Jogaço
O Gre-Nal 400 além de garantir ao
Internacional a honra de ser o primeiro a vencer um clássico na novíssima
Arena, teve um componente extra: o bom futebol. Vencido de virada pelos
vermelhos, por 2 a 1 — gols de Barcos para o Grêmio e Rafael Moura (2x) — o duelo
teve tempos distintos: o primeiro tempo foi do Grêmio, mas o segundo teve
tamanha superioridade colorada que o marcador acabou sendo justo. Agora, dia 13
de abril, provavelmente no Beira-Rio, o Internacional jogará com uma baita e
inegável vantagem visando o Tetracampeonato estadual.
Padrão Fifa
Obviamente nada está decidido. Lembram
do Gauchão 2011? Coisa boa quando os dois gigantes do futebol Gaúcho valorizam
também o certame regional. O Gre-Nal 400 foi ‘Padrão Fifa’. Tomara que o 401
seja ao menos parecido.
Nome do Gre-Nal
Sem dúvidas, Abel Braga foi o grande
personagem do clássico 400 que rendeu ao Internacional a vitória de número 150.
Além de literalmente ter alterado a partida no intervalo, Abelão comprovou que
é possível, sim, vencer com uma postura longe da ortodoxa (como defendida neste
espaço, com a presença do volante Ygor). É verdade, que o time passou a “jogar”
e teve superioridade assombrosa no segundo tempo, somente quando Abel, entre outros, reviu seu
‘faceirismo’, mudou a equipe taticamente e recuou Alex. Mesmo assim, os méritos
do treinador foram inegáveis. Para coroar sua participação, Rafael Moura, seu
homem de confiança, mesmo voltando de lesão, marcou os dois gols da vitória.
Revés
Por outro lado, Endeson Moreira teve
seu primeiro grande revés à frente do tricolor. Em uma jornada atípica, o
comandante foi incapaz de equilibrar o duelo tático com o colorado na segunda
etapa. Para piorar a sua atuação, errou na substituição, ao retirar Dudu e
promover o ingresso de Alán Ruiz — que deveria ter entrada na vaga de um dos
volantes. Trocar Dudu por Alán Ruiz, taticamente foi a “arte do mais do mesmo”.
Mais agravante que sua infelicidade tática e técnica foi a sua entrevista
coletiva após o jogo: Enderson justificou a derrota pelo desgaste físico da
equipe que também está disputando a Libertadores. Não deixa de ser uma
‘meia-verdade’, claro, mas o maior problema do Grêmio no clássico foi de ordem
tática na segunda etapa e, portanto, a responsabilidade foi inteiramente do
treinador. Além do mais, o preparador físico do Grêmio é ninguém menos que
Fábio Mahseredjian, ‘simplesmente’ o melhor do país.
Saiba mais
No próximo post confira os destaques
táticos do clássico, bem como outros destaques do jogaço ocorrido na Arena do
Grêmio.
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Foto: Internacional Oficial

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