
Dinâmico
No Gre-Nal passado, de maneira acovardada, Renato Portaluppi escalou uma equipe para empatar e foi castigado com a derrotada nos pênaltis. Porém, no primeiro jogo da final, no Beira-Rio, o treinador foi ousado, simplificou e trouxe o tão falado equilíbrio ao Grêmio. Mesmo com o meia Lúcio sem condições de iniciar a partida, o comandante voltou a antiga estrutura tática da equipe, em formato losango, com Rochemback recuado, Fernando na direita, Escudero na esquerda e Douglas mais avançado. A iniciativa garantiu robustez defensiva ao Grêmio, neutralizando as principais individualidades do Internacional, além de refletir em maior posse de bola. Renato está de parabéns. Criticado na semana passada e ovacionado hoje. É o futebol e seu característico dinamismo!
Dupla
Autores dos gols na vitória por 3 a 2, Jr. Viçosa e o jovem Leandro foram os destaques do tricolor. O primeiro pelos gols marcados e o segundo, pela intensa movimentação que literalmente, desmontou o sistema defensivo vermelho. Com velocidade e dribles, o camisa 21 confirmou toda a expectativa criada em torno dele. Por tratar-se de um jovem de 17 anos é preciso prudência e muitas vezes “blindar” o atleta. Mas, diante da atuação do guri no Gre-Nal, uma questão se impõe: por que Renato não o escalou na partida contra o Universidad Católica, na última quarta-feira, quando o tricolor precisaria vencer por dois gols de diferença?
Resultado
Às vezes, o resulto salva o treinador. Mesmo com a série de acertos na partida, Renato errou feio ao substituir Leandro e colocar Lins. Sem a retenção de bola no ataque, o Internacional reequilibrou a disputa tanto que conseguiu o empate através de Leandro Damião. Não fosse o segundo gol de Viçosa, certamente Renato seria cobrado pela substituição. Na média Renato foi bem, teve méritos na escalação, substituiu com acerto Douglas por Lúcio, mas se equivocou ao retirar Leandro. Ao contrário do que ocorreu na semana passada, Renato foi competente e contou com a sorte do resultado. Nada como um dia após o outro!
Capitão
Fábio Rochemback é acima da média. Natural de soledade, o volante que começou no Internacional, no ano 2000, foi transferido para o Barcelona, teve passagens pelo futebol inglês e português, demorou a readquirir a forma física, mas hoje é uma unanimidade. Típico centro-médio moderno, o capitão gremista faz todas as funções necessárias ao atleta da função: marca com eficiência, tem qualidade no passe e no lançamento, organiza a defesa e possui arremate potente. O camisa 5 foi destaque defensivo do Gre-Nal. Rochemback é uma afirmação, com toda a justiça.
Desajuste
Além dos fatores elencados anteriormente, a vitória gremista passa também pela fragilidade do sistema defensivo do Internacional. É simplificação eleger os zagueiros Bolívar e Rodrigo, e os laterias Nei e Kléber como carrascos pelo insucesso. É lógico, que individualmente, sobretudo, Nei e Bolíviar, estão devendo, mas o fracasso é coletivo. É preciso observar a falta de proteção da defesa, que teoricamente seria feita pelos volantes Bolatti e Tinga. Com a suspensão de Guiñazu, o colorado foi incapaz de desarmar o adversário. Com Bolatti apenas cercando e Tinga cometendo excessivas faltas, o Grêmio alugou o meio-campo. Como o setor é aonde se define o jogo, o resultado não poderia ser outro: Grêmio vencedor e com uma mão na taça.
Responsabilidade
Em que pese o naufrágio de individualidades, como o goleiro Renán- que falhou em dois gols – e D’Alessandro, os maiores problemas do Internacional são de ordem coletiva. O fato tem ligação direta com o trabalho de Paulo Roberto Falcão. Longe de conseguir por na prática o que defende na teoria, o ídolo colorado tem muito trabalho pela frente. Nesta semana, finalmente terá tempo para trabalhar. Está na hora das desculpas darem lugar a produção. Futebol é resultado, vitória, bola na rede e taça no armário. O resto é conversa para boi dormir!
Dois atacantes
É lógico, que Falcão não é responsável por tudo. Um exemplo está na ausência de um nome incontestável para ocupar o ataque ao lado de Damião. Mesmo com a torcida clamando por dois atacantes – proposta também sugerida por este colunista –, certamente, Falcão insiste com apenas Damião na frente, pela incapacidade dos outros atacantes disponíveis. No primeiro tempo, Rafael Sóbis e no segundo Fernando Cavenaghi, mal tocaram na bola. Ao contrário do que muitos dizem e até se imaginava, o grupo de jogadores não é tão qualificado assim. Faltam reforços pontuais na lateral-direita, na defesa e no ataque. Mãos à obra direção...
Reciclagem
É preciso renovar o grupo de jogadores. Alguns dos reforços podem ser adquiridos no próprio elenco, sobretudo no que diz respeito aos defensores. Os zagueiros Rodrigo Moledo, destaque do time B e o jovem Juan, são nomes cotados para figurar no time principal em breve. Anotem aí...
Fim de papo
É claro que Gre-Nal é Gre-Nal. Mas, diante da vantagem adquirida, podendo perder por até um gol de diferença e jogando no Olímpico, o Grêmio é o virtual campeão gaúcho de 2011. O desfecho só será diferente se Falcão conseguir ajustar o colorado em sete dias. Como em futebol não existe mágica, e, sobretudo, pela passividade dos jogadores do Inter, o título gremista é apenas uma questão de tempo.
Itália
Com empate sem gols, no estádio Olímpico de Roma, o Milán quebrou a hegemonia da rival Inter e celebrou seu 18° título italiano. Com três rodadas de antecedência, o time dos brasileiros Pato, Robinho e Thiago Silva garantiu o caneco que desde 2004 não tinha o estádio Giuseppe Meazza como destino. Parabéns a colônia rossonera no Brasil!
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