segunda-feira, 31 de março de 2014

Com selo “Abelão”, Inter vence Gre-Nal 400

Jogaço

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O Gre-Nal 400 além de garantir ao Internacional a honra de ser o primeiro a vencer um clássico na novíssima Arena, teve um componente extra: o bom futebol. Vencido de virada pelos vermelhos, por 2 a 1 — gols de Barcos para o Grêmio e Rafael Moura (2x) — o duelo teve tempos distintos: o primeiro tempo foi do Grêmio, mas o segundo teve tamanha superioridade colorada que o marcador acabou sendo justo. Agora, dia 13 de abril, provavelmente no Beira-Rio, o Internacional jogará com uma baita e inegável vantagem visando o Tetracampeonato estadual. 

Padrão Fifa

Obviamente nada está decidido. Lembram do Gauchão 2011? Coisa boa quando os dois gigantes do futebol Gaúcho valorizam também o certame regional. O Gre-Nal 400 foi ‘Padrão Fifa’. Tomara que o 401 seja ao menos parecido.

Nome do Gre-Nal

Sem dúvidas, Abel Braga foi o grande personagem do clássico 400 que rendeu ao Internacional a vitória de número 150. Além de literalmente ter alterado a partida no intervalo, Abelão comprovou que é possível, sim, vencer com uma postura longe da ortodoxa (como defendida neste espaço, com a presença do volante Ygor). É verdade, que o time passou a “jogar” e teve superioridade assombrosa no segundo tempo, somente quando Abel, entre outros, reviu seu ‘faceirismo’, mudou a equipe taticamente e recuou Alex. Mesmo assim, os méritos do treinador foram inegáveis. Para coroar sua participação, Rafael Moura, seu homem de confiança, mesmo voltando de lesão, marcou os dois gols da vitória.

Revés

Por outro lado, Endeson Moreira teve seu primeiro grande revés à frente do tricolor. Em uma jornada atípica, o comandante foi incapaz de equilibrar o duelo tático com o colorado na segunda etapa. Para piorar a sua atuação, errou na substituição, ao retirar Dudu e promover o ingresso de Alán Ruiz — que deveria ter entrada na vaga de um dos volantes. Trocar Dudu por Alán Ruiz, taticamente foi a “arte do mais do mesmo”. Mais agravante que sua infelicidade tática e técnica foi a sua entrevista coletiva após o jogo: Enderson justificou a derrota pelo desgaste físico da equipe que também está disputando a Libertadores. Não deixa de ser uma ‘meia-verdade’, claro, mas o maior problema do Grêmio no clássico foi de ordem tática na segunda etapa e, portanto, a responsabilidade foi inteiramente do treinador. Além do mais, o preparador físico do Grêmio é ninguém menos que Fábio Mahseredjian, ‘simplesmente’ o melhor do país.

Saiba mais

No próximo post confira os destaques táticos do clássico, bem como outros destaques do jogaço ocorrido na Arena do Grêmio. 
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Foto: Internacional Oficial

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