quinta-feira, 27 de março de 2014

Final previsível, tendência caseira e presunção da inocência

Apito em pauta


Futebol jamais foi e, infelizmente, jamais será um ato de justiça. Porém, essa realidade muitas vezes triste — vide a seleção de 1982 — ganha ares ainda mais dramáticos quando, por exemplo, um erro de arbitragem interfere no resultado: exemplo atual foi a vitória gremista sobre o Brasil de Pelotas por 2 a 1, sendo que a origem do segundo gol foi irregular. Na partida do Internacional, o ‘homem do apito’ também vacilou ao não assinalar o pênalti favorável ao Caxias, na vitória colorada por 3 a 0, quando os colorados ainda venciam pelo placar mínimo.

Inocência e tendência

Por essas e outras, Fabrício Neves Corrêa (e) e Jean Pierre de Lima “facilitaram” ainda mais o óbvio curso natural do campeonato, ou seja, uma final entre Grêmio e Internacional. Deixo claro que acredito na honestidade e lisura profissional dos citados ‘homens do apito’— pelo simples critério da presunção da inocência até prova em contrário. No entanto, não podemos ignorar, que novamente os ‘erros’ beneficiaram os mais fortes e/ou aqueles que jogavam em casa. Coincidência ou não, é um fato que merece atenção científica. Fica a dica!

Grêmio em campo


Longe do inibido Luan da última partida da Libertadores, o camisa 26 voltou a ser protagonista e teve atuação destacada, com os conhecidos dribles, assistências e arrancadas que colocam xeque qualquer defesa — exemplificado pelo segundo gol, embora a origem tenha sido irregular, pois o atacante colocou as duas mãos na bola. O primeiro gol ocorreu após cruzamento de Dudu e colaboração de Fernando Cardoso, que de carrinho, ‘jogou contra o patrimônio’. De negativo fica, principalmente, o destempero do melhor defensor gremista, o zagueiro Rhodolfo que, se fosse expulso, após confusão na lateral de campo, não seria nenhum absurdo. O lateral-esquerdo Wendell e o volante Washington, do Xavante, também poderiam ter recebido o vermelho no mesmo ‘enrosca-enrosca’.

Menções honrosas

Gustavo Papa novamente deixou sua marca contra o Grêmio. Embora tenha ficado no banco boa parte da partida, o ‘matador’ foi uma 'pedra no sapato' da defesa gremista. Na outra semifinal, o atacante Mailson foi um sopro de esperança para o frágil e desfalcado Caxias de Beto Campos. O camisa 9 atormentou a defesa colorada, sobretudo, atuando às costas do setor canhoto de defesa colorado.

Inter em campo


O meia Alex talvez tenha feito sua melhor partida desde que retornou ao colorado. Independente do gol, marcado de fora da área, sua marca registrada, o futebol, do camisa 12 cresceu principalmente pela proximidade com D’Alessandro e Aránguiz. Falando em D’Ale, novamente o camisa 10 “comeu a bola” e está muito acima do nível técnico da maioria dos atletas hoje em atividade no Brasil — Não é à toa que ganhou o prêmio de melhor estrangeiro do futebol brasileiro, em 2013, superando inclusive Clarence Seedorf, então do Botafogo e hoje, técnico do italiano Milán. De negativo, ficam os ‘velhos problemas de sempre’: Paulão atabalhoado — vide o pênalti não assinalado, Fabrício, embora a disposição ofensiva parece ‘incapaz’ de acertar um cruzamento, além de Jorge Henrique, que novamente teve jornada ‘sonolenta’, em que pese o passe para o segundo gol de Wellington Paulista — que ao marcar dois, chegou a marca de sete no campeonato.

Na sequência

Quem é o favorito para o Gre-Nal? Quais são as principais alternativas táticas de Enderson Moreira e Abel Braga para surpreender o adversário? Quais os candidatos a personagens dos clássicos? Isso e um pouco mais no próximo post. Obrigado pela atenção e até a próxima!

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Fotos: Correio do Povo*, Grêmio Oficial/ Lucas Uebel e Internacional Oficial/ Alexandre Lops

*Montagem sobre fotos de Ricardo Giusti e Fabiano do Amaral / CP Memória

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