Arena
decisiva
Ao terminar a fase de
grupo com 14 pontos — invicto, com a defesa menos vazada — e a segunda melhor
campanha da Libertadores até então, o Grêmio garantiu o direito de decidir
todos os ‘mata-matas’, em casa, na Arena, exceto se o adversário for o argentino
Vélez, detentor da maior pontuação. É lógico que a ‘vantagem’ é subjetiva e
atrelada à primeira partida, mas é inegável que disputar os jogos DECISIVOS em
seus domínios, é uma inspiração e tanto. Que venha o San Lorenzo, time de
coração do Papa Francisco.
Futuro
Embora a campanha
gremista seja IRREPARÁVEL, o tricolor precisa jogar mais. Bem mais! Ou então, a
estratégia será REZAR... e MUITO... para consolidar o objetivo chamado Tri da
América.
Preocupação
Na vitória contra o
Nacional, por 1 a 0, gol de Barcos, de pênalti, o Grêmio voltou a fracassar
taticamente. Com o ingresso de Alán Ruiz, na vaga do lesionado Luan, era
imprescindível que Enderson Moreira alterasse um pouco a equipe taticamente.
Não foi o que ocorreu. O treinador manteve a mesma estrutura, com Ruiz aberto
na direita e Dudu à esquerda. Entretanto, o argentino é um típico
ponta-de-lança, tem a conclusão como principal virtude, não dispõe de muita
velocidade e, portanto, necessariamente rende mais atuando centralizado — o que
ocorreu a partir do intervalo, quando Jean Deretti entrou aberto à direita.
Para o futuro próximo, com Ruiz, o tricolor deve migrar, necessariamente, para
o 4-3-1-2, adiantando Dudu para a função de segundo atacante, típico, pelos
flancos, fazendo companhia para o ‘matador’ Hernán Barcos.
Vulnerabilidade
Todavia, se quiser
deixar a equipe mais ofensiva para, por exemplo para o Gre-Nal do próximo
domingo, em Caxias do Sul — com apenas dois volantes — o único que não pode
deixar a equipe é Edinho, que saiu contra o Nacional. Sem o camisa 8 a equipe
fica muito vulnerável defensivamente, sobretudo no lado direito que conta com
os contestáveis (com justiça) Pará e Werley. Para o lugar de Luan, Jean Deretti
ou Máxi Rodriguez se credenciaram para iniciar o clássico, não apenas pela boa
atuação contra os uruguaios, mas sobretudo, pela jornada sonolenta de Alán Ruiz
— que pertence ao San Lorenzo e só poderá enfrentar o ‘time do Papa’ se o
tricolor pagar multa prevista no contrato de empréstimo.
Arbitragem
O gol gremista surgiu
de um pênalti bem assinalado pelo auxiliar (bandeirinha), salvando o árbitro do
equívoco de não ter marcado a infração. Na segunda etapa, o Nacional, que veio
a Porto Alegre já eliminado e com equipe mista, foi prejudicado pela não
marcação de pênalti em toque de Dudu. Pelo jeito, o árbitro boliviano Oscar
Maldonado veio à Arena apenas para fazer turismo em Porto Alegre.
Reforços à vista
Nas últimas jornadas, o Grêmio tem atuado muito recuado, com “marcação baixa” e cedendo a posse de bola para o adversário — muito longe das atuações promissoras do início da temporada. Enderson precisa rever a postura, sobretudo de Riveros que, pode/deve atuar como meia quando a equipe estiver atacando. No aspecto técnico, o treinador deverá contar, muito em breve com os retornos do jovem Luan e do craque Zé Roberto. A partir das oitavas-de-final, inicia uma ‘outra’ competição e para tanto, os reforços são mais do que imprescindíveis.
Absurdo
e risco
Antes mesmo de a
partida iniciar, torcedores brigaram nas arquibancadas, resultando na prisão de
26 gremistas. A direção torce para que a confusão não provoque punição por
parte da Conmebol. A irresponsabilidade destes "torcedores" poderá
fazer com o que o Grêmio, por exemplo, perca mandos de campo. Absurdamente
lamentável.
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Fotos:
Globoesporte/Wesley Santos, Goal.com e Diego Vara/Clic RBS



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