quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Empate insosso e fracasso em casa


Tripé e derrota

O que seria um belo filme de feriado no Dia das Crianças tornou-se um pesadelo. A torcida atendeu o chamado do clube, levou os filhos para o estádio, mas a apresentação foi caótica. O escore de 3 a 1, contrário, foi apenas mais um capítulo da desastrosa apresentação. O que mais chamou a atenção, negativamente, foi a sonolência e a incapacidade de indignação do Grêmio, quando historicamente, o tricolor sempre se notabilizou pela bravura e empenho extremo. Derrota, desânimo e frustração: Um tripé que acompanha o Grêmio há tempos e precisa ter fim. A torcida merece mais, muito mais, sem dúvidas!

Fracasso

Não é de hoje que o Figueirense apronta para cima do Grêmio em solo gaúcho. Sem vencer os catarinenses, no Olímpico, desde 2003, o time de Celso Roth, honrou a estatística, irritou a torcida e, agora, possui apenas a vaga à Sul-Americana como estímulo para o restante do brasileirão. As atuações apagadas de Escudero e André Lima personificam a tarde calamitosa. Com a derrota, o tricolor caiu para a 11ª posição, estacionou nos 39 pontos e domingo enfrenta o Santos, no litoral paulista. Boa sorte aos tricolores!

Trocas

Dentro da limitação do grupo, Celso Roth fez o possível ao longo da partida. Diante da escassez de meias e, tendo que administrar a omissão da meia-cancha, que não conseguia armar, muito menos, marcar, o treinador alterou a formação tática. O ingresso de Miralles, na vaga de Escudero e, posteriormente, a troca de Diego Clementino por Marquinhos, deixaram o tricolor com três atacantes. Porém, diante da nominata de avantes, a tentativa de reação ficou somente no desejo. Com todo respeito aos atacantes que estão no Olímpico, mas, já passou da hora da direção disponibilizar atletas que correspondam à grandeza do clube. Gremistas, paciência!

Experiência

Além dos avantes, é notória a baixa qualidade dos zagueiros gremistas. Convenhamos, Rafael Marques e Edcarlos, é uma dupla que está longe de tranquilizar a torcida e garantir estabilidade aos sistema defensivo. Pois bem, na partida anterior, à frente do Coritiba, Roth havia encontrado um defensor de inegável capacidade. Mesmo improvisado, o volante Gilberto Silva marcou sua atuação pela tranquilidade, firmeza e boa saída de jogo. No entanto, contra os catarinenses, Roth ignorou o Pentacampeão e novamente, conduziu o camisa 3 aos banco de reservas. Resultado: precisou gastar uma substituição contra o Figueirense para reparar o equívoco. Os gremistas esperam que Roth faça o que aponta o óbvio no momento: Gilberto Silva na zaga, sem falta e, urgentemente!

Empate

Analisando dentro da frieza dos números, o pontinho ganho contra o São Paulo, em Barueri (0 x 0), não deixa de ser um bom resultado para o Internacional. No entanto, se observarmos as circunstâncias em que a partida se desenrolou, os colorados podem, sim, lamentar a perda de dois pontos. Com ampla vantagem de posse de bola, sobretudo, na segunda etapa, o time de Dorival Júnior pecou apenas pela falta de ambição ofensiva. Chega a ser óbvio, mas é verdade. Time que não conclui, no máximo empata...

Responsabilidade

Sem Damião, que volta somente daqui a 25 dias e, Jô, suspenso, a tarefa de fazer gols ficou por conta do jovem Dellatorre. Não foi a primeira vez que o guri recebeu oportunidade, mas com todo respeito, atualmente, pode, no máximo, servir o time Sub-23. Passando mais tempo no chão – em decorrência do choque normal com os zagueiros – não disse a que veio, deixou o time sem referência e parece ter encerrado sua participação entre os titulares, ao menos nesta temporada. Ao contrário do que ele próprio afirma, Dellatorre não tem condições de ser 9. É no máximo e com muita boa vontade, segundo atacante. Tem boa velocidade, razoável técnica e paramos por aqui. O amanhã poderá ser pródigo para ele, mas, por enquanto, o jovem está longe das exigências do colorado.

Revolução

Na década de 50, as equipes atuavam com cinco atacantes; uma década e meia depois, a formação tática tinhas três; nos anos 90, a tendência foi a chamada dupla de ataque e, neste início de década, a “moda” defende apenas um no comando de ataque. Respeitando as excentricidades de cada período e, sobretudo, as evoluções do futebol, fiquei assombrado quando vi Dorival Júnior revolucionar o esporte bretão. Por incrível que pareça, o treinador teve a capacidade e, “necessidade”, de jogar cerca de 30 minutos sem nenhum atacante. Daqui uns anos, centroavante será apenas peça de colecionador. Tomara que eu esteja errado, para o bem do futebol!

Tentativa

É lógico que Dorival tomou a atitude somente pela ausência de atacantes em condições de atuar. Com as lesões de Damião, Gilberto e, novamente, Zé Roberto, além da suspensão de Jô, sobraram apenas Dellatorre e Siloé como alternativas. Diante da fraca atuação de Dellatorre, o comandante não quis arriscar-se a promover a estreia de Siloé. Por mais estranha que tenha sido deixar o time sem atacante, Dorival não tinha alternativa. O jeito foi escalar mais um meia, neste caso, Fabrício. A “revolução” foi estranha, mas compreensível.

Seleção

Com menos “cabeças-de-bagre” do que de costume, o time de Mano Menezes conseguiu bonita virada contra o México, na América do Norte. Mesmo com um jogador a menos – Daniel Alves foi expulso – a seleção mostrou grande desempenho, com destaques para o goleiro Jefferson, que pegou pênalti, além do atacante Hulk, de grande movimentação e os autores dos gols, Ronaldinho Gaúcho e o lateral-esquerdo Marcelo. Mas, por favor, só não me venham dizer que o México é uma grande seleção! O próximo desafio deverá ser contra o Gabão. “Baita clássico”!

Foto: conexaogrenal.com.br

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