
Ilusão
Quem acompanhou os primeiros minutos de Internacional e Fluminense teve a impressão que os gaúcho venceriam e com certa facilidade. Em dado momento, os colorados computavam 66% de posse de bola e três chances claras de gol, todas com o volante/meia Tinga. No entanto, aos poucos, o Flu equilibrou a disputa, inclusive obrigando Muriel a uma grande defesa. No segundo tempo, dois gols sofridos, um pênalti desperdiçado e os velhos problemas de sempre vieram à tona: posse de bola sem conclusão e isolamento do centroavante. Até quando?
Milagre
Diante das circunstâncias da partida, somente um milagre garantiria melhor resultado ao Internacional. Não existe time no mundo, me atrevo a dizer, que suporte a ausência de cinco titulares, o desperdício de um pênalti e os erros do treinador. Sem dúvidas, é uma trinca difícil de encarar.
Interino
É verdade que Osmar Loss tinha apenas Lucas Roggia com opção para o ataque, porém, o treinador poderia ser mais criativo para tentar resolver o problema do quase náufrago Damião. O treinador escalou bem a equipe, controlou as ações na primeira parte do jogo, mas não soube recuperar o domínio quando o time de Abel passou a dar as cartas. Vejamos: Por que não alterar o time lançando João Paulo no meio e recuando Tinga para a posição de volante? Certamente, o jovem meia daria outra dinâmica ao setor ofensivo. Mas não, manteve o time com Wilson Matias e Elton até levar o gol. Treinador tem cada convicção difícil de aceitar, sejam eles interinos ou famosos.
Leitura
Outro fator que justifica que Loss errou na leitura do jogo envolveu o volante Wilson Matias. O camisa 8 levou cartão amarelo ainda no primeiro tempo e por ser atleta de contenção, seria uma temeridade mantê-lo em campo. Entretanto, mesmo quando resolveu alterar o time, Loss preferiu sacar Elton e deixou o Matias. Resultado: o volante que certa vez foi chamado de “Espetacular” pelo ex-presidente Fernando Carvalaho, fez um pênalti grosseiro e acabou expulso. Resultado: Fluminense 2 a 0.
Velha novidade
Ele voltou. Amado por alguns e odiado por muitos, Celso Juarez Roth (foto), campeão da Libertadores pelo Inter, novamente voltará a atuar no Grêmio. Conforme previsto – também por este iniciante colunista – Julinho Camargo não resisitu aos maus resultados (o último um empate em 2 a 2 contra o Atlético-MG, em casa) e acabou sendo substituído pelo “queridinho” do presidente Paulo Odone e, principalmente do agora homem forte do futebol gremista, Paulo Pelaipe.
Aposta
Em seis jogo à frente do tricolor, Camargo conseguiu apenas uma vitória. Embora tenha um futuro promissor, o treinador não resistiu à atual instabilidade, desconfiança e pressão que pairam sobre o tricolor na atualidade. Definitivamente, o momento não é para apostas. O mesmo é válido para o Internacional.
Espelho
Roth quer repetir no tricolor, o mesmo esquema que levou o rival a conquista do Bi-campeonato da América, ano passado. O polêmico 4-2-3-1 será o sistema tático do carrancudo treinador, tendo Gilberto Silva e Rochemback nas primeiras funções; uma linha de três meias, Leandro pela direita, Douglas centralizado e Lúcio pela esquerda – o que defendia este iniciante colunista – ; com André Lima no comando de ataque. Neste esquema, Leandro ganha importância fundamental, sendo um meia que tem a obrigação de aproximar-se do centroavante, como fazia Taison no colorado. Do contrário, André Lima sofrerá a mesma dificuldade de Damião: o ostracismo ofensivo.
Dupla em campo
No sábado, o Grêmio enfrenta o Palmeiras de Felipão, em São Paulo, às 18h30. Além de Roth, as outras novidades são o retorno de Bruno Colaço na lateral-esquerda – o que defendia este iniciante colunista – e a improvisação do volante Adílson, na lateral-direita - já que Gabriel e Mário Fernandes, estão lesionados. Pelos lados vermelhos, o Inter recebe o Cruzeiro no Beira-Rio, domingo, às 16h. Entre as mudanças, devem atuar Fabrício, no lugar do lateral-esquerdo Kléber, suspenso; além do ingresso do centroavante Jô ao lado de Damião. Boa sorte à dupla!
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