quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Recopa, prateleira e o Gre-Nal


Rotina

Mais uma vez, os colorados lotam o Beira-Rio, conquistam um título internacional e varam a noite comemorando. Com os 3 a 1 sobre o Independiente, maior campeão da Copa Libertadores, como sete conquistas, o Inter celebra a sua segunda Recopa Sulamericana, tornando-se o brasileiro que mais venceu a disputa – ao lado do São Paulo – com dois troféus. Com mais uma taça na prateleira, os colorados se mantêm na liderança do ranking da Conmenbol, pelo menos até o final do ano. Parabéns aos vermelhos!


Personagem

Autor de 34 gols, em 41 jogos, dois deles na final contra os argentinos, o centroavante Leandro Damião não para de colecionar atuações de destaque e recordes individuais. Além de ter sido convocado para a seleção brasileira, ser o maior artilheiro do país na temporada, o camisa 9 escreveu o seu nome na história da Recopa. Com os três gols marcados nas duas partidas, o ídolo colorado tornou-se o primeiro atleta a balançar as redes três vezes em finais da competição. Antes dele, Alexandre Pato, também pelo Inter, em 2007, e os argentinos Rodrigo Palácio e o aposentado centroavante Martín Palermo, ambos do Boca Juniors, haviam feito dois gols na decisão. Damião é uma surpresa a cada jogo!

Luxo e esperança

De cabeça, de perna esquerda, de carrinho, de perna direita, de bicicleta e, agora, de bico. Leandro Damião continua apresentado sua variada capacidade de finalização. Contra os “hermanos”, a sua atuação na primeira etapa foi algo monstruoso. Além dos gols marcados, o artilheiro ainda perdeu outro após bela arrancada, deu assistências, trombou com os zagueiros, deu chapeuzinho e só foi parado com faltas. A atuação luxuosa de Damião, é uma esperança à amarelinha, que desde a saída de Ronaldo, em 2006, está órfão de um grande camisa 9. Não estou comparando o colorado ao Fenômeno, mas entre todos os candidatos a “centroavância” da seleção (Pato, Fred, Luís Fabiano...), Damião é sem dúvidas, o mais capacitado. Tomara que confirme, para o bem do futebol nacional!

Casamata

Mesmo com um time bem escalado, equilibrado e veloz, o Bicampeonato da Recopa veio graças ao banco de reservas. Quando a partida estava 2 a 1 para os gaúchos e se encaminhava para a prorrogação, o “destino” resolveu dar uma forcinha. As lesões de D’Alessandro e do avante Dellatorre – de fraquíssima atuação diga-se de passagem – foram fundamentais para a conquista do caneco. Foi justamente com os substitutos que surgiu o pênalti para o gol do título. Em belo passe, Andrezinho encontrou livre o centroavante Jô que sofreu a falta dentro da área. Na sequência, com toda a tranquilidade, o lateral-esquerdo Kléber, deslocou o arqueiro Navarro e correu para a “massa”. Final: Mais uma volta olímpica no Beira-Rio.

Arrependimento

Após dizer que queria deixar o Beira-Rio para, possivelmente, tranferir-se ao Fluminense, Andrezinho ficou, levou um puxão de orelhas da direção, foi multado e se conformou com o velho posto de sempre: ser um bom reserva batedor de faltas. Contra os argentinos, o meia novamente foi decisivo e, embora não tenha se destacado com a bola parada, foi autor de belo passe e justificou um pouco os cerca de R$ 220 mensais que recebe. Pontos para a direção!

Idolatria

Falando em direção, outro personagem do título é o diretor executivo remunerado do clube, Fernandão. Capitão nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006, pelo colorado, o ex-camisa 9 foi figura central na contratação do técnico Dorival Júnior e é o homem forte da direção no contato com os jogadores. Desde a queda do então vice-de-futebol, Roberto Siegmann; com o distanciamento – ao menos oficial – do ex-presidente Fernando Carvalho e diante do comportamento mais brando do atual vice-de-futebol Luis Anápio Gomes, Fernandão, é disparado e, indiscutivelmente, o chefe do vestiário vermelho.

Mérito

Apesar de pouco tempo à frente do colorado, Dorival Júnior é uma grata surpresa. Sempre armando seus times voltados ao ataque, o comandante chamou a atenção de todos ao divulgar a escalação do colorado ainda na terça-feira. Além disso, durante a partida, diante das lesões de D’Alessandro e Dellatorre, Dorival fez o simples, realizou as substituições por atletas das mesmas funções e manteve a mesma estrutura tática. Seria uma atitude óbvia e que sequer merecia registro, porém, diante das atuais “invencionices” dos técnicos brasileiros na atualidade, Dorival tem méritos por fazer o velho e bom “feijão com arroz”.

Gre-Nal

Após a conquista da Recopa, as atenções retornam todas ao certamente nacional. No próximo domingo tem Gre-Nal no Olímpico, às 16h. Pelo lado vermelho, não jogam o lateral-direito Nei e o volante Guiñazu,suspensos, além da iminente ausência de D’Alessandro, que deixou a decisão sentindo dores musculares. Em seus lugares, deverão atuar Ilsinho, Tinga e Andrezinho, respectivamente. Do lado gremista tudo é mistério. A tendência é que Roth mande a campo uma equipe com três volantes: Fernando, Gilberto Silva e Rochemback, mas não está descartado o ingresso de Marquinhos ou Escudero no meio campo. Outra hipótese, aventada por este iniciante colunista, seria a presença de três zagueiros. Desta forma, o pentacampeão Gilberto Silva atuaria entre os zagueiros. Aguardemos... Borte à dupla!

Foto: Site Oficial Sport Club Internacional

Nenhum comentário:

Postar um comentário