
Férias
“Chance de ouro jogada por água abaixo”. Com o perdão do clichê, o Grêmio desperdiçou uma excelente oportunidade para somar três pontos fora de casa, contra o lanterna da competição, o América-MG. Além da conhecida fragilidade técnica do adversário, os mineiros ficaram um jogador a menos, ainda no primeiro tempo. Diante dos fatos, o 2 x 2 (gols de André Lima) deixa o tricolor estagnado na zona da Copa Sul-Americana e com tempo suficiente para planejar a temporada 2012 – embora ainda faltem seis rodadas a serem disputadas.
Bola parada
Não é de hoje que me insurjo contra a boa e velha “jogadinha aérea”. Apesar de reconhecer que se trata de um importante expediente e, que, pela paridade dos times, acaba definindo mundo jogos mundo afora, não entendo como as defesa seguem levando gols dessa forma. Ao contrário de outras investidas, como o drible, a velocidade e a troca de passes, a “bola na área” é muito mais fácil de ser marcada, principalmente aquela vinda do escanteio ou da falta lateral. No entanto, o tricolor novamente pecou pela falha de posicionamento da defesa e levou o empate nessas circunstância no final da partida. Com o resultado, o Grêmio ocupa a nona colocação com 43 pontos.
Permanência
Apesar do empate frustrante, as atuações dos meias Douglas e Marquinhos compuseram os destaques do tricolor em Sete Lagoas. Enquanto o primeiro foi autor de belas assistências e conclusões, Marquinhos deu belo passe para o primeiro de André Lima. Vislumbrando a temporada 2012, seria fundamental a permanência dos dois articuladores. Mude-se o que precisa (defesa e ataque) e mantenha as potencialidades (meia e laterais). Para o sistema ofensivo, os boatos apontam para Kléber (ex-Palmeiras), Diego Tardelli (ex-Atlético-MG) e Jonas. Todos grandes nomes. Aguardemos!
Reencontro
Domingo é o dia! Depois da polêmica transferência para o Flamengo e da segunda “traição” com a torcida – a primeira foi quando assinou um pré-contrato com o PSG da França, no início da década – Ronaldinho finalmente voltará ao estádio Olímpico. A torcida prepara faixas para, obviamente, “homenagear” o craque e seu irmão, procurador e também ex-atleta do clube, Assis. A volta do jogador eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, é um acontecimento e tanto, mas, é fundamental que os jogadores deixem o clima de animosidade para a torcida. Dentro de campo, o adversário a ser batido é maior que Ronaldinho. Trata-se do Flamengo, com sua força coletiva e destaques individuais, como Renato Abreu, Thiago Neves e o próprio camisa 10. Olho neles!
Água fria
Mesmo com a alta temperatura, cerca de 40 mil colorados lotaram o Beira-Rio, empurram a equipe durante 87 minutos de jogo e viram a chance do título, mesmo que remota, ser definitivamente sepultada em cobrança de falta do ex-ídolo Alex. Embora o forte calor, certamente os vermelhos dispensariam o “balde de água fria” ofertado pelo Corinthians do técnico Tite. Com o resultado, o Internacional perpetua-se na sétima posição com 48 pontos.
Igualdade
No duelo do melhor ataque do certame, o Internacional, com 50 gols marcados, contra a defesa, o Corinthians, com apenas 30 sofridos, prevaleceu a igualdade. Embora tenha começado melhor a partida, logo os paulistas se tornaram espectadores das chances desperdiçadas pelo Inter. Oscar, Jô e Andrezinho desperdiçaram grandes oportunidades de abrir o marcador e encaminhar a vitória. Na segunda etapa, finalmente, Nei, de cabeça, abriu o placar em belo cruzamento do outro lateral Kléber. No entanto, no melhor estilo “pecou pelo desperdício”, os colorados levaram o castigo. Final: “empate com gosto de derrota” e estagnação na tabela.
Barreira
Desde a marcação do gol de empate de Alex, a formação da barreira feita pelo goleiro Muriel, tem norteando os debates pós-jogo. É inegável que o jovem se equivocou ao solicitar apenas dois na barragem humana. Apesar da distância, Muriel foi imprudente e subestimou a inegável qualidade de Alex na bola parada. Ao contrário de suas cobranças habituais, o camisa 12 chutou com a parte externa do pé esquerdo, justamente ao lado da barreira. Além disso, acredito, ainda, que houve erro técnico do arqueiro colorado. Levar gol no próprio canto é imperdoável. No domingo, o adversário é o Atlético-GO, no Serra Dourada.
Avaliações
É surpreendente a queda das atuações de Oscar. Figura burocrática, com passes óbvios e pouca movimentação, o camisa 16 está necessitando de um banco de reservas, e concomitante aperfeiçoamento físico. Além dele, atuações apagadas de João Paulo e destaque individual para Andrezinho. Além de um belo primeiro tempo, o camisa 17 atuou recuado como volante, após a expulsão de Alessandro - e deu conta do recado com sobras. Méritos, ainda, para o técnico Dorival Júnior que, diante, da superioridade numérica, foi audacioso ao mandar a campo João Paulo e sacar o volante Mario Bolatti.
Vexame
A seleção brasileira Sub-20 foi eliminada ainda na primeira fase dos jogos Pan-Americanos, no México. Com apenas três atletas campeões mundiais da categoria, entre eles, o colorado e capitão, zagueiro Romário, o time de Nei Franco conseguiu a “proeza” de empatar com Cuba e perder para a Costa Rica por 3 a 1. O fraco desempenho tem ligação direta com as não convocações dos cham
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