terça-feira, 6 de maio de 2014

Grêmio e o contraditório desejo de RENOVAÇÃO

Paradoxo


Precisando digerir a eliminação precoce da Libertadores 2014, o Grêmio foi a Vila Belmiro e empatou sem gols contra o Santos do vaiado e contestado Leandro Damião. Se olharmos na ‘letra fria da tabela’, um empate contra o Peixe fora de casa seria um bom resultado, no entanto, o que preocupou foi a atuação sem nenhuma inspiração ofensiva do Grêmio. A partida, aliás, foi uma das piores do futebol brasileiro, tecnicamente falando. Não é à toa que Enderson Moreira e Osvaldo de Oliveira, comandante santista, estão mais ‘pra lá do que pra cá’.

Notícia

A melhor notícia da partida gremista no litoral paulistano foi o indicativo de renovação, ilustrado pela sacada de Zé Roberto do time titular e o ingresso de Alán Ruiz entre os titulares. No entanto, o Grêmio está diante de um dilema que pairou sobre a Seleção brasileiro após a Copa do Mundo de2010: de nada adiante renovar a faixa etária, mas inferiorizar a equipe tecnicamente — Vide o retorno do goleiro Júlio César, no comando de Felipão. Ruiz, por exemplo, teve uma atuação sonolenta, isto é, condizente com sua carreira no futebol argentino e que o conduziu a reserva do San Lorenzo. Para a vaga de Hernán Barcos — criticado massivamente pela torcida — a opção primeira é Lucas Coelho. Nada contra o jovem atacante, pelo contrário, mas o camisa 33 ainda está muito aquém das exigências do Grêmio. Do jeito que está sendo feita, a RENOVAÇÃO não passa de um desejo impraticável. É preciso reforçar o elenco, direção tricolor...

Afirmações


Edinho na proteção defensiva e Dudu como protagonista das jogadas de ataque — em que pese o gol perdido na Vila após belíssima jogada  — são as duas maiores afirmações gremistas da temporada, ao lado do goleiro Marcelo Grohe. Nas últimas partidas, correndo por fora, está o zagueiro Pedro Geromel que, com a sequência de jogos, após a lesão do titularíssimo Rhodolfo, está consolidando-se como boa alternativa ao sistema defensivo. Aliás, o camisa 3 já passou à frente de Bressan (que está de saída) na hierarquia de zagueiros da equipe. Criticado veemente neste espaço, por suas atuações iniciais, Geromel deu a volta por cima e inclusive credencia-se fortemente a assumir a titularidade ao lado Rhodolfo num futuro próximo, saindo assim, o criticado Werley.

‘Cafezinho’ salvador 

Conforme informações do repórter João Batista Filho, o Grêmio antecipou a quota de televisão do Gauchão 2015 para saldar parte das dívidas que possuem com os jogadores. Se a informação for confirmada — e confio plenamente no JB — trata-se de uma das maiores ironias, para não dizer ‘tapa de luvas’ da história contemporânea do futebol gaúcho. Semana passada mesmo, após a eliminação da Libertadores, o presidente Fábio Koff ‘justificou’ o insucesso, entre outros, pelo fato de o Grêmio valorizado igualmente a disputa do Gauchão, desgastando assim, a equipe fisicamente para a Libertadores. É do presidente, aliás, a frase histórica de que “Gauchão é apenas ‘cafezinho’”. Quem diria, né? O estigmatizado campeonato estadual, ao que tudo indica, está ‘salvando a lavoura’ pelos lados da Arena Porto-Alegrense. O futebol é, deveras, dinâmico.

Grêmio à italiana



No começo da carreira um dos maiores defensores da história do futebol Mundial, Paolo Maldini, convivia com uma incômoda desconfiança: afinal, o mítico camisa 3, jogava na seleção italiana por sua qualidade ou meramente por ser filho do então técnico da Azurra, Cesare Maldini. A história provou, com sobras, que Paolo Maldini — ídolo também no Milán — defendeu o selecionado estritamente por sua capacidade, inicialmente na lateral-esquerda e, depois, como quarto zagueiro. Faço o preâmbulo para questionar: Alguém saberia informar qual o parentesco entre o técnico do Grêmio Enderson Moreira e o lateral Pará? Neste caso, nem a paternidade justificaria a insistência com o dedicado, porém, insuficiente camisa 2...
--- 
Foto: Bol/Uol Esportes e Getty Imagens

Nenhum comentário:

Postar um comentário