Polarização
Sem Zé Roberto,
lesionado pelos próximos 30 dias, o meia argentino Alán Ruiz e o atacante (ou
meia-atacante, como queiram) Dudu, disputam a vaga entre os titulares que
enfrentarão o ‘caldeirão
de Rosário’ nesta quarta-feira (19) contra o Newell’s Old Boys (NOB) da
Argentina. Acompanhando as entrevistas de Enderson Moreira e atento ao relato
dos repórteres, a tendência apontava para que Ruiz iniciasse o prélio. Porém,
ontem, Dudu treinou entre os titulares. Embora seja necessário uma pequena
mudança tática, concordo com o treinador e também escalaria Dudu. E
justifico...
Estratégia
Dudu é veloz, dinâmico e uma excelente alternativa
para o contra-ataque. Se na Arena o NOB teve mais de 65% de posse de bola, é
muito provável que os ‘Hermanos’ repitam o predomínio territorial e, portanto,
o contragolpe será a principal alternativa para que os gremistas deixem a terra
de Lionel Messi (Rosário) ao menos com um empate e, assim, encaminhem a sua classificação
para às oitavas-de-final do maior certame das Américas.
E o Ruiz?
Por mais que atue preferencialmente centralizado, na zona de articulação e de uma forma ou de outra possa suprir a ausência de Zé — mantendo assim a estrutura tática do time — Alán Ruiz iniciou pouquíssimas partidas nesta temporada e, portanto, não seria agora, em uma partida contra um grande adversário e fora de casa que a ‘aposta se justificaria. Aliás, não sabemos sequer quais são suas reais condições físicas para aguentar a intensidade da partida. Sempre que entrou durante os jogos, entretanto, o camisa 11 foi destaque pela objetividade com que atua e com a característica de chutar de longa e médias distâncias, beneficiado entre outros, pelo desgaste físico dos adversários. Por tudo isso, Alán Ruiz deve ser alternativa para a segunda etapa.
Por mais que atue preferencialmente centralizado, na zona de articulação e de uma forma ou de outra possa suprir a ausência de Zé — mantendo assim a estrutura tática do time — Alán Ruiz iniciou pouquíssimas partidas nesta temporada e, portanto, não seria agora, em uma partida contra um grande adversário e fora de casa que a ‘aposta se justificaria. Aliás, não sabemos sequer quais são suas reais condições físicas para aguentar a intensidade da partida. Sempre que entrou durante os jogos, entretanto, o camisa 11 foi destaque pela objetividade com que atua e com a característica de chutar de longa e médias distâncias, beneficiado entre outros, pelo desgaste físico dos adversários. Por tudo isso, Alán Ruiz deve ser alternativa para a segunda etapa.
À francesa
Com Dudu na equipe, Enderson terá que mudar um
pouco a formatação tática. Deixando o 4-2-3-1 que na verdade mais parece um
4-4-2 — pela intensa movimentação de Luan e a postura adiantada de Riveros — o
comandante deverá adotar a formatação utilizada por Didier Deschamps na seleção
francesa que disputará a Copa do Mundo a partir de junho, no Brasil. Numa
variação do sistema com três meias atrás do centroavante, os Les Bleus atuam
com três volantes (Cabaye, Pogba e Matuidi) sendo os dois últimos com grande
capacidade de saída de jogo. À frente deles jogam dois meias com extrema
velocidade (Valbuena e Ribery), que se aproximam constantemente do centroavante
(Benzema). Trazendo a formatação para a realidade do Grêmio e SALIENTANDO QUE A
COMPARAÇÃO É MERAMENTE TÁTICA, jogariam: Edinho, Ramiro e Riveros na primeira
linha de meio, com Dudu e Luan fazendo um híbrido de meias e atacantes, com
Barcos no comando de ataque. Fica a dica.
Saiba mais
Na foto a seleção-base da França, que taticamente,
escala: Lloris, Debuchy, Varane, Mamadou Sakho e Evra; Cabaye, Pogba e Matuidi;
Valbuena e Ribery; Benzema.
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Foto: Grêmio Oficial e Uol Esportes
Foto: Grêmio Oficial e Uol Esportes


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