
Vexame
Dos cinco times brasileiros presentes na etapa de oitavas-de-final da Copa Libertadores, apenas o Santos permanece na competição. Além da já esperada desclassificação do Grêmio, o futebol brasileiro precisa ingerir ainda os fracassos de Internacional - que perdeu em casa para o Peñarol do Uruguai - , do Fluminense, derrotado pelo Libertad do Paraguai e a maior surpresa de todas, a eliminação do Cruzeiro, em casa, para o Once Caldas da Colômbia. O mais agravante de tudo é que os adversários que “varreram” os brasileiros da maior competição do continente, estão longe de serem grandes equipes e possuem investimentos muito inferiores as equipes que derrotaram. No Brasil estão gastando muito e jogando pouco. Durma-se com um barulho desses!
Perplexidade
Mesmo podendo empatar em 0 x 0, tendo ao lado o apoio massivo do torcedor e contando com a vantagem no marcador após gol de Oscar, novamente, o Internacional naufragou (1 x 2). Não é de hoje que a pouca efetividade do ataque é o grande problema vermelho, sobretudo, pela insistência dos treinadores em escalar o time no esquema 4-2-3-1. Antes era Celso Rorh e agora, é Paulo Roberto Falcão. Qualquer esquema pode surtir bom resultado se existir jogadores aptos a cumpri-lo, o que não ocorre com o Inter nesta formatação. Já passou da hora de os colorados atuarem com dois avantes. Quantos fiascos ainda serão necessários para a comissão técnica mudar? Mazembe, Peñarol...
Barcelona
Enche os olhos a maneira com que o Barcelona atua. Perdendo ou ganhando, faz três anos que os espanhóis não terminam uma partida sem ter mais posse de bola que o adversário. O modelo de jogo, de certa forma, inspira a equipe colorada, mas alguém precisa avisá-los que é preciso chutar a gol. Do contrário, Kléber toca para um lado, Guiñazu devolve, D’Alessandro gira em cima de si próprio, Andrezinho erra o passe e nada ocorre. Enquanto isso, Leandro Damião, um dos melhores centroavantes do mundo – sem exagero – fica sem receber uma bola sequer em condições de arremate. Não é de hoje que falo. Falcão precisa ajustar o sistema ofensivo.“Futebol é bola na rede”, sempre foi e continuará sendo. Futebol com toques laterias é bem-vindo somente na tradicional roda de bobinho.
Equívoco
Quando chegou ao Beira-Rio, Falcão teve tratamento de Rei. Ovacionado por 95% dos torcedores colorados e contando com o apoio da imprensa gaúcha, o eterno ídolo colorado era a esperança fazer o time colorado jogar mais. Mesmo com os resultados iniciais satisfatórios, o comandante vem acumulando erros sucessivos ao alterar a equipe. Contra o Peñarol, novamente mexeu mal. Mesmo com Rafael Sóbis e Cavenaghi, no banco, Falcão optou por Tinga e Ricardo Goulart para tentar a virada que classificaria os vermelhos. Com isso, o desfecho não poderia ser outro. Diante da opção do treinador, tenho a impressão que nem em cinco horas de futebol o colorado conseguiria reverter o quadro. Abre o olho comandante.
Morte anunciada
Até as paredes já sabiam que somente um milagre classificaria o Grêmio. Com oito desfaques, isso mesmo, oito, o time de Renato deu o máximo, correu os 90 minutos, transpirou bastante, tentou de todas as formas, mas perdeu novamente (1 x 0). Se no Olímpico, com o apoio da torcida,a atuação já foi insuficiente, imaginem no Chile, tendo os atacantes Lins e Jr. Viçosa como esperanças de gol. Nada contra os atletas, eles só estão lá porque alguém os contratou, mas convenhamos, ambos estão longes das exigências e da pujança do Grêmio. Sem dúvidas, a direção gremista é principal responsável pelo fracasso tricolor. A história gremista exige muito mais e a torcida, nem se fala.
Silêncio
Paulo Odone é um reconhecido político gaúcho. Mais do que isso, é um dirigente de futebol com relativo sucesso. No entanto, alguém precisa avisá-lo, que no futebol, muitas vezes, o silêncio vale ouro. Depois de 20 minutos da eliminação, com um time tendo visíveis precariedades no grupo - o que revela omissão dos dirigentes - não é aconselhável que o mandatário do clube venha aos microfones falar da futura Arena ou da suspeita “Imortalidade”. O fato lembrou-me o então Presidente Flávio Obino, quando do rebaixamento para a segunda divisão, em 2004: “Temos o melhor site so Brasil”. Por favor, respeitem os ouvidos alheios!
Futuro
Cerca de seis atletas serão contratados para o Brasileirão. É o mínimo que a direção gremista pode fazer pelo torcedor na atualidade. O primeiro reforço deverá ser o centroavante argentino, Ezequiel Miralles, do Colo-Colo, do Chile. Ao lado do chileno Esteban Paredes, os dois são duas das grandes revelações da Libertadores 2011. Embora jogue menos que Paredes, Miralles é um grande reforço, na teoria. Acontece o que acontecer, duvido que produza menos que Borges ou Lins. Por tudo isso, o argentino é uma grande aposta. Ponto para a direção. Antes tarde do que nunca!
Copa do mundo
Quase sempre rejeitado e muitas vezes menosprezado, o campeonato gaúcho virou Copa do Mundo para a Dupla Gre-Nal. O certamente que já fio batizado de “Cafezinho” pelo Grêmio e fez o Inter criar o time B, agora é a grande e intransferível prioridade do semestre. O fato é cômico para não dizer, trágico. Será bonito de ver, os antes soberbos dirigentes da dupla, agora terão de calçar as chuteiras da humildade. Vão ordenar que os atletas disputem cada palmo do campo como se fosse um prato de comida. Além disso, não precisarão poupar titulares e os treinadores terão o tão desejado tempo para treinar. Acabaram as desculpas. Gauchão é o prêmio de consolação. Amargo e vingativo. Que sirva de lição!
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