Isolado
no topo
Na virada frente ao
Atlético-PR no último sábado, no Beira-Rio, o Internacional computou 15 jogos
de invencibilidade na temporada e alcançou a liderança, com 10 pontos, do recém
iniciado Brasileirão 2014 — beneficiado pelos tropeços de Corinthians e
Cruzeiro, seus principais concorrentes na largada do certame. Dentro de campo,
o time de Abel Braga voltou a empolgar por suas virtudes, porém, voltou a
colocar em risco os três pontos, reiterando suas principais debilidades.
Abaixo:
Nata
nacional
O que joga a
meia-cancha ofensiva do Internacional não está o gibi. O quarteto Aránguiz,
D’Alessandro, Alex e Alan Patrick, garantem ao colorado um domínio técnico de
jogo impressionante — ilustrado pela posse de bola esmagadora, sobretudo nas
partidas realizadas em casa. És a maior virtude do Inter de Abelão, em 2014.
D’Ale e Alan Patrick (foto) — após ‘merengue’ de Rafael Moura, marcaram os gols
alvirrubros. Patrick, aliás, até a marcação do golaço, repetia suas últimas
jornadas apagadíssimas, crescendo apenas após o gol. Por isso, aponta-lo como
‘craque do jogo’, conforme fizera a maioria dos veículos de comunicação, acho
uma demasia. Ninguém jogou mais que Willians na noite de sábado (veja mais
abaixo).
Burocracia
No entanto, nenhum
dos atletas citados possui a velocidade como característica, o que deixa a
equipe por vezes burocrática e fácil de ser neutralizada, sobretudo quando a
troca de passes é pouco objetiva e não visa o gol rival. Para legar à equipe
maior poder de fogo é fundamental que Abel Braga conte com um atleta que legue
rapidez na transição meio-ataque: Otávio, que entrou na segunda etapa, pode ser
a opção. Martin Luque, do argentino Colón, deve ser anunciado ainda nesta semana.
Com um ‘velocista’ entre os 11, o que já está bom, poder-se-á ficar ainda melhor.
Cobertor
curto
Embora o quarteto
ofensivo seja a principal ‘arma’ do Inter, preocupa a vulnerabilidade da
equipe, sobretudo, quando o time sofre o contra-golpe. No sábado, não poucas
vezes, os zagueiros ficaram no mano-a-mano contra os atacantes do Furacão e por
pouco as redes de Dida não foram balançadas. O gol do Atlético-PR, porém, foi
fruto de um erro individual de Ernando e não teve relação alguma com a
disposição tática.
Até
quando?
No entanto, se
houvesse mais um homem de marcação ao lado de Willians, o colorado talvez não
corresse tantos riscos. Méritos de Abel, que está contrariando a lógica do
‘equilíbrio’ e está liderando o campeonato. Porém, é preciso que o ousado
esquema seja testado contra adversários de maior envergadura técnica. Por
enquanto, o Inter enfrentou apenas o Grêmio e novamente, Abelão logrou êxito.
Mutação
tática
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Foto:
Félix
Zucco/Agência RBS e Vinícius Costa/Internacional Oficial



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