sexta-feira, 28 de março de 2014

Pitacos e apostas para o Gre-Nal 400

Favoritismo


“Gre-Nal é clássico e, portanto, não existe favorito”. Discordo amigavelmente. Nem que seja em caráter singelo, sempre uma equipe chega em vantagem — TEÓRICA — em relação a outra para a disputa. Desta vez, o favoritismo, mesmo que seja mínimo, é do Grêmio, não apenas para o Gre-Nal 400 como também para a conquista do título. E justifico...

Cancha e equilíbrio

Por estar disputando a Libertadores, o tricolor encontra-se mais tarimbado para enfrentar grandes adversários, o que ainda não ocorreu com o Internacional na temporada — exceto o primeiro Gre-Nal, em fevereiro, embora as duas equipes ainda estivessem recém iniciando os trabalhos. Mas principalmente, porque a equipe de Enderson Moreira (d) é infinitamente mais equilibrada que a de Abel Braga. Além da consistência defensiva, garantida pela presença dos três homens de marcação, o Grêmio também tem mais alternativas ofensivas, sobretudo através de Dudu e Luan, com extrema velocidade.

Versatilidade


Além disso, o tricolor dispõe da versatilidade de Riveros que atua hora como meia, hora como volante, dependendo da exigência do momento. Futebol se começa a ganhar ou perder é pelo meio-campo. E neste ponto, o Grêmio entra no clássico com superioridade.

Mudança

Para igualar o cenário, seria imperioso que Abel Braga promovesse ao menos uma mudança na equipe: o ingresso do volante Ygor, por exemplo, é a possibilidade que me parece mais adequada — Mas também poderia ser o ingresso de Ernando e a migração para o sistema 3-5-2. Com Ygor e Willians, o Inter teria proteção à frente dos zagueiros e legaria ao time mais liberdade para Aránguiz, D’Alessandro e Alex criarem e chegarem à frente. Neste sentido, Alex atuaria na vaga de Jorge Henrique, que até agora não disse a que veio.

Diferencial


Pelo lado do Internacional, o grande diferencial chama-se D’Alessandro. O camisa 10 será o único craque em campo no Gre-Nal 400 e certamente, é capaz de decidir o confronto em uma jogada solo, seja com um chute de fora da área, um drible desconcertante ou uma assistência precisa. O jovem Luan, embora todo o potencial, ainda é um ‘projeto de craque’. Poderá até consolidar-se inclusive a partir do Gre-Nal, numa hipotética atuação de luxo, mas por enquanto, não possui a estatura técnica de D’Ale. Ainda, reitero. Além de ambos, os centroavantes Barcos e Rafael Moura (ou Wellington Paulista) também são potenciais candidatos a heróis do duelo pelo simples critério da ‘centroavância’, isso é, posição talhada para decidir.

Grêmio francês

Pela ‘liga’ tática da equipe, Enderson deverá repetir a mesma formatação das últimas jornadas com Edinho, Ramiro e Riveros numa primeira linha, com Luan e Dudu mais à frente e Barcos no comando de ataque — formação idêntica a utilizada pela seleção francesa. Eis os pitacos gremistas deste colunista.

Internacional Inglês

Dentro da tática proposta, com mais um homem de marcação entre os titulares, Abelão poderia mandar a campo uma equipe em duas linhas de quatro (4-4-2), tendo Aránguiz e Alex abertos e Willians e Ygor mais ao centro. Sendo assim, D’Alessandro atuaria à frente dos quatro, com mais liberdade para armar e encostar no centroavante. Na peça defensiva, seria um esboço do esquema típico do futebol inglês. Entretanto, com a posse de bola, Aránguiz e Alex se somariam a D’Ale na armação, formando a linha de três meias atrás do centroavante, em 4-2-3-1. Eis os pitacos colorados deste colunista.

Outras possibilidades

O ingresso de Alán Ruiz no time e a saída de um dos volantes para deixar o Grêmio mais ofensivo. Nesse sentido, o tricolor atuaria no 4-2-3-1, com Ruiz centralizado. No lado do Inter, o meia-atacante Otávio, embora esteja voltando de lesão, é uma bela alternativa de ataque e velocidade, independente da formatação tática — embora o 4-2-3-1 fosse o mais indicado. Entretanto, são possibilidades que embora possam ser “surpresas dos treinadores” para o início da partida, são mais indicadas para ocorreram ao longo do confronto, principalmente no segundo tempo.

Numerologia


Em matéria de finalíssima do Gauchão, a obviedade veste azul e vermelho. Até hoje, a dupla decidiu o estadual 35 vezes, com pequeníssima vantagem gremista: 18 títulos, contra 17 dos colorados. No próximo domingo, ocorrerá o clássico de número 400 da história. E na “numerologia”, a supremacia geral também é do Grêmio, que venceu os clássicos de número 100, no ano de 1948, empatou o de número 200, em 1971 e venceu nos pênaltis, o de número 300, em 1989. Quando a comparação são os clássicos na historia, o Internacional leva vantagem com 149 triunfos, contra 125 do tricolor e 125 empates.

Fotos: Esportes UOL/Bol*, Goal.com, Esporte IG e Google Imagens

*Vinícius Costa/Agência Preview & Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Nenhum comentário:

Postar um comentário