GRÊMIO 2 X 1 ATLÉTICO-MG
Surpresa
e herança
Após a sequência de
três derrotas seguidas, o Grêmio surpreendeu e com reservas venceu o time
titular do Atlético-MG, atual Campeão da Libertadores, em partida na Arena, por
2 a 1. A vitória obtida com gols de Alan Ruiz e Lucas Coelho legou ao time um
ambiente um ‘pouco menos tensionado’ para a decisão da próxima quarta-feira
(30), no mesmo estádio, contra o San Lorenzo, pela Copa Libertadores. Mesmo que
tenha sido obtida no Brasileirão e protagonizada pelos suplentes, a vitória,
além de herdar a equipe o sucesso de uma nova formatação tática, serve de
estímulo para o desafio frente aos argentinos.
Trinca
promissora
O jovem Luan,
variando investidas pela esquerda e pelo centro, foi o grande nome individual
da equipe. Além disso, a formação com três meias e apenas dois volantes
(4-2-3-1), surtiu bom resultado, sem deixar a equipe vulnerável defensivamente.
Rodriguinho, ao centro e Alan Ruiz, pela direita, foram outros destaques. Com
três meias, o Grêmio jogou em aproximação, contribuindo com a individualidade de
Ruiz, que antes, era escalado solitariamente como falso ponta-direita, sem
nenhuma contribuição à equipe. Na quarta-feira, o esquema deve ser repetido,
entretanto, com novos nomes, claro: Edinho e Riveros na contenção, com Luan, Zé
Roberto e Dudu nas meias. Rodriguinho pode ser a surpresa na vaga de Zé.
Aguardemos!
Diferencial
Pelos
lados
Faz tempo que esse
espaço sugere o volante Ramiro na lateral-direita na vaga do criticado Pará.
Contra o San Lorenzo, não haveria melhor oportunidade para guindar o camisa 17
à função em que ele conhece desde os tempos de Juventude. Com Ramiro pelo lado,
o Grêmio ganharia em qualidade no apoio pelo lado, teria uma saída qualificada
pela direita e proporia ao jovem Luan uma dobradinha interessante — semelhante
a que ocorre pelo outro lado com Wendell e Dudu. Com Ramiro, o Grêmio não
perderia em poder de marcação, uma vez que atleta natural de Gramado-RS, é
volante. Além disso, com ele, o time de Enderson Moreira terá mais um expediente
contra a retranca que possivelmente os argentino farão: o chute de médio-longa
distância.
BOTAFOGO
2 x 2 INTERNACIONAL
Extremos
Raio-x
do apagão
O ingresso do
lateral-direito Edílson no Botafogo foi o grande acréscimo dos cariocas em
relação a etapa inicial. Com a alteração de Vagner Mancini, o Fogão qualificou
a saída de bola e fez do camisa 33, ex-Grêmio, elemento surpresa ofensivo. Abel
Braga detectou a fragilidade e mandou a campo Gladstone como antídoto.
Entretanto, o camisa 37 em nada justificou seu ingresso, inclusive tendo levado
cartão amarelo em sua primeira participação na partida — o que talvez tenha
tirado a naturalidade do atleta e comprometido a sua atuação. Talvez...
O Internacional iniciou o segundo tempo com postura extremamente defensiva, ilustrada na marcação em duas linhas de quarto, tendo o volante Willians entre as linhas – prova disso que era o meia Valdívia em estava na marcação de Lucas, no primeiro gol do Botafogo. Aliás, o 1 a 2, marcado pelo estreante Emerson Sheik, teve dois co-autores colorados: o zagueiro Juan e, sobretudo, o goleiro Dida que falhou amadoramente ao sair em falso. Atrelado aos erros e a postura recuada — até certo ponto normal pela vantagem daquele momento — Alan Patrick e D’Alessandro, em jornada apática, não conseguiam reter a bola no campo ofensivo. Valdívia era a exceção e não deveria ter saído, configurando o erro de Abel Braga. Sem o camisa 29, entrou Otávio, visivelmente carecendo de ritmo de jogo. Jorge Henrique talvez pudesse dar melhor resposta. Talvez...
Blecaute total
Carência
ofensiva
Há tempos abordamos
nesse espaço, que apesar de Alan Patrick ter acertado a equipe colorada, o time
carece de maior ‘poder de fogo’. Patrick atua improvisadamente no setor
esquerdo, como falso segundo atacante pela ausência de opções de qualidade. O
camisa 19 rende melhor centralizado, por ser um meia-cancha clássico de visão
de jogo, alta técnica e qualidade no passe. Mais do que nunca, é imprescindível
que a direção saia às compras para reforçar o elenco. Do contrário, o sonho do Tetra
do Brasileirão será pauta somente para 2015.
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Fotos: Lance Net, Diego da Rosa/GES, Globoesporte e Internacional Oficial




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