terça-feira, 14 de junho de 2011

Passado glorioso x presente frustrante


Rivalidade em décadas

Historicamente, Grêmio e Internacional jamais conseguiram navegar em águas calmas na mesma época. Nas décadas de 40, o predomínio era colorado com o famoso Rolo Compressor, enquanto os anos 60 foram marcados pelo heptacampeoanto estadual dos gremistas. Nos anos 70, novamente a hegemonia vestiu vermelho, com o octacampeonato gáucho e os três títulos brasileiras na era Falcão. Nas décadas de 80 e 90, Grêmio na cabeça, com as conquista de dois campeonatos brasileiros, três Copas do Brasil, duas Libertadores, um Mundial, e uma Recopa. No novo milênimo, só deu Inter, com 14 títulos até agora, entre eles, duas Libertadores, uma Copa Sulamericana, uma Recopa e um Mundial...


Gangorra quebrada


No entanto, o que se vê na atualidade é preocupante. As atuações indicam que a velha gangorra – expressão cunhada pelo radialista Lauro Quadros, atualmente da Rádio Gaúcha – está quebrada. Tanto gremistas, quanto colorados estão no solo e o pior de tudo, com parcas, para não dizer nulas, expectativas. Esperamos que os ventos da nova estação que se avizinha ou as cinzas do vulcão tragam uma nova era à dupla Gre-Nal. Do contrário, contemplar o passado será o único regozijo dos velhos rivais dos pampas na atualidade.

Cascudos

Nem 11 jogadores cascudos resistem a um time mal escalado. Diante das boas atuações de Mário Fernandes na lateral-direito e com o retorno de Gabriel, que acertou sua permanência no estádio Olímpico, Renato tentou acomodar os dois na mesma equipe. Porém, assim como ocorrera na Libertadores, a atuação foi pífia. Nem mesmo a velha pegada se vez presente no Morumbi – exceto Fábio Rochemback – e diante das tradicionais fragilidades no ataque, o resultado não poderia ser outro. Para piorar, alguns valores individuais de fracassaram, como Douglas, Lúcio e Neuton. O 3 a 1 ficou de bom tamanho. Não fosse Victor, certamente o estrago seria bem maior...

Tentativa

Tendo apenas Lins, Jr. Viçosa e Roberson como opções ofensivas, Renato tentou uma formação que trouxesse mais robustez defensiva. Com Gabriel no meio, a tentativa era explorar o apoio qualificado do camisa 2, repetindo o mesmo no outro lado com Lúcio – tendo Rochemback, Fernando e Douglas (novamente omisso) completando o setor. No entanto, ambos fracassaram e comprometeram a estratégia. Com apenas Viçosa no ataque, somente uma epopéia traria a vitória. Como milagres são raros, a lógica preponderou. Renato tentou, mas não existe formação tática que resista a ausência de atletas de qualidade.

Simplificação

Entretanto, Renato não pode ser eximido de toda a responsabilidade. Mesmo com a falta de opções – e por isso mesmo – , o comandante deve optar pela simplificação. Por que não escalar o argetino Escudero, mesmo que este não seja atacante? Ou então, a opção que parecia mais plausível, o atacante Vinícius Pacheco? Sinceramente, não entendo o porquê de carioca enfrenta o ostracismo na Azenha. Agora é tarde, Pacheco já faz parte do passado: nesta terça-feira, a direção gremista confirmou sua transferência para o Estrela Vermelha, da Sérvia, o mesmo clube que revelou Petkovic, ex-Flamengo. O seu pouco aproveitamento integra um dos tantos mistérios que somente o quotiano no vestiário é capaz de revelar.

Rotina

Depois de perder para o Ceará em casa, é preciso recuperar os pontos perdidos contra os grandes. É por isso, que o empate com o Palmeiras (2 x 2) passa longe de ser um bom resutado como defendeu o técnico Paulo Roberto Falcão. O ídolo colorado – como jogador – deve ter se referido ao pontinho ganho no apagar das luzes na boa e velha bola parada, através do oportunismo de Leandro Damião, aos 45 minutos da etapa final. São quase 60 dias de trabalho e Falcão ainda não conseguiu fazer o time vermelho jogar. O futebol é dinâmico e possui apenas uma exigência: vencer! O prazo de Falcão já está expirando e dependendo do resultado na próxima partida, a troca no comando técnico deverá ser inevitável.

Paradoxo

Desde que Falcão assumiu o comando técnico do Internacional, o Beira-Rio deixou de ser a casa colorada. Com 38% de aproveitamento, em sete jogos, o rendimento é abaixo da crítica, o que acaba justificando as vaias e a inconformidade da nação vermelha. Não há dúvidas, que Falcão ainda permanece no cargo, somente pela conquista do Gauchão, no estádio Olímpico e pela campanha fora da casa dos colorados. Longe do Guaíba, o aproveitamento sobe para 73% em cinco jogos, com três vitórias e duas derrotas. Chega ser paradoxal, mas o time de Falcão é pujante como visitante e medíocre em seus domínios... (fonte – Rádio Gaúcha).

Tabela e confrontos

Com o empate em casa, o colorado ocupa a 12ª colocação com míseros cinco pontos e mesmo que gaste cerca de R$ 5 milhões por mês com o grupo de jogadores, está atrás de Atlético-GO e Figueirense na classificação. No próximo domingo, o “desafio” será o Coritiba, no Couto Pereira, às 18h30. Por outro lado, o Grêmio recebe o campeão da Copa do Brasil, o Vasco, no Olimpico, às 16h. À espera dos reforços Miralles, André Lima e Leandro (os dois últimos que estão se recuperando de lesão), o tricolor ocupa a 9ª colocação com seis pontos. Ao contrário do que tradicionalmente faço, desta vez não desejarei sorte à dupla. Meu pedido será outro: que sejam competentes. Oremos!

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