sexta-feira, 11 de abril de 2014

Que venha o time o Papa: Grêmio enfrentará o San Lorenzo nas oitavas

Arena decisiva


Ao terminar a fase de grupo com 14 pontos — invicto, com a defesa menos vazada — e a segunda melhor campanha da Libertadores até então, o Grêmio garantiu o direito de decidir todos os ‘mata-matas’, em casa, na Arena, exceto se o adversário for o argentino Vélez, detentor da maior pontuação. É lógico que a ‘vantagem’ é subjetiva e atrelada à primeira partida, mas é inegável que disputar os jogos DECISIVOS em seus domínios, é uma inspiração e tanto. Que venha o San Lorenzo, time de coração do Papa Francisco.

Futuro

Embora a campanha gremista seja IRREPARÁVEL, o tricolor precisa jogar mais. Bem mais! Ou então, a estratégia será REZAR... e MUITO... para consolidar o objetivo chamado Tri da América.

Preocupação

Na vitória contra o Nacional, por 1 a 0, gol de Barcos, de pênalti, o Grêmio voltou a fracassar taticamente. Com o ingresso de Alán Ruiz, na vaga do lesionado Luan, era imprescindível que Enderson Moreira alterasse um pouco a equipe taticamente. Não foi o que ocorreu. O treinador manteve a mesma estrutura, com Ruiz aberto na direita e Dudu à esquerda. Entretanto, o argentino é um típico ponta-de-lança, tem a conclusão como principal virtude, não dispõe de muita velocidade e, portanto, necessariamente rende mais atuando centralizado — o que ocorreu a partir do intervalo, quando Jean Deretti entrou aberto à direita. Para o futuro próximo, com Ruiz, o tricolor deve migrar, necessariamente, para o 4-3-1-2, adiantando Dudu para a função de segundo atacante, típico, pelos flancos, fazendo companhia para o ‘matador’ Hernán Barcos.

Vulnerabilidade


Todavia, se quiser deixar a equipe mais ofensiva para, por exemplo para o Gre-Nal do próximo domingo, em Caxias do Sul — com apenas dois volantes — o único que não pode deixar a equipe é Edinho, que saiu contra o Nacional. Sem o camisa 8 a equipe fica muito vulnerável defensivamente, sobretudo no lado direito que conta com os contestáveis (com justiça) Pará e Werley. Para o lugar de Luan, Jean Deretti ou Máxi Rodriguez se credenciaram para iniciar o clássico, não apenas pela boa atuação contra os uruguaios, mas sobretudo, pela jornada sonolenta de Alán Ruiz — que pertence ao San Lorenzo e só poderá enfrentar o ‘time do Papa’ se o tricolor pagar multa prevista no contrato de empréstimo.

Arbitragem

O gol gremista surgiu de um pênalti bem assinalado pelo auxiliar (bandeirinha), salvando o árbitro do equívoco de não ter marcado a infração. Na segunda etapa, o Nacional, que veio a Porto Alegre já eliminado e com equipe mista, foi prejudicado pela não marcação de pênalti em toque de Dudu. Pelo jeito, o árbitro boliviano Oscar Maldonado veio à Arena apenas para fazer turismo em Porto Alegre.

Reforços à vista


Nas últimas jornadas, o Grêmio tem atuado muito recuado, com “marcação baixa” e cedendo a posse de bola para o adversário — muito longe das atuações promissoras do início da temporada. Enderson precisa rever a postura, sobretudo de Riveros que, pode/deve atuar como meia quando a equipe estiver atacando. No aspecto técnico, o treinador deverá contar, muito em breve com os retornos do jovem Luan e do craque Zé Roberto. A partir das oitavas-de-final, inicia uma ‘outra’ competição e para tanto, os reforços são mais do que imprescindíveis.

Absurdo e risco

Antes mesmo de a partida iniciar, torcedores brigaram nas arquibancadas, resultando na prisão de 26 gremistas. A direção torce para que a confusão não provoque punição por parte da Conmebol. A irresponsabilidade destes "torcedores" poderá fazer com o que o Grêmio, por exemplo, perca mandos de campo. Absurdamente lamentável.
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Fotos: Globoesporte/Wesley Santos, Goal.com e Diego Vara/Clic RBS

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