Léo
Gago na lateral-esquerda, Bressan na vaga de Rhodolfo, manutenção dos três
volantes, Zé Roberto entre os titulares e o jovem Luan como alternativa para o
segundo tempo. Esse é o cenário gremista que me parece mais plausível para o
jogaço de hoje à noite, contra o San Lorenzo, na Argentina, pela primeira
partida das oitavas-de-final da Libertadores 2014. Embaso meus pitacos abaixo.
Lateral-esquerda
Wendell
é disparado o maior diferencial ofensivo do Grêmio de 2014. Com extrema
capacidade de apoio, o camisa 18 faz interessante dobradinha pela esquerda com
o meia-atacante Dudu. Já que não Enderson Moreira não terá o mesmo apoio
qualificado pela esquerda, se por acaso escalasse o reserva Breno, ao menos,
que reforce o setor defensivamente. Neste ponto: a escalação de Léo Gago, mesmo
de maneira improvisada, se justifica. Além disso, com o camisa 6 o Grêmio ganha
uma virtudes que não possui há tempos: o chute de médio-longa distância e a
bola parada frontal.
Zagueiro-zagueiro
A
ausência de Rhodolfo é um pandemônio ao Grêmio. Bressan deve ser o substituto. Mesmo
que seja insuficiente e fraco tecnicamente para a titularidade no Grêmio, NA
MINHA SINGELA OPINIÃO, o camisa 15 é uma boa opção de grupo e neste momento, justifica
a sua escalação –embasada na temporada regular que fez em 2013. Embora com
pouco ritmo de jogo, já que atuou somente no último domingo, Bressan, mesmo com
suas fragilidades é infinitamente superior a Pedro Geromel. Mesmo que tenha
atuado poucas vezes, o camisa 3, por enquanto, demostrou ser ‘incapaz’ de
vestir a camisa gremista. Talvez com sequência possa provar o contrário. Hoje,
Bressan é o mais indicado.
Manutenção
Ouvi
dizer que Enderson cogitaria sacar do time Edinho e mandar uma equipe com Luan,
Zé Roberto e Dudu nas meias e apenas dois volantes. Embora essa filosofia de
jogo me agrade, não é o momento adequado para
mutações táticas. O time encontra-se em crise técnica, com autoestima
baixa e, portanto, deve ser evitado alterações bruscas. Aliás, Edinho, por seu
trabalho de proteção à defesa, é o único que não pode deixar o time. Ainda mais
que o tricolor não terá o seu melhor beque, Rhodolfo. Mesmo assim, se quiser
ousar, por exemplo, no segundo tempo, que recue Edinho para a função de
zagueiro.
Futuro
No
futuro breve, sim, apoio a ideia de um time no 4-2-3-1 com Luan, Zé e Dudu e
apenas dois volantes. No entanto, com Edinho e Riveros entre os titulares,
retirando assim, Ramiro da equipe.
Camisa 10
Zé
Roberto será imprescindível por sua experiência, capacidade de retenção de bola
e, sobretudo, pelo auxílio defensivo que tem capacidade de fazer — afinal, já
jogou até copa do mundo como segundo volante. Porém, Zé precisa atuar
centralizado e não aberto pelo flanco direito. Deixar Luan no banco, com toda a
capacidade individual e velocidade que possui é um ‘pecado’, sei disso. Mas,
neste momento, me parece a estratégia mais acertada. Seria temerário iniciar a
partida com Zé Roberto e Luan, uma vez que ambos estão voltando de lesão.
Portanto, o camisa 10 deve iniciar com Luan sendo alternativa para a segunda
etapa – quando a defesa adversária já estará desgastada fisicamente e,
portanto, o camisa 26 será excelente opção para abrir ‘a defesa rival’ e para o
contragolpe.
‘Sacrifício’
Ao
que tudo indica, o melhor jogador do Grêmio na temporada, Marcelo Grohe, desfalque
no último domingo na derrota gaúcha para Atlético-PR, na estreia do Brasileirão, jogará no ‘sacrifício’, mesmo
com lesão na perna esquerda. Se o camisa 1 não atuar, será um ‘Deus nos acuda’,
com o perdão da heresia. Além da segurança que passa à equipe, o maior problema
em uma possível ausência de Grohe seria a reposição deficitária, uma vez que o
reserva imediato Busatto, nas parcas chances que teve, como há três dias,
mostrou-se inseguro e atabalhoado. Se não jogar Marcelo, a tendência é que atue
Tiago. Com passagem pelas categorias de base da seleção, o arqueiro tem 1,90 cm
de altura.
Sí,
se puede
Mesmo
com as fragilidades, o tricolor pode sim, sair do Nuevo Gasómetro com um bom
resultado, inclusive, com a vitória. Apesar da goleada de 3 a 0 sobre o
Botafogo, na última partida da fase classificatória, os argentinos estão longe
de ser um bicho papão e tem na instabilidade a marca registrada da equipe na
Libertadores até agora. Mas, é claro, que se tratando dos Hermanos, o ‘fator
local’ é um aliado e tanto. Enfim. Boa sorte aos gremistas. E se for preciso,
que a IMORTALIDADE seja invocada contra o time do Papa.
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Fotos: Grêmio Oficial/ Cristiano
Oliveski, Portal Terra, Yahoo e Fox Sports




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