quarta-feira, 12 de março de 2014

Combate ao racismo e ‘Neymardependência’

Mesmo em ritmo de ‘retrospectiva’, segue a abordagem de dois assuntos que movimentaram a pauta esportiva na última semana.


Racismo e futebol



Os atos de racismo envolvendo o árbitro Márcio Chagas, o volante Arouca do Santos e, no passado recente, o meia Tinga, ex-dupla Gre-Nal, infelizmente são cenas longe de serem inéditas. Para que o absurdo tenha fim, as entidades-mãe como a CBF, a Conmbebol e as Federações estaduais precisam punir os clubes com severidade compatível a gravidade dos crimes — além de sanção penal para os torcedores que forem identificados, claro.

Expectativa

Somente assim, com a ameaça de grande prejuízo aos seus clubes de ‘coração’, como por exemplo, o rebaixamento ou a expulsão da equipe de determinada competição, a ‘corja racista’ travestida de torcedor poderá ser abolida das praças esportivas — mesmo que seja a médio ou longo prazos. Penas como a perda de mando de campo, embora pedagógicas, me parecem brandas demais para a gravidade dos atos.

Seleção e novidades?

Destaque do Manchester City, o volante Fernandinho aproveitou muito bem a oportunidade ocorrida quase nos ’49 do segundo tempo’  — com direito a golaço no ângulo — já que o amistoso frente à África do Sul, ocorrido na quarta-feira de cinzas (5), foi a última data Fifa antes do anúncio dos 23 convocados para a Copa. Por outro lado, o lateral Rafinha, do Bayern de Munique teve atuação condizente com sua carreira, ou seja, mediana, mas longe de empolgar, tampouco atender aos anseios da seleção brasileira. Se Felipão seguir a lógica, Maicon deverá ser o suplente de Daniel Alves rumo ao Hexa.

Utopia

Ainda gostaria de ver a seleção atuando com outro meia na vaga do atacante Hulk — que aliás, jamais justificou tamanha confiança de Felipão, tampouco, a sua titularidade. Neste sentido, Kaká seria minha ‘aposta’. Aliás, a presença do camisa 22 do Milán proporcionaria ainda uma mudança tática que certamente traria maior equilíbrio e robustez à meia-cancha canarinho. Como assim? Luiz Gustavo na primeira função, com Paulinho na direita, Oscar na esquerda e Kaká mais avançado na formatação em losango. Por sua experiência, mesmo longe do Kaká melhor do mundo em 2007, apostaria no jogador criado no São Paulo. Ao menos para o grupo. Mas, diante das últimas convocações, reconheço que meu desejo não passa de utopia.

Dependência


Durante os 30 dias da Copa, o jeito será torcer para que a ‘Neymardependência’ logre êxito — Senão, o ‘Hexa’ ficará para 2018. Ficha número 1 para herdar a coroa de ‘Rei do Mundo’ de Messi e Cristiano Ronaldo,  Neymar Jr. foi o único jogador que começou todas as 20 partidas da segunda passagem de Felipão pela seleção até agora. Além disso, o camisa 10, com os três tentos assinalados contra a África do Sul, chegou aos 30 gols com a camisa do Brasil e assumiu a posição de 11° maior artilheiro da história do selecionado nacional, ao lado de Zizinho. A lista é liderada por Pelé, com 77 gols, seguido por Ronaldo (62) e Romário (55).
---
Fotos: Clic RBS, 

Nenhum comentário:

Postar um comentário