Na
Arena
Futebol,
infelizmente, nunca foi e jamais será um ato de justiça. Fosse ao contrário, o
Grêmio teria deixado o estádio Nuevo Gasómetro, com ao menos um empate frente
ao San Lorenzo. Mesmo com atuação infinitamente superior as últimas partidas,
sobretudo, no aspecto anímico, o tricolor perdeu por 1 a 0 e acumulou a
terceira derrota consecutiva — se computarmos também as partidas do Gauchão e
do Brasileirão. A partida de volta ocorrerá na próxima quarta-feira (30), na
Arena completamente lotada. Pela atuação que teve no segundo tempo, aliado ao
fato de jogar em casa, com a força de seu torcedor, mais do que nunca: Sí, se
puede!
Realidade
copeira
É o futebol e seu
velho paradoxo. Afinal, jogar bem não é certeza de vitória. Fosse assim, o
Brasil de 1982 teria vencido a Copa do Mundo da Espanha, bem como a Holanda de
Cruyff, em 74, e a Hungria de Puskas, 20 anos antes.
Fôlego...
Ufa!!!
Enderson Moreira,
desta feita, porém, não teve participação direta no insucesso, pelo contrário,
até mostrou virtudes no aspecto tático, alterou bem a equipe no segundo tempo e
logrou êxito em suas escolhas, sobretudo na escalação de Pedro Geromel — em que
pese os dois vacilos do camisa 3 que quase originaram gols argentinos. Apesar
da derrota, ao que tudo indica, o comandante conseguiu afrouxar um pouco a
‘corda que há tempos já está no seu pescoço’. Pelo menos por enquanto.
Cobertor
Desafio
O maior empecilho
para o Grêmio reverter a vantagem argentina será a carência ofensiva. Ao
contrário do que normalmente faz, na próxima quarta-feira o tricolor precisará
propor o jogo, partir para cima. Enquanto o San Lorenzo será o Grêmio da
partida na Argentina e jogará no contragolpe. Por isso, Luan na equipe e apenas
dois volantes pode ser o caminho.
Destaque
e fracasso
O meia-atacante Dudu,
pela ponta-esquerda, novamente foi o único sopro de qualidade e individualidade
ofensiva na equipe. Pena que faltou companhia, sobretudo a de Wendell, que
lesionado, desfalcou à equipe. Em contrapartida, o centroavante Hernán Barcos
teve jornada desgraçadamente pífia — ilustrada na chance claríssima
desperdiçada em tiro livre indireto na risca da pequena área.
Pitacos
Léo Gago, defendido
neste espaço na vaga de Wendell, sucumbiu completamente. Acusando falta de
ritmo de jogo, o camisa 6 não teve destaque sequer em uma de suas principais
qualidade, a bola parada. Além disso, a origem do gol de Correa foi as suas
costas. Mesmo assim, pela experiência do volante, Enderson acertou na escolha —
Por mais contraditório que pareça. O mesmo se aplica a Geromel, em detrimento
de Bressan. O camisa 3 mostrou firmeza, sobretudo na bola aérea. E por fim, Zé
Roberto entre os titulares e Luan no banco. O jovem entrou na segunda etapa e
visivelmente carecendo de ritmo, pouco acrescentou. Zé Roberto, por sua vez,
foi importante fundamentalmente pelo auxílio defensivo, embora apagado na peça
ofensiva — como toda a equipe.
Realidade
O nível da
Libertadores da América 2014 está baixíssimo. Isso condiciona aos brasileiros,
Grêmio, Cruzeiro e Atlético-MG, o favoritismo para erguer o caneco, embora o
trio tenha saído da primeira partida das oitavas-de-final em desvantagem. Para
vencer a América em 2014, basta jogar futebol MINIMAMENTE, uma vez que o
certame está longe de contar com um ‘bicho-papão’ na disputa. Não existe nenhum
demérito aos participantes que, com competência, ainda sobrevivem à disputa. Antes
pelo contrário. É apenas e tão somente, mais uma demonstração da triste
realidade técnica que há tempos impera no futebol sul-americano.
Fotos: Juan Mabromata, AFP; Esporte Interativo; Reuter e google Imagens




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