Ronaldo, Neymar Jr. foi o único jogador
que começou todas as 20 partidas da segunda passagem de Felipão pela seleção
até agora. Além disso, o camisa 10, com os três tentos assinalados contra a
África do Sul, chegou aos 30 gols com a camisa do Brasil e assumiu a posição de
11° maior artilheiro da história do selecionado nacional, ao lado de Zizinho. A
lista é liderada por Pelé, com 77 gols, seguido por Ronaldo (62) e Romário
(55).
---
Fotos: Clic RBS,


Nenhum comentário:
Postar um comentário