Após um início com certa pressão por
parte da LDU, o Grêmio naturalmente tomou rédea da partida – com supremacia no
meio-campo e beneficiado pela lesão do ala-esquerdo e destaque do rival Rojás- embora quase não tenha ameaçado à meta
defendida por Dominguez na primeira etapa. A boa atuação dos volantes Fernando
e Souza, somadas a reconhecida técnica de Zé Roberto foi acrescida ao ímpeto e
velocidade do estreante Eduardo Vargas no segundo tempo. Com o chileno, o time
de Luxemburgo criou algumas oportunidades, protagonizou duas bolas na trave,
mas foi punido pelo velho “quem não faz leva”. Final: equatorianos 1 a 0 e
decisão na Arena, na próxima quarta-feira.
Méritos
A direção do Grêmio merece muitos
elogios pela logística e planejamento em relação a partida de Quito. Viajando
com bastante antecedência, os “cartolas” possibilitaram a adaptação à altitude,
reduzindo assim, os efeitos do famigerado 2,800 m. Diante do trabalhado do
preparador físico Antônio Mello, o tricolor atuou como se estivesse no nível do
mar e apesar da derrota, tem tudo para reverter em Porto Alegre e garantir vaga
na fase de grupos da maior competição da América.
Amostra
Apesar das desconfianças em relação aos seus 35 anos, o zagueiro Cris teve atuação irreparável. Com experiência para jogar no atalho e firmeza, o camisa 3 mostrou, ainda, liderança, tornando o verdadeiro “capitão da equipe”, embora a braçadeira estivesse com Zé Roberto. A presença do “El Policial”- apelido ganho quando atuava na França, permitiu também um crescimento técnico e tranquilidade ao jovem Saimon. Pelo menos na primeira amostragem, a defesa do Grêmio mostrou-se um dos pontos altos da equipe, algo que deve ser potencializado ainda mais com o futuro retorno de Werley – suspenso pela confusão contra o Millionários na Sul-Americana no ano passado.
Risco
assumido
Apesar dos merecido elogios, nem tudo
são flores no trabalho do Departamento de Futebol. Um dos fatos que ilustram,
talvez o maior deles, é a carência de qualidade nas laterais – notadamente no
lado esquerdo. È no mínimo temerário disputar uma seletiva da Libertadores com
improvisações – tendo que tirar o afirmado Pará da direita, deslocando-o para o
outro lado. É óbvio que a lesão de Fábio Aurélio e a eterna briga outra a
balança de Anderson Pico prejudicaram a equipe, mas no mínimo deveriam ter sido
previstos, diante do histórico de ambos. Neste sentido, a dispensa de Júlio
César foi no mínimo precipitada. Entretanto, a direção busca uma reposição: o
argentino Insúa foi descartado, mas outro “camisa 6” deve chegar no Salgado
Filho em breve.
Diferencial
Apresentado no sábado, o Grêmio
conseguiu inscrever Vargas, viu o nome do “hermano” publicado no BID e
imediatamente providenciou a viagem do avante para a capital equatoriana.
Caindo preferencialmente pelo lado direito e demonstrando extrema velocidade, o
camisa 8 entrou na equipe no intervalo – na vaga do sumido William José – e já na
primeira aparição, parece estar justificando o esforço da direção – notadamente
do homem do futebol Rui Costa. É o grande diferencial do ataque gremista em
relação as temporadas passadas.
Reforços
A partida de Quito ilustrou que o
Grêmio precisa de reforços, principalmente para repor os meias Elano e Zé
Roberto. Embora reúnam atributos inegáveis, os responsáveis pela articulação
estão longe de serem meninos e por características, chegam pouco ao gol
adversário. Sendo assim, a busca do chamado “meia-atacante” se faz necessário,
ao menos que alguns garotos da base surjam como grata surpresa na equipe
principal.
Camisa
1
Embora pouco exigido, Dida foi bem suas
intervenções até a lesão e, mesmo diante das polêmicas enquanto sua
titularidade é inegável que sua trajetória e envergadura impõem respeito aos
adversários. Para Marcelo Grohe, não bastasse a perda da titularidade, o atleta
formado no Grêmio ainda foi vítima de uma triste consciência: sua entrada na
equipe ocorreu 1 minutos antes do gol da LDU – embora tenha feito grande defesa
antes da bola balançar as redes.
Inter
B
Na segunda partida da temporada, o
colorado novamente entrou em campo com a equipe Sub-23 e desta vez, venceu. Com
atuação um pouco superior ao final de semana, o time de Osmar Loss explorou a
fragilidade defensiva do Cerâmica e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 –
gols de Maurinho. No início do segundo, o goleiro Agenor sofreu um “frango
daqueles” e dividiu o rótulo de “vilão” com o zagueiro Tales que apesar de
mostrar personalidade, acabou “escorregando na balaca” e desperdiçou uma
penalidade máxima.
Time
de Dunga
No próximo domingo, o elenco principal
do Inter estreia no Gauchão 2013, contra o Caxias, na Serra. Tendo como
novidades o zagueiro Juan, ex-seleção, além dos recém contratados Gabriel,
ex-Grêmio e o volante Willians, ex-Flamengo, será o primeiro prélio de Dunga à
frente do elenco alvirrubro. Por enquanto, a direção está em “lua de mel” com o
treinador por seu histórico profissionalismo e metodologia de trabalho. Entretanto,
todo e qualquer comandante depende de resultado. Eis o desafio do capitão do
tetra.
Absurdos
Ainda pelo certame regional, o Grêmio
volta a campo menos de 24h após atuar no Equador. O adversário será o Canoas,
no Olímpico (isso mesmo, Olímpico), às 19h30. Logicamente, o time será o
Sub-23, sob comando de Marcelo Mabília. O fato ilustra o absurdo e inaceitável
calendário do futebol nacional. Ao invés de privilegiar os participantes da
Libertadores, as competições regionais acabam prestando um desserviço.
Despedida
adiada
Falando em absurdo,
voltar a jogar no Olímpico após a despedida, choros, volta Olímpica e presença
de ex-atletas no gramado nos remete a uma postura varzeana. Mas já era
previsto, como todos sabem, embora seja um empreendimento fantástico, a Arena
está muito longe de estar concluída –vide a precariedade do gramado. Mas uma
vez, infelizmente, a “politicagem” inerente ao futebol ganha às manchetes.
Nesse caso, debita-se o “mico” na conta do ex-presidente Paulo Odone.
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Fotos: Grêmio Oficial, Portal Terra, Globoesporte e Portal 364



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